segunda-feira, 2 de agosto de 2010

No ritmo dos craques!


Nação Vascaína fez sua parte ontem no Maracanã.

Lotou a parte que lhe cabia no eterno Maior do Mundo para prestigiar, agora sim, na melhor acepção do termo, O “Novo Vasco”. E se a nova equipe da Colina não confirmou dentro das 4 linhas seu favoritismo, pelo menos deixou na torcida a sensação de que nossas esperanças não são infundadas. O Gigante tem tudo para se erguer novamente sob a batuta do Maestro Felipe e dos demais reforços.

O primeiro tempo da partida foi bem morno. Daria sono se não fosse o “Clássico do Milhões”. No entanto, mesmo que esteja sendo travada uma “animadíssima” disputa de badminton, é impossível dormir quando uma Cruz de malta se defronta com uma camisa Rubro-Negra.

A primeira etapa não foi merecedora de grandes registros. As duas equipes abusavam da ligação direta, termo “Cool” criado pelos comentaristas para não dizer “Chutão para onde o nariz aponta”. As duas melhores chances foram Vascaínas, ambas em chutes de longe, um de Zé Roberto e um de Felipe.

O segundo tempo apresentou equipes mais dispostas a tirar o zero do placar. Logo no começo, Zé Roberto teve chances de marcar, ao receber a bola mano a mano com o zagueiro do Flamengo já dentro da área adversária. Ele balançou o corpo e quando se preparava pra finalizar, tropeçou na falta de ritmo. O time do presídio respondeu logo em seguida, com Kléberson, obrigando Fernando Prass a fazer a primeira grande defesa dele no jogo.

Felipe exibia a mesma habilidade de sempre, proporcionando o lance mais bonito da partida até então. Num leve toque de canhota, deixou o colombiano Borja sem pai nem mãe, com vontade de cavar um buraco no campo e se mandar pra Bogotá. No entanto, o camisa 6 Vascaíno não teve atuação de grande destaque, apesar de, enquanto teve pernas, distribuir bem o jogo e ensaiar alguns de seus dribles, desde sempre, imarcáveis. Felipe sentiu a falta de ritmo e pediu para sair. Natural que isso acontecesse. O Maestro passou 5 anos jogando pelada no Qatar e logo em seu retorno recebeu a marcação implacável de Willians, um dos melhores marcadores do Brasil. Para seu lugar veio Éder Luis, que teve bom desempenho e renovou um pouco o gás da equipe.

Enquanto isso, lá atrás, o Vasco contava com a grande atuação de Nílton, Rafael Carioca, Fernando(quem diria?) e claro, Dedé, o novo monstro da zaga, calando bocas de norte-sul norte-sul desse Brasil.

Carlos Alberto também veio a campo,na vaga do bravo e limitado Nunes. Só que ao contrário dos demais estreantes, foi mal. Tentou alguns dribles, algumas jogadas, mas foi pouco efetivo. O que também pode ser encarado como Natural, já que o capitão retornava de um longo tempo de inatividade.

A surpresa para mim foi Zé Roberto, que mesmo distante dos gramados há muito tempo, teve atuação acima das expectativas. Correu muito, buscou o jogo, partiu pra cima dos marcadores, finalizou e foi, a meu conceito, o melhor Vascaíno em campo.

Você deve estar me achando maluco! Sim, Zé Roberto foi o melhor em campo porque Fernando Prass não conta! Os Milagres operados no apagar das luzes reafirmaram a condição de grande goleiro da nossa muralha. Fernando Prass garantiu a justiça no placar e salvou o domingo daqueles que foram ao Maracanã assistir ao show Vascaíno. E se a torcida sai um pouco frustrada por não ter visto show nenhum, pelo menos acredito que tenha saído esperançosa de que esse time ainda vai crescer muito no campeonato e pode, sim, brigar pelos melhores lugares da tabela.

Nosso time era tecnicamente superior ao adversário, mas como já era esperado, a falta de ritmo dos medalhões tratou de equilibrar a partida. O Vasco de ontem era o time dos craques sem ritmo. Nas próximas rodadas, podem esperar a inversão dessa frase.

Seremos o time no ritmo dos craques!

2 comentários:

  1. Jogo morno pela falta de ritmo do time. Com um pouco mais de entrosamento e ritmo de jogo da tranquilamente para o Vasco disputar pelo G4. Vale destacar novamente a Muralha Prass, que isso, cata muito.

    SV

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  2. "Agarra demais,a muralha da Colina se chama Fernando Prass".
    Ah!Gostei da reestreia de felipe, pois como sempre veste com amor a camisa do Vascão.
    Saudações Vascaínas!!

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Saudações Cruzmaltinas