sábado, 29 de agosto de 2009

Coisas que assustam..


Depois o Enrico vai dizer que não entende porque a torcida pega no pé dele. Tudo bem, ele até deu uma melhorada( Piorar também não dava né), mas o gol perdido no início do jogo, que poderia ter desenhado uma vitória fácil do Vasco, se transformou em uma justa derrota por 2 a 0, diante do nada bobo Ceará, que marcou forte e explorou bem os contra-ataques. O jogo poderia ter tido um desenho totalmente diferente se àquela altura do primeiro tempo estivéssemos aberto o placar, e se o Vilson, incontestavelmente o principal culpado da derrota, não fosse tentar fazer o que não sabe, e isso já não é de hoje. É importante ressaltar a falta que fez Carlos Alberto, pois é sabido que o time fica sem referência em campo com a ausência do capitão. E faz falta não somente por se tratar de um jogador muito acima da média, mas também porque atrai pra si toda a marcação, deixando, por exemplo, o Alex Teixeira mais solto para jogar.

Elton também fez falta. Não por se tratar de um jogador especial, absolutamente, mas perto do Alan Kardec ele é o Pelé. Os defensores do poste da Colina( eles existem, acredite) levantarão a voz e dirão que lhe faltava ritmo. Quem dera fosse só ritmo que faltasse ao Alan Kardec. Falta-lhe tudo: Habilidade, visão de jogo, poder de finalização, passe, jogo de cintura,e especialmente inteligência. Alan Kardec é literalmente um “perna de pau”. Até me assusta saber que alguém manifesta interesse em contratá-lo. Assustarei-me mais ainda se um dia ele se tornar um jogador útil em alguma equipe. Para o lugar do poste veio Pimpão, que embora também esteja sem ritmo, conseguiu levar mais perigo no pouco tempo que jogou. Phillipe Coutinho recebeu nova oportunidade, numa fogueira danada, com o time perdendo e jogando mal. O pouco que fez, foi mais do que fez o Enrico o jogo todo. Eu entendo o lado do Dorival ao querer segurar o Coutinho, não queimá-lo, mas já passou da hora de botar o “moleque” pra jogar com mais assiduidade.

Para completar esse texto, que não visa, absolutamente, espinafrar o elenco, o time, o Vilson( embora hoje ele mereça), ou a campanha Vascaína( que segue irrepreensível e condizente com as tradições do Vasco), gostaria de adicionar mais um parágrafo dedicado às “coisas que me assustam”. Aspas para Dorival Júnior:

“A equipe jogou um belo futebol, botou a bola no chão e tentou trabalhar. Procurou jogar e teve personalidade. Porém, não saiu o gol. O Ceará foi feliz numa jogada e num erro nosso para fazer os gols e sair do Maracanã com os três pontos"

Tire suas conclusões...ou se preferir, fique com a minha:

-Dorival não viu o mesmo jogo que eu.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dia de suar a Cruz de Malta


Retrato da impunidade
O fato de enfrentarmos uma equipe que de boba não tem nada como a do Ceará, que briga, com muitas chances até, por uma vaga na elite nacional em 2010, e que vem numa arrancada sensacional da parte debaixo da tabela para a quarta posição já demandaria preocupação de nossa parte. Quando vi a escalação Vascaína , fiquei preocupado de vez. Nada, no entanto, que seja capaz de tirar o favoritismo Vascaíno, e muito menos a obrigação de vencer.

Mas é de se esperar que as ausências prejudiquem bastante a equipe do Vasco. Especialmente a do nosso capitão, que continuará apanhando até o final do campeonato sem poder reclamar e sem que ninguém tome alguma providência. Prova disso: Héber “Carecão” Lopes, que nem amarelo deu para o criminoso travestido de zagueiro de Futebol profissional do Brasiliense, apitou nessa quarta feira a partida entre Botafogo e Cruzeiro. Quem paga a conta? O Vasco, claro, que não poderá contar com seu principal jogador por sabe-se lá quantos jogos. A punição é pra quem sabe jogar, quem não sabe, bate, e bate porque sabe que não será punido por aquele que deveria, que por sua vez pouco se preocupa em acertar, pois também sabe que quem poderia puni-lo, não o fará. É um ciclo de Impunidade, aliás, nenhuma novidade.

São 6 jogadores no estaleiro: Carlos Alberto, Nílton, Aloísio, Élton, Ramón e Fagner. Mais de meio time fora. Ernani, que não convence ninguém, jogará no lugar de Ramón, Fagner dará lugar a Paulo Sérgio, enquanto que Adriano vem para o lugar do Gladiador Carlos Alberto. Alan Kardec finalmente terá nova oportunidade, no lugar de Élton, mas creio que dificilmente desse mato saia cachorro. Os defensores do poste da colina logo dirão: “Ele é bom, tanto é que vive fazendo gol na seleção sub-20.” Eu digo: “mas que draga se encontra essa seleção sub-20 hein”. Torço fervorosamente para que ele cale minha boca com uma bela cabeçada, única coisa que dele espero. Matheus segue no time, fazendo dupla de volantes com o promissor Souza. Na armação, contaremos com a subida de produção da promessa Alex Teixeira, que jogo a jogo começa a cumprir parte do que promete, e com alguns espasmos de Enrico, que se não convence completamente, joga bem taticamente e ajuda a equipe, embora apareça pouco para torcida.

