quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma semana inteira para você reclamar


Ei, voce aí! Você mesmo, que adora reclamar de tudo, enfim chegou seu momento. Reclame das pixotadas do Vilson, cada dia menos raras; reclame do fominha do Adriano, que vive a se jogar no gramado; reclame do Amaral, que não marcou ninguém hoje; reclame do Élton, que mal encostou na bola; reclame do Fágner, que marcou tão mal quanto apoiou; reclame do Ramón, que as vezes exagera na vontade; reclame do Enrico, que não ouve nem os próprios pensamentos de tanto que o vaiam; reclame também do Dorival, que põe o Enrico pra jogar. Reclame do que quiser, até da torcida, que esteve em São Januário disposta a emendar as vaias de sábado antes mesmo da bola começar a rolar.

O leitor perceberá que poucos não tiveram seu nome na lista de reclamações, logo, atento e perspicaz como é, saberá que crucificar este ou aquele jogador não cabe nessa análise. Uma coisa é você criticar um jogador que não esta jogando bem e por isso destoa dos demais. O destoante, no jogo contra o Figueirense, se houvesse, seria aquele que estivesse jogando bem. Mas, como antecipei, hoje é seu dia meu caro “reclamão”. A sua tese esta confirmada (?), espero que não para o seu deleite.

Confesso que esperava escrever um artigo na mesma linha dos últimos, exaltando a conquista de mais 3 pontos e torcendo a cara para o futebol apresentado. Ahhh... antes fosse. A derrota categórica que nos foi imposta pelo organizado time do Figueirense guarda apenas uma semelhança com as outras três derrotas sofridas: O Vasco não jogou bem. Vamos então as diferenças.

O primeiro tempo, como já é de praxe, foi solenemente ignorado pela equipe do Vasco. Até aí, tudo igual. Mas a diferença vinha de Florianópolis, embalada, paciente, organizada e eficiente. O Figueirense se sentia no Orlando Scarpelli, e o Vasco, se sentia na primeira divisão. Em dado momento tinha-se a nítida impressão que o gol catarinense era questão de tempo, pois de fato eram os merecedores do tento. Saímos da primeira etapa perdendo de justos dois gols a zero. Até tentamos algo no segundo, mais na base do “bumba meu boi” que outra coisa. Perto do fim, fizemos nosso imerecido gol, originado em cobrança de falta que nem eu, você, e, que dirá o árbitro, entendemos.

Alguns jogadores saíram de campo chateados com as vaias da torcida, sob o argumento de que não é esse o papel do torcedor, que este deve apenas apoiar incondicionalmente o time e fechar os olhos a realidade. Antes eles devem entender que só vaiamos porque estamos na ânsia de aplaudir. Queremos ver nosso time vencer, ainda mais quando o mesmo joga a segunda divisão. Se para os jogadores a vaia é ruim, para nós torcedores é pior ainda.Evidente que existe aquele sujeito que adora vaiar, e tem prazer quase sexual de dizer a frase “ eu avisei”. São os Reclamões, que enxergam milhões de defeitos no próprio time, mas não tem a capacidade de reconhecer algo tão simples e óbvio: O outro time, pasmem, jogou melhor que nós. Não perdemos, fomos vencidos.

sábado, 26 de setembro de 2009

A boa e velha sabedoria popular...


Se você gosta de 3 pontos, tem mais é que bater muitas palmas para o time do Vasco, pois o eficiente 1 a 0 de cada dia vai nos distanciando mais e mais do pesadelo chamado série B. Agora, se você gosta de futebol bem jogado, sugiro que não fique assistindo aos jogos do Vasco, em especial o primeiro tempo das partidas. As primeiras etapas dos jogos são invariavelmente péssimas, e solenemente ignoradas pela nossa equipe. Ao final dos primeiros 45 do jogo de hoje, vaias ecoavam das arquibancadas. Inclusive minhas. Inclusive justas. Eu gosto de futebol bem jogado, e quem nãos gosta não é mesmo? Mas esse ano decidi contemplar somente a conquista dos 3 pontos. Já me acostumei que a dose de futebol bonito do Vasco esse ano vem em conta-gotas. É um “driblezinho” cá, um passe bonito “acolá”, um toque de letra, uma caneta inventada pelo capitão, e ponto. Acostume-se, e faça como eu: Lambuze-se fartamente nos 3 pontos.

