sábado, 18 de dezembro de 2010

"Importante é competir" é a típica frase que se diz a um filho ruim de bola.


Começa mal o discurso Vascaíno, quando começa por “Contrataremos dentro de nossa realidade.”

Contratações adequadas a nossa terrível realidade financeira não nos fará sair de nossa terrível realidade esportiva. É preciso, como alguém já bem disse, ousadia. A solução pra isso ah... tem gente muito bem remunerada para “chupar essa manga”, a gente tá aqui só pra cobrar.

E o Vasco nem precisa de tanto para se tornar um time capaz de conquistar, ao menos, a Copa do Brasil e o Estadual. A base é boa e é de Série A. Necessitamos apenas de contratações pontuais.

Que isso não se confunda com contratações de Pontos... de Interrogação, como Marcéis e Misaéis. Não coloco nesse mesmo balaio o zagueiro Anderson Martins. Ele tem as duas pernas? Joga pela esquerda? Tem noção de futebol de campo? Sabe dar chutão pro alto? Atendendo a esses requisitos, ele já será capaz de formar uma boa zaga com o melhor zagueiro em atividade no Brasil.

Penso que se Marcel e Misael são melhores que as opções que tínhamos ( Grandes coisas...), mas ainda estão longe de serem jogadores ideais, eles deveriam permanecer longe do Vasco. Se hoje vendemos o almoço para pagar o jantar, que pelo menos seja um banquete a última refeição. Não adianta investir pouco em muitas peças. Muito melhor direcionar o investimento em um jogador que resolva nossos problemas. O Borges, por exemplo. Quanta falta nos fez um atacante de verdade esse ano. Tudo poderia ter sido diferente.

Imagina o Borges no lugar do Nunes ou do Rafael Coelho. Quantos dos nossos 214 empates na temporada não poderiam ter se transformado em vitórias? Agora imagina o Marcel. Será que ele teria feito alguma diferença? Creio que não.

Porém, tudo pode mudar, torço para isso aliás. Vai que o Marcel emplaca. Eu pensava no Éder Luis como um jogador que só tivesse a velocidade para oferecer e ele surpreendeu a todos com gols e belas jogadas. Do Marcel espero apenas meia dúzia de caneladas, muita briga e muito menos do que nos é necessário, mas torço para que ele faça-me engolir as palavras. Misael, até certo ponto, é uma aposta válida em minha concepção. É um jogador que se destacou pelo Ceará, jovem e que estará jogando pela maior chance da carreira. Mas, é uma aposta, e como em todas as apostas, envolve risco.

Com a saída de nosso melhor volante de marcação, Rafael Carioca, precisamos de uma solução para a cabeça de área. Eduardo Costa e Pierre estão cogitados. Prefiro o segundo, mas parece que o primeiro que vai se apresentar a caravela. Não é de todo mal. Eduardo Costa é um jogador experiente, rodado e pode fazer bem ao nosso jovem elenco. Minhas lembranças dele, contudo, remetem a um jogador “duro”, truculento e de pouca intimidade com a bola. Um Nílton mais velho? Pode ser...

Claro que quando falo da base sólida que construímos, imagino o melhor dos mundos. Uma realidade fantástica na qual nosso melhor jogador, Carlos Alberto, consegue jogar 10 partidas consecutivas, onde o Ramón não se machuca, o Fágner voa, o Felipe está plenamente adequado ao ritmo do futebol Brasileiro, o Éder Luis permanece no Vasco, e o departamento médico e Júridico dá subsídios para o bom andamento do trabalho.

Daqui a pouco o novo ano se inicia e o fato é que em 2011 teremos que conquistar alguma coisa, custe o que custar. Essa seca de conquistas já incomoda não é de hoje. O último título do Vasco eu não tinha nem idade pra comemorar com cerveja. Somos piada na imprensa, piada nos tribunais, piada nos botequins e isso tem que acabar.

Sinceramente, não sei se será esse ano. O Clube dá passos importantes no que diz respeito à estrutura e profissionalização, mas só pavimentar o caminho do futuro é muito menos do que desejamos. Queremos vitórias no presente também.

A torcida precisa desse afago. Somos vencedores, ora essa! Nascemos assim, vendo o Vasco atropelando os adversários e sendo respeitado, quando não temido e odiado. Ninguém odeia mais a gente! E se continuarmos nessa humildade toda,contratadno humildemente, de cabeça baixa, nos tornaremos cada vez mais “simpáticos” aos rivais.

Montar um time competitivo e jogar com dignidade as competições não deve ser a meta. Competitivos nós já somos e disputar com dignidade os campeonatos não é mais que obrigação. Que se deva 900 bilhões, mas que se monte um time vencedor. Na hora de pagar a conta, pode deixar que a torcida, exultante com o título, pagará com toda alegria, se associando em massa, comprando camisas, casacos, bonés, bonecos e tudo mais que tiver uma Cruz-de-Malta.

“O importante é competir” é o tipo de frase que se diz a um filho ruim de bola quando ele perde a olimpíada no colégio. Ao Vasco só interessa vencer. Só!

sábado, 13 de novembro de 2010

Um beijo na mocinha é o que pedimos.



Esse ano foi de uma inconstância singular, tanto minha quanto do Vasco. Escrevi pouquíssimas colunas para esse site, e maioria delas vieram à tona em momentos de turbulência. Não foi a falta de tempo que fez-me dar um freio nos escritos, foi a falta de Vasco, pelo menos a falta do Vasco vencedor que eu nasci amando. Foi, também, a horrível sensação de impotência que acomete a todos nós quando lemos o noticiário Vascaíno, especialmente nas questões referentes a sempre vulcânica política de nosso clube. É impressionante como esses barrigudos de gravata nunca se emendam! Trabalham dia sim e dia também para perturbar a paz e o juízo dos vascaínos.


Há muito não visito um certo site da oposição, mas tenho certeza que eles andam a grunhir em seus escritos, sempre denunciando um pseudo pecado mortal ou uma suposta tramóia dos dirigentes que hoje comandam o clube. Chego a desconfiar que as esposas desses senhores(se as tiverem) estão sempre a dormir de calças Jeans, na verdade é a única explicação que consigo aventar. Ao terminar de ler qualquer coluna daquele site, a vontade que dá é de ir a um centro Kardecista qualquer e tomar um “passe” pra ver se desanuvia um pouco o espírito e descarrega um pouco daquele ódio impregnante que eles professam.


Descontente, porém, é óbvio que todos estamos. Só é possível descontentar-se com a campanha fraca e bem aquém de nossas possibilidades que conduzimos não só neste brasileiro, como ao longo de toda a temporada. O time titular do Vasco não deve ou deve pouco a maioria dos que estão acima dele, fato incomum durante essa década perdida. E aí, certamente, reside o mais crucial dos problemas, porque a quantidade de partidas que o bom time titular cruzmaltino fez durante a temporada se conta nos dedos. A principal peça, Carlos Alberto, esteve em São Januário em menos oportunidades do que eu, sendo que na maioria delas jogando no “sacrifício”! E olha que esse ano nem fui em muitos jogos. Há de concordar que desse jeito fica muito difícil de almejar algo grandioso.


