quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Vasco que sabe o que quer.


O Vasco de Mancini é o Vasco que sabe o que quer.

E o que quer o Vasco de Mancini? O GOL.

Quantos forem possíveis.

O Vasco de Mancini é o Vasco que aluga a intermediária adversária para tocar a bola.

O Vasco que procura espaços, e que, organizado, acaba os encontrando naturalmente.

É o Vasco dos volantes que não estávamos acostumados.

Volantes que marcam firme e organizam o jogo a partir da saída de bola com qualidade.

É o Vasco veloz e insinuante que vai no embalo do menino-craque com futebol de gente grande.

É o Vasco que alia a técnica com a vontade de vencer.

Que busca o gol a todo momento por entender que apenas desse modo estará respeitando seu adversário.

Por entender que só desse modo estará respeitando a si mesmo e sua torcida.

É o Vasco que da gosto de ver jogar e que deixa na torcida a ansiedade pelo próximo jogo, pelo próximo baile.

É o Vasco destemido, ousado, envolvente, inteligente e bem arrumado.

O Vasco de Mancini é o Vasco que honra sua tradição e vocação ofensiva.

É o Vasco que nos permite acreditar no sonho e nas conquistas.

É o Vasco que a gente estava com saudade de ver e que dará trabalho em 2010.

Pode apostar!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Amigos, a Humildade acaba aqui.."

Deus gosto de ver o Vasco jogando. Deu gosto como há muito tempo não dava. Fazia tempo que o Vasco não era tão soberano em uma partida como nesse domingo diante do Botafogo. Mais que gosto, deu orgulho de ver o Vasco jogar. O futebol ofensivo, objetivo e plástico, a despeito daqueles que acham que com três volantes é impossível se praticar, deu as caras no Engenhão.

Fica até complicado destacar atuações individuais, haja vista que todos os Vascaínos estiveram muito bem, com exceção de Fernando Prass, que podia até ter ficado no vestiário se quisesse. Mas sempre existe aqueles que se destacam mais, e dessa vez irei destacar 3 jogadores. Souza, Phillipe Coutinho e Dodô. O Volante talvez tenha tido sua melhor atuação com a camisa do Vasco. Ditou o ritmo do meio campo do Vasco, com bons passes e bons desarmes, um deles, inclusive, resultou no primeiro gol do craque Dodô, que deixaria mais dois na conta do pobre Botafogo. O segundo ele fez com o oportunismo peculiar aos grandes atacantes, e o terceiro, com a categoria e habilidade que nenhuma escolinha ensina, é na verdade um dom divino. E Deus não poupou na distribuição de Dons ao jovem Phillipe Coutinho. Deu-lhe astúcia para se livrar, ainda que franzino, dos brucutus que lhe perseguem; habilidade para costurar as defesas adversários, como uma agulha em destras mãos de costureira; talento para sobrepujar as adversidades físicas do jogo, e sobretudo, Inteligência, para antever os lances como só os grandes craques podem fazê-lo.

Dificilmente controla-se a empolgação após vencer por 6 a 0, e devemos fazer isso a partir de amanhã. Hoje é dia de vestir a camisa pelas ruas, invadir chats de programas esportivos, cobrar mais respeito com esse Vasco vibrante e organizado, e zuar os botafoguenses. Mas vem cá... você conhece algum?

Aprovados com Louvor!



Passamos com louvor pelo primeiro teste da temporada.

Se é que podemos considerar uma partida diante desse time risível do Botafogo como um teste.

Pedi em minha última coluna para que controlássemos a empolgação em caso de vitória.

Mas sei que é difícil controlar a empolgação quando se vence por 6 a 0.

Talvez nem seja o nosso papel de torcedor controlar-se numa situação dessas.

Escrevi esse texto antes de acessar os principais fóruns Vascaínos, mas espero que as cornetas estejam em seus respectivos sacos.

Reclamar de quê hoje??

Tivemos nossa melhor atuação em mais de um ano.

Jogamos com autoridade do início ao fim da partida, e poderíamos até ter construído um placar mais elástico.

Dodô, como eu previa, mostrou do que é capaz.

O primeiro gol foi de craque, o segundo, de oportunista, e o terceiro, de quem sabe tudo dentro da área.

Um atacante que reúne todas as características de um artilheiro nato.

A essa altura, o jogo já era brincadeira de criança, e o Botafogo parecia uma equipe de juniores.

Léo Gago, de falta, transformou a fácil vitória em goleada.

Coutinho, com dois belos gols, em duas belas tramas, transformou a goleada em baile.

E tinha gente com medo do Loco Abreu, é mole?

“Loco” Abreu só tem essa fama por causa do apelido.

Se fosse apenas Sebastian Abreu, seria um jogador comum, vindo da reserva do fortíssimo Atlas, da Grécia.

Vencer o Botafogo é o mínimo que um time com as nossas ambições tem de fazer.

O 6 a 0 impelido pelo Vasco ao Botafogo foi resumido muito bem pelo comentarista Paulo César Vasconcellos do Sportv:

“De um lado havia um bando, e do outro, um time.”

O time em campo era o do Vasco, por mais que as cornetas se relutem a acreditar.

Não vencemos nada, mas estamos bem encaminhados.

6 a 0 é até sacanagem.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Preparados para o teste


O Vasco não fez uma excelente partida, mas já foi melhor do que na estréia.

