terça-feira, 30 de março de 2010

Quem quiser pague pra ver



Duvido que o mais otimista dos Vascaínos esperava uma vitória tão emblemática sobre os nossos fregueses “coloridinhos”.

Tudo bem que o resultado é enganoso em certa medida. O jogo foi mais equilibrado do que sugere o placar elástico, mas a vitória fez justiça ao time que se portou melhor em campo na maior parte do tempo.

Gaúcho já deixou explícito o seu interesse de ser mais que um interino, e não haveria melhor maneira de iniciar seu trabalho do que com uma vitória segura diante de um adversário qualificado.

Com pouco tempo a frente da equipe, mas exímio conhecedor do clube, o treinador não inventou. Formou um Losango marcador no meio campo, uma zaga segura e mais ágil com a entrada do bom Martinelli ao lado de Titi, e deixou o ataque a cargo do menino de ouro.

Gaúcho também teve sorte, uma sorte um tanto quanto torpe, já que a lesão de Jéferson( Outra Jéfersson!? Se benze meu cumpade!), proporcionou a entrada prematura do melhor jogador de todo elenco.

Não deve ter sido o exemplo de Gaúcho, mas serviria perfeitamente. O treinador fez uma preleção motivacional, explicando aos jogadores a importância da bela camisa do Vasco, propondo aos mesmos que suassem e vibrassem pela história desse clube surpreendente.Era como se tivesse dito: “ Joguem pela camisa como joga o Carlos Alberto e serão reconhecidos pelos torcedores.”

A vitória contundente veio para aplacar os ânimos da torcida, para trazer de volta a confiança dos jogadores, além de mostrar para todo mundo o que há muito já se sabe: O Vasco pode e será mais do que vinha sendo nos últimos jogos.

O triunfo nos catapultou do poço da melancolia e nos pôs novamente no páreo. As vitórias vêm sempre em boa hora, mas essa, mas do que todas, veio no melhor momento.

Às portas das finais, o Vasco renasceu.

Não se fala mais em eliminação prematura na Copa do Brasil, não se fala mais em segunda divisão, não se fala mais em passar mais um ano sem título.

Fica-se a sensação de que se jogarmos com atitude e postura de Vasco, nada é impossível.

Se a equipe tiver a atitude e entrega de seu capitão, seu líder e seu craque, jogar por sua camisa e sua tradição, estaremos firmes e fortes em qualquer batalha não importa o quão árdua ela seja.

A torcida responderá nas arquibancadas toda vez que enxergar nos olhos dos jogadores comprometimento com a Cruz que desfilou altiva pelas ruas nessa segunda-feira.

Nunca duvide do Maior clube do Mundo.

Quem quiser que pague pra ver!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Um rato com uma orelha na Barriga!



"Na mudança de atitude não há mal que não se mude e nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro. Até quando a gente vai ficar levando porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando a gente vai ficar de saco de pancada?”

A primeira mudança já foi feita .

Antes tarde do que nunca.

Embora o imediatismo da torcida clamasse pela saída do Mancini após a perda da Taça Guanabara, um clube que pretende-se sério não pode simplesmente defenestrar todo um planejamento no primeiro revés, mesmo que essa seriedade nos tenha custado o Campeonato Carioca.

Era preciso, e eu entendia isso à época, dar tempo ao tempo, para aí sim tomar uma atitude caso as coisas não melhorassem. Elas, além de não melhorarem, pioraram drásticamente de uma forma inimaginável.

Dado os sucessivos vexames do Vasco, a permanência de Mancini ficou mesmo inviável.

A culpa não é toda do técnico, evidente que não, até porque não é ele que entra em campo para jogar.

Mas é ele que tem a missão de organizar minimamente a equipe e Mancini não conseguiu fazer isso. Não conseguiu, sequer, definir 11 titulares ou uma formação de jogo. Um sujeito que não acredita no próprio trabalho jamais terá sucesso em sua carreira, independente da área de atuação. Se o próprio não acredita em seu trabalho, como esperar que os jogadores comprem a idéia?

Se o Carioca é um grande laboratório, o Vasco de Mancini virou um rato com uma orelha na barriga.

Não haveria outra forma de proceder, era mudar ou mudar.

Apenas trocar o técnico é a solução para o Vasco?