E veja você o que é a sabedoria popular, hoje personificada por um simpático cidadão, companheiro meu de cadeiras azuis. Primeiro ele identificou o mapa da mina: O jogo era pela esquerda, nas investidas de Robinho e no apoio do Ramón. Foram três ou quatro jogadas de perigo por aquele setor, que poderiam ter se transformado em gols, caso a voz do povo fosse ouvida. Dizia o simpático cidadão palavras pra lá de contundentes, que empacotam e condensam os estratagemas, sistemas táticos e a pretensa sabedoria dos técnicos em uma única frase, curta, grossa e objetiva: ” Chuta essa Porra”! Nas três ocasiões preferiu-se o drible a mais e o gol de menos.

Sorte que a voz do cidadão foi ouvida no segundo tempo, e Ramón enfim chutou a pelota, rebatida pelo goleiro nos pés de Carlos Alberto, que nem trabalho teve para empurrar pras redes no melhor estilo “até minha avó faria”. Tudo certo até aqui. Com o placar seguro e garantido de 1 a 0, o Vasco tinha mesmo que recuar, afinal, o Duque de Caxias é um grande time, respeitabilíssimo adversário e todo cuidado é pouco. PARA NÉ! ” Vai pra cima dos caras pô”- diria o popular das cadeiras. Mas não, é preciso emoção, é preciso sofrer. E novamente demos chance para o azar nos atormentar. Sorte a nossa que os atacantes do Duque de Caxias “não iam muito com a cara” da bola. As chances do empate foram criadas, principalmente pelo lado direito da defesa, onde Fágner não reivindicava a posição de titular como dele esperamos, fazendo partida discretíssima no ataque e ineficiente na defesa. Menos mal que tudo acabou bem, e o Vasco venceu pela suficiente goleada de 1 a 0.

Ao final, aplausos, inclusive meus, inclusive justos. Prometo ser mais exigente em 2010, mas por enquanto a caravela segue seu rumo sem tormentas. Tá bom ou não tá?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Aos ingratos


Por João Vitor Carvalho( Almirante)


Se tem uma coisa que me gera profunda revolta, é ver alguém chamando nosso técnico de "Burrival". Algo que supera os limites aceitáveis do ridículo. Pior é o paradoxismo que acontece. É consensual o fato de termos um elenco de Série B, em outras palavras, um elenco capacitado para cumprir exclusivamente essa missão, vencer a série B. Missão que não só cumpre, bem como cumpre da melhor maneira, provando inapelavelmente a superioridade perante aos adversários, tanto é que, há 13 rodadas do fim, já temos nosso acesso consumado. Uma campanha como essa, irretocável, não pode ser fruto da sorte, como alguns apregoam. Não fazemos uma brilhante campanha "apesar" do Dorival, muito pelo contrário.

Deve ser difícil ser treinador de um time com mais de 15 milhões de técnicos, boa parte deles metidos a entendedores do assunto. Tem torcedor que é sempre do contra. O sujeito gosta de reclamar e pronto acabou. Nada está bom. Nunca! Se o técnico tem uma opção que não é do seu agrado, lá vem ele a chamá-lo de burro sem o menor pudor. Eu também não concordo com algumas escalações, substituições, opções de jogo, mas não vou ser ingrato com o primeiro técnico-técnico, entendedor da coisa mesmo, que tivemos nesses últimos anos.

Lembremos para que Dorival Júnior foi contratado: Levar o Vasco a primeira divisão novamente. E é justamente isso que ele fez. Ele não foi contratado para levar o time à libertadores, embora tenhamos estado, quem sabe, há um pênalti não assinalado dessa vaga, e não foi contratado para montar um time que faça exibições de gala, aliás, dado o material humano que possui em mãos, embora aguerrido, isso fosse impossível. Foi, repito, contratado para somar 3 pontos em cada partida e levar a caravela de novo para o seu rumo.

