terça-feira, 27 de julho de 2010

A Briga que nascemos para brigar!


Há pouco tempo escrevi um artigo para o meu blog intitulado “ Vamos lá”. Começava o texto com a escalação que levaríamos a campo nessas rodadas do pós-copa antes da regularização dos reforços. Sabidamente não era uma escalação que inspirava muita confiança na torcida. A equipe recebeu de mim a alcunha Time/Calamidade, no entanto fiz uma ressalva. Ainda que o time Vascaíno fosse fraco, os adversários que viriam pela frente não eram bichos de 7 cabeças e era possível conseguirmos bons resultados desde que o Vasco se portasse de forma minimamente organizada e brigasse por cada bola e por cada palmo de grama durante as partidas.

Foi isso que fizemos e o resultado está aí. Nossa campanha pós-copa reza a cartilha dos times vencedores: Vencer em casa a qualquer custo e pontuar nos jogos como visitante. Pouco importava nesse período a qualidade ou segurança do futebol jogado. O Vasco precisava pontuar em todas as rodadas e entregar a equipe para os reforços em uma posição mais confortável. Missão dada, missão cumprida. Não fomos um time com criatividade, com futebol vistoso, mas fomos excelentes no quesito competitividade e organização. Isso reforça outra tese defendida por mim e me remete a outro artigo que escrevi e que já foi revisitado em outras oportunidades: O Conceito do “Feio Arrumadinho”.

Em um campeonato tão disputado, nivelado e pobre tecnicamente como o Brasileiro, uma equipe bem organizada taticamente e com espírito de luta pode se criar. Com 3 ou 4 peças de reconhecida qualidade, pode-se até ser campeão desse troço, por que não?
Dos 12 pontos disputados depois da Copa do Mundo, conquistamos 8, fazendo assim a segunda melhor campanha do período. PC Gusmão conseguiu em pouco tempo mudar a cara do Vasco e mexer com o ânimo da torcida. Mesmo que estejamos somente 1 ponto longe da zona de rebaixamento, hoje o Vasco olha para cima na tabela, hoje a torcida olha pra cima na tabela e consegue imaginar o Vasco lá. Apenas seis pontos nos separam do g-4 e acreditar que o Vasco pode sim requerer uma das vagas na parte alta da tabela nunca foi tão palpável quanto é hoje.

No entanto, para essas possibilidades, mais reais do que jamais estiveram aos meus olhos nessa temporada, confirmarem-se, precisamos seguir nessa batida das últimas partidas. Os reforços certamente vão agregar qualidade a equipe, mas é fundamental que o espírito e entrega continuem os mesmos. A molecada deu mostras de que os medalhões precisarão muito mais do que nomes para se firmarem como titulares.

Passaremos agora por uma fase que será decisiva para as ambições Vascaínas no campeonato. Apesar do começo terrível, conseguimos nessas 4 rodadas uma importante recuperação e ela não pode parar por aí. Chegou a hora de nos reposicionarmos de vez na disputa e nada melhor do que vencer o arqui-Rival no próximo domingo para embalar uma seqüência que nos fará galgar importantes posições na tabela. Logo após o clássico, teremos pela frente o Vitória em São Januário, jogo onde apenas os 3 pontos serão satisfatórios, e depois enfrentaremos o Grêmio Itinerante fora de casa. Temos totais condições de somar esses 9 pontos e entrar definitivamente na briga que nascemos para brigar. A briga pelos melhores lugares de todos os campeonatos.

Um comentário:

  1. corretíssimas e sábias palavras Caro João, faço de minhas as suas. Vasco da Gama né cara e o único lugar ao qual pertencemos é o local patenteado entre os 4 primeiros colocados. Apenas uma observação, ja jogamos contra o Grêmio no Olímpico, o squashball.

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