Está claro para todo mundo que não.

Por mais que eu acredite, acredito mesmo-não duvide, que o elenco do Vasco é qualificado, detectamos claramente sérias carências. Boa parte de nossas apostas não deram certo. Muito jogador em que depositávamos confiança, até com razão, ainda não adaptaram-se a pressão de jogar em um clube do nosso porte.

Percebendo isso, veicularam na imprensa que o Vasco buscará reforços para o campeonato Brasileiro. Contratações pontuais que venham suprir as faltas do elenco.

Aí vai minha dica Caetano: Um zagueiro respeitável;Um atacante de lados do campo;um meia armador; Um lateral direito; e que todos cheguem para ser titulares inquestionáveis.

Acredito que com essas 4 contratações, teremos, em tese, um time capaz até de brigar na parte de cima da tabela.

No que tange à objetividade da coisa, essas contratações, aliadas à um técnico seguro do próprio trabalho; estaremos bem encaminhados no meu modo de ver para ao menos jogarmos com dignidade a série A.

O time atual pode não ser grandes coisas, mas é superior ao que os resultados pífios recentes nos levam a crer.

Nosso problema é também imaterial.

O Lédio disse que estamos sem identidade, mas o problema é mais grave.

Estamos sem alma.

Destítuidos do nosso espírito, não somos nada.

Essa é a grande mudança que temos de fazer se quisermos almejar coisas boas nessa temporada e nas próximas: ATITUDE E POSTURA DE VASCO!

Não me refiro ao time somente, mas também a torcida.

Talvez esteja sendo ingênuo por acreditar que todos querem o bem do Vasco, mas de uma coisa eu tenho certeza, essas picuinhas entre oposição e situação só contribuem para o nosso declínio.

Será que é tão difícil entender isso? Enquanto a oposição cumprir apenas o papel de corneta e propor como única solução o retorno das antigas lideranças, e a situação colocar a culpa de tudo nas costas do inominável, a coisa não vai pra frente, pior, só tende a recuar. Chega a dar nojo ver o regozijo de alguns Vascaínos com os nossos insucessos em nome de suas teses. Chega a irritar a passividade dos nossos atuais comandantes.

Precisamos de unidade, fora e dentro de campo.

Caso isso não aconteça, não conseguiremos evoluir nunca.

Precisamos remar todos no mesmo sentido sem fraquejar e salvar o nosso amor mais antigo de um pesadelo que causará sofrimento aos bons e maus corações.

A parte que me cabe eu faço.

Vou aos jogos, compro produtos oficiais, pago em dia minhas mensalidades de sócio e escrevo meus textos acreditando que dias melhores virão se reavermos o quanto antes o espírito, a forma e a maneira de ser Vasco.

quinta-feira, 25 de março de 2010

"Numa relax, Numa tranquila, numa Boa"


Aposto que se tivesse escolha, a bola recusaria-se a entrar em campo nas partidas do Vasco.

Azar o dela.

Se ela não tem escolha, ainda bem que eu tenho.

Não assistirei às partidas do Vasco enquanto isso representar o desperdício de 90 minutos da minha vida.

Vou ficar, como diria o Saudoso Tim, “ Numa relax, numa tranqüila, numa boa.”

Esse Campeonato Carioca já ficou pra trás.

Conseguimos a proeza de perder duas vezes para times minúsculos do Rio de Janeiro.

Conseguimos ficar de fora da fase final da Taça Rio, merecidamente.

Perder para o último colocado do portentoso Campeonato Carioca é tão vexatório, que eu precisaria inventar uma palavra para definir.

Hoje foi a gota d’água!

É mais que vergonha, é mais que vexame, é mais que patético, é VERXATÉTICO!

Não há quem agüente atuações tão abaixo da crítica.

Não há quem tenha sangue de barata para aturar jogadores com sangue de barata.

Ao menos a derrota trás consigo um alento: Mancini não permanecerá no cargo.

Ainda dá tempo de corrigir nossos rumos e seguir vivos na Copa do Brasil.

Amanhã vestirei minha melhor cara de pau, minha camisa Vascaína e irei para a faculdade.

Provavelmente estarei mentindo quanto a não assistir mais jogos do Vasco nesse campeonato.

Por mais arrependido que eu fique depois.