Resumo da ópera: Tirando nosso quase intransponível goleiro, o bom passe de Souza na saída de bola, a habilidade que dá cada vez mais nas vistas de Alex Teixeira, e a briga constante pela bola de todos os jogadores, focados em tirar o mais rápido possível o Vasco dessa divisão a qual não pertence, somos um time pra lá de normal. Hoje, portanto, é dia de vencer um típico jogo de Série B, é dia de suar a Cruz de Malta.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O que te preocupava há 11 anos ?


Ei voce aí!! Por acaso lembra-se do que fazia há 11 anos nesse exato momento??? O que te preocupava no dia 26 de agosto de 1998???? estava ansioso, nervoso, apreensivo???
Bom, há 11 anos extamente,eu estava uma pilha com certeza. As horas pareciam não caminhar em seu Ritmo normal e se arrastavam lentas e despreocupadas, ao contrário de mais de 15 milhões de corações aflitos e preocupados, nem tanto vá lá...

Esperava ansioso o fim da novela das oito, que evidentemente não lembro o nome. O que importava era o que viria após o seu final. Um outro final, melhor ainda, uma finalissima, de libertadores. De um lado, o Barcelona de Guayaquil do equador, buscando o inédito título em sua segunda final. Do outro, O nosso queridíssimo e tradicional Vasco da Gama corria em busca de escrever pela segunda vez o seu nome no topo das américas, 50 anos depois de ter conquistado o campeonato sul-americano de clubes.

O Vasco vencera a primeira partida em São januário pelo placar de 2 a 0, gols de Donizete e Luizão. Agora, apenas um empate ou até mesmo uma derrota simples faria a festa da nação cruz-maltina. Recebido sob um clima de hostilidade, o Vasco da Gama rumava confiante para atingir o feito Histórico.

A pressão era do Barcelona, apoiado por sua gigantesca torcida, que não só era composta pelos "barcelonistas" e sim de uma nação inteira, tal qual foi para a LDU ano passado diante do Fluminense. O final, entretanto, foi diferente para os Cariocas. Luizão tratou de abrir o Placar e já nos acréssimos da primeira etapa, Donizete, sempre ele, aumentou a vantagem.Para jogar água no chopp Vascaíno, seria agora necessário que o Barcelona fizesse ao menos 4 gols sem levar nenhum. Missão difícil. Missão impossivel. Juninho, Pedrinho, Doniezte, Luizão, Germano, Ramom, Mauro "capitão" Galvão, Odvan, Felipe, Nasa, Maricá, Wagner , Luizinho, Mauricinho, Richardson, Vítor, não estavam dispostos a largar mão dessa taça tão magnífica. E não o Fizeram.
Deu tempo ainda dos equatorianos descontarem há 11 minutos do fim, a essa altura o chopp Vascaíno não poderia ser mais aguado, visto que já preenchia completamente as barrigas dos Vascaínos, que já comemoravam pelo país inteiro. Eu, logicamente, tomava Coca-cola pra comemorar e me esgoelava pela janela da minha casa. Gritando à plenos pulmões "Vascoooooooooooooooo" intercalando com " é campeãoooooooooooo".
O Vasco escrevia seu nome mais uma vez no alto da américa, enchendo nossos corações de orgulho. Orgulho de ser Vascaíno, orgulho de torcer pelo melhor, pelo grande, pelo indiscutível, Gigante da colina!!!! Ao contrário dos demais times cariocas, tivemos algo para comemorar junto com o centenário. E que "algo", logo um título de campeão sul-americano. Parabéns Vascão.

BICAMPEÃO SUL-AMERICANO DE CLUBES!!!!!!

Um time que só joga em casa!


Começar enaltecendo o show da torcida vascaína, maioria absoluta no Serejão, soa tão redundante quanto dizer que as condições do gramado eram deploráveis e que Carlos Alberto foi caçado deslealmente durante todo o jogo. Vascaínos de norte a sul se dispuseram a provar que o sentimento nunca parou e, jogo após jogo, pintam de cruz de malta as arquibancadas, proporcionando um espetáculo de paixão e devoção ao MAIOR CLUBE DO MUNDO. O presente para os cruzmaltinos veio cedo. Ramón cobrou falta, ninguém conseguiu desviar e a bola acabou entrando. O Vasco jogava bem, e apoiado pela massa que transbordava pela garganta do jacaré, se sentia em casa. Pressionava a saída de bola e não dava chances ao Brasiliense sair para o jogo. Durante toda a primeira etapa, Fernando Prass foi obrigado a fazer somente uma intervenção.

