quinta-feira, 29 de abril de 2010

CAMPANHA: Comprem mil litros de sangue para esses moribundos!


Não tenho mais tesão de escrever sobre o Vasco.

Não tenho mais saco para ficar sofrendo.

Tomara que os companheiros de site encontrem as palavras de alento que sumiram do meu dicionário.

É mais fácil ganhar na Mega-Sena do que esperar que o Vasco vença os Baianos por 3 a 0 em São Januário.

Ainda mais se continuarmos de PALHAÇADA na defesa e jogando essa" bolinhazinhazinhazinha"..e quantas "zinhas" a mais voce quiser adicionar, coberto de razão.

Por ora abandono a caravela.

Covardia? Entenda como quiser.

Decidi escolher pelo meu bem estar. Vou ver se consigo parar de me estressar com esse lance de futebol.

Continuarei Vascaíno, continuarei torcendo...de longe.

Contudo, pagarei minhas PORRAS de mensalidade de sócio.

Tomara que usem esse dinheiro pra comprarem jogadores para o Elenco ou mil Litros de SANGUE para injetarem nesses jogadores moribundos que aí estão.

Desculpe-me se não fiz análise de nada, se não mandei nosso técnico pra casa do Chapéu, se não praguejei esses pernas de pau.

Eu nunca analisei nada! Gosto de escrever meus textos e usar meia dúzia de palavras bonitas e empoladas.

O time não anda merecendo belas palavras e a única empolada que posso usar traduz minha vontade: "Defenestrar" essa cambada de desalmados que vestem a camisa mais linda do futebol MUNDIAL!

Sempre fiz questão de frisar que não sou um colunista, apenas um torcedor dessa imensa nação de 15 milhões de seguidores da Cruz.

Um torcedor que, como todos os demais, não tem mais saco de ver o Vasco não ser Vasco

É cedo ou tarde pra temer pelo pior?

Saudações Vascaínas, tristes e desesperançosas .

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Seria cômico se não fosse trágico



Se a vitória, às duras penas, não foi digna e nem de longe o presente que merecia a torcida e o Estádio de São Januário no dia de seu aniversário de 83 anos, ao menos, o gramado sacro da colina não foi palco de mais uma eliminação vexatória diante do Inexistente Futebol Clube.

O espetáculo oscilou entre o cômico e o trágico.

Sim, porque só rindo para não chorar com esse futebolzinho ridículo que nosso amado Vasco vem desempenhando.

O Vasco controlava, mas não criava; dominava, mas não penetrava; jogava, mas dava a nítida impressão de estar ali apenas esperando pelo apito final.

Ou “fode ou sai de cima”, com o perdão da expressão.

De que adianta ficar com a bola e não saber o que fazer com ela? Pelo menos não corre-se o risco de levar gols. Disso não podemos reclamar. Fernando Prass foi mero espectador durante a primeira etapa.

Primeira etapa na qual o Vasco saiu com a vitória de 1 a 0, gol de Élton.
O segundo tempo ia pelo mesmo caminho.

Nosso time jogando de “saco cheio”, doido para que a partida terminasse.

O Inexistente FC, por sua vez, esbarrava em suas flagrantes limitações e pouco usufruía da marcação desinteressada que imprimia o Vasco.

Em se tratando de Vasco, Copa do Brasil e São Januário, é de se esperar uma pitada de drama.

Os paranaenses empataram, pressionaram, buscaram o gol da virada.

A tensão perdurou até o momento em que Carlos Alberto recebeu livre dentro da área, deixou o zagueiro no chão e bateu na saída do goleiro, dando números finais ao jogo e selando a classificação Vascaína.

A torcida imensa, longe de estar feliz, pôde cantar aliviada.

Mais uma vez fomos sofríveis em campo, mais uma vez colhemos um resultado minguado, como, aliás, é de se esperar.

O Vasco, como vem sendo escalado por Gaúcho, é um Vasco que se propõe exatamente a fazer isso, vencer aos trancos e barrancos.

Jogar com 3 volantes, por melhores que sejam, limita gravemente a capacidade de criação da equipe. Some-se a isso a quantidade industrial de passes que o Menino Coutinho erra por jogo, ficamos reféns de lampejos de Carlos Alberto e dos gols do sempre oportunista artilheiro Élton.

Será pedir muito um pouco mais de interesse por parte dos jogadores?

Será que os lampejos do capitão e os gols de Élton serão capazes de fazer do Vasco um time campeão?

Não, não serão!

Quando que esse time vai decidir jogar bola?

Porque,sim, ele pode não ser uma maravilha, mas pode jogar bem mais do que isso.

Quer dizer..penso eu né.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Campo de pelada, pelada!