Coitada mesmo da bola, que não terá escapatória.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O Curioso Caso de Celso Roth (2)


Wagner Mancini ganhou sobrevida no cargo de treinador do Vasco.

No entanto, sua queda é tida como questão de tempo.

Pouco tempo.

Caso a equipe não tenha uma atuação quarta feira capaz de arrancar efusivos aplausos da torcida, sua cabeça estará a prêmio.

Não tenho dúvidas e cravo convicto: Celso Roth será o novo técnico do Vasco.

Só de ouvir esse nome, estômagos vascaínos reviram-se dentro dos buchos.

A simples especulação de seu nome causa repulsa em muitos torcedores, não só Vascaínos.

Há que ser mais justo com o bom treinador gaúcho.

Os números o colocam, indubitavelmente, como um dos melhores técnicos do futebol brasileiro nesses últimos anos.

Em 2008, comandou o Grêmio no campeonato Brasileiro e lutou pelo título com reais possibilidades até a última rodada. Em 2009, um feito ainda mais surpreendente. Deu a chance do fraco time do Galo sonhar inclusive com o título da competição.

Celso Roth é um caso deveras curioso.

Embora polido e correto, jamais conseguiu a simpatia dos torcedores e da imprensa.
Adquiriu recentemente a alcunha de “Cavalo Paraguaio”. Também pudera, esperar que suas equipes mantenham o bom nível de atuação durante todo o campeonato, é pedir demais. O técnico pode ser bom, mas precisa-se de elenco para chegar até o fim.

Celso Roth é do tipo que tira leite de pedras. Tem em mãos elencos invariavelmente fracos e mesmo assim consegue obter seus resultados à salários muito inferiores que seus coleguinhas de profissão mais renomados, tal como o Luxemburgo, que há anos não justifica seus vencimentos nababescos.

Seu trabalho a frente do Vasco em 2007 começou muito bem. O Vasco brigou diretamente pela ponta do campeonato no primeiro turno, vencer o Vasco em São Januário era tarefa Hercúlea, goleadas no caldeirão foram corriqueiras. No segundo, a queda de produção foi inevitável. Não tinha o Vasco, à época, um elenco capaz de segurar a bronca até o fim.

Nosso elenco de hoje é médio, em minha visão, superior ao de 2007. Precisamos de alguém que tire o algo mais desses jogadores. Mancini mostrou-se incapaz e acredito que hoje, com um Celso Roth mais maduro e mais rodado, poderemos almejar boas coisas.

Só nos resta saber se Mancini cai Quarta-Feira ou Domingo.

Celso Roth já procura um apartamento no Rio.

domingo, 21 de março de 2010

youtube.com


Vou poupar você do meu blá bla blá.

Você quer ver alguma coisa de bom do nosso Vascão?

Quer??????????????

Olha aí a dica: www.youtube.com

Digita lá :Edmundo, Mercosul, Libertadores 98, Juninho......Digita que eu garanto.

O presente é só decepção.

Não adianta!

Eu escrevo

tu escreves

ele escreve

nós escrevemos

vós escreveis

eles escrevem...

mas futebol que é bom? Futebol que é bom?

FUTEBOL QUE É BOM?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

Isso não é Vasco!!! Perder pro Olaria é sacanagem!

terça-feira, 16 de março de 2010

Uma mentira contada mil vezes continua sendo uma MENTIRA!


“Uma mentira contada mil vezes acaba se tornando verdade.”

O problema é quando essa mentira é contada por jornalistas, o papel desses é justamente trazer luz aos debates e não juntarem-se as vozes caluniadoras da maioria burra.

Uma mentira contada mil vezes, pra mim, continua sendo uma ... MENTIRA.

No entanto, não é de se admirar que boa parte da Mídia aja tão somente como reprodutora de mentiras, especialmente quando essas são ditas no intuito de enaltecer o fétido Urubu.

Assisto todas as segundas feiras o programa linha de passe, e confesso que o faço, na imensa maioria das vezes, apenas para me irritar com as duas Múmias, Márcio Guedes e Fernando Calazans.

O primeiro é um mal amado, esta sempre de mau humor. Parece que a "dona encrenca" anda dormindo toda noite de calça jeans. O segundo já deveria, há muito tempo, ter aposentado-se. Não consegue concatenar seus comentários em uma seqüência minimamente lógica, isso quando não vai na aba dos demais. É evidente para nós e para todo mundo que esse cidadão é um estorvo no programa.