No começo do ano, quando anunciaram sua contratação, fiquei muito satisfeito. Tão logo, veio a discussão a respeito do seu salário elevado, e em minha opinião, justo. E a justiça se dá pelo fato de que se não pagássemos o que pagamos a ele, outro clube, certamente, pagaria. E estou falando de clubes de ponta da série A. O Palmeiras, por exemplo, que chegou a sondá-lo depois de demitir Wanderley Luxemburgo. Acho difícil que um dos postulantes ao título nacional enxergasse vantagem na contratação de um técnico "burro" Se o nosso elenco no começo do ano era uma aposta, o nosso técnico tinha que ser uma certeza, certeza de competência. Muito do que o Vasco é hoje, um time organizado taticamente, longe der brilhante contudo, é mérito de Dorival. Mérito de quem soube armar um sistema defensivo sólido, de quem soube escolher peças de qualidade no mercado, ainda que sem um potencial elevado de investimento. Mérito de quem montou um time esforçado, responsável, valente.

Mérito de quem fez o Vascaíno voltar a vestir orgulhosamente sua camisa pelas ruas.

Discordar é uma coisa, mas não sejamos ingratos com aquele que nos conduziu brilhantemente até o nosso lugar.

fonte: www.supervasco.com

sábado, 19 de setembro de 2009

O lampejo do craque e o guerreiro esquecido


O primeiro tempo de Vasco e Guarani foi aquilo a que nomeamos usualmente como “bela porcaria”. Que primeira etapa lastimável! O que se via era um caminhão de faltas e uma enormidade de passes errados. Embora tenha dominado boa parte do jogo, o Vasco não levou quase nenhum perigo ao gol adversário. A única boa chegada no primeiro tempo, de fato, foi em um chute de Élton, após bela jogada de Carlos Alberto, que, a meu conceito, não fez essa exibição primorosa que pintaram aí nos principais portais esportivos.

Justamente aí que esta a diferença do craque para um jogador comum. Um jogador do quilate e do talento de Carlos Alberto não precisa jogar bem durante toda uma partida para ser decisivo. Basta um, somente um, lampejo de sua genialidade, e pronto, mais três pontos no bolso. O Capitão/alma do time partiu pra cima dos zagueiros e serviu Élton, de frente pro crime, bater firme e dar números finais ao jogo. Nosso camisa 9 pode não ser o centro-avante dos sonhos, aliás, não é, mas foi, sem sombra de dúvida, peça crucial no nosso acesso consumado.

A partir do gol, o Vasco passou a tentar administrar o resultado para lá de perigoso. Após a tentativa patética do zagueiro bugrino de cavar um pênalti, o “juizão” não refugou e mandou o "artista" mais cedo pro chuveiro. E o "juizão" hein? Parecia ter múltiplas personalidades. Começou apitando o jogo à européia, nada era falta. Pouco depois, tudo virou falta. Em dado momento, lances rigorosamente iguais foram tratados por vossa excelência como falta algumas vezes e, em outras, como lances normais. Vai entender essa arbitragem.

Vai entender também a cabeça desses superestimados senhores chamados Treinadores de Futebol. Antes de mais nada, reitero que sou só agradecimentos ao nosso querido Dorival Júnior, mas a entrada de Fernando na partida, no lugar do apagado Allan, não foi inteligível a nenhum dos 52.000 vascainos presentes no Maracanã. O próprio Fernando foi pego de surpresa. O time vencendo, com um jogador a mais, apoiado pela massa cruzmaltina, e se opta pela entrada de um zagueiro no lugar de um meia ofensivo? Chamamos o Guarani para nosso campo de defesa e arriscamos nossa vitória. Não fosse Fernando Prass, poderíamos estar aqui a reclamar, com razão, dessa opção...maluca!

Termino exaltando um jogador que não pode ter sua atuação passando em branco: Amaral.
Ao meu ver o melhor jogador Vascaíno em campo. Não perdeu sequer um lance e até acertou alguns passes mais elaborados. Sei que para alguns continua sendo difícil reconhecer o óbvio: Amaral melhorou muito. Experimente tirar essa birra, como eu fiz, e verás que nem sempre se é justo com o Amaral quando ele merece. Este artigo é dedicado ao Lampejo do Craque, que redunda em gol, e ao vigor do guerreiro, poucas vezes lembrado.

Saudações Cruzmaltinas!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O que pensa o Dorival?


Dorival Júnior é um sujeito que eu evito contestar. Além de conviver no dia a dia com os jogadores, é sabidamente mais entendedor do riscado do que eu e minha pretensão. Portanto, não costumo ficar metendo o bedelho em suas opções, como fazia com outros técnicos, como Antônio Lopes e Renato gaúcho, treinadores em que eu me via no mínimo em pé de igualdade no que tange aos conhecimentos táticos e técnicos envolvidos numa peleja, e por isso, sentia-me em totais condições de apontar erros grosseiros de escalação, como, por exemplo, a escalação do nosso melhor meia em 2008, Madson, na lateral esquerda durante muito tempo.Erro, aliás, que não é preciso conhecimento algum para reconhecer.

