quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dodô- A Hora do "Cala a boca"


O Vasco chegou ao acordo com o atacante Dodô.

Ao que parece, será ele o grande nome do ataque em 2010.

Em outros tempos, tal contração seria alardeada como excelente por todos da imprensa.

Hoje, ela vem recheada de dúvidas e desconfiança.

Será que vale a pena investir em um jogador de 35 anos, há um e meio parado?

Em um jogador de raro talento, como Dodô, sim.

Especialmente por não termos, até aqui, nenhum jogador que se aproxime da sua condição de goleador nato.

A idade não é o maior problema, o que importa é a condição física.

Se for a mesma que apresentava há dois anos, excelente.

Informações dão conta que ele manteve a forma durante esse tempo inativo.

Dois anos parado não faz ninguém esquecer como se joga futebol.

No máximo, instiga o sujeito.

Dodô deve estar louco para voltar a jogar bola.

Gol o homem já provou que sabe fazer, e dos bonitos.

Torcida ele sabe que não irá faltar.

Que as dúvidas, então, transformem-se em gols, bonitos ou de canela.

E a desconfiança, em um “Cala a Boca” a todos que lhe chamaram de velho acabado.

Dodô tem tudo para brilhar com a Cruz de Malta.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Chama de Gisele e aparece com a Regina Casé?


Reinaldo tem 30 anos, carinha de 35, e 47 em cada perna.

Dos motivos pelo qual não o quero, o passado Rubro Negro é o menos relevante.

Jogadores são assim mesmo, soldados sem bandeira.

Jogando o que pode(podia) é melhor que o Élton.

O problema é que o Élton não pode ser parâmetro.

Não se o objetivo é montar um time competitivo em 2010, com um ataque poderoso.

Reinaldo nunca foi craque.

Em seus tempos áureos, um bom jogador no máximo.

Possui até certo renome, e por isso as cifras do seu contrato não devem ser das mais baixas.

Tem a fama de ser o melhor amigo de todos os médicos dos clubes pelo qual passou.

Praticamente nulo o seu custo benefício.

Absolutamente inacreditável sua cogitação

De chuteiras não é grande coisa, imagina de chinelos?

O Vasco especula Sóbis.

O Vasco especula Daniel Carvalho.

Contratar Reinaldo é a mesma coisa que dizer que pega a Gisele Bundchen e aparecer com a Regina Casé.

Brochante.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Preconceito e Paradoxos


Qualquer tipo de preconceito é inaceitável, seja ele de que natureza for. Religioso, racial, social, sexual, todos esses são igualmente abomináveis. Torcemos para um time que desde sua fundação insurgiu-se contra tais preconceitos. E, agora, a torcida vascaína insurgiu-se de novo, dessa vez praticamente vetando a contratação do técnico Antônio Carlos, alegando que esse tem em sua ficha acusações de racismo.Creio que antes de apontarmos o dedo na cara de quem quer seja, e lançar uso de um discursinho pasteurizado para defender nossas tradições de luta contra as elites, devamos olhar para nosso próprio umbigo.A Torcida que se infla de orgulho e enche a boca para dizer que não tem a mancha do racismo e do preconceito social em sua história, é a mesma que vai ao Maracanã pedir silêncio na favela, é a mesma que põe todos os torcedores do arqui rival num mesmo balaio, chama todo mundo de mulambo e bandido. É a mesma que se esquece que ela mesma já foi chamada de mulamba e arruaceira, e acaba por igualar-se na irracionalidade.


E cá pra nós, vetar Antônio Carlos por isso é uma baita babaquice. O sujeito errou, sim, errou, mas nem por isso é o pior dos viventes, e nem por isso, caso assumisse, estaríamos indo de encontro as nossa tradições. O atacante Gremista Maxi Lopes também tem sua vida marcada por um episódio de racismo, e duvido que se o contratassem a torcida teria esse tipo de reação. E por que não teria? Por que trata-se de um excelente jogador que seria extremamente útil ao Vasco.


Eu também não quero Antônio Carlos no Vasco, mas o último motivo que usaria para justificar minha opinião é o lamentável episódio de racismo em que se envolveu. Não o quero porque não o considero técnico de futebol, muito menos técnico de futebol para o meu Vasco.Um clube da nossa grandeza e importância não pode cometer o erro de fazer experiências em seu comando técnico. Como bem disse o excelente Lédio Carmona, “ clube grande não é laboratório”. Que venha Mancini, que venha o Roth, que venha o Tite, mas que venha logo e comece a trabalhar para o 2010 de alegrias que tanto desejamos se tornar realidade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Curiso caso de Celso Roth...


Celso Roth jamais foi um técnico de encher os olhos da torcida. É uma espécie de sujeito meio arredio, por vezes até antipático, por mais quem em suas entrevistas ele seja sempre correto e polido. É curioso isso mesmo, Celso Roth não consegue cativar o torcedor, a maioria já o olha com má vontade. Lembro-me dele no Vasco em 2007. O primeiro turno foi uma beleza que só, a ponto de sonharmos inclusive com o título. Vencer o Vasco dentro de São Januário era como subir de pé-pé a muralha da China. Proeza que, no primeiro turno, apenas o futuro campeão, São Paulo, conseguiu fazer. Perdemos o jogo apesar de termos mandado nele, especialmente no primeiro tempo. O reconhecimento veio das arquibancadas, na qual me fazia presente, e me juntei aos aplausos da melhor torcida do mundo.Na virada de turno, salvo engano, terminamos na zona de libertadores.
O segundo turno foi lamentável. A equipe do Vasco degringolou de vez. Passou a perder jogos fáceis em casa, a não mais vencer fora, e fomos ficando para trás, para trás, até chegarmos perigosamente próximos a zona de rebaixamento, embora de fato não tenhamos corrido grandes riscos naquele ano. Salvo outro engano, lembro de ouvir nossa torcida, quando em lua de mel no primeiro turno, exaltar o trabalho de Celso Roth. Tínhamos um time encaixadinho. São Januário foi palco de goleadas, e de cabeça lembro algumas. Goiás, Atlético Mineiro, Náutico, Santos, Um baile no rebaixado Corinthians, América de Natal, Grêmio. Mas como disse, o segundo turno foi de extrema decepção. E não tardou para a torcida logo crismá-lo "Burroth".

E é justamente isso que é o mais curioso no trabalho de Celso Roth. Suas equipes começam as competições a todo vapor, surpreendendo, vencendo e convencendo. Foi assim com o Vasco, foi assim, ano passado, com o Grêmio, e esta sendo esse ano com o Atlético Mineiro. As equipes começam bem, mas acabam perdendo sempre o gás. Talvez por causa dos fracos elencos com os quais trabalha. Outro ponto relevante em seu trabalho. Não podemos negar a competência de Celso Roth em desempenhar bons trabalhos com elencos modestos. Como se explica, por exemplo, o vice Campeonato do Grêmio em 2008, com reais possibilidades de título na última Rodada, se analisarmos tão somente os nomes que compunham aquele time? Passava longe de ser um supra-sumo do futebol. Mais longe ainda passa o Atlético Mineiro, que conta entre seus 11 iniciais com as ilustres presenças de Jonílson e Jorge Luiz. E olha lá onde esta o Atlético, brigando pau a pau por uma Libertadores. No primeiro turno ficou boa parte na liderança, mas poucos acreditavam no título do Galo, talvez por saberem do histórico de seu comandante.


Fato é que, nos últimos anos, Celso Roth é um dos melhores técnicos do País, e quem diz isso não sou eu, são os números e os fatos. Os números lhe colocam em um nível superior ao de muito técnico renomado, exemplo clássico é o de Wanderley Luxemburgo, que há tempos não faz um trabalho que justifique os salários nababescos que recebe. Portanto, se Dorival Júnior realmente não permanecer no Vasco, lamentavelmente bom que se diga, Celso Roth é um caso a se pensar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O time do amor!


Não haveria nenhum jeito melhor de vencer a partida contra o Amércia RN que não fosse de virada.


Afinal, somos do time da virada, somos do time do amor.


E o time da Virada, virou mais uma.


E a virada começou ano passado, quando colocamos nosso maior ídolo no comando do nosso maior amor.


A virada começou quando contratamos Rodrigo Caetano, que por sua vez contratou Dorival Júnior, que por sua vez montou um time, senão brilhante, senão dos nossos sonhos, valente e valoroso.


A virada começou quando a torcida Vascaína, a melhor do mundo, abraçou o time, colocou sobre os ombros e decidiu conduzi-lo novamente em seu lugar, nem que fosse na marra.


Somos o time da virada, somos o time do amor.


Amor que emanou dos nossos corações.


Amor que nos fez vestir a camisa Vascaína de cabeça em pé.


Amor que nos uniu ainda mais.


Não houve nenhum outro ano em que tenhamos amado mais o nosso Vasco.


