terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Quando a poeira baixa, as mentes clareiam.


“Tudo no Vasco( hungria) dura só até a poeira abaixar.”

A frase não é minha, é de Puskas, um dos maiores jogadores de todos os tempos, e foi dita logo após a inesperada derrota da seleção Húngara na copa de 1954. Final que ficou conhecida como "O Milagre de Berna", vencida pela Alemanha, que na fase inicial do torneio havia levado uma sonora goleada da mesma Hungria.

O Botafogo não é nem de longe aquela Alemanha, nós estamos mais longe ainda de sermos aquela Hungria Fantástica, o nosso craque Carlos Alberto, apesar de não servir nem para engraxar as chuteiras de Puskas, disse também uma frase interessante após o fracasso num torneio absolutamente inexpressivo comparado à uma final de copa do mundo.

“No futebol apenas os fortes sobrevivem e não existe tempo para lamentações.”

Mais do que nunca precisamos ser fortes. Todos nós.

Diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida.

Fortes e sensatos, para não deixarmos que uma derrota, embora inesperada, apague todo o bom trabalho que tem sido feito até agora. Logo após a derrota, é normal que o lado torcedor de todos nós se aflore descomedidamente. A primeira impressão é de que nada serve e que esta tudo errado. Quando a poeira baixa, vimos que não é bem assim.

O Campeonato carioca é diferente de todos os outros do país, pois em pouco mais de um mês já chegamos a uma decisão, da Guanabara, mais folclórica do que importante. É apenas um turno, nada mais que um passaporte para a decisão de verdade. Enquanto vemos os times dos outros estados tropeçando e fazendo seus testes, nós já somos obrigados a decidir, talvez sem a maturidade técnica, física, Tática e Psicológica que uma decisão requer.

As cobranças por resultados aqui no Rio são muito mais urgentes e precoces. Não quero que o texto soe como desculpa, absolutamente. Se não tínhamos a maturidade para decidir, nossos adversários tampouco.

Mas derrota não pode esconder o fato de que desde os idos de 2000, temos agora nosso melhor elenco, carente ainda de alguns ajustes e peças de reposição. Nada esta perdido e nada esta ganho. O ano apenas esta começando e fazer protesto por enquanto não é solução para nada. O time merece um voto de confiança!

Estou do lado do Vasco, e você, esta do lado de quem?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um Tapa de luva


Se esperava uma palavra de alento, tira o cavalo paraguaio da chuva!

O Vasco perdeu porque mereceu perder e não fez nada pra ganhar.
Raiva?

Não é o sentimento que me domina agora. Perder do Flamengo ou de qualquer outro grande rival me deixa com raiva, é como levar uma porrada no meio da cara.

Perder de um time tão patético como o do Botafogo, que se limita a fechar-se e dar bicos pra frente, é como levar um tapa de luva.

É humilhante!

Antes uma porrada bem dada pra ficar desacordado, do que um tapa de luva que só te rebaixa.

É ridículo perder de um time que só dá bico pra frente, é ridículo perder de um time que tem como principal jogador de ataque um sujeito de 2 metros que tem tanta habilidade nos pés quanto uma foca. É ridiculo perder de um time que tem uma torcida incapaz de parar o trânsito da minha cidade.É ridículo, vexaminoso, patético, inaceitável perder de um time cuja sua principal estrela esta a beira do gramado.

É ridículo tomar gol de escanteio! Foi ridícula a saída do gol do Prass! Ele tem crédito de sobra até, mas já que não sabe sair do gol, não sai da PORRA do gol CARALHO!É ridículo perder de um time fraquíssimo que é candidatíssimo ao rebaixamento do campeonato Brasileiro

Não sinto raiva, sinto-me humilhado e enganado.

O Vasco foi absolutamente apático dentro de campo.

Faltou vibração, faltou organização, faltou jogadas pelo lado, faltou inteligência.

Sobrou toque de lado e pedalada improdutiva de um menino de parcos 17 anos que não pode ser o responsável por decidir uma final.

O Vasco tocava a bola com uma falta de objetividade irritante! Insistia pelo meio e batia toda hora na parede aramada pelo retranqueiro da prancheta.