O Brasiliense veio mais determinado para a segunda etapa, e forçava principalmente o jogo aéreo. Mas, vir determinado contra o Vasco, é somente equilibrar as coisas, pois, se às vezes falta técnica, determinação e vontade sobram aos nossos guerreiros cruzmaltinos, que dividem todas as bolas como se quisessem tirar o pai da forca. Em uma dessas divididas, Aloísio levou a pior. O Atacante chegou a ficar desacordado no gramado após chocar cabeça com cabeça com o zagueiro candango, mas graças a Deus nada de mais grave aconteceu . Para o lugar de Chulapa, que saiu de ambulância do gramado, veio Adriano. O jogo aéreo parecia ser a única forma do Brasiliense ameaçar o Vasco, e por intermédio de uma cabeçada desferida pelo atacante Gustavo, o time do campo( porque a casa era nossa) criou sua melhor oportunidade no jogo, mas acabou esbarrando na muralha Fernando Prass. Ainda teve um pênalti a favor do time do campo, tão claro quanto o não marcado sobre Carlos Alberto, na primeira etapa. A não marcação do primeiro, acabou compensando a não marcação do segundo, deixando tudo “elas por elas”. O Vasco ainda puxou alguns bons contra-ataques com Pimpão, que finalmente deu o ar da graça substituindo o Gladiador Carlos Alberto, e Adriano, mas não conseguiu criar de fato chances claras para ampliar.

O Resultado nos mantém na liderança isolada da competição, com 3 pontos acima do segundo colocado e 9 acima do quinto, ou seja, tudo indica que os mares serão cada vez mais tranqüilos para a Caravela Vascaína voltar a série A. Mais importante que isso, é notar que o discurso dos jogadores não é da boca pra fora, e que a festa, de fato, se restringe a torcida. O time continua com a mesma seriedade e comprometimento de não só subir, mera obrigação aliás, e sim, subir provando que é muito maior que essa divisão menor. E eles podem ficar tranqüilos, pois a festa nós garantimos, seja aqui no rio ou em qualquer outro lugar desse país.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quem não esteve no Maracanã não viveu.


A verdade é que, hoje, no Rio, a única torcida que veste sua camisa orgulhosamente pelas ruas é a do Vasco. Uma tremenda ironia. Enquanto os principais rivais colecionam derrotas na primeira divisão, e vêem cada vez mais perto a segunda, o Vasco sobra na segunda e se aproxima rodada após rodada da elite do futebol brasileiro. Os cariocas da primeira vêem instaurada a crise. Jogam para meia dúzia de torcedores enfurecidos, dispostos a vaiarem qualquer passe errado, qualquer perda de bola. Já nós, na contra-mão da crise, batemos o recorde de público entre as 4 divisões do campeonato. Uma harmonia perfeita paira na colina. Time, comissão técnica e torcida jogam de mãos dadas.

Por falar em torcida, o que a nossa fez no sábado foi demais. Oitenta mil vascaínos estiveram no Maracanã para soprar as 111 velinhas da comemoração ao aniversário do clube. Diante do cenário espetacular apresentado, quase me esqueço que se tratava de um jogo da segunda divisão. O Ipatinga tratou de me devolver à realidade. Que time terrível!
Mas em que pese a fragilidade adversária, cumprimos a risca nosso papel. O Vasco jogou com autoridade os 90 minutos e presenteou a multidão cruzmaltina com uma bela goleada.
Goleada comandada por Alex Teixeira, que finalmente parece estar desabrochando e mostrando o futebol que dele sempre se esperou. Foi de Alex o primeiro gol, aproveitando-se de um cruzamento na medida de Ramón, que voltou a subir de produção. No fim da primeira etapa, Enrico lançou excelente bola para Alex Teixeira na direita, o meia cruzou na medida para o Camisa 111, Carlos Alberto, apenas escorar para as redes. O Vasco voltou com a mesma postura agressiva na segunda etapa e logo no início ampliou com Élton, de pênalti. Alex Teixeira coroou sua atuação de gala com um belo gol, após se livrar da marcação e fuzilar cruzado.

Não haveria maneira melhor de comemorar o aniversário de 111 anos de história do que com uma goleada em um Maracanã completamente tomado pelo sentimento cruzmaltino. Só de lembrar da minha entrada no Maracanã, fico arrepiado. Nunca havia estado num estádio tão lotado como nesse sábado. Algo que não se apagará da minha memória tão cedo. A decisão da diretoria de transferir os jogos de sábado para o Maracanã se mostrou muito acertada. Ficou mais do que evidente o nosso potencial para lotar estádios. Estávamos precisando resgatar esse sentimento de grandeza, e ver o maior palco de todos abarrotado de vascaínos faz um bem danado para o ego. A grandeza do Vasco foi refletida em cada um dos 80 mil corações apaixonados que lá estiveram. Agradeço a Deus por ter me dado saúde para ter sido um deles.
Parafraseando o gênio Nelson Rodrigues: Quem não esteve no maracanã este sábado, não viveu!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Perfil


Nunca me convidaram, mesmo assim, de teimoso fui lá.


Não somente por ir, nem tampouco assistir, fui pra vencer. E venci.


Enfrentei o seu preconceito e seu desprezo sem jamais abaixar a cabeça.


Não virei as costas pra ninguém, independente de cor, credo ou classe.


Todos sempre foram bem recebidos sem que para isso tivesse que esconder ou maquiar qualquer situação.


Por mim desfilaram uma infinidade de craques, verdadeiros craques, que honraram e glorificaram meu nome, elevando-o aos mais altos patamares.


