quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Podia ter sido pior..



Imagino que todos os Vascaínos tenham ficados frustrados com empate entre Vasco e São Paulo.

Não pelo resultado em si – empatar no Morumbi não é desconsiderável-, mas sim pela forma absolutamente covarde que nos apresentamos. Jogamos com o uniforme mais lindo do futebol mundial, mas nossa postura foi digna de um “Canto do Rio” da vida. O que de fato preocupa.

Não foram necessários mais de 5 minutos para percebermos que a prioridade Vascaína no jogo de ontem era não levar gols. PC armou um ferrolho defensivo, contando com atuações seguras por parte de todos os jogadores do setor, que neutralizou sem maiores problemas as ações ofensivas tricolores. A proposta era o contra-ataque. Jogar com esse propósito nem sempre significa apequenar-se diante do adversário. É uma maneira válida de se jogar futebol e que pode ser funcional.

O Vasco, contudo, tinha apenas parte das peças necessárias para se jogar nesse esquema. Possuíamos 2 atacantes velozes, mas nenhum cérebro pensante no meio campo para levar a bola até eles. Nosso técnico incorreu novamente no erro de colocar Felipe na ala, posição em que ele visivelmente não tem mais capacidade física de jogar . Abdicamos do talento e do passe do Maestro e não conseguimos arrematar uma bola sequer em direção a meta de Rogério Ceni.

A entrada de Allan na armação desde o começo deixava claro a todos que o Vasco brigaria pelo empate. E brigar pelo empate, ainda que fora de casa, contra um time em crise, desarrumado, é pouco para quem almeja posições na parte de cima da tabela. Fumagalli entrou no segundo tempo para quem sabe aumentar a posse de bola Vascaína, mas o Fumagalli é o Fumagali, e imagino que esse comentário já seja o suficiente para todos entenderem o que quero dizer. Zé Roberto e Éder Luis nada puderam fazer, muito embora o segundo tenha tentado algo mais que o primeiro, que novamente foi peça nula dentro de campo.

Ah..sim, Carlos Alberto fez muita falta. Seria ele o cérebro pensante do meio campo, a peça que faltava para que o esquema proposto conseguisse levar algum perigo a meta adversária. O capitão, mesmo quando joga abaixo do que pode, consegue prender um pouco mais a bola no ataque, consegue um drible, consegue descortinar um passe de qualidade para um atacante, consegue uma jogada individual, sofre umas faltas.

Fizemos nossa pior partida desde o retorno do campeonato, mas cumprimos nosso objetivo master, que deve ser pontuar em todas as partidas. Não vou dar aqui uma de maluco fanático viajante, que diz preferir ver o Vasco perder tentando do que empatar se acovardando. A derrota é e sempre será o pior dos resultados. Ao menos esse empate e essa atuação nos servem de algum consolo, já que mesmo jogando terrivelmente, sem inspiração alguma e sofrendo uma pressão- inócua, bom que se diga- saímos com pelo menos 1 ponto, mantivemos nossa invencibilidade e continuamos rondando a zona de classificação da Libertadores. Outrora nossas piores atuações rendiam derrotas acachapantes para quase todos os adversários, hoje ela consegue até sair com um empatezinho do Morumbi.

Agora é apagar essa atuação ridícula e covarde, partir pra cima do Cruzeiro dentro de São Januário e conquistar os 3 pontos que nos manterão mais acesos do que nunca na disputa que nos interessa.

Fiquei frustrado, mas o Vasco já deu mostras que pode fazer muito mais do que fez ontem. Não vou agarrar-me a péssima atuação que tivemos para condenar nosso time. Prefiro crer que ontem tivemos uma noite ruim e que temos todas as condições de apagá-la da memória na próxima rodada.

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Saudações Cruzmaltinas