Aí não vai uma crítica ao nosso capitão, pessoa pela qual nutro simpatia e muito respeito. O caso é que isso afetou mortalmente as ambições que tínhamos. Não acredito que ele seja do tipo chinelinho. Explico. Não vejo o Carlos Alberto como alguém que viva no departamento médico por sua própria vontade e esteja deliberadamente fazendo corpo mole. O fato é que ele se machuca muito, o que somado ao(Pelo menos foi assim que se mostrou) ineficiente departamento médico Vascaíno, acaba por impedir que ele jogue, mas parece que vai voltar agora. Agora que não adianta de mais nada. O Vasco já se consolidou na décima segunda posição, que hercúleamente e contra a vontade de nossos 15 milhões de impacientes corações, tanto buscou ao longo do campeonato. Hélio Ricardo escreveu em sua coluna que fizemos papel de coadjuvantes no campeonato, mas faria um pequeno reparo: Fomos menos, fizemos apenas uma ponta no filme desse brasileiro. Uma ponta sem falas e sem créditos no final.


O Vasco prometido não foi entregue. Confesso que já não é de hoje que apenas dou uma passada de olhos no noticiário vascaíno. Não que eu esteja ficando menos vascaíno, ao contrário, continuo um fundamentalista da causa, como sugere o nome do meu blog(WWW.fundamentalismovascaino.blogspot.com). É que um time em nossa situação estática só é capaz de produzir notícias desalentadoras e que parecem requentadas. A imprensa, sem ter muito o que falar sobre um time sem nada pra dizer, acaba tendo que produzir, por ela mesma, as matérias pra encher lingüiça em seus respectivos veículos. Aí começam as boatarias, os “disse-me-disses”, o técnico que balança mas não cai. Quando começam com isso, é que nada que preste vai acontecer até o fim do ano. Se o time está na pior, lemos com afinco e esperança as notícias, esperando que a tormenta enfim acabe. Quando o time está na ponta, do mesmo modo, mas por motivos naturalmente diferentes, queremos também consumir tudo que se fala do nosso clube. E quando estamos parados no meio da tabela? Aí queremos é que o ano acabe logo e comece logo o seguinte, que sempre renova esperanças.


Pra não parecer que eu também durmo com alguém que dorme de calça Jeans, vamos ver se consigo dar um toque de otimismo nessa coluna. O Vasco prometido não foi entregue, mas existem esperanças concretas que isso aconteça em 2011. Temos uma boa base para manter e reforçar pontualmente. Precisamos, basicamente, de alguém que substitua a provável saída de Rafael Carioca; um zagueiro para jogar com o defensor de nível Internacional Dedé; reposição de qualidade para as duas laterais; um atacante pra chamar de camisa 9; uma benzedeira de plantão no DM e, claro, a manutenção do Rodrigo Caetano, sem a qual todo esse planejamento tende a ir por água a abaixo.


Tudo isso se confirmando, o Vasco tem potencial para ser muito mais que um coadjuvante em 2011. Quem sabe a gente consiga até beijar a mocinha no final.


TWITTER joao_almirante


*Coluna do Supervasco.com

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Empatou, menos mal...


Razão e coração duelaram ontem.

A razão recomendava que eu ficasse em casa, repousasse e esperasse que a dor de cabeça que me afligia fosse embora. Já o coração, fustigava meu juízo, exigindo que eu cumprisse o meu dever de vascaíno e enfrentasse quaisquer adversidades para assistir a partida entre Vasco e Grêmio Itinerante.

Convencida nos acréssimos, a razão estava uma “arara” quando chegou com dez minutos de atraso no bar e já pôde constatar que o Vasco perdia. Disse a razão com sua voz sóbria empregando, contudo, o vocabulário do coração : “ “Eu avisei que isso ia dar merda!”

O coração era obrigado a concordar com sua irmã . O cenário não poderia ser pior. Concordaram, também, que a substituição de Rafael Carioca por Rafael Coelho, antes mesmo dos 20 minutos, não fazia muito sentido.

Quando um técnico faz uma substituição antes dos 18 minutos do primeiro tempo, das duas uma: Ou ele é um visionário, ou ele é um desvairado.

PC Gusmão está mais para a segunda opção e,ainda que o Vasco tenha virado a partida na primeira etapa, não foi a alteração inócua de Rafael Carioca por Rafael Coelho que possibilitou tal reação.

O Vasco virou porque tem capacidade técnica superior ao Prudente e porque tem em seu meio-campo um jogador diferenciado, Felipe, que, com dois cruzamentos milimétricos, deu dois gols para o jovem- e fraco- Rômulo.

O Vasco veio diferente para a segunda etapa. Rafael Coelho preferiu passar mal no vestiário à fazer a torcida passar mal nas arquibancadas com seu futebol nauseabundo. Para seu lugar, Fumagalli, que como todos sabem, é o Fumagalli e nada além disso carece ser dito.

Quase nada se viu na segunda etapa. Uma chancezinha aqui, outra ali, um passezinho do Felipe, um contra-ataque sempre disposto a ser assassinado por um inconstante Zé Roberto, e por fim, uma má notícia: Éder Luis se machucou e não deve jogar o clássico(zinho) de domingo.

Razão e Coração voltaram para casa satisfeitos na medida do possível. O Coração disse que valeu a pena, porque para o coração tudo vale a pena, mesmo uma vitória à duras penas . A razão, ainda que visivelmente contrariada, disse que pelo menos vencemos e afastamos de vez o fantasma do rebaixamento. O duelo empatou.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dá sem Dedé? Dá não!




O Vasco não tem a menor condição de nada sem o Dedé em campo.

Sem Dedé, o Vasco não perde apenas um dos melhores zagueiros da atualidade.

Dedé não faz falta ao sistema defensivo Vascaíno.
Ele É o sistema defensivo Vascaíno.

Ele e o Prass, que falhou, mas que continua sendo infalível na modesta opinião deste blogueiro.

E um time, que nunca será nada sem a completa harmonia entre seus setores, estará fadado ser menos ainda se jogar sem seu setor defensivo. Estará derrotado antes mesmo de entrar em campo.

A bem da verdade, confesso: A categoria do Felipe, a velocidade e intensidade do Éder Luiz, a segurança do infalível Fernando Prass, passa longe de arrancar tantos aplausos quanto a eficácia e segurança do Dedé em campo.

Em tempos de sair de nenhum lugar em direção a lugar algum, minha alegria com o Vasco se resume a contar os incontáveis desarmes do Dedé.

Torço para que essa minha última alegria perdure pelas rodadas que nos faltam. Torço para que o ano acabe logo e o Vasco encontre algum Dedé para fazer companhia ao Dedé que lá já está.

Esse Jadson é uma piada! Ágil feito uma tartaruga e móvel feito um Hipopótamo.