E não basta amar, tem que participar.


Lotamos estádios por todo Brasil.


Pintamos o país de cruz de malta.


A virada, que começou no meio do ano passado, foi concluída pelos pés de Alex teixeira.


Que também fez sua virada de promessa para realidade.


Viramos o jogo, nos reiventamos e saímos mais fortes e mais gigantes do que já éramos.


O Vasco voltou, e agora eu quero ver quem segura!
Se é que alguém será capaz...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Foi ruim, mas tá bom


Quando a luz se acabou, o Vasco vencia o campinense por 1 a 0, gol marcado pelo artilheiro Élton em cobrança de pênalti. Antes disso até, Allan já havia sido expulso de maneira infantil ao dar um leve, levíssimo, pisão no pé do adversário que encenava uma contusão de grandes proporções num gesto de igual anti-desportividade. O jogo entre o campeão contra o rebaixado, que tinha tudo para ser um jogo tranqüilo, esteve bem quente. Faltas atrás de faltas e poucas oportunidades criadas. O campo atrapalhava demais as duas equipes fazendo com que o jogo ficasse muito físico. São os percalços da série b.

O segundo tempo mal começava e veio o apagão. E lá em campina grande deve ter havido um apagão geral também, pois pelo que apurei depois, fora o gol incrível perdido pelo Adriano, que assisti quando ainda tinha luz, a outra chance mais clara do Vasco no jogo foi no último lance, em cobrança de pênalti. E me diz aí, por que cargas d’água o cobrador de pênalti é o Ernani? Talvez seja uma iniciativa do grupo, de querer que um jogador que nunca fez e faz gols também deixe sua marca. Se o álibi era esse, que se escolhesse o Fernando Prass. Mas tudo bem, o ano já acabou faz muito tempo e nada agora será capaz de me aborrecer, nem mesmo esse futebolzinho que nosso time joga.

Mas não posso deixar de agradecer a torcida Vascaína, mais uma vez fazendo com que cada pedaço desse Brasil se torne a casa do Vasco. Seja aqui no sudeste ou lá na Paraíba, o sentimento nunca parou! Meus sinceros agradecimentos a torcida do Vasco, 2010 vem aí, e o Gilberto pode ser uma boa hein...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sim! Nós temos um ídolo!


Quando disseram que viria para o Vasco, fiquei com uma pulga atrás da orelha.

Os seus adjetivos não eram dos melhores, apesar de todos terem a plena consciência que com uma bola no pé o cara sabe tudo.

Problemático, desagregador, bad boy.

Para alguns, um enganador, sobrevivendo de firulas e toques de letra.

Um caso deveras curioso é verdade.

Quando adversário, apenas me causava repúdio.

Catimbeiro, firuleiro, um enganador de marca maior.

Mas ele veio para o Vasco.

Para a nossa imensa sorte.

Aos poucos eu vi que tê-lo nesse time era uma benção.

Uma espécie de oásis de talento.

Percebi que ele não era um firuleiro.

E agora faço o mea-culpa, por ter pedido aos meus volantes que lhe distribuíssem pancadas para ver se ele aprendia a ser homem.

Me envergonho disso.

Homem ele sempre foi, e mostrou esse ano ser um exemplo de homem.

Vestiu a camisa como poucos a vestiram.

Honrou a cruz como nós fazemos.

Abraçou a idéia e foi abraçado pela imensa torcida bem feliz.

Não seria justo se no jogo do acesso ele não estivesse presente.

E foi dos pés dele que saiu o gol salvador.

O golaço do ano só podia sair dos pés do craque.

E pela primeira vez no ano, ele beijou o escudo.

Não um beijo falso.

Um beijo igual ao que damos nas nossas camisas. Um beijo carregado de verdade.

Sim! Nós temos um ídolo!

Sim! Nós temos um capitão!

Sim! Carlos Alberto agora é Vascaíno!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Virada do Século - por João Vitor Carvalho


Se existe uma característica em mim que chama a atenção, esta é a passionalidade. Quando o assunto é futebol, e especialmente o nosso Vasco, dou um bico pra escanteio na razão sem o menor pudor e me entrego de corpo e alma as emoções que só uma pelota de couro é capaz de produzir.


Poderia inventar uma história, uma que fosse deveras mais emocionante do que a minha verdadeira. Poderia até dizer que estive no Palestra naquele jogo histórico, e quem dera eu estivesse. Pensando melhor, eu estive. Não de corpo presente, mas meu espírito estava lá. O meu e o de 15 milhões de Vascaínos apaixonados, empurrando nosso amor mais antigo e mais sincero rumo a mais uma glória, apenas mais uma, das tantas que a nossa incomensurável sala de troféus reflete. Poderia inventar, mas contarei a minha. Talvez não seja a mais emocionante, a mais curiosa, a mais bem contada, mas é a minha.


Tinha eu meus 12 anos à época, e esperava ansioso o final da novela das 8 que, naturalmente, não me recordo o nome. O que importava de fato era a final que viria na sequência. Um confronto entre 2 dos maiores clubes do país, o embate Rio X São Paulo novamente em questão, Vasco e Palmeiras, Bacalhau e Porco, disputando uma taça internacional de grande valia.Rolava a bola no palestra, rolava a bola no meu coração.Meio segundo de peleja foi mais que o suficiente para que meu sofá se transformasse em arquibancada. Sofá que nesse caso, e em outros tantos, era mero decorativo, pois que eu me lembre, nunca consegui assistir a um jogo, ainda mais desse quilate, sentado numa poltrona. Não sou um torcedor contemplativo, sou participativo. Mais participativo e mal educado do que os ouvidos da minha mãe e da vizinhança gostariam. Ainda não inventaram palavras para substituírem a contundência de um palavrão bem dito. E esse dia eu disse todos!


O Palmeiras vinha pra cima, empurrado por sua apaixonada torcida. Tão logo, veio o primeiro o gol Palestrino, dos pés certeiros do paraguaio Arce. Mal a torcida verde comemora, e Magrão faz o segundo. Perto do fim da primeira etapa, Tuta coloca o terceiro no placar. Ainda não inventaram nada que me provoque mais mal humor do que levar um gol de um sujeito tão ruim de bola como o Tuta. Os 3 a 0 fechavam a conta do primeiro tempo, e do jogo, como ousariam afirmar os céticos. Se eu dissesse que acreditava na Vitória, estaria mentindo tanto quanto se falasse que a essa altura não chorava copiosamente. Minha mãe tentava me consolar, em vão. O que ela poderia dizer pra me animar? Que o Vasco iria virar a partida? Que faríamos o impossível? Sou passional, mas não a ponto de delirar, não nesses níveis melhor dizendo. Não queria mais saber do jogo. Troquei o canal. Fui me divertir com a burrice alheia assistindo “show do milhão”. Divertir não é bem a palavra, fui me refugiar. Desfiz até o santuário que costumava transformar minha televisão. Apaguei as velas, devolvi a santinha pro seu lugar, os barquinhos, o papagaio de porcelana, a minha pedra da sorte voltou pra gaveta. Não sou religioso, longe disso, sou só mais um maluco apaixonado cheio de manias e superstições que transformava a cada jogo a própria TV numa “salada turca”. De acordo com a importância da partida, mais apetrechos adornavam a telinha.


O segundo tempo começava enquanto eu ainda enxugava as lágrimas da tristeza, e me entretia com a ignorância que só o Silvio Santos é capaz de expor na televisão. A cabeça continuava lá no Palestra e o espírito de lá também não arredou o pé. Nem eu, tampouco o “Alviverde Imponente” poderiam supor que muita luta ainda o aguardava. Tínhamos um timaço. Tínhamos Juninhos, tínhamos Romário, e tínhamos fé, traduzida fielmente pelo anônimo com seus galhos de arruda no parque e pela “salada turca” da minha televisão, que voltou a ser rearrumada logo assim que Romário descontou. Meu pai foi um dos poucos que desde o começo dizia que esse jogo seria do Vasco. Talvez só cumprindo seu papel de pai, ao ver o filho Vascaíno desolado. Mas quando, novamente de pênalti, Romário trouxe a diferença para 1 gol, não precisava-se de muito para acreditar que a vitória era possível. Não seria mais um devaneio acreditar no impossível O tempo passava, minhas conversas com a santa na TV se intensificaram, os copos com água com açúcar desciam fáceis, assim, como água com açúcar. O gol não saía. Quem saía era meu coração, pela boca quase. E o impensado acontece. Juninho Paulista, um monstro nessa decisão, empata a partida. Já seria o suficiente para transformar em histórica essa noite. A torcida Vascaína faz festa no Palestra. Juninho pernambucano, outro monstro, bate no peito e convoca os torcedores presentes e os espíritos Vascaínos a entrarem em campo.


