segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quando ele sente a coxa a gente sente o coração...


Estava bom demais para ser verdade. Nosso melhor jogador, indiscutivelmente, não poderá desfilar seu futebol fantástico nas próximas rodadas do campeonato. Nem Deus sabe quanto tempo o capitão irá demorar para recuperar-se de sua qüinquagésima lesão.

Quando Carlos Alberto sente a parte posterior da coxa, a torcida Vascaína sente o coração.

Antes da lesão, porém, o melhor jogador do Vasco teve tempo de fazer uma jogada maravilhosa, aliando técnica, raça e vigor físico, que culminou no belo gol de Zé Roberto e garantiu o placar parcial da primeira etapa. Os 20 primeiros minutos do Vasco foram de um futebol vistoso, objetivo e que trouxe esperanças. No entanto, recuamos demais, demos campo aos cearenses , que cercavam nossa área, mas não conseguiam verticalizar a posse de bola.

A segunda etapa correu majoritariamente como na primeira. O Ceará com a bola sem dar sentido prático a ela, e o Vasco tentando encaixar um contra-ataque para decidir a partida. Tarefa que ficou dificultada quando o melhor jogador do Vasco, indiscutivelmente, saiu por lesão, e quando Zé Roberto e Éder Luis cansaram. Dar a bola ao adversário da maneira que o Vasco vêm fazendo é um risco. Sorte que, ultimamente, posse de bola adversária seja sinônimo de Dedé! O rival tem a bola, mas aí a única coisa que se vê é o nosso zagueirão, que afasta o perigo de “N” maneiras, todas elas funcionais. Vêm cruzamento pelo alto? Tem Dedé para tirar de cabeça. Vêm bola rasteira na área? Tem Dedé chutando pra tudo quanto é lado. Vêm atacante de mano com a defesa? Tem Dedésarme preciso. E se a bola passa pro ele? Aí tem Prass né...

E se o jogo tá difícil, uma falta perto da área pode ser a grande chance de matar a peleja. Quem se apresenta é Felipe Bastos, que em seu primeiro toque na bola com a camisa do Vasco arranca pela direita, se livra de dois marcadores e finaliza torto. Em sua segunda participação, cobra falta na barreira, e em sua terceira, pega o próprio rebote e fuzila rasteiro no canto do goleiro para selar a segunda vitória fora de casa do Vasco, impondo a primeira derrota do Vovô em seus domínios. Que estréia hein garoto! É prematuro fazer qualquer tipo de análise sobre esse jogador. Não sei o que dizer sobre ele, até porque não houve tempo pra isso. A única coisa que sei é que quero ver muito mais dele!

Chegamos ao fim do primeiro turno e PC Gusmão continua como o único invicto da competição. A distância pro agora G-6 é de apenas 5 pontos e a confortável diferença de 9 pontos nos separa da zona maldita. Levando em conta o fato de termos uma partida a menos, a distância lá de cima pode diminuir e a lá de baixo aumentar. O sonho é mais próximo que o pesadelo, quem diria isso no começo do campeonato?

Mas para continuar sonhando, o Vasco não pode vacilar. Estaremos amplamente desfalcados no próximo confronto e talvez não existisse adversário melhor para esse tipo de ocasião do que o confuso time de Wanderley Luxemburgo. Começar bem o segundo turno é fundamental. Precisamos ainda de vitórias para diluir aquela incômoda sequência de empates e quem sabe olhar para eles com mais ternura no futuro, agradecendo pelo ponto conquistado e não lamentando-se por não ter brigado por mais dois.

O Vasco segue firme na briga, embora muitos ainda não estejam dispostos a enxergar.


@joao_almirante

Um comentário:

  1. Fala camarada. Tenho um blog www.vascaoamoreterno.blogspot.com e gostaria de saber se vc deseja firmar uma parceria trocando links e sendo seguidore um do outro.
    Meu e-mail é vascaoamoreterno@hotmail.com

    Abraços e Saudações Vascaínas !!!

    ResponderExcluir

Sinta-se a vontade para expressar sua opinião sendo Vascaíno ou não.

Saudações Cruzmaltinas