Sabedor da maior capacidade de Dorival Júnior como entendedor do assunto, confesso que me espanto com algumas escolhas do nosso excelente treinador. O que será que só o comandante enxerga no Matheus? Sinceramente não me entra na cabeça. Jogo atrás de jogo ele prova não ter condições de ser titular. Contra o Paraná foi a gota d’água. Certamente uma das piores atuações individuais de um jogador, e não fosse nossa muralha, perderíamos aquele jogo para o Paraná, e muito por culpa do Matheus e sua lentidão. O Volante não tem a referida qualidade maior no passe, que seus defensores alegam, não tem poder de marcação algum- Perceba como ele é driblado facilmente por qualquer adversário- e não tem, sobretudo, que ser titular do Vasco. Outra escolha infundada é a de Paulo Sérgio. Falta o que para o Fágner ganhar a posição de titular? Quando o Paulo Sérgio acertava seus cruzamentos, atributo que me fazia ser um dos defensores no começo da temporada, tudo bem, mas agora ele não acerta mais nenhum. Como disse o Hélio Ricardo em mais uma brilhante coluna no site Supervasco, ganha(vá)mos no cruzamento, e deixamos de ter um jogador insinuante, habilidoso, com vocação atacante no nosso flanco direito.

Parece muitas vezes que os treinadores se sentem realmente os professores-doutores do futebol. Tentam com suas escolhas aparentemente solitárias, provar que sabem mais que todos. É quase uma pirraça manter o Matheus no time, bem como escalar o Enrico em todas as partidas, por mais que nessa última ele até tenha entrado bem. Reafirmo que ao Dorival junior sou só agradecimentos. É um técnico de ponta, que merece o salário que recebe, e montou um time que, se não da espetáculo, cumpre com louvor a missão de voltar a série A.O que não me impede de reconhecer que existem umas escolhas feitas por ele que são pra lá de estranhas viu...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um pitaco sobre o Élton.


Não dizem que Centro-Avante vive de gols?

Vida Longa ao Élton! Artilheiro do Vasco e do rio na temporada.

Nessa terça, ele novamente deixou sua marca. Um belo gol por sinal, que nos manteve isolados na liderança e fez com que o Vasco abrisse 11 pontos em relação ao quinto colocado.

Trocando em miúdos: Ás favas com a matemática, o Vasco já subiu!

E subimos muito por conta dos gols de Élton, nosso sempre oportunista camisa 9, por quem, admito, tive, e ainda tenho algumas restrições. Não morro de amores, e acredito que ninguém morra, pelo futebol do Élton. Não foram poucas as vezes em que a única coisa de boa feita pelo jogador numa partida foi o gol. E quer coisa melhor que um gol? Não existe. No entanto, naquela maré de derrotas por 0 a 0, o atacante foi duramente criticado. Lembro que no jogo contra o Duque de Caxias a torcida hostilizou demais o camisa nove. Eu mesmo lembro de ter voltado do botequim andando pra casa a praguejar o Élton pelos gols perdidos. À época, Dorival Júnior resolveu poupar o atacante da ira da torcida, deixando de escalá-lo nos jogos em São Januário, até que ele readquirisse a melhor forma. O atacante perdeu espaço, mas batalhou e tomou novamente conta da posição.

Os gols voltaram a acontecer, e a confiança do artilheiro se restabeleceu. Como disse, ainda tenho minhas restrições em relação ao Élton. Ele ainda tem o dom de me irritar diversas vezes durante a partida- seja com passes errados, seja com domínios pífios de bola- e aquela história de só fazer o gol e mais nada em uma partida perdura. No entanto, admita: Seria o cúmulo da exigência não nos darmos por satisfeitos com um centro-avante que faz gols em quase todas as partidas, por mais que ele esteja longe de ser o atacante dos sonhos, ainda mais para nós vascaínos, acostumados a gênios do futebol naquela posição. Se em matéria de técnica e habilidade Élton passa raspando, em matéria de bola na rede, passa com louvor. No jogo fraco e de poucas chances no ABC, o matador valeu-se da única bola que lhe veio em condições de finalizar e deu números finais a dificil partida contra o "azulzinho". Élton mostra uma qualidade imprescíndivel a um atacante, oportunismo. Aproveitando-se dele, vai fazendo seus golzinhos, ajudando o Vasco e brigando pau a pau pela artilharia da série B.