Pois bem. A múmia número um, Márcio Guedes, chamou no programa dessa segunda feira o Vasco de “vice eterno” do Flamengo. Embora os últimos confrontos fundamentem de maneira torpe essa colocação infeliz, para quem viveu 60 e todos anos, é no mínimo incoerência e falta de ética soltar uma bobagem dessas, ainda mais por se tratar de uma mentira deslavada.

A segunda Múmia, que tenho certeza que odeia futebol, tem olhos e letras apenas para o Flamengo. Suas colunas em O Globo são verdadeira Odes ao time da Gávea. Dedica, dia sim e dia também, 95% do seu espaço à tecer comentários sobre seu time do coração, demonstrando completa falta de profissionalismo. Hoje ele teve a audácia de dizer que o Flamengo foi superior táticamente e técnicamente ao Vasco no clássico, embora entenda pouquíssimo sobre futebol.

Qualquer um que tenha um tico e um teco percebeu que a derrota do Vasco foi absolutamente circunstancial, quase que uma fatalidade, e não conjuntural, ou seja, não traduziu a realidade do futebol apresentado pelas duas equipes como o “Professor” Calazans fez parecer. Deve ser porque o tico dele é burro, quer dizer, rubro, e o teco, negro.

Falaram os dois Cadáveres da imprensa esportiva, que a derrota de Domingo instaurou de vez a crise no Vasco. Mal sabem eles que essa derrota enganosa, não surtiu o efeito pretendido por eles. Tentarão a todo custo plantarem a discórdia entre nós, mas pelo que percebo, os Vascaínos saíram dessa batalha mais esperançosos e confiantes em dias melhores.

Lamentável que jornalistas, pretensamente sérios, deixem seus comentários serem interferidos por paixões pessoais.

Bancada de televisão não é arquibancada, muito embora se pareça com uma muitas vezes

segunda-feira, 15 de março de 2010

"A tristeza tem sempre uma esperança"




Entre ser realista ou ser Vascaíno, fico sempre com a segunda opção.

Por isso mesmo assisti ao jogo do Vasco plenamente confiante no triunfo.

Os que previam uma catástrofe e que superestimavam a capacidade do adversário como se flamenguistas fossem, viram um Vasco valente, brioso e determinado a conseguir a vitória.

Fomos melhores durante os 90 minutos, mas não podemos dizer que perdemos injustamente.

Tudo bem que o pênalti marcado a favor do rival foi algo que suplanta, e muito, os níveis aceitáveis do ridículo, mas uma equipe que perde duas penalidades numa mesma partida, não pode mesmo pretender sorte melhor.

A tristeza se dá mais pelo fato da nossa superioridade, inconteste, não ter se transformado em uma justa vitória, do que pela derrota em si.

Mas, já diria o saudoso poeta Vinícius de Moraes: “A tristeza tem sempre uma esperança”

Ao contrário do que poderíamos supor, a derrota no Clássico dos Milhões não foi a derrocada de Mancini, tampouco a derrocada do Vasco.

Por mais paradoxal que possa parecer, saímos fortalecidos desse jogo.

Desde a vitória avassaladora contra o Botafogo, não víamos o Vasco ser nem sombra do que foi hoje, e pelo menos a mim, pareceu impossível não ficar um pouco mais confiante de que as coisas podem melhorar pro nosso lado.

A nova tática utilizada pelo treinador mostrou-se acertada. Fomos firmes defensivamente, tivemos volume ofensivo, tivemos jogadas de lado de campo, e dominamos um adversário em tese superior. Sinal de que nem tudo está tão errado assim.

Rafael Carioca demorou, mas pareceu estar disposto a dizer a que veio. Paulinho, senão esteve no mesmo nível de seu companheiro, superou todas as minhas expectativas. A zaga se portou bem e o “Império do Amor” não foi nada além de um apelidinho ridículo.

O garoto Coutinho mostrou que tem “aquilo roxo” e não se escondeu da responsabilidade de ser o craque do time. E olha que quem o marcou, ou pelo menos tentou, foi Willians, longe de ser um marcador qualquer.