Quando Viola pega a bola na esquerda, parte decidido para o meio da área, vou junto com ele. A bola sobra pra Juninho paulista, que chuta pro gol. A bola desvia e sobra pra Romário, e de repente, vê- se a luz, o impossível, o improvável esta prestes a consumar-se. 15 milhões de Vascaínos, todos ao mesmo tempo, se transportam para dentro da reluzente cruz de malta no peito do nosso baixinho, e chutam a bola pro fundo da rede. É gol do Vasco! É gol dos Vascaínos! É grito que acorda os vizinhos! É lagrima de alegria! É coração em disparada! É felicidade! é chopp que se derrama no chão! É beijo na cruz! Beijo na Mãe, no Pai, no irmão, na namorada! É emoção que não se traduz! É noite que vira dia! É buzinasso pela rua! É orgulho! É paixão! É amor! É a certeza de feito a escolha certa! É a certeza de torcer pelo melhor, insuperável, incomparável, imaculado e apaixonante Club de Regatas Vasco da Gama!





História Enviada para o Livro " A Virada do Século"


envie tb a sua!

sábado, 31 de outubro de 2009

Campeões desde 2008


O campo do estádio Castelão não é aquilo a que podemos chamar propriamente de pasto, mas é algo que se aproxima muito disso. Há de concordar que praticar futebol sob o calor escaldante da bela capital cearense, em um campo tão inóspito como aquele, não é das tarefas mais fáceis. O resultado só poderia ser esse mesmo, uma enormidade irritante de passes errados, embora não tenhamos assistido a um jogo morno, mas sim bastante movimentado. O placar de 1 a 1 ficou até de bom tamanho, por mais que ambas as equipes tenham tido outras oportunidades de balançar as redes. Tivesse um pouco mais de calma e precisão no último passe, poderíamos tranquilamente ter saído com a vitória sobre o risível time do Fortaleza. A se destacar positivamente, a valentia da equipe do Vasco, que fez o melhor que pôde diante das condições. Negativamente, a contusão horripilante de Rodrigo Pimpão. Torçamos para que tenha sido apenas um susto.

Na última vez em que visitamos o Castelão, o campo conseguia se encontrar em condições mais impraticáveis do que as encontradas hoje. Meu nível de adrenalina também em muito difere daquele quando da partida contra o Ceará. Naquele dia estava uma pilha, estávamos na segunda rodada ainda do campeonato, tempos em que pra nós a vitória já era suficiente. Ninguém lamentava-se pelo futebol tosco da nossa equipe, quer dizer, só os chatos de sempre. No jogo de hoje me dei ao luxo de assistir deitado em meu sofá, apenas contemplando, sem maiores alterações de humor e com preocupação zero. O narrador fazia questão de a todo momento nos lembrar dos números, chegando a cometer o absurdo de dizer que o vareio que levava o Guarani da Lusa era um mau resultado para o Vasco. Vê se pode? O Vasco já subiu como campeão, e isso não foi hoje, não foi ontem e nem será sábado que vem no Maracanã. O Vasco foi campeão da Série B desde que o Vitória nos empurrou ladeira abaixo no fim do inglório ano de 2008. Portanto, Matemáticos, ocupem-se com seus polinômios e logarítimos, e deixem o nosso Vasco quieto.

Sábado próximo é dia de festa no Maracanã, é dia de lotar o maior do mundo e mostrar ao mundo todo o tamanho do nosso amor, mais uma vez. Todos estão convidados para a festa. No palco, nossos guerreiros, que merecem nossos sinceros aplausos, e o penetra juventude, que vai se arrepender de ter vindo ao Rio.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Coluna de estréia no Supervasco( Domingo no ar, mas vc lê aqui antes)


Mas quem é você?


Olá torcida Vascaína! Eu sou João Vitor Carvalho, um torcedor de arquibancada igualzinho a vocês, com a única de diferença de ser metido a escritor. Apenas um rapaz comum, que transita entre o jornalista e o “pitaqueiro” de botequim. Tenho 21 anos,como quase todo rapaz sonhei em ser jogador de futebol e como não deu em nada estou cursando o terceiro período de comunicação na Faculdade Estácio de Sá, aqui em Petrópolis, onde nasci e fui criado. A partir desta semana, estarei todos os domingos com vocês passando minhas impressões e opiniões acerca do nosso querido Vasco da Gama. Em minhas colunas você não terá informações privilegiadas, não saberá dos bastidores do clube, e raramente me verá falando de política. A política eu deixo para os políticos, o que não me impede de ter minhas posições bem estabelecidas. Não preciso nem dizer qual é, vocês perceberão.


Meu negócio sempre foi falar de futebol. Sem muita onda, rodeios e gracejos. Dificilmente vou preferir uma metáfora ao invés de uma frase direta. Logo aviso que não tenho aqui a pretensão de falar pela nação Vascaína, falo por mim e olhe lá. Se você se identifica com que escrevo, sinta-se a vontade para fazer suas as minhas palavras. Caso contrário, esteja confortável para discordar com a veemência que seja do seu agrado, desde que com respeito. Falta de educação e bom senso não serão tolerados por aqui. Comentários desse naipe conhecerão o potencial da tecla “delete” do meu computador . Sejamos cordiais e façamos desse espaço uma arena para o debate sadio. Lembremos sempre que todos nós somos Vascaínos e, independente as opiniões contrárias, todos queremos o bem do nosso amor mais antigo.


O que você acha do atual elenco do Vasco e o que esperar do futuro?


Fraco. Incapaz de cumprir nossa vocação de grandeza, mas que para série B esteve de excelente tamanho. Um grupo que embora carente de qualidade, entregou-se de corpo e alma a nossa causa e nos devolveu sem muitas dificuldades a elite do futebol brasileiro. Muito por conta do trabalho de primeira linha executado pelo nosso brilhante e competente Rodrigo Caetano e pelo não menos competente Dorival Júnior, que terá em mim sempre um fiel defensor enquanto merecer como merece.


Chega a ser redundante falar que precisamos de vários reforços para a próxima temporada. Atacantes para serem titulares, um meia para jogar com Carlos Alberto, uma dupla de zaga, um volante pelo menos. Isso para começarmos a conversar. Se o Dorival tirou leite de pedra esse ano, tenho muitas esperanças quanto ao que ele pode fazer com um elenco de nível de Vasco, que todos nós esperamos, queremos e cobraremos que o Vasco tenha. Em outra coluna, antes mesmo de ser efetivado e ter minha fotinha e descrição ali em cima (hehehehe), disse que queria fazer jus à música que cantamos nos estádios. Até onde me lembro, “ eu vou torcer pro Vasco ser campeão”. E para isso, antes de mais nada, precisamos ter um Vasco de verdade para torcer, coisa que não tivemos durante alguns tenebrosos anos, uma década quase. Período que podemos chamar de década perdida. Que a próxima, então, seja a do milagre Vascaíno.

Isso não é papo de Fundamentalista Vascaíno, embora o nome do meu blog pessoal sugira que eu seja um (http://www.fundamentalismovascaino.blogspot.com/), é uma questão de natureza estritamente numérica e histórica. Em todas as décadas, fora o hiato da década de 60, semelhante a esse desses tempos, marcamos presença forte em todas as demais.A sensação que o Vascaíno deve ter ao final do Ano é de felicidade e dever cumprido. Nada além de nossa obrigação vencer a série B com o pé nas costas, mas a felicidade provém da esperança de um futuro melhor. O Vasco é um novo clube. Não tem mais aquele ranço de amadorismo e tampouco (Graças a Deus!) aquele cheiro insuportável de charuto. Aos poucos a nova administração da uma nova cara ao nosso clube, uma cara profissional que muito me agrada. Homens sérios como Dorival jr e Rodrigo Caetano trouxeram credibilidade ao Vasco, e hoje, finalmente, podemos dizer que temos um projeto, temos ambições. Muita coisa precisa mudar, o buraco na série A é mais embaixo, e necessitamos de muitas melhoras em nosso elenco se quisermos ser quem somos. Somos o grande Vasco da Gama, nunca ficamos bem no papel de coadjuvantes, nunca importou para nós competir. Desde 1923, quando nossos negros, mulatos e operários atropelaram os “players” da aristocracia carioca, tivemos nosso destino selado. Nascemos para superar obstáculos, nascemos para vencer. Cumpramos, pois, nossa vocação.


Vejo o Vasco hoje no caminho certo, e para alguns isso é ser bovino. Para mim não. Enxergar isso é simplesmente não ser tacanho. Quem não enxerga que o Vasco esta voltando aos poucos ao caminho certo, das duas uma: Ou não torce para o Vasco, ou pior, torce contra.


Agradecimentos.