Sem Dedé o Vasco não dá nem pro cheiro...



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Script (maldito!) de sempre


Não houve fato novo, nem nada que causasse espanto em ninguém.


O Vasco rezou a cartilha de sempre. Começa melhor, abre o placar, cede a bola e o campo ao oponente, e acaba castigado perto do fim. Na boa companheiros, alguém aí duvidava que cederíamos o empate mais cedo ou mais tarde no jogo de ontem?


Que time miserável meu camarada!! Será possível!!!? Já que não vamos pra lugar nenhum, que pelo menos busquemos incessamente a vitória. Se por conta disso formos derrotados, paciência. Agora não importa mais. Empate é literalmente igual a derrota na atual conjuntura.


Como já havia adiantado, não houve fato novo.


Não importa o nome do cidadão.De Gutemberg de Paula à Péricles Bassols, passando por João Batista Arruda, é tudo juiz e, via de regra, juiz é tudo uma porcaria. Quando se fala da federação carioca..vixi... melhor parar por aqui.


O juiz, contudo, acertou em cheio na expuslão de Dedé, que vinha fazendo partida soberana, dominando com ampla facilidade qualquer que fosse o adversário. O zagueirão exagerou na vontade e acabou acertando em cheio a canela de Willians. Vermelho direto, vermelho mais do que justo e o perdão da torcida vascaína, mais do que instantâneo. O que não falta pro Dedé é moral junto da galera. Dedé foi pro chuveiro e minhas esperanças de ver o Vasco manter a vantagem mínima até o fim escorreram pelo ralo. Só ele e Fernando Prass seriam capazes de fazer o Vasco suportar a pressão a que nós, por livre e espontânea vontade, sempe nos submetemos. Prass tentou, e conseguiu, pelo menos, evitar a derrota.


Apesar de ter acertado na expulsão e aplicado a lei do jogo à risca, o juiz esteve longe de bem conduzir a partida. Pecou pela falta de critério, marca registrada da arbitragem tupiniquim, e acabou pro acirrar os ânimos dentro de campo. Toda hora se via o juiz discutindo e ofendendo os jogadores. O que será que o tribunal fará quanto a isso? Nada!


O juiz não vai sofer punição alguma, é capaz do Dedé pegar 900 jogos de suspensão, e o Vasco vai ficar exatamente onde está, parado no meio da tabela.


Aliás, nenhum fato novo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A sinistra arte de decepcionar e o Nitrogênio Líquido.


O Vasco especializou-se em uma arte particularmente sinistra para nós Vascaínos.

Primeiro, eram os baldes de água fria. O Vasco arrancou lá de baixo com enorme êxito, mas o passo adiante nunca conseguia ser dado. Ao invés de andar pra frente quando preciso, pipocávamos no mesmo lugar com empates insossos.

O ciclo se renovava. O Vasco jogava bem um jogo, vencia, tinha tudo para embalar como no jogo contra Atlético MG, Avaí, Botafogo..mas os erros individuais tratavam de condensar a água, que se transformava em gelo e apagava qualquer fagulha de uma reação incendiária.

A parada agora é mais hardcore: Nossas sonhos ou ínfimas esperanças, como quiser, são devidamente resfriadas e sepultadas com Nitrogênio Liquido!

O Vasco faz de tudo para mostrar ao seu torcedor que “ o negócio é esse aí mesmo, nós não vamos para lugar nenhum. Vamos ficar aqui parados no meio da tabela. Portanto, contente-se.”

A sinistra arte de decepcionar é peculiar ao Vasco nessa temporada. Em toda ela.

Foi assim no Carioca, foi assim na Copa do Brasil e está sendo assim no Brasileirão.
Ontem, no gramado bem mais ou menos do Serra Dourada, o jogo parecia caminhar para mais um empate sem graça. O jogo foi frio e chato. No entanto, a arbitragem, a meu conceito, exagerou na expulsão de Carlinhos e fez pender a balança, fadada ao equilíbrio medíocre do futebol apresentado pelos 2 times, para o lado dos anfitriões.

Pelo buraco que se formou na esquerda, os goianos definiram a partida.

E o Vasco definiu seu destino. Temos, hoje, um bom time. Um ótimo time, quando completo. Um time para brigar por título, principalmente se o desfile do Carlos Alberto for dentro de campo e não em uma quadra de escola de samba.

Um time, contudo, apaixonado pela décima primeira posição. Muito embora flerte com a Nona vira e mexe, jogue charme para a sétima(mesmo que raras vezes correspondido), tenha sonhos ardentes com a inalcançável terceira, e não raro deite-se com a décima segunda numa noite fria de sábado, a “de fé” joga com a 11.

E nós ficaremos aqui, girando o graveto na folha seca para ver se uma fagulha renasce e quem sabe chamusque as penas de um urubu.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Porque eu voto em Dilma?



(Esse Blog não trata de assuntos políticos, porque o blogueiro não domina o tema, mas tem direito a uma opinião, e essa é a minha)

Primeiro porque ela é a candidata escolhida pelo Presidente Lula, pessoa pela qual nutro imensa simpatia. Alíás, simpatia compartilhada por cerca de 80% da população Brasileira. Impossível que um sujeito com essa popularidade não esteja fazendo um bom governo. É notório que a vida da população melhorou. Lula, se tivesse direito a um terceiro mandato, venceria com 300% de diferença para qualquer que fosse o candidato adversário. A economia vai num bom rumo e acredito que a manutenção das atuais políticas sejam o melhor caminho para o Brasil continuar promovendo a inclusão social, comprovada numérica e estatisticamente. Dilma Rousseff representa essa continuidade. Ela não é uma ninguém como quiseram rotulá-la. Foi chefe da casa civil, a pasta mais importante do governo, do governo que tem rejeição de 4% da população.

Não serei também hipócrita. Faço parte da elite econômica e intelectual do país, e desse modo, qualquer que seja o governo que assuma a partir do próximo ano, continuarei fazendo minha faculdade, jogando minha bola, comprando minhas roupas, bebendo minha cerveja,comendo bem, indo aos jogos do meu querido Vasco, levando, enfim, uma vida absolutamente igual a que levo. Mas pra muita gente, especialmente para os mais pobres, o governo atual foi de grande importância. A Comparação Lula e FHC, especialmente no campo social, é tão desfavorável ao PSDB, que a estratégia tucana, principalmente no primeiro turno, foi tentar fazer José Serra subir na garupa de Lula, inclusive levando imagens do “Zé” ao lado do presidente. O “Zé”, filho de feirantes, pessoa humilde, tão humilde que foi mais fácil levar uma favela pra um estúdio, do que levá-lo a uma favela.

Mas os motivos que me levam a votar em Dilma são menores dos que os que me levam a não votar em Serra. A antipatia que tenho pelo candidato tucano é a principal responsável por eu voltar na candidata Petista. Não votarei numa pessoa que quer o poder a qualquer custo como José Serra. Alguém que, gozando da simpatia da grande mídia,que jamais engoliu que um Torneiro Mecânico tenha colocado o governo do Sociólogo no chinelo, joga sujo. Muito Sujo!!!! E olha que o Lula nem precisou falar inglês para dar um “Kick in the ass” no FHC.