Creio que no ano que vem será necessário um centro-avante de mais gabarito no nosso comando de ataque. Élton poderá ser aquele bom reserva, que dará conta do recado caso se precise dele. Por ora, não se discute. Élton é titular da equipe do Vasco e o Aloísio, quem diria, que trate de correr atrás do prejuízo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Duas pedras preciosas!



Veja você o que é a globalização. Até futebol assistimos à européia. Adquirimos a mania, feia, de só enxergar valor na produtividade. Vivemos o resultado. Três pontos é que trazem satisfação aos nossos corações de torcedores, ao pontode não enxergarmos valor e, por vezes, repudiarmos a improdutividade de um drible. O drible pelo drible parece ter saído de moda. Já dizia o grande mestre Armando Nogueira: “Mais importante que o jogo, é a jogada. “

E por falar em jogada, o que dizer do repertório de Phillipe Coutinho e Allan? Duas pedras preciosas, carentes, é verdade, de alguma lapidação. Mas há de concordar:Ensinar o que falta a esses dois jovens é uma missão fácil, extremamente fácil. Primeiro porque o fundamental eles já têm, talento. Segundo porque vontade de aprender e de acertar não faltarão as nossas jóias.

Vendo Philippe Coutinho jogar, chega a me dar pena. Pena do futebol força, que não ganha uma dividida do futebol- arte. Falta corpo a nossa jóia, mas quem precisa de corpo quando se tem a perfeita sincronia entre um cérebro genial e um pé obediente? Imposição física não suplanta a imposição pelo talento. Só lamento o fato de não podermos ver o Phillipinho totalmente maduro e encorpado no Vasco, pois não se tem dúvidas que diante dos nossos olhos está um jogador de rara habilidade. O drible desconcertante no zagueiro, e o passe iluminado para o segundo gol justificam os milhões de euros desprendidos em sua compra. A expulsão besta, denota imaturidade,natural, além de expor falta de critério da arbitragem. Mas não há necessidade de estragar esse artigo falando de algo tão desprezível quanto arbitragem. Aliás, me recuso a comentar sobre árbitros enquanto o mundo e o Brasil não perceberem que Héber Roberto Lopes pode ser tudo, menos árbitro.

Mas não esqueçamos de Allan, na minha visão, um jogador até mais preparado que o Coutinho. Falta de corpo não é seu problema, pois nesses dois jogos ele provou não ter medo de dividida e que, cara feia, pra ele é fome. O jovem meia possui uma habilidade que chama a atenção, apesar de, algumas vezes, segurar em demasia a bola. Um problema que certamente também foi percebido por Dorival Júnior, e que será corrigido ao longo das rodadas. Se Philippinho vai longe, Allan também tem tudo para se tornar um jogador de primeira linha.

Apesar da correria e do futebol força a que infelizmente, ainda mais nós, Vascaínos criados a futebol-de-ló, estamos nos acostumando a aceitar, Philippe e Allan provam que nada de melhor ainda foi inventado para substituir o talento.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pra nascer grama no lado esquerdo...



Se existe um jogador que reúne as mais variadas opiniões acerca de seu futebol, esse jogador é o Jéferson. Eu já vi comentários de tudo quanto é tipo. Na boca do povo, Jéferson foi de Craque selecionável à Perna de pau indigno de vestir a camisa do Vasco. Não é craque, muito menos indigno de vestir a camisa do Vasco, ainda mais quando o mesmo se encontra na série b. Longe de ser o tal meia esquerda dos sonhos, mas, por ora, nossa melhor opção indubitavelmente. Isso , lógico, desde que ele jogue, porque de chinelo ele só da despesa. O que eu mais quero é que o Jéferson coloque a camisa do Vasco com toda dignidade e empenho que os demais também colocam, e ocupe esse vazio no flanco esquerdo de meio campo do Vasco, porque o Enrico ta demais!