Colaborei com a seleção brasileira de maneira contundente, fazendo com que ela hoje seja penta campeã.


Não me envergonho das minhas raízes. Sou a essência do povo brasileiro, a mistura do português com o negro, com o índio.


Provei meu valor a custa de muito esforço e dedicação para ser reconhecido como merecia, um GRANDE!


No alto de uma colina, ergui minha fortaleza, meu castelo majestoso.


Em minha fortaleza, me tornei gigante, imbatível, indiscutível.


Glórias e conquistas são corriqueiras em minha centenária história.


Certa vez ganhei o apelido de “Expresso”, pois atropelava os adversários tal qual um trem, ,passando por cima de qualquer um.


Com minha história de vida, conquistei uma legião de seguidores, que levam e elevam meu nome aos quatro cantos.


Sou do povo, não da massa, popular, não populista.


Sou o branco e sou o preto, o Vermelho é meu coração, que faz pulsar as outras duas.


Nasci grande, grande sempre serei.


Enquanto houver um coração infantil, serei imortal.


Prazer, Eu sou o VASCO DA GAMA!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Uma exceção para uma exceção


Um artigo ideal sobre Usain Bolt deveria durar no máximo 10 segundos para ser lido. Mas quem vos escreve não é o articulista ideal, e sim um jovem aspirante a jornalista que, a exemplo da humanidade, acredito eu, fica estarrecido toda vez que vê esse jamaicano de 23 anos em uma pista de atletismo. Custa crer que Usain bolt é um ser de carne e osso como nós. Não se admire se um dia Bolt, ao cruzar a linha de chegada, na frente de todos, claro, abrir as asas e sair voando de volta para o seu planeta.

Unsain Bolt é veloz até no nome, pois, para quem não sabe, Bolt significa raio em Inglês. Nome melhor não poderia haver para esse mito do atletismo. É como se Pelé fosse batizado como Edson Arantes “Gol de Placa”. O sujeito já nasceu predestinado a ser veloz, melhor, o mais veloz entre todos os seres humanos ( se é que podemos enquadrá-lo nessa categoria). Sua diferença para os outros é absurda, e não reside tão somente na explosão muscular superior, nas passadas largas, na postura altiva. Não é uma questão física e técnica somente. A diferença é a alegria que esse jamaicano mostra ao correr, a desenvoltura com que supera a si mesmo. Afirmo, sem medo de errar, que Bolt surpreenderá ainda mais o mundo. Seu limite, se é que existe essa palavra no vocabulário do jamaicano, não foi alcançado. Se ele corresse tudo o que pode de uma vez só, não se teria mais dúvidas: Ele não é desse planeta!

Tenho pra mim que ele vem preparando a humanidade para o seu potencial inesgotável, paulatinamente, para não assustar, mais do que já assusta. Nas olimpíadas da china, ele já fez algo inimaginável ao correr os 100 Metros em 9.69 segundos. Antes mesmo de cruzar a linha, Bolt, enquanto seus pobres adversários esticavam os pescoços, batia no peito e comemorava. No mundial de atletismo, realizado em Berlim esse ano, Bolt bateu sua marca ao correr 100 metros em inimagináveis 9.58 segundos. A comemoração ficou só para depois da linha de chegada dessa vez.

A velocidade é de um raio.

A luminosidade vem no sorriso.

E, 10 segundos depois da largada, o Mundo inteiro troveja em palmas!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

111 vezes mais o Vasco.




O Bahia compensou os pontos que tirou de nós( Ou foi o Adriano que tirou?) lá no pituaçu, e lá mesmo, no Pituaçu, venceu o líder Atlético Goianiense, 2 a 1.

Mesmo placar pelo qual fomos batidos pelo tricolor de aço.

Desse modo, dependemos apenas de nossas forças para assumir a posição que nos convém nessa série B: O Primeiro lugar.

Até mesmo um empate, que seria profundamente decepcionante, pode nos garantir a liderança.

Mas a vitória virá.

Sou 111 vezes mais o Vasco que o Ipatinga!

sábado, 15 de agosto de 2009

Olha o "Vira"!


O futebol é apaixonante por isso: Tudo pode mudar a qualquer momento.

Tudo pode mudar, inclusive essa presente coluna, que se produzia mentalmente de forma raivosa em determinado momento da partida, mas modificou-se um pouco. Contudo, ela ainda irá se apresentar num tom crítico, justificadamente mais brando. Vencemos, ora essa! Por mais que não tenhamos jogado muito bem, talvez nem bem tenhamos jogado.

O Vasco começou desligado na partida, e a Lusa aproveitou-se desse estado de sonolência para abrir o placar bem no comecinho. Os donos da casa nos encurralavam no campo de defesa, e o cenário se manteve assim até por volta dos 15 minutos. O Vasco equilibrou a partida e por mais que não desse muitos problemas ao goleiro adversário, passou a jogar mais no campo ofensivo. Por duas vezes tivemos a chance de empatar. Ambas com o bom zagueiro Gian, uma em cobrança de falta, e a outra numa cabeçada.