A sujeira está nas ruas, espalhada em forma de boato. “ Não vou votar numa lésbica, aborteira, ex guerrilheira, marionete do José Dirceu, que ainda por cima vai acabar com o décimo terceiro” Parece mentira, aliás, é tudo mentira, mas eu ouvi isso no ônibus. De onde surgem esses boatos? Quem produz esses comentários virulentos e mentirosos?

E o tal do Paulo Preto? Fugiu com 4 milhões da campanha do PSDB. O Serra disse que não o conhecia, agora explica a ligação com o sujeito que não conhecia. Estranho, muito estranho. Isso só prova que a corrupção não é um “privilégio” do PT. Não existem santos, embora os candidatos tentem parecê-los e a campanha tenha tomado, infelizmente, esse rumo trágico com viés medieval. A diferença é que somem 4 milhões lá, e isso não vira capa de jornal, não se transforma em matéria de 10 minutos no Jornal Nacional. Vira factóide e não objeto de investigação.

E o Aborto? Quer golpe mais baixo que esse? Todo dia eu sou obrigado a ver um bebê nascendo na televisão e um desfile de mulheres grávidas no programa do PSDB. A opinião do presidente sobre a questão vale tanto quanto a minha ou a sua. Sabe o que vai acontecer depois da eleição? O presidente eleito vai pegar esse assunto, vai colocar na gaveta, passar a chave no cadeado, jogar a chave no meio do mato. Na próxima eleição, quem sabe, voltem lá no matagal pra procurar a chave e reabrir essa gaveta nefasta e colocar a menos importante questão na pauta de novo. Um Nojo!

Cabe a nós escolher se queremos consolidar as inegáveis consquistas do Governo Lula com a eleição de Dilma,e seguir melhorando, tranformando e incluindo porções cada vez maiores da população na democracia, ou se vamos eleger um representante das elites. Os tucanos não passam de Paulistas, elitistas,preconceituos, com uma camisa social azul e que fazem de tudo para chegar no poder. Essa gente escrota não pode ganhar!

Vamos sonhar Juntos?



Esse é o Felipe que eu gosto, esse é o Felipe que eu conheço!

Os 25 minutos de inspiração do maestro foram o suficientes para o Vasco construir o placar de 2 a 0 sobre o Corinthians. O eterno camisa 6 usou a imarcável perna esquerda para reger o Vasco. Fez o que quis no meio campo, distribuindo dribles, passes, lançamentos, e esbanjou toda a categoria que sua capacidade física agora lhe permite esbanjar novamente, não completamente ainda.

Para alguns, não só os entendidos da torcida, bem como os supostos entendidos da imprensa, não ficava claro o porquê do Vasco ter feito um esforço e todo um arranjamento financeiro para tirar o maestro do Qatar. Tá explicado agora! Na verdade, a explicação nunca seria dada em forma de palavras. Sempre soube que a explicação seria dada por ele com a bola, o brinquedo preferido, ferramenta e a extensão de sua genialidade.

O Vasco teve um início arrasador. Antes de aproveitar o cruzamento de Carlinhos e abrir o placar, em um pentelhotímetro de posição irregular, Zé Roberto já havia perdido ótima chance ao sair cara a cara com o arqueiro Júlio César. A defesa do Corinthians é lenta, e a mente de Felipe, em regra, trabalha na toada dos gênios. Natural que ele descortinasse um passe mágico para Éder Luis sair frente a frente com goleiro. Natural que o Éder, o melhor jogador da temporada no Vasco, tocasse com leveza, segurança e confiança no cantinho para ampliar.

Estabelecida a vantagem, o Vasco recuou ainda no primeiro tempo. Apostar no contra-ataque virou a proposta a cruzmaltina. O timinho tocava pra lá, tocava pra cá, mas não oferecia nenhum perigo a meta de Fernando Prass. Não encontrava espaços na sólida defesa vascaína. O que também é natural. O Souza teria que nascer 3 vezes de novo para sonhar que pensava que passava do Dedé. O Souza como jogador é um ótimo bandido.

Mas, já vimos filmes parecidos e os finais sempre foram trágicos. O Corinthians voltaria para o segundo tempo para colocar fogo no jogo. Pelo menos era isso que se esperava. Mas o timinho parecia mais satisfeito do que nós com o resultado. O jogo precisaria esquentar 100 graus para ficar morno no segundo tempo. O Vasco cozinhava o jogo em fogo brando, na temperatura que lhe era favorável, e deixou a bola nos pés do timinho, mas eles não pareciam familiarizados com ela. No fim, vitória Cruzmaltina, felicidade geral na colina e o renascimento da esperança de brigar por algo grande na competição.

São 8 pontos do g-3, e precisaremos de aproveitamento de campeão para chegarmos lá. O time é bom, tem capacidade para isso. Mas entre nós e a vaga, não existem apenas 8 pontos, existem também uma penca de times. PC Gusmão foi sereno na análise de nossas possibilidades. O Vasco não tem que pensar fixamente em chegar no g-3, temos que fazer o nosso máximo e buscar a melhor colocação possível. Pensando desse modo, talvez consigamos chegar lá. Impossível não é. Temos exemplos que mostram que arrancadas como as que precisaremos são possíveis. Jogando como temos jogado recentemente, e não bobeando na hora de assegurar os resultados, as possibilidades aumentam,embora, na minha concepção, continuem no campo dos sonhos. Vamos sonhar juntos então?!

sábado, 9 de outubro de 2010

O futuro há de ser melhor que o presente.



(Voltei antes do previsto me valendo da incoerência que acomete todo torcedor de verdade.)


Triste sina a do Vasco.

Tem time para fazer frente com qualquer adversário.( E FAZ!)

Tem bons valores individuais comprometidos e que honram a Cruz de Malta.

Tem camisa, tradição, história, além de uma torcida encantadora e que joga junto.

Só não tem maturidade para garantir vitórias garantidas e por isso vaga por uma zona bem aquém de sua capacidade.

Tem, pelo menos, ao que parece, uma semente decente capaz em germinar num time vitorioso no futuro próximo.

Sonhadores e otimistas pegam agora nas maõs da realidade.

Não vamos, como merecíamos(nós, torcida), para a glória de uma Libertadores.

Não vamos, como podíamos( Nós, time), para o lugar que esperávamos.

Não vamos, também, rumo a catastrófica segunda divisão.

Vamos pelo caminho do meio, do meio da tabela.

O tempo de sonhar passou.

É Tempo de manter Fernando Prass, Dedé, Fágner, Rafael Carioca, Felipe Bastos, Éder Luis, Zé Roberto e somar aos outros de contrato prolongado, Carlos Alberto e Felipe(Cada vez mais desenvolto).

