quinta-feira, 22 de julho de 2010

O dia em que Garrincha e "João" foram iguais!


Como escrever uma crônica sobre um jogo que não houve? Jogo até houve, mas seguramente não tratava-se de futebol, pois, ao que me consta, é impossível jogar futebol dentro de uma piscina.

Fosse árbitro de futebol, coisa que sabidamente não é, Héber Roberto Lopes teria interrompido a partida e poupado a todos do show de horrores entre Grêmio e Vasco.

O gramado na primeira etapa já se apresentava num estado lastimável, mas, comparado ao que vimos na segunda, era um tapete. Até por isso, houve ali no comecinho até um Futebolzinho mambembe e alguma emoção. O Bravo atacante Nunes fez de cabeça logo no começo, porém, pouco depois, Jonas deixou tudo igual. O Vasco ainda teve boas chances de marcar com Fumagalli e Jonathan, mas não se viu mais gols no primeiro tempo.

E nem se veria no segundo, até porque os jogadores não voltaram ao gramado, voltaram à um pântano. Eles já são sujeitos um pouco sem função, seja porque comentam obviedades, seja porque falam besteiras, mas ontem não havia quê nem pra quê existir comentarista.

Qualquer um com o mínimo de assimilação perceberia que as bolas paradas eram as maiores possibilidades de se fazer um gol e que a tática do bumba-meu-boi era a mais prudente para se chegar ao ataque. Todos igualaram-se na mesma mediocridade. Garrincha e “João” foram iguais por um dia. Para quê meias, laterais, jogadores habilidosos, se o campo apenas contemplava os chutadores de bola pra frente?

No último minuto, os gaúchos estiveram bem perto de virar o marcador, mas Titi fez o corte providencial com a mão. Não a “Mão de Deus”, chega desse troço! Deus já devia estar dormindo no sofá a uma hora dessas, tamanha era a emoção da partida. Foi a mão do Titi mesmo, mão de alguém que sabia que 1 ponto é sempre melhor que ponto nenhum. Mão que, contudo, assim como a de Deus, fez justiça a molecada Vascaína, que deixou a alma dentro de campo mais uma vez para trazer esse importantíssimo resultado. Não lembro-me da última vez que trouxemos pontos do Olímpico.

Agora somamos 10, uma vitória no sábado provavelmente nos tirará da incomoda zona do rebaixamento e, mesmo que não fosse promovida a estréia de nenhum dos reforços, a molecada mereceria uma maior assistência em São Januário. Com a tão esperada estréia do nosso Maestro Felipe e Zé Roberto, a expectativa é de uma bela noite em São Januário , casa cheia, energia positiva, confiança redobrada e mais um passo na arrancada Vascaína nesse campeonato. Eu estarei lá, e você, vai ter coragem de perder?

2 comentários:

  1. Realmente não tinha condições de jogo. Foi feio de mais e só pioraram a classificação dos dois times que não vem bem.

    Valeu e até mais.

    Saulo

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  2. Muito bom post, garoto!
    Não poderei estar pois moro muito longe e ficaria muito caro o deslocamento, mas tenho uma certeza. Estarei com o coração dentro do campo, se possível no bico do calçado de cada um dos jogadores. E gritarei gol a cada chute ao gol...

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Sinta-se a vontade para expressar sua opinião sendo Vascaíno ou não.

Saudações Cruzmaltinas