O que já era previsível , aliás.

Embora prejudicado pelo estado lamentável do gramado, tivemos boas chances de marcar no primeiro tempo.

Coutinho marcaria certamente seu primeiro gol como profissional.

Mas, no meio do caminho tinha uma poça, tinha uma poça no meio do caminho.

E a poça foi cruel com o menino.

Cruel com o jogo, que poderia ter sido melhor.

Poderia ter sido melhor, mas ficou de bom tamanho.

Serviu ao menos para exterminar a dúvida de Wagner Mancini em relação ao Souza.

Titular absoluto até segunda ordem nesse time do Vasco, e que os demais briguem por posição.

Inclusive o Nílton, que assinou mais uma pintura de gol em um chute magnífico.

Carlos Alberto fez o segundo, esbanjando categoria ao pegar rebote do chute de Dodô.

Com o campo menos empoçado, o toque de bola melhorou no segundo tempo e já foi possível vislumbrar um ataque envolvente com Carlos Alberto, Dodô E Coutinho.

Isso porque ainda esta faltando o Rafael Coelho, que promete brigar em pé de igualdade para entrar na equipe titular.

A defesa ainda não me convence.

Gian e Fernando são muito pesados e é essencial que tenhamos ao menos um zagueiro de velocidade na equipe.
Thiago Martinelli pode ser esse zagueiro
Sorte nossa contar com Fernando Prass, um goleiro espetacularmente simples.

No meio, ainda falta o Rafael carioca, que será titular dessa equipe e que certamente dará um upgrade no toque de bola Vascaíno.

Por enquanto gosto do que vejo no Vasco.

Mais por esperar coisas boas no porvir, do que por observar maravilhas no presente.

Ainda temos muito a evoluir, e creio que a leitura de Mancini de considerar o Vasco com 65% do seu potencial é correta.

Domingo teremos nosso primeiro teste.

O Vasco chega preparado para ele.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cancela o Apocalipse


Assisti Vasco e Seleção Capixaba porque a falta que o futebol esta me fazendo beira o insuportável.

Só por isso.

Porque em nenhum momento esperei que veria um grande jogo, uma grande vitória ou um time brilhante.

Exigir isso é demais

Nossos jogadores mal se conhecem, chegaram de férias semana passada, e é natural que ainda não reúnam condições nem perto das ideais de disputar uma partida

Mas que tipo de corneta seria você se não reclamasse do irreclamável?

Engraçado, mas tem gente que não percebeu que hoje o Vasco não jogou.

Treinamos, e até fomos bem, na medida do possível.

O Fator campo, ou algo que o valha, foi determinante para a queda do nível técnico da partida.

Nível que em condições normais já estaria fadado a ser baixo.

É mais que prematuro dizer que fulano não serve, que fulano não presta ou que fulano é o novo Pelé.


É importante percebemos também a diferença de importância dada a peleja pelas equipes.


O Vasco jogou pra soltar a musculatura, pra conhecer-se minimamente em situações de jogo.


Os Capixabas jogavam só pela vitória.

Contenham o desespero aqueles que previram o apocalipse por um jogo que sequer existiu.

Sábado estarei em São Januário.

1 a 0 é goleada.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Manda me enterrar!



Até que enfim futebol!

Confesso que essa pré- temporada de fim de ano é muito chata.

Só ficamos remoendo assuntos.

“Fulano foi ou não uma boa contratação?

E essa diretoria? Tem que se mexer, po! Cadê as grandes contratações?!”

As grandes contratações são cada vez mais raras, meu caro.

Devemos focar no objetivo de fazer boas contratações.

Não temos dinheiro, contratemos com os olhos.

Olhos de Rodrigo Caetano.

Clínicos, certeiros.

Um bom time não se monta a partir de nomes.

Nomes é que são formados em bons times .

E pera lá! Temos nossos bons nomes.

Não temos somente apostas.

Temos Carlos Alberto, Dodô, Leo Gago, Eldér Granja( depende de qual deles vier), Márcio Careca,Rafael Carioca, Rafael Coelho, Fernando Prass ( todo bom time começa por um excelente goleiro).

Vai que o Jéferson dessa vez ressuscita? Pode ser um bom reforço.

Quero ver quem são de fato Thiago Martinelli e Gustavo.

O que sei foi de ouvir falar.

Porque nunca fui muito de assistir jogos do Cruzeiro e do Palmeiras.

É claro que nem tudo são flores.

Temos nosso Jumar, Geovane Maranhão.

Mais que apostas.

Blefes.

Nosso técnico é da nova geração, fez alguns bons trabalhos e é bom que saiba que não será perdoado em caso de um primeiro semestre pouco fulgurante.

Espero no mínimo e no máximo a vitória na Copa do Brasil.

Objetivo completamente palpável

Não venceremos o Brasileiro, óbvio.

Temos que pensar em um passo de cada vez, para não tropeçar nas próprias pernas.

E time, o Vasco tem para isso.

Cá pra nós, também não é preciso ser nenhum grande time para vencer a Copa do Brasil.

Chegou nossa hora.

Passou da nossa hora!

A bola ainda não rolou, mas o trabalho para o ano de redenção que esperamos em 2010, já começou.

E eu acho que começou de um jeito que promete boas coisas!

O sentimento não para.

No dia em que eu não tiver esperanças para o Vasco, pode mandar me enterrar.