terça-feira, 27 de julho de 2010

"Um time de sorte"


A cabeçada de Oséias encontrou as mãos providentes de Carlos Germano já nos últimos minutos da decisão do Brasileiro de 97. Foi a defesa que nos garantiu o tricampeonato e abriu os caminhos para uma era de conquistas para o time da colina. Perguntado ao fim do jogo sobre a importância daquela defesa, Germano foi humilde, como sempre foi e é: O Vasco é um time de sorte!

Evidente que não foi apenas a sorte que arquitetou aquele período vitorioso. Um time vencedor prescinde de várias outras coisas. Uma equipe vencedora precisa ter espírito de luta, organização, talento, maturidade, ousadia, mas se for azarada tudo pode ser posto a perder.

Porque futebol não é matemática. Futebol tem montinho artilheiro, futebol tem bate e rebate, tem escorregão, pênalti bobo, erro do juiz, erro do bandeira, erro do atacante, falha do goleiro, bola na trave, ou seja, um somatório de situações imprevisíveis que tornam esse o esporte mais apaixonante do mundo.

Com a chegada de PC Gusmão, vamos aos poucos entrando nos trilhos e sinalizando que no futuro poderemos ser, novamente, a equipe de “Sorte”. Sim, porque a sorte caminha ao lado dos competentes e hoje vemos em campo uma equipe competente, que apresenta os fatores determinantes para ser vencedora

Se ao longo de quase toda temporada nos parecemos com um bando, hoje parecemos um time. Estamos organizados, levamos menos gols, os jogadores sabem o que devem fazer dentro de campo, todo mundo marca, todo mundo se entrega, todo mundo luta pela bola. Todo mundo merece aplausos no fim do jogo. O talento e a ousadia ainda são escassos, e mesmo assim são capazes de transformar uma partida, como fez o garoto Jonathan. Nesse aspecto iremos melhorar bastante com a entrada dos reforços. Mas de que adiantariam os reforços e essa entrega toda se não tivermos também aquela pitadinha de sorte?

E se a bola do Otacílio Neto no jogo contra o Goiás pegasse na trave e entrasse no último minuto do jogo? E se as duas bombas que quase derrubaram o travessão de Fernando Prass no jogo de sábado fossem parar dentro da rede? Pois é, tudo seria posto a perder.

Talvez se isso acontecesse PC Gusmão não seria considerado por nós o excelente técnico que vem se mostrando ser. Talvez os promissores valores da base fossem resumidos a moleques sem cancha e maturidade para vestir a camisa do Vasco. Mas bastou a sorte mexer um pouco seus pauzinhos para o cenário se modificar e as esperanças renovarem-se.

Que o Vasco continue competente e a dona sorte continue satisfeita no aconchego da Colina Sagrada.

@joao_almirante

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