É tempo de se mexer e encontrar soluções para nosso elenco capenga, que jogou um ano inteiro sem alguém melhor capacitado que um cone na lateral esquerda e sem um atacante pra chamar de camisa 9.

É tempo de maturar.

É tempo de planejar, ajustar, melhorar e manter o que de bom temos no presente( Que não é pouco!)

2010 acabou e 2011 logo chega.

Chegará renovando as esperanças, que sempre se reinventam no coração dos Vascaínos, independente de serem reais ou artificiais. Mantendo a base e somando a ela o pouco que nos falta, serão esperanças reais, creio eu.

Só é dado ao meu coração, mesmo que doído, crer nisso.

O futuro há de ser melhor que o presente.

sábado, 25 de setembro de 2010

Dane-se, to pulando fora por uns tempos!

Essa relação apaixonadamente insana com o Vasco não está fazendo nada bem pra minha vida. Outro dia, quando o Titi entregou o ouro, assustei até minha namorada com a agressividade que me dominou, fiquei completamente dominado pela raiva e pelo ódio, chutando as coisas pelo chão e gritando palavrões no meio da rua como se não fosse uma pessoa de bem. E é exatamente aí que é o problema: O Vasco não faz de mim uma boa pessoa mais. Fico agressivo, maluco, ofendo amigos, familiares, quebro coisas dentro de casa e fico com um aperto doloroso no coração, como hoje, na derrota para o Guarani, onde quase arranquei a porta do meu quarto fora, discuti com a minha mãe, gritei com o cachorro. Tenho que tentar parar com isso e melhorar como pessoa , por isso deixo esse blog abandonado até que o Vasco não me provoque mais essas sensações ruins e acelarações assustadoras dos meus batimentos cardíacos. Dias melhores virão, mas por hoje é só. Continuem ae na luta! Eu saio de rolé por uns tempos.Pelo menos enquanto o Vasco não conquistar os pontos que lhe assegurem na elite.



O VASCO É E SEMPE SERÁ O MAIOR TIME DO MUNDO

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu vou matar o Titi!


Esse blog não registrou a derrota honrosa para o Internacional, no último domingo, por 1 a 0.


Queria poder não registrar também a derrota por 2 a 2 diante do Botafogo, após estar vencendo por 2 a 0 e ter entregado, com duas falhas imbecis da dupla de acéfalos- Titi e Nilton-, o placar ao adversário.


Texto mesmo só escreverei na próxima vitória. Tomara Deus que seja esse ano.
Comentários apenas no Twitter enquanto o Vasco não vencer- @joao_almirante

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PC frustra as expectativas que só ele criou.



Até onde vai o trabalho de um treinador? Qual é, de fato, a parcela de responsabilidade do mesmo em relação aos resultados da equipe? Melhor: Em que verdadeiramente consiste o trabalho de um técnico? Tenho minha opinião sobre o assunto e o trabalho de PC Gusmão será objeto nessa análise.

Vamos do começo. Após a saída inesperada de Celso Roth do comando técnico do Vasco, PC foi contratado as pressas junto ao Ceará, então co-líder da competição. Aproveitou a parada da Copa do Mundo muito bem, e mesmo sem poder contar com os reforços internacionais, conseguiu dar uma cara ao time do Vasco. Solidificou a defesa, promoveu a subida de muitos jovens da base e com essa mistura obteve êxito na escalada para fora da zona de rebaixamento. Uma vez fora de lá, era chegada a hora de embalar na competição. Podendo já contar com os reforços, o Vasco cresceu de produção, encostou no g-4 e se recolocou na disputa. Vieram as contusões, as suspensões, os mais variados tipos de problemas e o Vasco danou a empatar, empatar, empatar, empatar até empatar de vez na tabela. PC salvou o Vasco do rebaixamento, mas o elenco Vascaíno parece ter chegado ao limite. Acho injusto cornetar um cara que fez a gente almejar coisas boas com um time praticamente condenado a segunda divisão. Se PC frustra as expectativas da galera, ele pelo menos frustra as expectativas que só o ótimo trabalho dele proporcionou.

O Vasco não sobe nem desce, apenas vai sobrevivendo, vagando entre a oitava e a décima posição. Os empates foram quase todos diferentes. Podemos até dizer que a única semelhança guardada entre todos eles é a conquista do Bendito/maldito e solitário ponto. A sucessão de empates do Vasco gera alvoroço em alguns entendidos da imprensa. Sabe aquele tipo de comentarista-jornalista-torcedor do Flamengo-Corinthians- que senta na bancada- e vê um jogo do Vasco- uma vez na vida- outra na morte? Pois bem, não vi mas aposto que ele hoje está por aí dizendo que o PC Gusmão só quer saber da própria invencibilidade e que se dane o Vasco. Diz que o PC está sendo covarde e parece estar contente com esse empate, pois assim ele alimenta a própria vaidade e segue sem perder. Tudo mentira! O PC não é covarde e o Vasco não está jogando para empatar. Jogar pra empatar, com exclusivamente esse propósito, o Vasco jogou uma vez, diante do São Paulo. Nas outras empatou por suas falhas e/ou qualidades do adversário, empatou porque o empate faz parte do jogo.

Ontem mais uma vez o Vasco jogou pra vencer. O trabalho do técnico PC Gusmão foi perfeito, pois ao técnico da equipe não cabe vencer as partidas. A ele cabe somente armar um esquema pra isso, dar subsídios táticos e organizacionais para os jogadores escolhidos e ponto. Em miúdos: Tem o treinador a missão de armar um esquema que seja firme defensivamente, como o Vasco tem mostrado , e que crie oportunidades de gol, como as que o Vasco cansou de desperdiçar. Fazer os gols compete aos atletas. No jogo diante do Avaí parecia, em dado momento, que finalmente a sina dos empates ficaria para trás. O Vasco jogava o tempo todo em cima, criava chances, perdia chances, até que Éder Luis, cada dia melhor, pôs na cabeça de Ramón e o Vasco abriu o placar. Logo em seguida, pênalti, a chance do Vasco matar, ainda na primeira etapa, a partida. Rafael Coelho, 17 anos afastado dos gramados, pede a bola e chuta feito uma menina nas mãos do goleiro. Prenúncio de tormenta. Segunda etapa começa e ao passo que as chances são criadas, elas são desperdiçadas, uma a uma, enervando e assombrando a vida dos Vascaínos, tementes pelo castigo. Que veio, após contra-ataque puxado em uma bola mal atravessada de Rafael Carioca. Muda-se a postura, muda-se o esquema, mudam-se as peças e o resultado permanece o mesmo. Ô roteirozinho maldito! Empate de perdedores. Os jogadores perdem gol, a torcida perde a paciência e o Vasco perde-se no meio de 900 times igualmente empacados no meio da tabela.