Gostaria de encerrar essa coluna agradecendo ao pessoal do Supervasco. Ao Marcelo Coelho, que publicou alguns dos meus textos aqui; ao Elisvaldo, dono do site, que aprovou a minha entrada nesse seleto grupo de colunistas; ao Hélio Ricardo, que certa vez divulgou meu blog em uma de suas colunas, o que me deixou verdadeiramente orgulhoso; Ao Marcos Peressoni, que foi quem de fato me fez o convite; e agradeço desde já o seu comentário, caso ele venha.


Saudações Vascaínas de só mais um Vascaíno e somente isso.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

De volta pra casa

Desculpem a todos que acompnham o Blog, mas não tive tempo nesse fim de semana de escrever sobre a vitória do Vasco ante ao Bahia . Vitória que nos devolveu a primeira divisão.

O Vascão voltou e o ano de 2010 já começou!

Prometo uma análise mais elaborada durante essa semana.

Saudações e vem cá, que GOLAÇO o do Élton hein!!

Dessa vez ele calou minha boca.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Incoerentes por excelência, somos torcedores!


Vasco e ABC travaram um jogo repleto de alternativas. Diria eu até que com alternativas demais pro meu gosto. Diferente dos últimos jogos, modorrentos, este esteve em um nível bem acima. Se não foi um primor de técnica, ao menos não deu sono. Muito pelo contrário. Inicialmente supus que a partida seria fácil, quando Fernando fez gol logo no começo. Na comemoração, o zagueiro deu aula de companheirismo e correu até o banco para abraçar o Vilson, ex dono da posição. O que se desenhava como fácil, logo logo complicou, quando Amaral fez pênalti em Júlio César e o ABC chegou ao empate. O Vasco novamente pulou na frente do placar, em pênalti cobrado por Carlos Alberto. E assim terminava o bom primeiro tempo no Frasqueirão.

Regressava do Banheiro ainda, e ao olhar para a televisão, o espanto. Não foram necessários nem 20 segundos na etapa derradeira para o ABC empatar a partida e colocar uma pulga atrás de nossas orelhas. E com um agravante: A saída de bola foi nossa. Conseguimos a proeza de sair com a bola, perdê-la em menos de 15 segundos e ainda por cima levar o gol. Mas a estrela do criticado Fumagali brilhou. Valendo-se de seu principal atributo (talvez único), ele cobrou com categoria a falta e deu números finais a partida. Que ainda teve alguns lances de emoção. Diria eu até que emoção demais pro meu gosto. O ABC se lançou ao jogo em busca do empate e por duas vezes esteve próximo. Em um dos lances, apenas Deus sabe como a bola não entrou, e no outro, se não foi Deus que salvou, foi seu intermediário Fernando Prass, sempre providente.

A vitória nos deixa matematicamente muito próximos do acesso, e a promessa é de um Maracanã cheio e em festa no sábado ante ao Bahia. A consumação numérica do nosso acesso para alguns vai gerar alívio e para outros felicidade . Em mim, as duas coisas. Relendo meus artigos, pude observar certas nuances de pensamentos e sentimentos durante esse ano, o que no meu humilde modo de pensar traduz o que foi o Vascaíno esse ano. Longe de mim querer ser o representante dessa nação, mas todo aquele que se mete a escrever sobre futebol, ciência inexata por excelência, acaba ficando sujeito a algumas incoerências.

Releiam seus colunistas prediletos. Todos em algum momento exaltaram Dorival Júnior como um grande achado da diretoria. Eu continuo com essa opinião, e vejo Dorival como um alquimista, que conseguiu com poucos ingredientes, alguns de qualidade duvidosa(senão muitos), Inventar, é exatamente essa a palavra, um time de futebol capaz de subir de divisão. Para alguns isso é pouco. Volte ao seu colunista predileto e veja que no começo do ano o que sempre valeu e importou foi o acesso. Todos bradavam que tínhamos um time para torcer agora, um time de “homens de honra”, “cavaleiros da Cruz-de-Malta”, dispostos a derramarem sangue no gramado, de lutar incansavelmente pelos resultados. A felicidade provia da entrega de nossos “Templários” e poucos ligavam se jogávamos ou não tão bem. Queríamos acima de tudo, sangue no olho daqueles que nos representavam dentro de campo, o suor do guerreiro era motivo de aplausos. O Vascaíno mudou de pensamento, o que passou a importar de uns tempos pra cá foi jogar bem. Queremos que o nosso time de segunda jogue como um da elite da primeira, para nos sentirmos já como pertencentes ao primeiro escalão. Algo que me soa paradoxal: queremos prazer no ano do sofrimento. Viemos aqui pagar nossos pecados ora essa, e não é porque o time joga mal umas quantas partidas que tudo vai mal. Esse ano eu termino feliz e aliviado. Aliviado por enfim estarmos voltando ao nosso lugar, e feliz por enxergar seriedade, competência e um projeto bem encaminhado para o futuro, para que aí sim, sejamos novamente o Vasco da Gama, que faz jogo duro com o Manchester United, e não com o ABC de Natal.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um passo mais longe dos Enricos!




Em um jogo onde o Nílton faz um gol de bicicleta, o Amaral um gol de craque, o Titi um de centro-avante, pode se esperar de tudo. Podemos esperar, inclusive, que alguns torcedores reclamem do time mesmo que ele tenha vencido por 4 a 1. Os chatos dirão que não traduz o que foi o jogo, insistirão em chamar o técnico de burro, apesar da vitória só ter sido construída a partir das mexidas que fez na equipe. Dirão esses: Tá vendo, porque só foi testar o Magno nesse fim de campeonato, já que esta mais do que na cara que o rapaz é um fora de série?(atenção, ironia).


Talvez o placar não traduza fielmente o que foi a partida, mas reclamar disso já é demais também. Para quem não vencia há 3 jogos, adversários do mesmíssimo quilate do Vila Nova, 4 a 1 ta de ótimo tamanho. Mas vem cá, eu dou um doce para aquele que me explicar o que passa na cabeça dos jogadores de Futebol, em especial na do Amaral e na do Élton. Logo o nosso bravo volante, odiado por muitos, e aceito por outros, que nunca faz gol, quando faz, me da uma dessas de sair comemorando provocando a torcida. O sujeito ao invés de explodir com a galera, selar a paz, prefere a provocação. O Élton é pior, pois fez o gol quando a torcida era só alegria, e mandou todos calarem a boca. Eu pergunto, por que? Por que ele fez um gol sem goleiro contra o Vila Nova? Perdeu uma bela chance de correr até ao alambrado e ouvir ” Uh ta maneiro, o Élton é artilheiro”, mesmo que saibamos que ele é meio perna de pau.


Sou totalmente contra as vaias durante os jogos. Existem, para mim, dois momentos para se vaiar: No intervalo e no final do jogo. Durante é infrutífero. Eu nunca vi a vaia ajudar ninguém a jogar melhor. E o que nós, enquanto torcedores, queremos do nosso time: execrar jogadores, ou mesmo sabendo das limitações deles apoiá-los rumo a vitória? Cada passo dado em direção á primeira, nos afasta dos vários ” Enricos” que temos no nosso time. Sei que tem gente que gosta de vaiar, e usa o argumento que me provoca náuseas: “Eu tenho direito de Vaiar, afinal, to pagando!” Se nem no "Zorra Total" isso é engraçado, que dirá na vida real. Não é porque você pagou o quanto for, que você tem direito de ir lá pra São Januário atrapalhar meu Vasco a sair dessa. Vaie mas vaie na hora certa. E, vocês, jogadores, quando fizerem seus golzinhos, comemorem, pois o que nós mais queremos é aplaudi-los.
* Em tempo: Que benção é essa seleção Sub-20! Nela, o Alex teixeira é Gênio e o Alan Kardec é craque. O alex a gente segura, mas poderíamos dar um jeito de arrumar um dinheiro com o Kardec. Deixemos que um gringo gaiato iludido compre ele acahando que é bom. Temos que aproveitar essa maré boa dele, sabe-se lá até quando vai durar...

sábado, 10 de outubro de 2009

Vou torcer pro Vasco ser Campeão?


Hoje meu querido avô completou 90 anos. Família reunida, primos de São- Paulo, tios de Minas Gerais, e mais uma porção de cabelos brancos lá estiveram. Uma festa que me fez sentir incrivelmente jovem. Não foram poucos a tentarem me demover da idéia de assistir ao jogo do Vasco. Ainda mais quando souberam que o jogo em questão era diante da Ponte-Preta. Optei por uma saída à francesa, até para evitar os costumeiros comentários de “ Nossa! como Você cresceu” e “olha como esta bonito o João”, por mais que esse ultimo massageie agradavelmente meu ego. É difícil realmente entender os motivos pelos quais um sujeito abandona uma confraternização familiar para assistir um jogo de futebol. O que melhor explica é o sentimento que não para e nunca parou. Sentimento esse que me fez e me faz, enfurnar-me nos aprazíveis “pé-sujos” da minha bela e monótona Petrópolis.

