sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Vasco tem que bater!



O Vasco teve pela frente nas últimas rodadas 3 adversários de grande potencial e colheu 3 empates.

Empates diferentes, importante ressaltar.

No primeiro, contra a Unimed, há um consenso de que deixamos para trás 2 pontos por puro preciosismo. Fomos melhores em boa parte do clássico e só não vencemos por um erro individual imperdoável. O empate teve um gosto amargo de derrota.

No segundo, contra a Bambilândia, viajamos a São Paulo apenas para nos defender. Postura absolutamente covarde e inaceitável para um time que pretende voar alto no campeonato. O empate teve gosto de “nunca mais”.

No terceiro, contra o ótimo Cruzeiro, foram expostas nossas carências e limitações, típicas dos times em formação. Fomos pressionados boa parte do tempo por um time veloz e entrosado, mas vira e mexe chegávamos com perigo ao ataque. O sistema defensivo e Fernando Prass foram responsáveis diretos pela obtenção do resultado, que tinha tudo para ser pior. O empate teve gosto de “pelo menos”.

Se a distância para a zona de Libertadores é de 5 pontos, a distância para a zona de rebaixamento é de apenas 6, o que revela o dinamismo e equilíbrio do campeonato. Um campeonato que não permite cochilos. Que não permite que uma equipe se sustente em boas colocações empatando 60% dos seus jogos. Que não permitirá que o Vasco atinja seus objetivos se o panorama não começar a mudar a partir da próxima rodada.

Passaremos agora por uma fase de baixa na tabela. O que,contudo, não representa nenhum tipo de facilidade, mas aumenta nossa obrigação de obter bons resultados. Contra Ceará, Atlético MG, Palmeiras e Avaí, nosso dever é brigar por 12 pontos e sair com pelo menos 10. Isso se realmente quisermos os melhore postos da tabela e não apenas ficar na calmaria.

Cada jogo deve ser encarado como decisão. Não podemos deixar o bloco de cima desgarrar. Para um time que saiu da penúltima colocação e de um cenário caótico, recuperar 5 pontos é tarefa longe de ser impossível. O importante é continuar no bolo e arrancar no momento certo.

A primeira final se dá contra o Ceára, lá no Castelão, jogo complicadíssimo. Os cearenses estão invictos dentro de casa e certamente não encontraremos facilidades por lá. Mas time que quer brigar tem que ser assim, tem que se mostrar forte nas dificuldades, até porque elas aumentam rodada a rodada conforme o campeonato vai se aproximando da reta de chegada.

PC levará a campo uma formação tradicional, o bom e velho 4-4-2 . No gol, a segurança e categoria de Fernando Prass; na lateral direita, o ótimo Fagner; Dedé e Titi compõe a zaga e Jumar foi o escolhido da vez para se fingir de lateral esquerdo. Rafael Carioca faz dupla de volantes com Rômulo, de volta ao time. Carlos Alberto, jogando onde melhor rende, arma o jogo com Zé Roberto ao seu lado. No ataque, a velocidade pouco inteligente de Éder Luis terá companhia da vontade de mostrar serviço do garoto Jonathan. Nosso treinador insiste em jogar sem uma referência no ataque. Vamos ver quantos empates serão necessários para ele perceber que isso dificilmente vai dar certo.

PC Gusmão conhece muito bem a equipe adversária e até por isso prevê um jogo chato. Sabe que os cearenses são fortes dentro de seus domínios e que possuem um sistema defensivo bastante sólido, armado por ele próprio. O Ceará subiu na tabela se organizando a partir da defesa, assim como acontece com o Vasco. No entanto, os anseios das duas equipes são naturalmente diferentes. Permanecer na série A já é motivo de comemoração para os nordestinos. Ao Vasco não cabe apenas atravessar o campeonato sem apanhar. O Vasco tem que bater!

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