No entanto, a mudança de postura, inegavelmente agressiva, que o Vasco vem apresentando pelo menos nas 2 últimas rodadas me dá um fiapo de esperança. Do jeito que o Vasco vinha jogando, a impressão era de que os empates mais cedo ou mais tarde iriam se transformar em derrotas . Hoje, pelo menos, parece que falta pouco para esses empates virarem vitórias.Ou sei lá! A impressão real que se tem é que o Vasco vai empatar todas as partidas até o fim dos tempos. A pressão pelos resultados cada dia fica mais forte. A torcida não quer saber, e tem toda razão, os motivos pelo qual o Vasco empata. A gente só quer saber de vencer e subir na tabela. O próximo desafio é contra o Inter, o único time do campeonato que conseguiu perder para o pior time da competição, o Vasco pré-copa. Não é toda hora que conseguiremos uma vitória/milagre como aquela. Um empate no Beira-Rio seria motivo de comemoração caso tivéssemos vencido Galo e Avaí em casa. Como não, temos que buscar a vitória fora e se não der, que pelo menos arranquemos um empate de lá, porque o empate é sempre melhor que a derrota, apesar de, no nosso caso, significar praticamente a mesma coisa.

Ao Vasco tudo! Sempre!

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sendo assim, sim!



Não há o que se reclamar da postura do Vasco no empate de 0 a 0 com o Palmeiras.

Empatamos porque o empate faz parte do jogo, mas jogamos os 90 minutos em busca da vitória. Jogamos como gigante que somos, tentando nos impor sobre o adversário, mas faltou um pouco de tranqüilidade para transformar nossa inconteste superioridade em gols. Tivéssemos jogado assim em todas as partidas, certamente teríamos mais vitórias e menos empates na conta, mesmo com os inúmeros desfalques.

O Vasco foi bastante superior na primeira etapa. A opção de Felipe Bastos no lugar de Rômulo melhorou a equipe, e acredito que nas próximas rodadas ele deva ser o titular. Tem se mostrado um jogador de muita qualidade, dinâmico- na medida em que marca e sai para o jogo com competência- ,e com um ótimo poder de finalização de média e longa distância. Éder Luis tentava compensar a ausência de um lateral esquerdo explorando bem o setor direito da defesa do Palmeiras. Zé Roberto, intensamente marcado, quando encontrava espaços era perigoso. Numa grande jogada dele, Nunes não foi feliz na devolução e o Vasco perdeu a grande chance de sair na cara do goleiro.

Felipão lançou Valdívia no segundo tempo e a marcação vascaína demorou a se encontrar em campo, e só o fez quando PC sacou Felipe Bastos para entrada de Rômulo, que foi muito bem, acabando com a vida fácil do maestro palmeirense. A zaga Vascaína era firme e cada dia fico mais convicto de que Dedé é um zagueiro de nível internacional. Fez incontáveis desarmes, tirou todas pelo alto, todas por baixo e a rigor foi envolvido em apenas um lance durante toda partida. No mais, foi soberano! Titi ainda não me passa confiança e está bem aquém do nível de seu companheiro. Ainda assim, com boas atuações de Rafael Carioca, Jumar (Defensivamente foi firme) e Nílton- que quando está com a medicação em dia é muito útil- seguramos bem o ataque alvi-verde. Nunes deu lugar a Jonathan e Rafael carioca deu lugar a Fumagalli, mas o panorama pouco se modificou. No fim, 0 a 0, vaias da torcida da casa e mais um empate na conta dos 2 times que mais empataram no campeonato.

O Grupo dos 4 primeiros começa a se consolidar com Unimed, Corinthians, Botafogo e Cruzeiro. A distância que nos separa da zona de classificação da Libertadores já é de 9 pontos, embora essa diferença possa cair em virtude do jogo a menos que temos. Nos restam 18 rodadas pela frente e ainda é possível recuperar-se. Para isso, é necessário que o Vasco jogue sempre como ontem, buscando incessantemente a vitória, jogando melhor, inclusive, do que em algumas partidas que venceu. É provável que Carlos Alberto volte ao time contra o Avaí. Graças a DEUS! Os catarinenses estão em crise e se não vencermos, entraremos numa também.

Vamos que vamos que a distância aumentou, mas no campeonato em que o Goiás empata com Inter no Beira-Rio e a Unimed perde pro Atlético-GO, tudo é possível.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Na hora de embalar...Refugo!



Vira pra lá, vira pra cá, troca o lado do travesseiro, levanta, bebe água, deita de novo e o sono demora a chegar. A imbecilidade do Nílton martelava na minha cabeça e não deixou que eu pregasse o olho tão cedo na noite de ontem. Já virou rotina. Sempre que o Vasco tem a chance de embalar, refuga.

Esperava-se já por um jogo chato e amarrado. Sem poder contar com Zé Roberto, Felipe e principalmente Carlos Alberto, indiscutivelmente o melhor jogador do elenco, PC levou a campo uma escalação precária. Acho injusto condenar nosso treinador pelo mau resultado. Toda equipe se ressente da ausência de seus 3 principais articuladores, e nós, que já não temos tantas opções de banco, nos ressentimos ainda mais. Tínhamos um time de série B em campo, contra um time que tem tudo para estar lá no ano que vem. Resultado: Jogo de Série B.

O que se pode esperar de uma equipe que joga com 3 volantes, por total e absoluta falta de opções, que tem como principal responsável pela criação de jogadas alguém tão medíocre como o Fumagalli e ainda por cima joga sem lateral esquerdo? Muita luta pela bola, disposição e só.

Ainda assim, o Vasco não foi tão mal quanto se esperava que fosse na primeira etapa. Embora não entrasse para finalizar na área, os chutes de fora assustavam o fraquíssimo goleiro Fábio Costa. Num desses arremates, Éder Luis assinou uma pintura contra o clube que o revelou.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima. Resultado garantido? Não mesmo, mas parece que isso é o que passa na cabeça dos jogadores do Vasco, que invariavelmente recuam e cedem campo ao adversário, que começa a gostar do jogo. Talvez isso dê pelas características dos jogadores. Terminamos a partida com 7 jogadores de cacoetes defensivos. E aí começa aquele aperto. Os caras chegando, tocando bola nas imediações da nossa área, até que uma hora, Pimba! O Diabinho se acomoda nos ombros do Nílton e começa a provocá-lo: “ E aí meu Brother, tempão que você não faz uma cagada daquelas hein cara...nem parece o Níltão que a gente conhece”. O diabinho ofendeu a honra do nosso camisa 5, e ele, como não leva desaforo pra casa, estica a perna mesmo, deixa o adversário tocar nela mesmo e dane-se se a cobertura já esta inteira no lance, dane-se se o adversário não vai fazer nada com a bola, dane-se se isso vai “foder” com a noite de sono dos Vascaínos, dane-se se o Vasco vai ficar pra trás na briga pelo G-4.

