quarta-feira, 21 de abril de 2010

Seria cômico se não fosse trágico



Se a vitória, às duras penas, não foi digna e nem de longe o presente que merecia a torcida e o Estádio de São Januário no dia de seu aniversário de 83 anos, ao menos, o gramado sacro da colina não foi palco de mais uma eliminação vexatória diante do Inexistente Futebol Clube.

O espetáculo oscilou entre o cômico e o trágico.

Sim, porque só rindo para não chorar com esse futebolzinho ridículo que nosso amado Vasco vem desempenhando.

O Vasco controlava, mas não criava; dominava, mas não penetrava; jogava, mas dava a nítida impressão de estar ali apenas esperando pelo apito final.

Ou “fode ou sai de cima”, com o perdão da expressão.

De que adianta ficar com a bola e não saber o que fazer com ela? Pelo menos não corre-se o risco de levar gols. Disso não podemos reclamar. Fernando Prass foi mero espectador durante a primeira etapa.

Primeira etapa na qual o Vasco saiu com a vitória de 1 a 0, gol de Élton.
O segundo tempo ia pelo mesmo caminho.

Nosso time jogando de “saco cheio”, doido para que a partida terminasse.

O Inexistente FC, por sua vez, esbarrava em suas flagrantes limitações e pouco usufruía da marcação desinteressada que imprimia o Vasco.

Em se tratando de Vasco, Copa do Brasil e São Januário, é de se esperar uma pitada de drama.

Os paranaenses empataram, pressionaram, buscaram o gol da virada.

A tensão perdurou até o momento em que Carlos Alberto recebeu livre dentro da área, deixou o zagueiro no chão e bateu na saída do goleiro, dando números finais ao jogo e selando a classificação Vascaína.

A torcida imensa, longe de estar feliz, pôde cantar aliviada.

Mais uma vez fomos sofríveis em campo, mais uma vez colhemos um resultado minguado, como, aliás, é de se esperar.

O Vasco, como vem sendo escalado por Gaúcho, é um Vasco que se propõe exatamente a fazer isso, vencer aos trancos e barrancos.

Jogar com 3 volantes, por melhores que sejam, limita gravemente a capacidade de criação da equipe. Some-se a isso a quantidade industrial de passes que o Menino Coutinho erra por jogo, ficamos reféns de lampejos de Carlos Alberto e dos gols do sempre oportunista artilheiro Élton.

Será pedir muito um pouco mais de interesse por parte dos jogadores?

Será que os lampejos do capitão e os gols de Élton serão capazes de fazer do Vasco um time campeão?

Não, não serão!

Quando que esse time vai decidir jogar bola?

Porque,sim, ele pode não ser uma maravilha, mas pode jogar bem mais do que isso.

Quer dizer..penso eu né.

4 comentários:

  1. Esse futebol sofrível, não nos permitirá passar das quartas, ou melhoramos ou é zebra.

    Abraço
    Jeferson
    Blog do Vascão

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  2. Amigo Almirante, cara temos que rir mesmo com o futebol que estamos apresentando. É como eu venho dizendo, temos um time EXCELENTE? Longe disso, mas os jogadores que lá estão podem jogar mais do que isso. Não tenho nada contra jogar com tres volantes, mas se for para jogar dessa forma não podemos abrir mão do SOUZA... Não sei que deve sair, mas a meu ver o SOUZA não pode ser reserva no vascão...

    Outra coisa também, quando aprenderemos a transformar em jogadas de perigo nossas oportunidades?? Será que o Coutinho não merece ficar um jogo ou dois no Banco?? Será que o Elder Granja é melhor que os laterais direitos da base??

    Tanta coisa, vou ate para por aqui!!

    Abraços e BOM FIM DE SEMANA AMIGO

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  3. vencemos, mas não temos alma de vasco.; tava sumido, mas mudei layout e url do blog . estamos na livre 1440 AM, transmitindo jogos as quartas e domingos... apareça por lá...

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  4. A situação do Vasco é muito complicada. Estamos sem o dinheiro da Eletrobrás, pq não conseguimos obter as certidões. Não temos as certidões, pq certamente voltamos a atrasar os compromissos assumidos de repactuação de dívida. E assim os salários ficam atrasados, tanto dos jogadores quanto dos funcionários, pq provalvemente tira-se dinheiro do programa de sócios e outras rendas para priorizar o pagamento da folha do futebol e a bola de neve não para de aumentar...e vai crescendo...

    No campo isto se reflete, seja pq é efetivado o Gaúcho, que, para mim, é o sucessor do Alcir Portela. Gaúcho é o cara para ser interino. O Vasco precisa de um treinador de profissionais, um treinador experiente que chegue com uma filosofia de trabalho e imponha isto ao grupo. Aliás, o Vasco tem um estilo de jogo, tem uma forma de ser, só sua. Quem acompanha o Vasco desde os anos 70 e 80 sabe do que eu estou falando. Tínhamos uma forma toda nossa de ser e jogar e, hoje, isso não ocorre. O Vasco da Gama NÃO PODE jogar com 3 cabeças de área e precisa contratar pelo menos 2 zagueiros, o lateral direito Irrázabal (que deverá ser anunciado nos próximos dias na convocação final da Seleção Paraguaia, para a Copa do Mundo), precisa contratar um meia de ligação, anunciar o argentino Mirales, do Colo Colo.

    A barca: entendo que o Vasco precisa reorganizar sua folha e deve dispensar Dedé, Dodô, Ernani, Fernando e Tite, Elder Granja, Robinho, Pimpão e outros que não deram o clube o retorno esperado.

    Quanto à Diretoria, entendo que é preciso rever estratégia e planejamento. Estamos cumprindo o Plano de Gestão da Campanha?! Acho que, em boa parte, não! Roberto precisa ser proativo em relação ao CT, às reformas de São Januário e do Estatuto?! A Auditoria precisar andar e a quem de direito dar as devidas explicações ?! Há muita coisa a se fazer, mas o que se deve, de momento, fazer é evitar um outro rebaixamento. Isto seria um desastre pleno! Um fracasso em todos os níveis.

    Precisamos ficar atentos!

    Blog Incondicionalmente Vasco!

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