E tem mais, Jéferson não é craque, mas é bom jogador. Tem boa visão de jogo, bom passe, alguma técnica, finaliza bem de curta e média distância, e ajuda no combate ao meio campo. Qualidades que o fazem titular desse time do Vasco, aliás, coisa que sempre foi e só deixou de ser por conta das lesões que o perseguem. Lembro que no começo de temporada não entendia-se muito bem sua função em campo. Isso porque o mesmo não se entendia naquela posição do Losango no esquema de Dorival. Ao adaptar-se ao esquema, Jéferson cresceu e fez crescer outra peça de fundamental importância, Ramón. É notória a subida de produção do nosso aguerrido lateral, quando joga ao lado do Jéferson. Os dois adaptam-se muito bem dividindo responsabilidades ofensivas e defensivas pelo setor esquerdo de campo. Um puxa o outro, e os dois ajudam a puxar o Vasco.

Em 2010 será outra história, e suponho que todos, especialmente a diretoria, estejam cientes de que reforços serão mais que necessários para almejarmos objetivos e conquistas na próxima temporada. Estamos em 2009, ano da disputa da única segunda divisão que disputaremos ao longo de toda a história. Para série B, um meia como o Jéferson, jogando, é um ótimo negócio. Basta olharmos sua última temporada, na qual foi um dos principais jogadores do Santo André no ano em que o clube conseguiu seu acesso. Ele conhece a série B, e, na minha visão, tem condições de conhecer a série com uma Cruz-De-Malta no peito em 2010. Torçamos para que ele renasça, e faça renascer grama novamente no nosso lado esquerdo de ataque.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Nova Jóia da colina?




Existe uma parcela de torcedores, dentre a qual me incluo, que acha que deve sempre se valorizar a base, o que não significa somente colocar garotos de 17 e 18 anos para resolver os problemas de uma equipe. Valorizar a base é dar estrutura para os garotos desenvolverem suas aptidões. Um bom modo de começar é não restringir o cardápio das nossas jovens promessas a arroz com salsicha. Um absurdo. Espero que essa situação já tenha sido resolvida pela diretoria. Mas é preciso, também, colocar a molecada para jogar. E que se escolha o melhor momento, o que varia de jogador para jogador.


Contudo, existe uma outra parcela de torcedores, mais xiitas, eu diria. Para eles o time inteiro devia ser composto por meninos da base, crias da casa. São regidos por uma lógica tão simples quanto errada: “Se é da base, é bom”. Nem tudo que vem da nossa base é bom, assim como nem todo jogador de empresário é ruim. Exemplo: O fraco garoto Matheus, das nossas entranhas, e o aguerrido Ramón, do empresário-chefe do Vasco de hoje.


Tem jogador que, pela falta de experiência e pela carga excessiva de responsabilidade que lhe é atribuída, tem que entrar em situações cômodas. Alguns carecem de tranqüilidade para jogar o que sabem. Mas existem aqueles que nasceram para entrar em fogueiras. As dificuldades servem a esses como combustível, como motivação. É justamente o caso dessa grata surpresa chamada Allan. A desenvoltura, tranqüilidade e personalidade demonstrada por esse jovem promissor saltaram aos olhos dos Vascaínos. Se empatamos e estivemos a um pênalti mal batido da virada, os louros desse resultado devem ser consentidos a esse menino de 17 anos. Allan e sua juventude mudaram os rumos de uma partida em que o Vasco não se encontrava. Há de concordar, caro leitor, que ainda é muito cedo para fazer juízos e atestar que revelamos mais uma jóia. Mas, se a primeira impressão é a que fica, Allan, em 45 minutos, não podia ter dado impressão melhor.