Admito que gosto da experiência. Nada me satisfaz mais do que assistir à um jogo com verdadeiros Vascaínos. Senhores que, mesmo assistindo a televisão, conservam o hábito de escutar as partidas no chiado da incomparável freqüência AM. E se eu sofro com o time que vejo em campo, que dirá o senhorzinho ao meu lado, que me contava radiante as histórias do insuperável Ademir Menezes.
Estive um tempo afastado dos escritos, e não foi somente por causa da cascuda semana de provas na faculdade, a qual passei, espero eu e em deus, sem maiores problemas. Gosto de escrever quando sinto que de fato tenho algo a acrescentar, embora eu saiba que não agrade a todos, mesmo porque nem Jesus agradou a todos e minha pretensão, óbvio, não chega a tanto. Não quis chover no molhado quanto a situação vergonhosa dos NOSSOS funcionários. Sim,NOSSOS. Afinal, “o Vasco é meu” ou não é? Envergonho-me profundamente do meu Vasco não pagar os salários daqueles que dão a vida pelo clube.
E pra não ficar somente nesse rococó literário, Falemos então da partida que me fez abandonar os festejos de noventa anos do meu vovô Chico, velinho lúcido, firme, e que tenhamos nós a sorte de sermos metade do grande homem que foi e ainda é.

Preciso dizer que o primeiro tempo foi uma porcaria? Acho que não né? Preciso dizer que o árbitro e seus auxiliares são uma porcaria? Não né?. Pulemos pois ao segundo tempo, que também foi uma porcaria. Vou me esquivar de análises táticas, pois é certo que colunistas mais competentes a farão. Não há o que se reclamar de escalações. Muitos farão gracejos e rodeios para justificar as más atuações do Vasco. O popular do bar não era muito afeito aos rodeios e sem “meu pé me dói” cravou: O time do Vasco é ruim! Logo, é simples a receita. Time ruim, contra time ruim, é possível, e provável, que o jogo seja ruim. E foi, mais uma vez. Um 1 a 1 safado e que se ficasse no 0 a 0 seria justo.

Vovô Chico me ensinou a ver o lado bom das coisas. O lado ruim dos resultados adversos são óbvios, não carecem de explicações, mas o lado bom as vezes é mais obscuro. Se podemos depreender algo bom dos patéticos e vergonhosos resultados do Vasco nessa não menos patética e vergonhosa divisão, é percebermos o quanto antes o que o popular percebeu sem muita dificuldade: O time do Vasco é ruim! E vai ter que melhorar muito para o Ano que vem. E que não me venham farrear a conquista de um G-4 ou algo do tipo, pois a música que eu canto em São Janu, no Maraca, é muito clara: Eu vou torcer por Vasco ser campeão! E pra ser campeão, precisamos de muito mais. Sigo na torcida, e espero que comece na prática o 2010 que já deveria ter começado na teoria.

domingo, 4 de outubro de 2009

Sem campo, sem jogo


Não tinha campo.


Quiçá juiz.


Não teve jogo.


Por que iria ter crônica?


Força maior me impediu de ver o futebol menor de Vasco x Bragantino.


Me conte nos comentários como foi...



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma semana inteira para você reclamar


Ei, voce aí! Você mesmo, que adora reclamar de tudo, enfim chegou seu momento. Reclame das pixotadas do Vilson, cada dia menos raras; reclame do fominha do Adriano, que vive a se jogar no gramado; reclame do Amaral, que não marcou ninguém hoje; reclame do Élton, que mal encostou na bola; reclame do Fágner, que marcou tão mal quanto apoiou; reclame do Ramón, que as vezes exagera na vontade; reclame do Enrico, que não ouve nem os próprios pensamentos de tanto que o vaiam; reclame também do Dorival, que põe o Enrico pra jogar. Reclame do que quiser, até da torcida, que esteve em São Januário disposta a emendar as vaias de sábado antes mesmo da bola começar a rolar.

O leitor perceberá que poucos não tiveram seu nome na lista de reclamações, logo, atento e perspicaz como é, saberá que crucificar este ou aquele jogador não cabe nessa análise. Uma coisa é você criticar um jogador que não esta jogando bem e por isso destoa dos demais. O destoante, no jogo contra o Figueirense, se houvesse, seria aquele que estivesse jogando bem. Mas, como antecipei, hoje é seu dia meu caro “reclamão”. A sua tese esta confirmada (?), espero que não para o seu deleite.

Confesso que esperava escrever um artigo na mesma linha dos últimos, exaltando a conquista de mais 3 pontos e torcendo a cara para o futebol apresentado. Ahhh... antes fosse. A derrota categórica que nos foi imposta pelo organizado time do Figueirense guarda apenas uma semelhança com as outras três derrotas sofridas: O Vasco não jogou bem. Vamos então as diferenças.

O primeiro tempo, como já é de praxe, foi solenemente ignorado pela equipe do Vasco. Até aí, tudo igual. Mas a diferença vinha de Florianópolis, embalada, paciente, organizada e eficiente. O Figueirense se sentia no Orlando Scarpelli, e o Vasco, se sentia na primeira divisão. Em dado momento tinha-se a nítida impressão que o gol catarinense era questão de tempo, pois de fato eram os merecedores do tento. Saímos da primeira etapa perdendo de justos dois gols a zero. Até tentamos algo no segundo, mais na base do “bumba meu boi” que outra coisa. Perto do fim, fizemos nosso imerecido gol, originado em cobrança de falta que nem eu, você, e, que dirá o árbitro, entendemos.

Alguns jogadores saíram de campo chateados com as vaias da torcida, sob o argumento de que não é esse o papel do torcedor, que este deve apenas apoiar incondicionalmente o time e fechar os olhos a realidade. Antes eles devem entender que só vaiamos porque estamos na ânsia de aplaudir. Queremos ver nosso time vencer, ainda mais quando o mesmo joga a segunda divisão. Se para os jogadores a vaia é ruim, para nós torcedores é pior ainda.Evidente que existe aquele sujeito que adora vaiar, e tem prazer quase sexual de dizer a frase “ eu avisei”. São os Reclamões, que enxergam milhões de defeitos no próprio time, mas não tem a capacidade de reconhecer algo tão simples e óbvio: O outro time, pasmem, jogou melhor que nós. Não perdemos, fomos vencidos.

sábado, 26 de setembro de 2009

A boa e velha sabedoria popular...


Se você gosta de 3 pontos, tem mais é que bater muitas palmas para o time do Vasco, pois o eficiente 1 a 0 de cada dia vai nos distanciando mais e mais do pesadelo chamado série B. Agora, se você gosta de futebol bem jogado, sugiro que não fique assistindo aos jogos do Vasco, em especial o primeiro tempo das partidas. As primeiras etapas dos jogos são invariavelmente péssimas, e solenemente ignoradas pela nossa equipe. Ao final dos primeiros 45 do jogo de hoje, vaias ecoavam das arquibancadas. Inclusive minhas. Inclusive justas. Eu gosto de futebol bem jogado, e quem nãos gosta não é mesmo? Mas esse ano decidi contemplar somente a conquista dos 3 pontos. Já me acostumei que a dose de futebol bonito do Vasco esse ano vem em conta-gotas. É um “driblezinho” cá, um passe bonito “acolá”, um toque de letra, uma caneta inventada pelo capitão, e ponto. Acostume-se, e faça como eu: Lambuze-se fartamente nos 3 pontos.

E veja você o que é a sabedoria popular, hoje personificada por um simpático cidadão, companheiro meu de cadeiras azuis. Primeiro ele identificou o mapa da mina: O jogo era pela esquerda, nas investidas de Robinho e no apoio do Ramón. Foram três ou quatro jogadas de perigo por aquele setor, que poderiam ter se transformado em gols, caso a voz do povo fosse ouvida. Dizia o simpático cidadão palavras pra lá de contundentes, que empacotam e condensam os estratagemas, sistemas táticos e a pretensa sabedoria dos técnicos em uma única frase, curta, grossa e objetiva: ” Chuta essa Porra”! Nas três ocasiões preferiu-se o drible a mais e o gol de menos.

Sorte que a voz do cidadão foi ouvida no segundo tempo, e Ramón enfim chutou a pelota, rebatida pelo goleiro nos pés de Carlos Alberto, que nem trabalho teve para empurrar pras redes no melhor estilo “até minha avó faria”. Tudo certo até aqui. Com o placar seguro e garantido de 1 a 0, o Vasco tinha mesmo que recuar, afinal, o Duque de Caxias é um grande time, respeitabilíssimo adversário e todo cuidado é pouco. PARA NÉ! ” Vai pra cima dos caras pô”- diria o popular das cadeiras. Mas não, é preciso emoção, é preciso sofrer. E novamente demos chance para o azar nos atormentar. Sorte a nossa que os atacantes do Duque de Caxias “não iam muito com a cara” da bola. As chances do empate foram criadas, principalmente pelo lado direito da defesa, onde Fágner não reivindicava a posição de titular como dele esperamos, fazendo partida discretíssima no ataque e ineficiente na defesa. Menos mal que tudo acabou bem, e o Vasco venceu pela suficiente goleada de 1 a 0.