Tirando o Carlos Alberto, que mesmo sem brilhar, não se esconde do jogo, a minha vontade é mandar todo mundo tomar no cú! Principalmente o Dodô, que de novo não fez absolutamente nada! Entregou-se de bandeja a marcação e de quebra perdeu uma chance clara de abrir o placar que mudaria a história do jogo e o meu humor. E vai tomar no cú junto com o Nílton, que acabou com qualquer chance de reação, com a sua expulsão irresponsável.

Me sinto enganado e humilhado!

Hoje eu pego a sua corneta emprestada e digo que ninguém presta!

Não agüento mais sofrer!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A primeira virada do ano!


Qualquer equipe do mundo ficará fragilizada quando levar a campo sua equipe de reservas, independente do elenco que seu comandante tenha em mãos. Nós, então, que temos um bom elenco apenas, longe de ser fraco e mais longe ainda de ser sensacional, encontraremos previsíveis dificuldades ao jogar com uma equipe inteira de suplentes.

No entanto, sempre será e continuará sendo absolutamente inaceitável que o Vasco, independente do time que leve a campo, em qualquer tempo e espaço, não consiga vencer o modestíssimo Sousa, da Paraíba. Os reservas vascaínos devem, obrigatoriamente, ser superiores aos jogadores do modesto time paraibano. Além de o serem, devem comprovar dentro de campo esta superioridade.

O campo do Almeidão é bem melhor do que eu poderia supor, mas o Paulinho continua horrível como já se sabia. Em uma falha grotesca, digna de pelada “casado contra solteiros”, o Sousa abriu o placar. O gol ainda contou com a pífia marcação do pífio Dedé, e com a saída desesperada do goleiro Thiago. O goleiro, aliás, se sonha em conquistar a titularidade( duvido que sonhe), que não ache que batendo pênaltis, como o de hoje que empatou a partida, se redimirá das claras falhas técnicas que apresenta embaixo da meta.

No apagar das luzes, quando esse artigo chegava ao presente parágrafo , o artilheiro Élton, que até procurou o jogo, embora sem muito sucesso, mostrou oportunismo e sorte de artilheiro para marcar o segundo gol e dar a vitória de virada ao Vasco,a primeira virada da temporada, que não anula uma linha desse texto, e tampouco a exibição bem abaixo do esperado do nosso time.

Ao fim da partida, comemoração dos dois lados. O Vasco sai satisfeito com a vitória, e o Sousa feliz da vida por ter a oportunidade de jogar no maior e melhor estádio particular do Rio de Janeiro.

Meu palpite pro jogo de volta? Uma mais que natural e justa goleada.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O um a zero de cada dia nos deu hoje...


...os mesmos 3 pontos de uma goleada, além de nos garantir como o único clube no campeonato com 100% de aproveitamento.

Da os mesmos 3 ponto,s mas não deu o mesmo prazer de outras rodadas , que por ora é secundário, o que importa é o time seguir vencendo e ganhando confiança para as finais da Guanabara, que a bem da verdade, é quando começa de fato o Campeonato Carioca.

Quem olhar para o placar de Domingo vai achar que jogamos bem melhor do que hoje.

Na verdade, jogamos rigorosamente a mesma coisa, só que, dessa vez, nosso artilheiro Dodô não estava em seu melhor dia. Ainda assim, teve personalidade para bater o pênalti que garantiu a vitória, minutos depois de ter desperdiçado uma cobrança.

O placar magro não representa dificuldade, até porque um time horrível como o do Resende não tem condição de impor dificuldade alguma ao Vasco. O máximo que eles podem tentar é se fechar e torcer para a bola não entrar.

Com um a menos, foi exatamente o que fizeram.

O Vasco jogava errado, insistia pelo meio, e o Resende, que já era ajudado pelas dimensões do Gramado, teve sua tarefa facilitada.

Fizemos o jogo ser menos fácil do que poderia e, fora a cacetada que Fernando Prass viu explodir em sua trave, não passamos nem perto de sofrer gol.

Não há muito o que destacar de atuações individuais, até porque nenhuma sobressaiu-se perante as demais.

Dodô que poderia ter caprichado um pouco mais, mas não vou ser eu que vou ensinar o padre a rezar missa.

Perder gol faz parte, e, pra nossa sorte, sabemos que a maioria das vezes que Dodô tem as chances, elas terminam com uma bola na rede, um goleiro desvalido no chão, e uma imensa torcida bem feliz.

Não vejo a hora do futebol começar de verdade!

O Vasco vai chegar pra vencer!