domingo, 6 de setembro de 2009

Um empate que chateia e um gol-poema


O empate com o Atlético até que não foi um mau negócio, mas chateia pelo fato de termos tido a chance de vencer. Carlos Alberto, no entanto, preferiu cobrar o pênalti com uma desnecessária “paradinha” e perdeu o gol que nos daria a vitória, e que livraria 5 pontos de distância do próprio Atlético,vice líder do torneio. Paciência. Carlos Alberto continua com muito crédito com a torcida, e as razões são óbvias. Fez de tudo o capitão. Perdeu pênalti, fez gol de pênalti, sofreu pênalti e arrematou sua atuação destacada com uma expulsão, desnecessária. Mas o que realmente se tem a destacar dessa partida é a estréia do jovem, e aparentemente promissor, Alan. Entrou com a equipe perdendo, jogando mal, e mudou o panorama da partida. Sua entrada aumentou o volume de jogo do Vasco, que passou a dominar o meio-campo. Gostei de ver a atitude do Alan. Chamou o jogo, arriscou jogadas, chutou em gol e mostrou acima de tudo muita personalidade. Parece que acabamos de descobrir um excelente jogador. Não pretendo me alongar em análises. Em síntese: Começamos a partida totalmente desligados, e fomos facilmente envolvidos pelo bom time do Atlético, que abriu o placar numa saída errada de Fernando Prass, após cobrança de escanteio, em que a sonolência do Élton foi fator determinante para a marcação do gol. Ainda assustada, a defesa deu bobeira e o Atlético ampliou. Antes do fim da primeira etapa, o senhor Evandro Rogério Roman, que prefiro não comentar, inventou um pênalti para o Vasco, batido de um jeito firme, como deve ser , por Carlos Alberto. O Vasco voltou um pouco mais ligado no segundo tempo, e contou com a expulsão de dois defensores goianos para dominar inteiramente a partida. Chegamos ao empate após um gol contra bizarro. No fim, Carlos Alberto foi fazer graça e perdeu o pênalti. Seguimos na liderança, menos mal.


Poderia abordar a vitória categórica da seleção Brasileira sobre a Argentina de diversas maneiras. Escolhi falar somente do passe de Kaka no terceiro gol, marcado por Luis Fabiano. Simplesmente traduz o que é o futebol Brasileiro. Vendo o jogo com amigos, nos detivemos naquela velha questão do “ Os argentinos tem mais raça”. O contra-ponto:” O Brasil tem mais talento” . E assim, na palavra que traduz futebol brasileiro, o Brasil chegou ao terceiro gol jogando um banho de água fria naquele “catadão” de grandes jogadores que é a Argentina.O passe de Kaka é de outro mundo, e não haveria nenhum modo mais eficaz, e sobretudo plástico de concluir do que o leve toque por cima dado pelo Fabuloso O jogador brasileiro tem, como nenhum outro, o talento de fazer poesia com os pés. Os melhores versos saem sempre dos pés de Kaka.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Philippe Coutinho- Uma grande perda de tempo


É sempre preciso ter paciência com jovens talentos como o Coutinho. Não se pode simplesmente pegar uma camisa 10 e entregar a um garoto e dizer “toma, resolve aí nosso problema”. Foi exatamente o que fizemos com Alex Teixeira e deu no que deu. Tudo bem que agora ele decidiu justificar um pouco o status de promessa com que ascendeu aos profissionais, mas foi preciso tempo. Contudo, não podemos incorrer no erro de achar que Philippe Coutinho e Alex Teixeira são casos iguais. Não são.

Alex Teixeira surgiu nos profissionais em um momento muito pior, tendo logo de cara que assumir papel de protagonista. Um dia ele era gândula em São Januário, no outro, o garoto de 100 milhões, titular, e esperança de toda uma torcida desesperada por idolatrar alguém. Em meio a bagunça que era aquele Vasco de 2008, do campo ao gabinete da presidência, com jogadores totalmente descompromissados, com seus pré-contratos assinados com outros clubes, Alex não suportou e sucumbiu com o time. Depois de muita paciência, inclusive esse ano, Alex parece ter desabrochado e exibe aquele futebol que dele sempre esperamos.

Philippe Coutinho já entrou na equipe em um outro momento. Primeiro que encontrou um clube renovado, que busca se organizar de uma maneira mais profissional. Segundo que entrou no elenco profissional sob o comando de um técnico de verdade, alguém que sabe o quão arriscado e inoportuno é atribuir responsabilidades à um jovem de apenas 17 anos. Mas a fundamental diferença entre os dois casos reside nos próprios jogadores. Enquanto Alex Teixeira, até aqui, é uma promessa Vascaína, Philippe Coutinho é uma promessa do futebol mundial, tanto é que já arrumou as malas para integrar o elenco de um dos maiores clubes da Europa.