Ao final, aplausos, inclusive meus, inclusive justos. Prometo ser mais exigente em 2010, mas por enquanto a caravela segue seu rumo sem tormentas. Tá bom ou não tá?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Aos ingratos


Por João Vitor Carvalho( Almirante)


Se tem uma coisa que me gera profunda revolta, é ver alguém chamando nosso técnico de "Burrival". Algo que supera os limites aceitáveis do ridículo. Pior é o paradoxismo que acontece. É consensual o fato de termos um elenco de Série B, em outras palavras, um elenco capacitado para cumprir exclusivamente essa missão, vencer a série B. Missão que não só cumpre, bem como cumpre da melhor maneira, provando inapelavelmente a superioridade perante aos adversários, tanto é que, há 13 rodadas do fim, já temos nosso acesso consumado. Uma campanha como essa, irretocável, não pode ser fruto da sorte, como alguns apregoam. Não fazemos uma brilhante campanha "apesar" do Dorival, muito pelo contrário.

Deve ser difícil ser treinador de um time com mais de 15 milhões de técnicos, boa parte deles metidos a entendedores do assunto. Tem torcedor que é sempre do contra. O sujeito gosta de reclamar e pronto acabou. Nada está bom. Nunca! Se o técnico tem uma opção que não é do seu agrado, lá vem ele a chamá-lo de burro sem o menor pudor. Eu também não concordo com algumas escalações, substituições, opções de jogo, mas não vou ser ingrato com o primeiro técnico-técnico, entendedor da coisa mesmo, que tivemos nesses últimos anos.

Lembremos para que Dorival Júnior foi contratado: Levar o Vasco a primeira divisão novamente. E é justamente isso que ele fez. Ele não foi contratado para levar o time à libertadores, embora tenhamos estado, quem sabe, há um pênalti não assinalado dessa vaga, e não foi contratado para montar um time que faça exibições de gala, aliás, dado o material humano que possui em mãos, embora aguerrido, isso fosse impossível. Foi, repito, contratado para somar 3 pontos em cada partida e levar a caravela de novo para o seu rumo.

No começo do ano, quando anunciaram sua contratação, fiquei muito satisfeito. Tão logo, veio a discussão a respeito do seu salário elevado, e em minha opinião, justo. E a justiça se dá pelo fato de que se não pagássemos o que pagamos a ele, outro clube, certamente, pagaria. E estou falando de clubes de ponta da série A. O Palmeiras, por exemplo, que chegou a sondá-lo depois de demitir Wanderley Luxemburgo. Acho difícil que um dos postulantes ao título nacional enxergasse vantagem na contratação de um técnico "burro" Se o nosso elenco no começo do ano era uma aposta, o nosso técnico tinha que ser uma certeza, certeza de competência. Muito do que o Vasco é hoje, um time organizado taticamente, longe der brilhante contudo, é mérito de Dorival. Mérito de quem soube armar um sistema defensivo sólido, de quem soube escolher peças de qualidade no mercado, ainda que sem um potencial elevado de investimento. Mérito de quem montou um time esforçado, responsável, valente.

Mérito de quem fez o Vascaíno voltar a vestir orgulhosamente sua camisa pelas ruas.

Discordar é uma coisa, mas não sejamos ingratos com aquele que nos conduziu brilhantemente até o nosso lugar.

fonte: www.supervasco.com

sábado, 19 de setembro de 2009

O lampejo do craque e o guerreiro esquecido


O primeiro tempo de Vasco e Guarani foi aquilo a que nomeamos usualmente como “bela porcaria”. Que primeira etapa lastimável! O que se via era um caminhão de faltas e uma enormidade de passes errados. Embora tenha dominado boa parte do jogo, o Vasco não levou quase nenhum perigo ao gol adversário. A única boa chegada no primeiro tempo, de fato, foi em um chute de Élton, após bela jogada de Carlos Alberto, que, a meu conceito, não fez essa exibição primorosa que pintaram aí nos principais portais esportivos.

Justamente aí que esta a diferença do craque para um jogador comum. Um jogador do quilate e do talento de Carlos Alberto não precisa jogar bem durante toda uma partida para ser decisivo. Basta um, somente um, lampejo de sua genialidade, e pronto, mais três pontos no bolso. O Capitão/alma do time partiu pra cima dos zagueiros e serviu Élton, de frente pro crime, bater firme e dar números finais ao jogo. Nosso camisa 9 pode não ser o centro-avante dos sonhos, aliás, não é, mas foi, sem sombra de dúvida, peça crucial no nosso acesso consumado.

A partir do gol, o Vasco passou a tentar administrar o resultado para lá de perigoso. Após a tentativa patética do zagueiro bugrino de cavar um pênalti, o “juizão” não refugou e mandou o "artista" mais cedo pro chuveiro. E o "juizão" hein? Parecia ter múltiplas personalidades. Começou apitando o jogo à européia, nada era falta. Pouco depois, tudo virou falta. Em dado momento, lances rigorosamente iguais foram tratados por vossa excelência como falta algumas vezes e, em outras, como lances normais. Vai entender essa arbitragem.

Vai entender também a cabeça desses superestimados senhores chamados Treinadores de Futebol. Antes de mais nada, reitero que sou só agradecimentos ao nosso querido Dorival Júnior, mas a entrada de Fernando na partida, no lugar do apagado Allan, não foi inteligível a nenhum dos 52.000 vascainos presentes no Maracanã. O próprio Fernando foi pego de surpresa. O time vencendo, com um jogador a mais, apoiado pela massa cruzmaltina, e se opta pela entrada de um zagueiro no lugar de um meia ofensivo? Chamamos o Guarani para nosso campo de defesa e arriscamos nossa vitória. Não fosse Fernando Prass, poderíamos estar aqui a reclamar, com razão, dessa opção...maluca!

Termino exaltando um jogador que não pode ter sua atuação passando em branco: Amaral.
Ao meu ver o melhor jogador Vascaíno em campo. Não perdeu sequer um lance e até acertou alguns passes mais elaborados. Sei que para alguns continua sendo difícil reconhecer o óbvio: Amaral melhorou muito. Experimente tirar essa birra, como eu fiz, e verás que nem sempre se é justo com o Amaral quando ele merece. Este artigo é dedicado ao Lampejo do Craque, que redunda em gol, e ao vigor do guerreiro, poucas vezes lembrado.

Saudações Cruzmaltinas!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O que pensa o Dorival?


Dorival Júnior é um sujeito que eu evito contestar. Além de conviver no dia a dia com os jogadores, é sabidamente mais entendedor do riscado do que eu e minha pretensão. Portanto, não costumo ficar metendo o bedelho em suas opções, como fazia com outros técnicos, como Antônio Lopes e Renato gaúcho, treinadores em que eu me via no mínimo em pé de igualdade no que tange aos conhecimentos táticos e técnicos envolvidos numa peleja, e por isso, sentia-me em totais condições de apontar erros grosseiros de escalação, como, por exemplo, a escalação do nosso melhor meia em 2008, Madson, na lateral esquerda durante muito tempo.Erro, aliás, que não é preciso conhecimento algum para reconhecer.

Sabedor da maior capacidade de Dorival Júnior como entendedor do assunto, confesso que me espanto com algumas escolhas do nosso excelente treinador. O que será que só o comandante enxerga no Matheus? Sinceramente não me entra na cabeça. Jogo atrás de jogo ele prova não ter condições de ser titular. Contra o Paraná foi a gota d’água. Certamente uma das piores atuações individuais de um jogador, e não fosse nossa muralha, perderíamos aquele jogo para o Paraná, e muito por culpa do Matheus e sua lentidão. O Volante não tem a referida qualidade maior no passe, que seus defensores alegam, não tem poder de marcação algum- Perceba como ele é driblado facilmente por qualquer adversário- e não tem, sobretudo, que ser titular do Vasco. Outra escolha infundada é a de Paulo Sérgio. Falta o que para o Fágner ganhar a posição de titular? Quando o Paulo Sérgio acertava seus cruzamentos, atributo que me fazia ser um dos defensores no começo da temporada, tudo bem, mas agora ele não acerta mais nenhum. Como disse o Hélio Ricardo em mais uma brilhante coluna no site Supervasco, ganha(vá)mos no cruzamento, e deixamos de ter um jogador insinuante, habilidoso, com vocação atacante no nosso flanco direito.