A decepção foi Dodô, novamente. Dessa vez ele até participou do jogo. O lance dos dois pênaltis foram originados em jogadas suas, mas é inadmissível que se bata um pênalti com tamanha empáfia e displicência. Banco pra ele já!

Jéferson finalmente renasceu e, no pouco tempo que atuou, mostrou que poderá ser muito útil ao elenco, talvez até beliscando uma vaga entre os titulares. Só nos resta saber por quanto tempo ele conseguirá ficar longe das lesões que tanto o afligem.

Em suma:

Se o badalado “bonde da Chatuba” é tido como favorito para vencer o Carioca, será mesmo um devaneio crer que podemos chegar lá também?

Mantendo o empenho e atitude que tivemos hoje, o que é tido por alguns como “impossível”, vira só uma questão de opinião.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vem que tem Manchester!



“O Vasco vai a campo nesse domingo enfrentar o Manchester United. A equipe Carioca não vive bom momento. O técnico Vagner Mancini está na corda bamba e uma derrota pode selar seu destino à frente do clube. Já os ingleses, avançaram a próxima fase da liga dos Campeões no meio de semana e vêm cheios de moral, embalados pela grande fase de Wayne Rooney. Qualquer resultado que não seja uma humilhante vitória dos comandados de Sir Alex Fergusson, será uma absoluta surpresa.”

O delírio não é meu!

O delírio é de boa parte dos torcedores Cruzmaltinos, pelo menos é o que eles se dizem ser.

Não enfrentaremos os nossos fregueses Britânicos no Domingo.

Jogaremos apenas contra o Flamengo, olha que beleza!

Causa-me profunda revolta e repugnância ver os Vascaínos entregando os pontos antes mesmo da batalha começar. Entregar-se , por mais que seja difícil a situação, e não há dúvida que a nossa situação é muito difícil, vai completamente contra ao que representa ser Vascaíno.

Vai completamente contra ao que representa o Club de Regatas Vasco da Gama. Não foi com essa atitude que chegamos até onde chegamos.

Se a equipe deles é melhor, mais arrumada, mais poderosa, e os fatos concorrem todos para uma vitória rubro-negra, só posso parafrasear o Gênio Nélson Rodrigues:

“Se os fatos estão contra nós, azar dos fatos.”

Podemos até perder, pode até ser um baile do nosso rival pra cima de nós, mas verás que um filho teu não foge a luta!

Superar-se não é novidade nenhuma para o MAIOR CLUBE DO MUNDO!

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Função primordial.



Campeonatos estaduais são como notas de Cruzeiro, valeram alguma coisa no passado e hoje já não valem mais nada, quer dizer... daqui a pouco eu chego lá.

Já foi tempo que vencer o Carioca ou o Paulista estabelecia de fato um parâmetro para a temporada, aliás, durante muitos anos os estaduais eram os campeonatos mais importantes da temporada.

Tanto é que o Expresso da vitória foi convidado a disputar a primeira Libertadores da história, em 48, por ter vencido de forma invicta o Campeonato Carioca de 47, aliás, nenhuma novidade para uma equipe que venceu a maioria das competições que disputou dessa forma.

Embora adore ganhar meu tempo relembrando os tempos do verdadeiro “amor à camisa” e do nosso incomparável Escrete campeão Sul-Americano, paremos por aqui e voltemos à realidade crua da contemporaneidade.

Os estaduais agonizam e sobrevivem das rivalidades domésticas, dos clássicos decisivos.

Verdade que não se trata de uma regra para todos os estados e times. Para a maioria deles, o estadual não só é a competição mais importante, bem como a única. Por causas de interesses políticos e coisas que a nossa vã filosofia até sabe- mas não conta pra ninguém Rede Globo-, os campeonatos estão inchados e desinteressantes.

Responda-me: Existe campeonato mais sem sal que o Paulista?

Esses primeiros parágrafos podem até sugerir que eu não ficarei feliz com a Conquista das notas de mil Cruzeiros, muito pelo contrário. Para quem não ganha nada relevante há 10 anos, não estamos na condição de rejeitar irrelevância nenhuma.

Admite-se 3 novas serventias para os estaduais atualmente.

Passamos a fase de classificação do primeiro turno na primeira, a ilusão. Mesmo que não tenhamos jogado bem todas as partidas, fizemos alguns bons jogos, que deram prazer de assistir, e fizemos outros, ainda que sem brilho, que não davam tanto sono e irritação.