O resultado de empate diante de uma das piores equipes da competição é ainda mais inaceitável por ter se tratado de um jogo em casa. Agora precisamos correr atrás do prejuízo fora ,contra o Palmeiras. Zé Roberto volta a equipe, e isso certamente melhora nosso nível, embora, em nosso elenco, eu acredite que a única andorinha que possa sozinha fazer verão seja o melhor jogador do time, Carlos Alberto. A próxima rodada coloca frente a frente as duas equipes que mais empataram na competição, num jogo onde o empate não servirá de alento pra ninguém. O que esperar? Se eu descobrir eu conto pra vocês.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quando ele sente a coxa a gente sente o coração...


Estava bom demais para ser verdade. Nosso melhor jogador, indiscutivelmente, não poderá desfilar seu futebol fantástico nas próximas rodadas do campeonato. Nem Deus sabe quanto tempo o capitão irá demorar para recuperar-se de sua qüinquagésima lesão.

Quando Carlos Alberto sente a parte posterior da coxa, a torcida Vascaína sente o coração.

Antes da lesão, porém, o melhor jogador do Vasco teve tempo de fazer uma jogada maravilhosa, aliando técnica, raça e vigor físico, que culminou no belo gol de Zé Roberto e garantiu o placar parcial da primeira etapa. Os 20 primeiros minutos do Vasco foram de um futebol vistoso, objetivo e que trouxe esperanças. No entanto, recuamos demais, demos campo aos cearenses , que cercavam nossa área, mas não conseguiam verticalizar a posse de bola.

A segunda etapa correu majoritariamente como na primeira. O Ceará com a bola sem dar sentido prático a ela, e o Vasco tentando encaixar um contra-ataque para decidir a partida. Tarefa que ficou dificultada quando o melhor jogador do Vasco, indiscutivelmente, saiu por lesão, e quando Zé Roberto e Éder Luis cansaram. Dar a bola ao adversário da maneira que o Vasco vêm fazendo é um risco. Sorte que, ultimamente, posse de bola adversária seja sinônimo de Dedé! O rival tem a bola, mas aí a única coisa que se vê é o nosso zagueirão, que afasta o perigo de “N” maneiras, todas elas funcionais. Vêm cruzamento pelo alto? Tem Dedé para tirar de cabeça. Vêm bola rasteira na área? Tem Dedé chutando pra tudo quanto é lado. Vêm atacante de mano com a defesa? Tem Dedésarme preciso. E se a bola passa pro ele? Aí tem Prass né...

E se o jogo tá difícil, uma falta perto da área pode ser a grande chance de matar a peleja. Quem se apresenta é Felipe Bastos, que em seu primeiro toque na bola com a camisa do Vasco arranca pela direita, se livra de dois marcadores e finaliza torto. Em sua segunda participação, cobra falta na barreira, e em sua terceira, pega o próprio rebote e fuzila rasteiro no canto do goleiro para selar a segunda vitória fora de casa do Vasco, impondo a primeira derrota do Vovô em seus domínios. Que estréia hein garoto! É prematuro fazer qualquer tipo de análise sobre esse jogador. Não sei o que dizer sobre ele, até porque não houve tempo pra isso. A única coisa que sei é que quero ver muito mais dele!

Chegamos ao fim do primeiro turno e PC Gusmão continua como o único invicto da competição. A distância pro agora G-6 é de apenas 5 pontos e a confortável diferença de 9 pontos nos separa da zona maldita. Levando em conta o fato de termos uma partida a menos, a distância lá de cima pode diminuir e a lá de baixo aumentar. O sonho é mais próximo que o pesadelo, quem diria isso no começo do campeonato?

Mas para continuar sonhando, o Vasco não pode vacilar. Estaremos amplamente desfalcados no próximo confronto e talvez não existisse adversário melhor para esse tipo de ocasião do que o confuso time de Wanderley Luxemburgo. Começar bem o segundo turno é fundamental. Precisamos ainda de vitórias para diluir aquela incômoda sequência de empates e quem sabe olhar para eles com mais ternura no futuro, agradecendo pelo ponto conquistado e não lamentando-se por não ter brigado por mais dois.

O Vasco segue firme na briga, embora muitos ainda não estejam dispostos a enxergar.


@joao_almirante

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Vasco tem que bater!



O Vasco teve pela frente nas últimas rodadas 3 adversários de grande potencial e colheu 3 empates.

Empates diferentes, importante ressaltar.

No primeiro, contra a Unimed, há um consenso de que deixamos para trás 2 pontos por puro preciosismo. Fomos melhores em boa parte do clássico e só não vencemos por um erro individual imperdoável. O empate teve um gosto amargo de derrota.

No segundo, contra a Bambilândia, viajamos a São Paulo apenas para nos defender. Postura absolutamente covarde e inaceitável para um time que pretende voar alto no campeonato. O empate teve gosto de “nunca mais”.

No terceiro, contra o ótimo Cruzeiro, foram expostas nossas carências e limitações, típicas dos times em formação. Fomos pressionados boa parte do tempo por um time veloz e entrosado, mas vira e mexe chegávamos com perigo ao ataque. O sistema defensivo e Fernando Prass foram responsáveis diretos pela obtenção do resultado, que tinha tudo para ser pior. O empate teve gosto de “pelo menos”.

Se a distância para a zona de Libertadores é de 5 pontos, a distância para a zona de rebaixamento é de apenas 6, o que revela o dinamismo e equilíbrio do campeonato. Um campeonato que não permite cochilos. Que não permite que uma equipe se sustente em boas colocações empatando 60% dos seus jogos. Que não permitirá que o Vasco atinja seus objetivos se o panorama não começar a mudar a partir da próxima rodada.

Passaremos agora por uma fase de baixa na tabela. O que,contudo, não representa nenhum tipo de facilidade, mas aumenta nossa obrigação de obter bons resultados. Contra Ceará, Atlético MG, Palmeiras e Avaí, nosso dever é brigar por 12 pontos e sair com pelo menos 10. Isso se realmente quisermos os melhore postos da tabela e não apenas ficar na calmaria.

Cada jogo deve ser encarado como decisão. Não podemos deixar o bloco de cima desgarrar. Para um time que saiu da penúltima colocação e de um cenário caótico, recuperar 5 pontos é tarefa longe de ser impossível. O importante é continuar no bolo e arrancar no momento certo.

A primeira final se dá contra o Ceára, lá no Castelão, jogo complicadíssimo. Os cearenses estão invictos dentro de casa e certamente não encontraremos facilidades por lá. Mas time que quer brigar tem que ser assim, tem que se mostrar forte nas dificuldades, até porque elas aumentam rodada a rodada conforme o campeonato vai se aproximando da reta de chegada.

PC levará a campo uma formação tradicional, o bom e velho 4-4-2 . No gol, a segurança e categoria de Fernando Prass; na lateral direita, o ótimo Fagner; Dedé e Titi compõe a zaga e Jumar foi o escolhido da vez para se fingir de lateral esquerdo. Rafael Carioca faz dupla de volantes com Rômulo, de volta ao time. Carlos Alberto, jogando onde melhor rende, arma o jogo com Zé Roberto ao seu lado. No ataque, a velocidade pouco inteligente de Éder Luis terá companhia da vontade de mostrar serviço do garoto Jonathan. Nosso treinador insiste em jogar sem uma referência no ataque. Vamos ver quantos empates serão necessários para ele perceber que isso dificilmente vai dar certo.