Parece muitas vezes que os treinadores se sentem realmente os professores-doutores do futebol. Tentam com suas escolhas aparentemente solitárias, provar que sabem mais que todos. É quase uma pirraça manter o Matheus no time, bem como escalar o Enrico em todas as partidas, por mais que nessa última ele até tenha entrado bem. Reafirmo que ao Dorival junior sou só agradecimentos. É um técnico de ponta, que merece o salário que recebe, e montou um time que, se não da espetáculo, cumpre com louvor a missão de voltar a série A.O que não me impede de reconhecer que existem umas escolhas feitas por ele que são pra lá de estranhas viu...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um pitaco sobre o Élton.


Não dizem que Centro-Avante vive de gols?

Vida Longa ao Élton! Artilheiro do Vasco e do rio na temporada.

Nessa terça, ele novamente deixou sua marca. Um belo gol por sinal, que nos manteve isolados na liderança e fez com que o Vasco abrisse 11 pontos em relação ao quinto colocado.

Trocando em miúdos: Ás favas com a matemática, o Vasco já subiu!

E subimos muito por conta dos gols de Élton, nosso sempre oportunista camisa 9, por quem, admito, tive, e ainda tenho algumas restrições. Não morro de amores, e acredito que ninguém morra, pelo futebol do Élton. Não foram poucas as vezes em que a única coisa de boa feita pelo jogador numa partida foi o gol. E quer coisa melhor que um gol? Não existe. No entanto, naquela maré de derrotas por 0 a 0, o atacante foi duramente criticado. Lembro que no jogo contra o Duque de Caxias a torcida hostilizou demais o camisa nove. Eu mesmo lembro de ter voltado do botequim andando pra casa a praguejar o Élton pelos gols perdidos. À época, Dorival Júnior resolveu poupar o atacante da ira da torcida, deixando de escalá-lo nos jogos em São Januário, até que ele readquirisse a melhor forma. O atacante perdeu espaço, mas batalhou e tomou novamente conta da posição.

Os gols voltaram a acontecer, e a confiança do artilheiro se restabeleceu. Como disse, ainda tenho minhas restrições em relação ao Élton. Ele ainda tem o dom de me irritar diversas vezes durante a partida- seja com passes errados, seja com domínios pífios de bola- e aquela história de só fazer o gol e mais nada em uma partida perdura. No entanto, admita: Seria o cúmulo da exigência não nos darmos por satisfeitos com um centro-avante que faz gols em quase todas as partidas, por mais que ele esteja longe de ser o atacante dos sonhos, ainda mais para nós vascaínos, acostumados a gênios do futebol naquela posição. Se em matéria de técnica e habilidade Élton passa raspando, em matéria de bola na rede, passa com louvor. No jogo fraco e de poucas chances no ABC, o matador valeu-se da única bola que lhe veio em condições de finalizar e deu números finais a dificil partida contra o "azulzinho". Élton mostra uma qualidade imprescíndivel a um atacante, oportunismo. Aproveitando-se dele, vai fazendo seus golzinhos, ajudando o Vasco e brigando pau a pau pela artilharia da série B.

Creio que no ano que vem será necessário um centro-avante de mais gabarito no nosso comando de ataque. Élton poderá ser aquele bom reserva, que dará conta do recado caso se precise dele. Por ora, não se discute. Élton é titular da equipe do Vasco e o Aloísio, quem diria, que trate de correr atrás do prejuízo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Duas pedras preciosas!



Veja você o que é a globalização. Até futebol assistimos à européia. Adquirimos a mania, feia, de só enxergar valor na produtividade. Vivemos o resultado. Três pontos é que trazem satisfação aos nossos corações de torcedores, ao pontode não enxergarmos valor e, por vezes, repudiarmos a improdutividade de um drible. O drible pelo drible parece ter saído de moda. Já dizia o grande mestre Armando Nogueira: “Mais importante que o jogo, é a jogada. “

E por falar em jogada, o que dizer do repertório de Phillipe Coutinho e Allan? Duas pedras preciosas, carentes, é verdade, de alguma lapidação. Mas há de concordar:Ensinar o que falta a esses dois jovens é uma missão fácil, extremamente fácil. Primeiro porque o fundamental eles já têm, talento. Segundo porque vontade de aprender e de acertar não faltarão as nossas jóias.

Vendo Philippe Coutinho jogar, chega a me dar pena. Pena do futebol força, que não ganha uma dividida do futebol- arte. Falta corpo a nossa jóia, mas quem precisa de corpo quando se tem a perfeita sincronia entre um cérebro genial e um pé obediente? Imposição física não suplanta a imposição pelo talento. Só lamento o fato de não podermos ver o Phillipinho totalmente maduro e encorpado no Vasco, pois não se tem dúvidas que diante dos nossos olhos está um jogador de rara habilidade. O drible desconcertante no zagueiro, e o passe iluminado para o segundo gol justificam os milhões de euros desprendidos em sua compra. A expulsão besta, denota imaturidade,natural, além de expor falta de critério da arbitragem. Mas não há necessidade de estragar esse artigo falando de algo tão desprezível quanto arbitragem. Aliás, me recuso a comentar sobre árbitros enquanto o mundo e o Brasil não perceberem que Héber Roberto Lopes pode ser tudo, menos árbitro.

Mas não esqueçamos de Allan, na minha visão, um jogador até mais preparado que o Coutinho. Falta de corpo não é seu problema, pois nesses dois jogos ele provou não ter medo de dividida e que, cara feia, pra ele é fome. O jovem meia possui uma habilidade que chama a atenção, apesar de, algumas vezes, segurar em demasia a bola. Um problema que certamente também foi percebido por Dorival Júnior, e que será corrigido ao longo das rodadas. Se Philippinho vai longe, Allan também tem tudo para se tornar um jogador de primeira linha.

Apesar da correria e do futebol força a que infelizmente, ainda mais nós, Vascaínos criados a futebol-de-ló, estamos nos acostumando a aceitar, Philippe e Allan provam que nada de melhor ainda foi inventado para substituir o talento.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pra nascer grama no lado esquerdo...



Se existe um jogador que reúne as mais variadas opiniões acerca de seu futebol, esse jogador é o Jéferson. Eu já vi comentários de tudo quanto é tipo. Na boca do povo, Jéferson foi de Craque selecionável à Perna de pau indigno de vestir a camisa do Vasco. Não é craque, muito menos indigno de vestir a camisa do Vasco, ainda mais quando o mesmo se encontra na série b. Longe de ser o tal meia esquerda dos sonhos, mas, por ora, nossa melhor opção indubitavelmente. Isso , lógico, desde que ele jogue, porque de chinelo ele só da despesa. O que eu mais quero é que o Jéferson coloque a camisa do Vasco com toda dignidade e empenho que os demais também colocam, e ocupe esse vazio no flanco esquerdo de meio campo do Vasco, porque o Enrico ta demais!

E tem mais, Jéferson não é craque, mas é bom jogador. Tem boa visão de jogo, bom passe, alguma técnica, finaliza bem de curta e média distância, e ajuda no combate ao meio campo. Qualidades que o fazem titular desse time do Vasco, aliás, coisa que sempre foi e só deixou de ser por conta das lesões que o perseguem. Lembro que no começo de temporada não entendia-se muito bem sua função em campo. Isso porque o mesmo não se entendia naquela posição do Losango no esquema de Dorival. Ao adaptar-se ao esquema, Jéferson cresceu e fez crescer outra peça de fundamental importância, Ramón. É notória a subida de produção do nosso aguerrido lateral, quando joga ao lado do Jéferson. Os dois adaptam-se muito bem dividindo responsabilidades ofensivas e defensivas pelo setor esquerdo de campo. Um puxa o outro, e os dois ajudam a puxar o Vasco.

Em 2010 será outra história, e suponho que todos, especialmente a diretoria, estejam cientes de que reforços serão mais que necessários para almejarmos objetivos e conquistas na próxima temporada. Estamos em 2009, ano da disputa da única segunda divisão que disputaremos ao longo de toda a história. Para série B, um meia como o Jéferson, jogando, é um ótimo negócio. Basta olharmos sua última temporada, na qual foi um dos principais jogadores do Santo André no ano em que o clube conseguiu seu acesso. Ele conhece a série B, e, na minha visão, tem condições de conhecer a série com uma Cruz-De-Malta no peito em 2010. Torçamos para que ele renasça, e faça renascer grama novamente no nosso lado esquerdo de ataque.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Nova Jóia da colina?




Existe uma parcela de torcedores, dentre a qual me incluo, que acha que deve sempre se valorizar a base, o que não significa somente colocar garotos de 17 e 18 anos para resolver os problemas de uma equipe. Valorizar a base é dar estrutura para os garotos desenvolverem suas aptidões. Um bom modo de começar é não restringir o cardápio das nossas jovens promessas a arroz com salsicha. Um absurdo. Espero que essa situação já tenha sido resolvida pela diretoria. Mas é preciso, também, colocar a molecada para jogar. E que se escolha o melhor momento, o que varia de jogador para jogador.