A sonolência do início da primeira etapa, se repetiu no início da segunda. Tentando tornar o time mais ofensivo, Dorival sacou Nílton, que marcava mal e jogava pior ainda( Uma lástima o que acontece com Nílton), e colocou Adriano, que embora muito fominha, cumpriu bem seu papel de dar mais ofensividade ao Vasco. Carlos Alberto,outro que jogava sem muita inspiração,mostrou o porquê de ser considerado um diferenciado. Cruzou bola na medida para Gian empatar de cabeça. O cenário melhorava cada vez mais para o Vasco, já que, logo após o gol, Ygor fez aquilo que dele se espera e que já me causou profundas dores de cabeça, burrice! Foi expulso infantilmente e deixou a lusa em desvantagem numérica.

Mas aqui também tínhamos nosso asno, quem disse que não? Sujeito de pele negra, desengonçado, que atende pelo nome de Ernani, e realmente não entende-se como veio a tornar-se jogador de futebol, ainda mais de um clube como o Vasco. Pois bem, foi logo quando tudo conspirava a nosso favor que o cidadão me é expulso de um modo ridículo e nos tira a chance de jogar com um homem a mais, além, claro, de explodir com minha paciência.

O Vasco jogava mal, essa que é a verdade. Mas, futebol é apaixonante por isso. Tudo pode mudar. Alex Teixeira,que vinha meio apagado, fez boa jogada e serviu para Élton, que matava todos os ataques. O Camisa 9 fez boa jogada,invadiu a área e deixou Adriano,o fominha, em baixo das traves pra marcar. Nada mais clichê que dizer: Na festa lusitana, o Vasco dançou o vira. No finalzinho, Enrico sofreu pênalti e Élton deixou mais uma vez sua marca.

O Vasco não fez uma boa partida, mas o pouco que fez foi o suficiente para vencer a Lusa, que diga-se, não é um adversário qualquer. O jogo ficou num ritmo acelerado quando as duas equipes ficaram com 10 homens. Na correria e na vontade,melhor pro Vasco, que fez a festa da imensa torcida cruzmaltina presente no aprazível estádio do Canindé, e assume a co-liderança da competição, junto com o Atlético Goianiense.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Refletindo imensidão...


Tem um assunto que de uns tempos pra cá vem gerando uma certa polêmica.

Maracanã ou São Januário?

Onde deve atuar o Vasco?

Qual é a casa do Vasco?

A resposta é simples: Depende.

São Januário é nosso território, inegável.

Nossa casa, nosso castelo, nossa fortaleza, nosso templo.

Mas eu não entendo o temor de alguns em jogar no Maracanã.

Tem gente que fala até que é campo neutro. Vê se pode?

Lógico que cabe a nós impedir que a imensidão do Maracanã seja um fator de neutralidade.

Deve-se antes de tudo ter a consciência de que um campo com as condições do Maracanã é a única coisa de que o Vasco precisa para vencer qualquer time dessa série B.

Independente de comparecimento maciço de torcida.

E Também não é justo com a nação vascaína.

Afinal, somos mais de 15 milhões de seguidores da cruz de malta!

Infelizmente, por razões comerciais até, razões que devemos levar bastante em conta inclusive, nosso querido, histórico e glorioso estádio de São Januário não esta apto, ainda, para comportar tanta paixão.

Pelo menos não como no Maracanã. Nossa segunda casa, diga-se de passagem!

Afinal, ali também é nosso território.

Temos muitas e muitas histórias no eterno maior do mundo.

Tantas que furtarei-me de enumerá-las.

Portanto, ao invés de ficarmos debatendo sobre isso, vamos ao Maraca!

Vamos para fazer a festa, empurrar nosso Vascão pra mais uma vitória, como sempre fizemos.

Vamos para vencer mais um jogo em um palco que também é nosso.

A imensidão do Maracanã reflete a imensidão do Vasco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Manual da Pelada


Eles mereciam mais
Pegue dois times. Um deles, completamente incapaz tecnicamente de jogar um bom futebol ou algo que se aproxime disso, o outro, inexplicavelmente montado para se defender deste outro. Jogue as duas equipes num campo de várzea. Adicione um juiz frouxo e sem critério. Pronto! Esta aí sua pelada! Esta aí a pelada travada entre Vasco e América de natal no deplorável Machadão.

E O Dorival Jr que me desculpe, mas a partida não foi nada agradável de se ver. Sorte a minha que havia uma promoção de dose dupla de chopp no barzinho que eu fui assistir, o que contribuiu decisivamente para aplacar minha insatisfação com a peleja que rolava na tv.
Vi muitos torcedores dizendo que os dois gols do América foram em falhas de Fernando Prass. Não concordo. Se aquele primeiro gol fosse marcado por um dos nossos, todos estariam a exaltá-lo. Foi um chute de raríssima felicidade, capaz de ser dado somente com a ajuda do campo. Repare que na hora da batida, a bola quica no gramado e o tal de Somália pega na veia. Bola defensável, mas que se dê o mérito ao chutador. No segundo gol, é um absurdo dizer que foi falha do Prass. O sujeito entra na área como quer, fica cara a cara com ele, e bate forte. A bola passou entre as pernas, mas você quer o quê? Que o goleiro saia de pés juntos? Não dá. E mesmo que para alguns ele tenha falhado, na mesma partida compensou e foi decisivo para o Vasco sair com o empate.

