quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dodô- A Hora do "Cala a boca"


O Vasco chegou ao acordo com o atacante Dodô.

Ao que parece, será ele o grande nome do ataque em 2010.

Em outros tempos, tal contração seria alardeada como excelente por todos da imprensa.

Hoje, ela vem recheada de dúvidas e desconfiança.

Será que vale a pena investir em um jogador de 35 anos, há um e meio parado?

Em um jogador de raro talento, como Dodô, sim.

Especialmente por não termos, até aqui, nenhum jogador que se aproxime da sua condição de goleador nato.

A idade não é o maior problema, o que importa é a condição física.

Se for a mesma que apresentava há dois anos, excelente.

Informações dão conta que ele manteve a forma durante esse tempo inativo.

Dois anos parado não faz ninguém esquecer como se joga futebol.

No máximo, instiga o sujeito.

Dodô deve estar louco para voltar a jogar bola.

Gol o homem já provou que sabe fazer, e dos bonitos.

Torcida ele sabe que não irá faltar.

Que as dúvidas, então, transformem-se em gols, bonitos ou de canela.

E a desconfiança, em um “Cala a Boca” a todos que lhe chamaram de velho acabado.

Dodô tem tudo para brilhar com a Cruz de Malta.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Chama de Gisele e aparece com a Regina Casé?


Reinaldo tem 30 anos, carinha de 35, e 47 em cada perna.

Dos motivos pelo qual não o quero, o passado Rubro Negro é o menos relevante.

Jogadores são assim mesmo, soldados sem bandeira.

Jogando o que pode(podia) é melhor que o Élton.

O problema é que o Élton não pode ser parâmetro.

Não se o objetivo é montar um time competitivo em 2010, com um ataque poderoso.

Reinaldo nunca foi craque.

Em seus tempos áureos, um bom jogador no máximo.

Possui até certo renome, e por isso as cifras do seu contrato não devem ser das mais baixas.

Tem a fama de ser o melhor amigo de todos os médicos dos clubes pelo qual passou.

Praticamente nulo o seu custo benefício.

Absolutamente inacreditável sua cogitação

De chuteiras não é grande coisa, imagina de chinelos?

O Vasco especula Sóbis.

O Vasco especula Daniel Carvalho.

Contratar Reinaldo é a mesma coisa que dizer que pega a Gisele Bundchen e aparecer com a Regina Casé.

Brochante.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Preconceito e Paradoxos


Qualquer tipo de preconceito é inaceitável, seja ele de que natureza for. Religioso, racial, social, sexual, todos esses são igualmente abomináveis. Torcemos para um time que desde sua fundação insurgiu-se contra tais preconceitos. E, agora, a torcida vascaína insurgiu-se de novo, dessa vez praticamente vetando a contratação do técnico Antônio Carlos, alegando que esse tem em sua ficha acusações de racismo.Creio que antes de apontarmos o dedo na cara de quem quer seja, e lançar uso de um discursinho pasteurizado para defender nossas tradições de luta contra as elites, devamos olhar para nosso próprio umbigo.A Torcida que se infla de orgulho e enche a boca para dizer que não tem a mancha do racismo e do preconceito social em sua história, é a mesma que vai ao Maracanã pedir silêncio na favela, é a mesma que põe todos os torcedores do arqui rival num mesmo balaio, chama todo mundo de mulambo e bandido. É a mesma que se esquece que ela mesma já foi chamada de mulamba e arruaceira, e acaba por igualar-se na irracionalidade.


E cá pra nós, vetar Antônio Carlos por isso é uma baita babaquice. O sujeito errou, sim, errou, mas nem por isso é o pior dos viventes, e nem por isso, caso assumisse, estaríamos indo de encontro as nossa tradições. O atacante Gremista Maxi Lopes também tem sua vida marcada por um episódio de racismo, e duvido que se o contratassem a torcida teria esse tipo de reação. E por que não teria? Por que trata-se de um excelente jogador que seria extremamente útil ao Vasco.


Eu também não quero Antônio Carlos no Vasco, mas o último motivo que usaria para justificar minha opinião é o lamentável episódio de racismo em que se envolveu. Não o quero porque não o considero técnico de futebol, muito menos técnico de futebol para o meu Vasco.Um clube da nossa grandeza e importância não pode cometer o erro de fazer experiências em seu comando técnico. Como bem disse o excelente Lédio Carmona, “ clube grande não é laboratório”. Que venha Mancini, que venha o Roth, que venha o Tite, mas que venha logo e comece a trabalhar para o 2010 de alegrias que tanto desejamos se tornar realidade.