segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A sinistra arte de decepcionar e o Nitrogênio Líquido.


O Vasco especializou-se em uma arte particularmente sinistra para nós Vascaínos.

Primeiro, eram os baldes de água fria. O Vasco arrancou lá de baixo com enorme êxito, mas o passo adiante nunca conseguia ser dado. Ao invés de andar pra frente quando preciso, pipocávamos no mesmo lugar com empates insossos.

O ciclo se renovava. O Vasco jogava bem um jogo, vencia, tinha tudo para embalar como no jogo contra Atlético MG, Avaí, Botafogo..mas os erros individuais tratavam de condensar a água, que se transformava em gelo e apagava qualquer fagulha de uma reação incendiária.

A parada agora é mais hardcore: Nossas sonhos ou ínfimas esperanças, como quiser, são devidamente resfriadas e sepultadas com Nitrogênio Liquido!

O Vasco faz de tudo para mostrar ao seu torcedor que “ o negócio é esse aí mesmo, nós não vamos para lugar nenhum. Vamos ficar aqui parados no meio da tabela. Portanto, contente-se.”

A sinistra arte de decepcionar é peculiar ao Vasco nessa temporada. Em toda ela.

Foi assim no Carioca, foi assim na Copa do Brasil e está sendo assim no Brasileirão.
Ontem, no gramado bem mais ou menos do Serra Dourada, o jogo parecia caminhar para mais um empate sem graça. O jogo foi frio e chato. No entanto, a arbitragem, a meu conceito, exagerou na expulsão de Carlinhos e fez pender a balança, fadada ao equilíbrio medíocre do futebol apresentado pelos 2 times, para o lado dos anfitriões.

Pelo buraco que se formou na esquerda, os goianos definiram a partida.

E o Vasco definiu seu destino. Temos, hoje, um bom time. Um ótimo time, quando completo. Um time para brigar por título, principalmente se o desfile do Carlos Alberto for dentro de campo e não em uma quadra de escola de samba.

Um time, contudo, apaixonado pela décima primeira posição. Muito embora flerte com a Nona vira e mexe, jogue charme para a sétima(mesmo que raras vezes correspondido), tenha sonhos ardentes com a inalcançável terceira, e não raro deite-se com a décima segunda numa noite fria de sábado, a “de fé” joga com a 11.

E nós ficaremos aqui, girando o graveto na folha seca para ver se uma fagulha renasce e quem sabe chamusque as penas de um urubu.

Um comentário:

  1. Johnny,

    Sempre certeiro no alinhavamento do texto, criativo na inspiração e indignado com os maus resultados.

    É realmente assolador a gente saber que esse time é Plunct Plact Zum (não vai a lugar nenhum).

    Ficou claro que tiramos todos os jogadores que "decidiam" as partidas em favor dos adversários, ficou claro que foram boas as contratações. Mas também ficou claro que as pretensões do Vasco não parecem estar à altura de sua torcida.

    Se por uma desventura perdermos o jogo de domingo, certamente o moral da equipe vai desmoronar. E depois dessa pajelança na quadra da escola de samba, deu pra perceber que não temos mais um capitão engajado, porque em outras eras ele estaria concentrado com a equipe mesmo sem jogar.

    Dá pena dos bons meninos revelados, do Éder Luís e até do Zé Roberto, que teve que suar muito pra provar que não era rubro-negro. Um show de raça com a nossa camisa. Mas estamos sem rumo, sem saber para onde vamos.

    Time nós temos. Espero que, em algum momento, o gigante renasça. Mas já está na hora. E que no domingo que vem a gente recupere a força e o brilho para alçar novamente os vôos gloriosos.

    Grande abraço,

    Hélio Ricardo.

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