O primeiro gol do Vasco foi marcado por Élton. Uma bela jogada do atacante, que aos poucos readquire sua melhor forma e pinta como o favorito a formar dupla com Chulapa, quando este último estiver em forma. O Segundo gol foi marcado por Adriano, no rebote do goleiro do América. Dessa vez não teve cambalhota, mas teve muita raiva e palavrão ao vento. Adriano entrou no lugar do perseguido Carlos Alberto, que pouco fez na partida de ontem. Primeiro, porque o campo não favorecia nem um pouco seu estilo de futebol técnico e segundo, pelo motivo já citado, a perseguição e a violência que sempre lhe são impostas por marcadores cabeças de bagre.

Com o empate entre Atlético e Ipatinga, o Vasco ,se vencesse, poderia ter se isolado na liderança. Face as condições do gramado, a inexplicável covardia do nosso time, e o lastimável futebol praticado pelas duas equipes,principalmente da nossa, de quem mais se espera, o placar, além de ter ficado de bom tamanho, foi justo.

sábado, 8 de agosto de 2009

Respeitar-se.


FERVENDO
Durante a semana falou-se muito da questão do “respeito ao adversário”.

Respeitar o adversário, nesse caso,é secundário.

Antes de mais nada, o Vasco deve respeitar a si mesmo.

Respeitar a si mesmo passa obrigatoriamente por vencer a série B e atropelar timinhos como esse do Campinense.

Os bichinhos eram ruins de dar dó!

Ficou barato esse 3 a 0.

Um pouquinho mais de calma e disposição poderiam ter construído um placar maior.

Não que não tenha havido disposição. Houve.

Mas de uma forma dosada. Desde o primeiro minuto percebeu-se que o Vasco venceria a partida na hora que bem entendesse.

E foi o que aconteceu.

Èlton sofreu pênalti, convertido pelo(a) Capitão/Alma do time, Carlos Alberto.

No segundo tempo, Aloísio veio a campo no lugar de Adriano.

Mesmo sem ritmo e em busca da melhor condição, mostrou que ajudará muito a equipe.

Foi Chulapa que iniciou a jogada do segundo gol

Serviu Carlos Alberto, que dividiu com um zagueiro, dividiu com outro, recuperou a bola no peito e na raça, e colocou Élton de cara pro gol para ampliar.

O Terceiro gol também contou com a participação de Chulapa, pois foi ele que sofreu a falta, muito bem batida pelo bom zagueiro Gian.

E quase quase o estreante já deixa sua marca. Carlos Alberto, sempre ele, fez boa jogada na lateral da área e cruzou na cabeça de Chulapa. A bola caprichosamente tocou a trave.

O resultado no fim das contas agradou aos milhares de Vascaínos que fizeram São Januário ter um autêntico dia de Caldeirão.

Já empatamos na liderança, e nos isolaremos nela muito em breve.

O Guarani voltou a ser Guarani, o Vasco voltou a ser Vasco.

Parece que quem cairá em si muito em breve é o tal de Atlético-Goianiense..

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

********ENTREVISTA COM HÉLIO RICARDO- COLUNISTA DO SUPERVASCO*********


Os que tiveram o prazer de conhecer Hélio Ricardo, ou ao menos já leram suas deliciantes e apaixonadas colunas, sabem que, dentre todos os adjetivos que lhe cabem, o de Vascaíno é o que mais lhe apetece. Pois, se o Vasco é luta e paixão, Hélio é acima de tudo um apaixonado pela luta!Pela luta por um Vasco vitorioso, independente, estruturado.. Pegando emprestado um pouco da genialidade de Armando Nogueira, e desde já desculpando-me por isso, digo com toda convicção: Se Hélio não tivesse nascido homem, teria nascido Cruz de Malta. Esse carioca “da gema” de 40 anos, que se desdobra em mil para executar múltiplas funções (Ator, autor, produtor, diretor, escritor, pesquisador), ainda encontra tempo para escrever as mais apaixonadas colunas sobre o clube do seu coração. Para isso não ganha nenhum centavo. Escreve por amor, por devoção a Cruz de Malta que lhe faz vezes de coração. Imaginem vocês que um dia, ao abrir minha caixa de e-mails, deparo-me com uma mensagem do “home”, com uma série de elogios à esse meu humilde blog. Trocamos algumas mensagens e a partir daí surgiu a idéia de fazermos uma matéria sobre seu imperdível livro Mauro “Capitão” Galvão - Lições de Vida, Lições de Futebol-, além de tratarmos de outros temas relacionados à essa paixão que nos domina, nosso imaculado Club de Regatas Vasco da Gama.

A paixão de Hélio pelo Vasco começou como na maioria de nós. Aquela empatia natural pelo escudo, pelas cores, pela cruz. O sentimento foi herdado de sua mãe, que todas as noites lhe servia um copo de leite com um escudo do Vasco-

Lembro-me, desde muito menino, que sempre tomava um copo de leite morno antes de dormir. Minha mãe trazia num copo branco com escudo do Vasco... eu ficava vendo aquela caravela, aquela cruz de malta em destaque no fundo branco por causa do leite... ali nasceu uma admiração... eu meditava todos os dias naquela imagem da caravela...