Todos entendem, ou pelo menos deveriam, a paciência e cuidado de Dorival Júnior em escalar Philippe Coutinho, mas não se pode confundir paciência com perda tempo. Atualmente, creio que estejamos perdendo tempo, aliás, um tempo que quase não temos. Toda vez que a nossa jóia esteve em campo, deixou na torcida a sensação de “quero mais”. Sensação que só aumenta e ganha urgência quando vemos Enrico, que até deu uma melhorada, em campo. Por que não usar o Coutinho, senão de titular, com uma assiduidade maior? Ele já mostrou que tem bola para entrar nesse time do Vasco, as condições são ótimas,o time vem fazendo uma campanha irretocável na série B, esta estruturado taticamente e psicologicamente. O cenário esta armado, mas a estrela segue no Banco, impossibilitada de brilhar. Uma pena...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Precisamos de você Nílton!



O Acaso fez com que Nílton se tornasse titular no Vasco. Logo no primeiro jogo, Léo Lima, titular da posição, trocou chuteiras por chinelos e Nílton ganhou sua primeira oportunidade como titular da equipe. Logo em sua estréia, deixou sua marca, de cabeça. No segundo, mais um gol, novamente de cabeça. Foi a senha para a torcida se empolgar com o futebol do volante. E a empolgação não era pelo fato dele fazer gols somente, Nílton era, na maioria das vezes, o melhor jogador em campo. Marcava implacavelmente, fazia lançamentos, driblava, era um jogador completo. Lembro que elogios ao futebol do volante derramavam-se nas colunas e artigos pelos blogs e sites.

A empolgação da torcida foi tamanha, que chegamos a chamá-lo de Zidanilton.

Pior idéia que tivemos.

Imagina o que pensou o Nílton...

Imagina o tamanho da responsabilidade...

Simplesmente agora era idolatrado pela torcida mais apaixonada do mundo. Precisava corresponder a expectativa, precisava ser o craque que pensávamos que fosse.

Mudou o cabelo e começou a tentar fazer mais do que podia. Acreditou no mito e acabou se perdendo.


Desde então, a titularidade do Nílton, outrora inquestionável, virou dispensável. Nunca mais foi o mesmo. Uma perda gigantesca para o Vasco. Ele é jogador, se jogar o que pode, para estar no projeto grandioso que temos que fazer a partir de 2010. Jogador que tem totais condições de ser titular do Vasco e de qualquer time no Brasil. Futebol não se esquece, é como andar de bicicleta. Basta o Nílton pedalar tudo que pode que voltará, naturalmente, a ter lugar cativo entre os 11 iniciais e no coração do torcedor Vascaíno.

Só precisamos que ele consiga...

Será?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vasco: Assunto proíbido

Pitacos da série A:

Pensei que esse ano o São Paulo não se emendaria e ficaria fora da disputa do título. Que nada, o tricolor paulista se reergueu no campeonato e é candidatíssimo a vencer o título. Cabe a Palmeiras e Internacional impedirem que essa tragédia se consume. Sim, tragédia, pois para um campeonato que sempre primou pelo equilíbrio ter um mesmo campeão 4 anos seguidos é absurdo.

Agonia carioca:

O Fluminense, salvo um milagre de grandiosas proporções, disputará a série B de 2010. Chances matemáticas existem para escapar da degola, mas haja matemática para salvar o tricolor! Um time que fez apenas 16 pontos em 22 partidas, tem de fazer 30 em 16 rodadas. Vai ser difícil, e ao assistir um jogo do Fluminense não se tem a menor esperança de que isso vai acontecer. O Flu esta condenado, e confesso que um sorriso me escapa nesse momento.

O Botafogo deve seguir nessa zona incomoda até o final, mas eu creio que tem condições de escapar da série b, e mais, torço para que consiga. As arbitragens estão sacaneando o Botafogo, e dessa vez não é chororô, é injustiça mesmo.

Arbitragem:

Se vender e combinar resultados de partida, no Brasil, não constitui crime nenhum, imagine se um juiz que deixa o pau comer solto será punido. Evidente que não. O retrato da impunidade é Heber Roberto Lopes, que erra todo jogo e segue com moral na comissão de arbitragem, e escalado para apitar em todas as rodadas. Chega de falar de juiz.

Não chore por mim Argentina:

Brasil e Argentina se enfrentam no sábado em Rosário. Jogo de vida ou morte, para Argentina. Para o Brasil um grande jogo, claro, afinal é contra o maior rival, que já andou provocando. Maradona disse que o Argentina irá engolir o Brasil e que teremos medo de enfrentá-los. As 5 estrelas na amarelinha já são provas suficientes de que o Brasil não tem medo de ninguém.Veremos quem ri por último.