Contudo, existe uma outra parcela de torcedores, mais xiitas, eu diria. Para eles o time inteiro devia ser composto por meninos da base, crias da casa. São regidos por uma lógica tão simples quanto errada: “Se é da base, é bom”. Nem tudo que vem da nossa base é bom, assim como nem todo jogador de empresário é ruim. Exemplo: O fraco garoto Matheus, das nossas entranhas, e o aguerrido Ramón, do empresário-chefe do Vasco de hoje.


Tem jogador que, pela falta de experiência e pela carga excessiva de responsabilidade que lhe é atribuída, tem que entrar em situações cômodas. Alguns carecem de tranqüilidade para jogar o que sabem. Mas existem aqueles que nasceram para entrar em fogueiras. As dificuldades servem a esses como combustível, como motivação. É justamente o caso dessa grata surpresa chamada Allan. A desenvoltura, tranqüilidade e personalidade demonstrada por esse jovem promissor saltaram aos olhos dos Vascaínos. Se empatamos e estivemos a um pênalti mal batido da virada, os louros desse resultado devem ser consentidos a esse menino de 17 anos. Allan e sua juventude mudaram os rumos de uma partida em que o Vasco não se encontrava. Há de concordar, caro leitor, que ainda é muito cedo para fazer juízos e atestar que revelamos mais uma jóia. Mas, se a primeira impressão é a que fica, Allan, em 45 minutos, não podia ter dado impressão melhor.

domingo, 6 de setembro de 2009

Um empate que chateia e um gol-poema


O empate com o Atlético até que não foi um mau negócio, mas chateia pelo fato de termos tido a chance de vencer. Carlos Alberto, no entanto, preferiu cobrar o pênalti com uma desnecessária “paradinha” e perdeu o gol que nos daria a vitória, e que livraria 5 pontos de distância do próprio Atlético,vice líder do torneio. Paciência. Carlos Alberto continua com muito crédito com a torcida, e as razões são óbvias. Fez de tudo o capitão. Perdeu pênalti, fez gol de pênalti, sofreu pênalti e arrematou sua atuação destacada com uma expulsão, desnecessária. Mas o que realmente se tem a destacar dessa partida é a estréia do jovem, e aparentemente promissor, Alan. Entrou com a equipe perdendo, jogando mal, e mudou o panorama da partida. Sua entrada aumentou o volume de jogo do Vasco, que passou a dominar o meio-campo. Gostei de ver a atitude do Alan. Chamou o jogo, arriscou jogadas, chutou em gol e mostrou acima de tudo muita personalidade. Parece que acabamos de descobrir um excelente jogador. Não pretendo me alongar em análises. Em síntese: Começamos a partida totalmente desligados, e fomos facilmente envolvidos pelo bom time do Atlético, que abriu o placar numa saída errada de Fernando Prass, após cobrança de escanteio, em que a sonolência do Élton foi fator determinante para a marcação do gol. Ainda assustada, a defesa deu bobeira e o Atlético ampliou. Antes do fim da primeira etapa, o senhor Evandro Rogério Roman, que prefiro não comentar, inventou um pênalti para o Vasco, batido de um jeito firme, como deve ser , por Carlos Alberto. O Vasco voltou um pouco mais ligado no segundo tempo, e contou com a expulsão de dois defensores goianos para dominar inteiramente a partida. Chegamos ao empate após um gol contra bizarro. No fim, Carlos Alberto foi fazer graça e perdeu o pênalti. Seguimos na liderança, menos mal.


Poderia abordar a vitória categórica da seleção Brasileira sobre a Argentina de diversas maneiras. Escolhi falar somente do passe de Kaka no terceiro gol, marcado por Luis Fabiano. Simplesmente traduz o que é o futebol Brasileiro. Vendo o jogo com amigos, nos detivemos naquela velha questão do “ Os argentinos tem mais raça”. O contra-ponto:” O Brasil tem mais talento” . E assim, na palavra que traduz futebol brasileiro, o Brasil chegou ao terceiro gol jogando um banho de água fria naquele “catadão” de grandes jogadores que é a Argentina.O passe de Kaka é de outro mundo, e não haveria nenhum modo mais eficaz, e sobretudo plástico de concluir do que o leve toque por cima dado pelo Fabuloso O jogador brasileiro tem, como nenhum outro, o talento de fazer poesia com os pés. Os melhores versos saem sempre dos pés de Kaka.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Philippe Coutinho- Uma grande perda de tempo


É sempre preciso ter paciência com jovens talentos como o Coutinho. Não se pode simplesmente pegar uma camisa 10 e entregar a um garoto e dizer “toma, resolve aí nosso problema”. Foi exatamente o que fizemos com Alex Teixeira e deu no que deu. Tudo bem que agora ele decidiu justificar um pouco o status de promessa com que ascendeu aos profissionais, mas foi preciso tempo. Contudo, não podemos incorrer no erro de achar que Philippe Coutinho e Alex Teixeira são casos iguais. Não são.

Alex Teixeira surgiu nos profissionais em um momento muito pior, tendo logo de cara que assumir papel de protagonista. Um dia ele era gândula em São Januário, no outro, o garoto de 100 milhões, titular, e esperança de toda uma torcida desesperada por idolatrar alguém. Em meio a bagunça que era aquele Vasco de 2008, do campo ao gabinete da presidência, com jogadores totalmente descompromissados, com seus pré-contratos assinados com outros clubes, Alex não suportou e sucumbiu com o time. Depois de muita paciência, inclusive esse ano, Alex parece ter desabrochado e exibe aquele futebol que dele sempre esperamos.

Philippe Coutinho já entrou na equipe em um outro momento. Primeiro que encontrou um clube renovado, que busca se organizar de uma maneira mais profissional. Segundo que entrou no elenco profissional sob o comando de um técnico de verdade, alguém que sabe o quão arriscado e inoportuno é atribuir responsabilidades à um jovem de apenas 17 anos. Mas a fundamental diferença entre os dois casos reside nos próprios jogadores. Enquanto Alex Teixeira, até aqui, é uma promessa Vascaína, Philippe Coutinho é uma promessa do futebol mundial, tanto é que já arrumou as malas para integrar o elenco de um dos maiores clubes da Europa.

Todos entendem, ou pelo menos deveriam, a paciência e cuidado de Dorival Júnior em escalar Philippe Coutinho, mas não se pode confundir paciência com perda tempo. Atualmente, creio que estejamos perdendo tempo, aliás, um tempo que quase não temos. Toda vez que a nossa jóia esteve em campo, deixou na torcida a sensação de “quero mais”. Sensação que só aumenta e ganha urgência quando vemos Enrico, que até deu uma melhorada, em campo. Por que não usar o Coutinho, senão de titular, com uma assiduidade maior? Ele já mostrou que tem bola para entrar nesse time do Vasco, as condições são ótimas,o time vem fazendo uma campanha irretocável na série B, esta estruturado taticamente e psicologicamente. O cenário esta armado, mas a estrela segue no Banco, impossibilitada de brilhar. Uma pena...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Precisamos de você Nílton!



O Acaso fez com que Nílton se tornasse titular no Vasco. Logo no primeiro jogo, Léo Lima, titular da posição, trocou chuteiras por chinelos e Nílton ganhou sua primeira oportunidade como titular da equipe. Logo em sua estréia, deixou sua marca, de cabeça. No segundo, mais um gol, novamente de cabeça. Foi a senha para a torcida se empolgar com o futebol do volante. E a empolgação não era pelo fato dele fazer gols somente, Nílton era, na maioria das vezes, o melhor jogador em campo. Marcava implacavelmente, fazia lançamentos, driblava, era um jogador completo. Lembro que elogios ao futebol do volante derramavam-se nas colunas e artigos pelos blogs e sites.

A empolgação da torcida foi tamanha, que chegamos a chamá-lo de Zidanilton.

Pior idéia que tivemos.

Imagina o que pensou o Nílton...

Imagina o tamanho da responsabilidade...

Simplesmente agora era idolatrado pela torcida mais apaixonada do mundo. Precisava corresponder a expectativa, precisava ser o craque que pensávamos que fosse.

Mudou o cabelo e começou a tentar fazer mais do que podia. Acreditou no mito e acabou se perdendo.


Desde então, a titularidade do Nílton, outrora inquestionável, virou dispensável. Nunca mais foi o mesmo. Uma perda gigantesca para o Vasco. Ele é jogador, se jogar o que pode, para estar no projeto grandioso que temos que fazer a partir de 2010. Jogador que tem totais condições de ser titular do Vasco e de qualquer time no Brasil. Futebol não se esquece, é como andar de bicicleta. Basta o Nílton pedalar tudo que pode que voltará, naturalmente, a ter lugar cativo entre os 11 iniciais e no coração do torcedor Vascaíno.

Só precisamos que ele consiga...

Será?