Apesar de ser um Vascaíno desde sempre, Hélio Ricardo passou a reportar mais importância ao Vasco a partir dos 18 anos. Foi nessa época também que começou a trabalhar como explicador, e adivinhem o que ele fez com seu primeiro salário:

O Vasco passou a ter um papel diferenciado em minha vida por volta dos meus 18 anos.Naquela época eu comecei a fazer um dinheirinho dando aulas como explicador. Comprei meu título de sócio proprietário com meu primeiro “salário” e passei a freqüentar o clube dias de semana.


E freqüentava mesmo. Sempre na última cadeira das arquibancadas de São Januário, o que lhe faz sentir-se mais perto de Deus, ficava meditando, fazendo anotações, poemas. Mais que um clube, o Vasco era seu melhor amigo. Mais que uma terapia, uma experiência divina:

Eu sentava na última cadeira de São Januário, ficava ali contemplando a grandeza do lugar, a brisa fria que batia, aquela vista monumental do estádio vazio... ali eu anotava coisas em um diário, repensava as pessoas e as coisas a meu redor. Era como um divã. Tive o Vasco como um amigo, uma relação íntima. Cresci. Amadureci. Ali chorei sozinho e deixei de ser menino para ser um homem. Mas o coração de menino sempre pulsa quando olho para aquela cruz de malta. Eu me sentia mais perto de Deus quando sentava na última cadeira de São Januário!

Apesar do interesse tardio pelo futebol, a partir daí Hélio se tornou um Vascaíno engajado, participando inclusive da invasão Vascaína ao Morumbi na final do Brasileiro de 89. Só deus sabe como ele sobreviveu, só Deus sabe o que sentiu:

Enfrentamos tudo: apedrejamento, interrupção do trajeto... nem sei como fui! Cantávamos maravilhados, após o golaço de Sorato: “Ih! Ih! Ih! Campeão no Morumbi!”. Eles rebatiam: “Ih! Ih! Ih! Vão morrer no Morumbi”! Pensei que pudesse morrer mesmo. Sobrevivi. Mas foi emocionante: as pessoas gritavam Vasco a madrugada inteira. Eu dormia no ônibus,d e repente alguém levantava, narrava o gol e acordava todo mundo – quatro, cinco da madruga – dentro do ônibus, como se fosse uma arquibancada lotada.


Hélio desde sempre foi um amigo das Palavras, lida com elas como ninguém. Por que não juntar o útil ao agradável? Porque não escrever um livro? Algo relacionado com o Vasco? Uma idéia mais do que óbvia. Resolveu então escrever um sobre um dos maiores zagueiros do futebol brasileiro e da história do Vasco: Mauro Galvão. O Livro aina une mais uma paixão de Hélio, o Teatro, pois é escrito em forma de pequenos esquetes. Leitura leve e indispensável.Mas conta aí Hélio, por que Mauro Galvão?

Eu era fã dele antes mesmo de ter o orgulho de vê-lo vestido com a camisa do Vasco. Achava que ele era o maior zagueiro de sua geração e o melhor que vi jogar nesta vida. Como retribuir essa admiração? Manuseando as palavras, com as quais eu sempre procurei ter intimidade. Um dia, lendo uma linda reportagem de Paulo César Vasconcelos no Jornal do Brasil sobre uma atuação exuberante de Mauro Galvão pelo Vasco, decidi: vou escrever a biografia desse cara. São poucas as pessoas nesta vida por quem se pode colocar a mão no fogo. Mauro Galvão é uma delas! Sua conduta ilibada é à prova de bala! Ele é o orgulho dos craques que primam pela decência e uma lição de moral viva para os que tripudiam de valores éticos na profissão. Lembro de uma frase brilhante do Ruy Carlos Ostermann, um filósofo do futebol conhecido no sul como “professor”: “a autoridade técnica é de quem sabe jogar”. É isso. Mauro jogava tanto que exercia uma serena liderança em campo. Era a referência, o ponto de equilíbrio, de força. Dentro e fora de campo ele era extraclasse... não tinha como não prevalecer!

Foram nove meses de pesquisa, visitas, conversas, convívio. E um personagem essencial para a materialização do projeto foi o Ex-presidente Eurico Miranda:

Escrevi o livro do Mauro, lancei na sala de troféus de São Januário, graças a um apoio incondicional do então presidente Eurico Miranda. Independente de minhas questões partidárias, hoje solidário ao mandato do Roberto, serei eternamente grato ao Eurico pelo favor pessoal e pelo carinho com que me tratou naqueles dias. Não esqueço a forma respeitosa e gentil com que ele me apadrinhou naquele momento. Sou um homem reto, e uma das coisas pelas quais prezo muito é a gratidão. Se ele estiver lendo essas palavras, pode ter a mais absoluta certeza de que, democraticamente, preferi a mudança política no Vasco, mas jamais desprezei o favor e a gentileza que me fez.