Com a derrota na final, entramos na segunda utilidade do Estadual. Os erros vieram todos à tona, e percebemos que esse time ainda tem muitos problemas, o elenco tem sérias carências e precisamos de imediatos ajustes.

Ajustes que, talvez, não estejam dentro das competências do nosso atual treinador.

Eis que chega-se, então, à utilidade principal dos Estaduais: Derrubar treinadores.

Times grandes não tem tempo a perder. Por mais que de cabeça fria saibamos que os trabalhos à Longo prazo sejam fatores preponderantes para a montagem de um grupo vencedor, quer-se sempre o resultado imediato, e não existe torcida mais angustiada e imediatista nesse país que a nossa. Mostra serviço ou vai para a Rua! É assim que a banda sempre tocou no país do futebol

Não sabemos ao certo se isso é bom ou ruim, mas assim que funciona.

A declaração do Rodrigo Caetano, de que a diretoria esta satisfeita com o trabalho de Mancini, teve uma repercussão negativa em grande parte da torcida. Se por um lado o aproveitamento material- pontos na tabela- seja, de fato, bastante satisfatório,por outro, o aproveitamento futebolístico do Vasco esta bem aquém do que entendemos ser digno para representar nossa gloriosa cruz e nossa apaixonada e apaixonante torcida.

Treinadores de clubes gigantescos não sobrevivem apenas com respaldo da diretoria.

Precisa-se de uma verdadeira simbiose entre diretoria, equipe e torcida. Sem o apoio de um desses três pilares, a casa cai. Pra qualquer um, independente do nome ou do currículo que o sujeito tenha embaixo do braço.

O Mancini, então, que fez apenas trabalhos razoáveis na carreira, não tem esse currículo todo para sobreviver à frente de nossa equipe, se o futebol do Vasco não começar, imediatamente, a melhorar de forma acentuada.

Por mais que o Caetano tenha dado essas declarações em apoio ao técnico, algo perfeitamente justificável, dado que jogaremos um clássico no Domingo, todos sabem que de confortável não tem nada a situação do Mancini.

Ele sabe, o Caetano sabe,e a torcida sabe mais do que ninguém.

Um resultado negativo Domingo, tomara que não aconteça, e uma queda de técnico, não seria de causar admiração em ninguém.

Confirmando-se a terrível suposição, o Campeonato Carioca terá cumprido sua função primordial, e mais uma cabeça estará rolando na ciranda dos técnicos.

E quem assumirá o timão da Caravela?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Glória ou Cadafalso



O Clássico dos Milhões nunca será um jogo como outro qualquer.

Merecerá atenção especial mesmo que travado em uma insossa quarta rodada de uma insolvente Taça Rio.

Não se trata de um jogo de importância material somente; Trata-se de um verdadeiro embate de gigantes. Duas forças Antagônicas que se confrontam e produzem energia para mexer com mais de 50 milhões de corações espalhados por todo o mundo.

Vence-se o Clássico pela honra ,não pelos pontos.

As equipes chegam ao duelo em momentos distintos.

O Flamengo trabalha até que com certa tranqüilidade. Gerenciar crises a todos os momentos não é novidade para administração do clube mais conturbado do país. Não creio que os problemas de Adriano afetem psicologicamente os Rubro-Negros, até porque esses problemas sempre existiram e isso sempre esteve bem às claras. Problemas teremos nós, se o problemático jogar.

Já o nosso amado Vasco vem descendo bêbado a ladeira.

O Vasco não oscila mais: joga um jogo mal, e o outro também.

A situação de Wagner Mancini não é nada confortável. Seu trabalho anda sendo muito contestado pelos Vascaínos, e certamente ficará insustentável sua situação no cargo de treinador da equipe em caso de um fracasso.

Como bons Vascaínos que somos, torceremos para que Mancini se mantenha firme e forte como o Capitão da Nau Cruzmaltina, e que o Vasco suplante o óbvio favoritismo adversário com uma bela vitória.

O resultado do Clássico pode alterar todo o curso de uma temporada.

Nada melhor que superar um grande desafio para retomarmos a confiança, os rumos e as esperanças.

É Glória ou Cadafalso.

Mancini que se cuide...