PC Gusmão conhece muito bem a equipe adversária e até por isso prevê um jogo chato. Sabe que os cearenses são fortes dentro de seus domínios e que possuem um sistema defensivo bastante sólido, armado por ele próprio. O Ceará subiu na tabela se organizando a partir da defesa, assim como acontece com o Vasco. No entanto, os anseios das duas equipes são naturalmente diferentes. Permanecer na série A já é motivo de comemoração para os nordestinos. Ao Vasco não cabe apenas atravessar o campeonato sem apanhar. O Vasco tem que bater!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

De milho em milho a Galinha fica maluca de fome!



Durante a semana o capitão afirmou que em São Januário é o Vasco que se impõe, é o Vasco que coloca o pé em cima do sofá. Sábado, o Cruzeiro não tomou conhecimento das regras, dominou a poltrona, e de quebra pegou o controle da nossa mão para escolher o canal.

Quando o Vasco abriu o placar com o golaço de Zé Roberto, que não fez nada além disso durante todo o jogo, o 1 a 0 desenhava um panorama injusto. O Cruzeiro era superior. Fernando Prass já havia sido obrigado a fazer algumas boas defesas e todo contra-ataque azul era um nó na garganta dos Vascaínos. Mas vá lá, futebol não é questão de justiça, o que conta é a bola no barbante. Subitamente o incêndio nas arquibancadas apagou. Os mineiros empataram num lance meio confuso dentro da área. Um bate rebate maluco que terminou em um toque contra de Fernando. Um toque de justiça.

O Cruzeiro, que já era superior na primeira etapa, foi amplamente superior na segunda. Amplamente. Novamente podemos colocar esse empate na conta de Fernando Prass e da sorte. O zagueiro Fernando ainda teve uma última chance de garantir a vitória para o Vasco, só que, desequilibrado, não conseguiu desviar para as redes o cruzamento.

Se a defesa Vascaína funciona bem com as atuações exemplares de Dedé , Rafael Carioca e Nílton( O Nilton é firme e sério, o Zidanílton é horrível), o ataque não vem dando certo. O tal do esquadrão classe A não emplacou, e acredito que não emplaque se não tivermos um centro-avante. Até penso que o Carlos Alberto pode funcionar ali, quebrar um galho enquanto o Nunes não volta, mas ele é muito mais útil quando chega de trás. Algum dos medalhões vai acabar deixando a titularidade e não tenho dúvidas de que será Éder Luis, que parece ter mesmo só a velocidade para oferecer. Mas isso é conversa para o meio do Segundo turno, pois é provável que Felipe, se voltar, só volte lá pra outubro.

No fim, vaias discretas de uma torcida meio cabreira. Afinal, o que esperar do Vasco nesse campeonato? Atuações convincentes e corajosas como a do Clássico diante da Unimed, ou atuações submissas como contra o Cruzeiro e São Paulo? Não perdermos, tudo bem, mas esses empates não estão mais enchendo a barriga de ninguém e nos deixam estagnados desconfortavelmente na tabela.

De milho em milho a galinha fica maluca de fome!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Podia ter sido pior..



Imagino que todos os Vascaínos tenham ficados frustrados com empate entre Vasco e São Paulo.

Não pelo resultado em si – empatar no Morumbi não é desconsiderável-, mas sim pela forma absolutamente covarde que nos apresentamos. Jogamos com o uniforme mais lindo do futebol mundial, mas nossa postura foi digna de um “Canto do Rio” da vida. O que de fato preocupa.

Não foram necessários mais de 5 minutos para percebermos que a prioridade Vascaína no jogo de ontem era não levar gols. PC armou um ferrolho defensivo, contando com atuações seguras por parte de todos os jogadores do setor, que neutralizou sem maiores problemas as ações ofensivas tricolores. A proposta era o contra-ataque. Jogar com esse propósito nem sempre significa apequenar-se diante do adversário. É uma maneira válida de se jogar futebol e que pode ser funcional.

O Vasco, contudo, tinha apenas parte das peças necessárias para se jogar nesse esquema. Possuíamos 2 atacantes velozes, mas nenhum cérebro pensante no meio campo para levar a bola até eles. Nosso técnico incorreu novamente no erro de colocar Felipe na ala, posição em que ele visivelmente não tem mais capacidade física de jogar . Abdicamos do talento e do passe do Maestro e não conseguimos arrematar uma bola sequer em direção a meta de Rogério Ceni.

A entrada de Allan na armação desde o começo deixava claro a todos que o Vasco brigaria pelo empate. E brigar pelo empate, ainda que fora de casa, contra um time em crise, desarrumado, é pouco para quem almeja posições na parte de cima da tabela. Fumagalli entrou no segundo tempo para quem sabe aumentar a posse de bola Vascaína, mas o Fumagalli é o Fumagali, e imagino que esse comentário já seja o suficiente para todos entenderem o que quero dizer. Zé Roberto e Éder Luis nada puderam fazer, muito embora o segundo tenha tentado algo mais que o primeiro, que novamente foi peça nula dentro de campo.

Ah..sim, Carlos Alberto fez muita falta. Seria ele o cérebro pensante do meio campo, a peça que faltava para que o esquema proposto conseguisse levar algum perigo a meta adversária. O capitão, mesmo quando joga abaixo do que pode, consegue prender um pouco mais a bola no ataque, consegue um drible, consegue descortinar um passe de qualidade para um atacante, consegue uma jogada individual, sofre umas faltas.

Fizemos nossa pior partida desde o retorno do campeonato, mas cumprimos nosso objetivo master, que deve ser pontuar em todas as partidas. Não vou dar aqui uma de maluco fanático viajante, que diz preferir ver o Vasco perder tentando do que empatar se acovardando. A derrota é e sempre será o pior dos resultados. Ao menos esse empate e essa atuação nos servem de algum consolo, já que mesmo jogando terrivelmente, sem inspiração alguma e sofrendo uma pressão- inócua, bom que se diga- saímos com pelo menos 1 ponto, mantivemos nossa invencibilidade e continuamos rondando a zona de classificação da Libertadores. Outrora nossas piores atuações rendiam derrotas acachapantes para quase todos os adversários, hoje ela consegue até sair com um empatezinho do Morumbi.

Agora é apagar essa atuação ridícula e covarde, partir pra cima do Cruzeiro dentro de São Januário e conquistar os 3 pontos que nos manterão mais acesos do que nunca na disputa que nos interessa.

Fiquei frustrado, mas o Vasco já deu mostras que pode fazer muito mais do que fez ontem. Não vou agarrar-me a péssima atuação que tivemos para condenar nosso time. Prefiro crer que ontem tivemos uma noite ruim e que temos todas as condições de apagá-la da memória na próxima rodada.