Como atualmente no Vasco tudo se envereda para a política, essa entrevista não fugirá a regra. Passado um ano da posse de Dinamite vejamos o que Hélio tem a nos dizer sobre o mandato do Ídolo/Presidente.

Como todo início, acho que tem erros e acertos. Sem querer me estender muito em avaliações, até porque todo juízo é sempre temerário, acredito que neste exato momento o Roberto está cercado das pessoas certas e competentes para a realização de uma gestão inteligente, moderna, estruturada. Há barreiras de mercado, impostas por adversários externos e internos. Isso está claro para todo mundo. O preço de se abrir espaço para opinião e discussão também é caro: todo mundo tem “verdades”, todo mundo quer reclamar, atacar. Tem muito vampirismo, muita gente pretensiosa, doentia, que quer aparecer às custas do Vasco nesta fase atual. A mosca azul picou essa gente: eles têm a pretensão de “refazer o Vasco”. Graças a Deus o próprio Roberto conseguiu se livrar de alguns deles dentro de sua diretoria. Na imprensa, nos sites, nos blogs... é geral, ainda tem muito deslumbrado solto, tentando reescrever uma história que já está escrita. Tem gente demais falando e gente muito boa fazendo, isso é o que importa. Olho para Fábio Fernandes, olho para Rodrigo Caetano e penso: “estamos no caminho certo”!

E para concluir essa entrevista que desde já agradeço muito a concessão, o que Hélio Ricardo espera do Vasco na Série B?

Acho que o começo de tudo foi termos um treinador centrado e inteligente como Dorival Júnior. Ele literalmente arrumou o time do Vasco. Antes, era uma zona! Os treinadores anteriores foram um fiasco. Com a força dessa bandeira, com a paixão dessa torcida e com o suor de quem tem honrado nossa camisa, vejo o Vasco novamente em sua trilha de vitórias. “O Vasco é um forte”... eu sempre digo isso

sábado, 1 de agosto de 2009

GLADIADOR!!


Eu ainda morro assistindo um jogo do Vasco. Morreria feliz certamente, sofrendo e vibrando pelo meu amor mais antigo. Mas meus amigos, pensei que hoje chegaria minha hora. Logo vi que a cadeira do botequim era mera decoração, não havia outro modo de assistir ao jogo de hoje que não fosse em pé. Temi seriamente pelo pior. Não sei o que acontece ao Vasco, mas não rendemos bem quando abrimos vantagem logo de cara. Hoje não fugiu a regra. Logo aos 3, abrimos o placar em cobrança de pênalti executada pelo Gladiador Carlos Alberto. Um pênalti maroto, duvidoso, discutível. Depois, em uma bomba de Souza, que contou com a decisiva colaboração do goleiro do Juventude, o Vasco ampliou. Passou a sensação de que finalmente poderíamos ter um jogo tranqüilo. Que nada, o Juventude se aproveitou do recuo excessivo do Vasco para, mesmo na base do bumba- meu-boi, iniciar uma pressão. E tome cruzamento na área! Pensei: já vi esse filme. E foi aí que o garoto Zezinho, que deitava e rolava no sistema defensivo do Vasco, invadiu a área e foi derrubado já nos acréssimos. Mendes converteu e diminuiu.

Se o Vasco já recuava no final do primeiro tempo, no segundo foi decretado o recuo total. Adriano veio ao jogo no lugar de Paulinho, que só fazia bater. Dorival puxou Alex Teixeira para a lateral direita e talvez tenha descoberto o substituto ideal para a posição enquanto Fágner e Paulo Sérgio se recuperam.Com a marcação hiper eficiente de Amaral em cima de Zezinho, o Juventude se limitou a cruzar bolas na área. E cada cruzamento era um nó na garganta. Foi a vez de brilhar a estrela do goleirão Fernando Prass, que encontrava-se numa tarde um tanto quanto estranha. Havia saído mal do gol duas vezes, coisa que não costuma fazer. Porém, grande goleiro que é, estava lá para defender a cabeçada( Na verdade um tapa) a queima roupa e salvar mais uma vez o Vasco. O Sofrimento por duas vezes esteve por terminar antes do apito final. Adriano perdeu dois gols incríveis. Mais por azar do que por qualquer outra coisa.

Ahhhh... que delícia de três pontos foram esses. Nos recolocam no g-4 e nos mantém na cola do líder. Se a série B tivesse um rosto, o jogo de hoje serie ele. Muita luta, muita dividida, muita entrega e muitas faltas. E, se o jogo de hoje tivesse um rosto, seria o de Carlos Alberto, um verdadeiro GLADIADOR. Ele fez de tudo: Correu, dividiu, fez gol, deu passes, driblou, marcou, sofreu, ahh... como sofreu. É absurdamente impressionante o número de vezes que Carlos Alberto é alvejado no gramado. Hoje fizeram de tudo com ele. Chutaram-lhe os tornozelos, racharam-lhe a canela ao meio. Foi alvo até de uma voadora na barriga. Ele respondeu como sempre deve responder, com futebol. Percebeu que reclamar, mesmo que com razão, só lhe trás problemas. Problemas para ele, e problemassos para nós, conseqüentemente. Esse post é dedicado à sua dedicação, GLADIADOR!