Não dizem que o Paraná é uma espécie de “Europa Brasileira”?

Certamente nessa alusão, absolutamente tosca, não entram na pauta o gramado do Durival de Brito, absolutamente tosco.

Nosso time, que já não é grandes coisas, que já não tem aquele toque de bola envolvente e que não concatena jogadas lá tão elaboradas em gramados com “padrão de qualidade São Januário”, obviamente teria um desempenho insatisfatório num “campinhozeco” de pelada.

A vitória do Vasco para cima de um Corinthians qualquer, que não seja o Paulista, será sempre obrigação.

Se por baixo não havia jogo, existiam duas formas de superar as adversidades: Chutes de Fora da área e bolas levantadas.

Utilizando-se desse expediente, o Vasco levou perigo ao gol adversário na primeira etapa.

Uma cabeçada de Carlos Alberto fulminou o travessão dos paranaenses.

Uma cobrança venenosa de falta pelo Canhão de Léo Gago obrigou excelente intervenção do goleiro.

Houve também um gol mal anulado de Élton, num daqueles impedimentos onde o bandeira humanamente tem direito de errar.

Voltamos para o segundo tempo e a pelada, única coisa que o Gramado(?) permitia, continuou.

Carlos Alberto, novamente de cabeça, teve chances de inaugurar o placar, mas desperdiçou a oportunidade.

Só que, na hora que o capitão sofreu sua milésima falta, Léo gago ajeitou com carinho, na posição em que mais tem eficácia.

O Canhão disparou um chute de rara felicidade e conhecida potência, acordando a coruja do ângulo direito do goleiro.

Foi o gol da classificação.

O Vasco espera o resultado do embate entre Vitória e Goiás,no qual, desde já, entramos como favoritos.

Seguimos firmes no nosso objetivo principal da temporada.

Vamos ver se as forças Ocultas( nem tão ocultas assim, vamos combinar) não nos ceifarão as possibilidades REAIS de conquista da copinha.

Será que é esperar demais?

domingo, 11 de abril de 2010

Chora freguês!



Vasco e Flamengo fizeram um bom jogo, bastante disputado, onde a vitória, para o lado que fosse, faria justiça ao que se viu no escorregadio campo do Maracanã.

Não foi lá um jogo de tantas oportunidades de gol, mas agradável de ser ver no ponto de vista da entrega e dedicação de ambas as equipes.

E é por isso mesmo que digo que o Vasco sai derrotado, de cabeça em pé e de forma justa.

Não concorda?

Esperar isenção da pífia arbitragem Carioca( Brasileira?), quando em campo está o time da televisão, é pedir pra fazer papel de palhaço.

Sabedor dessa condição, o Vasco não foi competente para criar lances de perigo e vencer seus rivais. Não vencemos os Rubro-Negros, tampouco o homem de amarelo.

Aliás, nossa freguesia para os homens de amarelo é de longa data, desde quando os mesmos vestiam preto, e só aumenta com o passar dos anos. Sempre perdemos de goleada.

Na televisão, enquanto isso, José Roberto Wright, no mínimo, mas no mínimo um ex-árbitro polêmico e tendencioso, legitimava todas as atitudes do apitador enquanto essas favoreciam o time do patrão.

Duas pessoas viram pênalti de Márcio Careca em Léo Moura, O Wright e o senhor João Roberto Arruda. O segundo tem de ser abonado em suas faltas, pois tem somente a fração de segundo pra decidir o que houve e o que não houve. Decisão nem sempre justa e na maioria das vezes tomada no calor do momento ou regida pelas preferências da idônea federação carioca e do sistema Globo de Comunicação, ou, até mesmo, do próprio coração do árbitro, ou algo que o valha.

Para João Batista Arruda, trata-se apenas de um movimento involuntário erguer a mão para cortar o cruzamento, tão involuntário quanto prejudicar o time da Cruz de Malta. Não podemos negar que existe coerência no pensamento.

As redações dos jornais estão em polvorosa! A capa de O Globo deve estar preparadinha já: “Vagner Love faz dois e Mengão está na final.”

Felicidade geral da nação, jornais vendidos, satisfação para todos os gostos e bolsos, menos pra nós.

Mas quem somos nós? Vascaínos Chorões, que não sabem perder e sempre procuram desculpas esfarrapadas para justificar os fracassos.

A história é contada pelos vencedores, nós, derrotados, estamos aqui apenas para servir de chacota.

Amanhã ninguém lembra de nada, plantarão a crise, dirão que os adversários são imensamente superiores embora não tenham demonstrado isso em nenhuma das duas partidas que fizeram diante de nós e a vida segue seu curso normal.

Estranho seria se não fosse assim.

Mais uma derrota pro homem de amarelo. A Freguesia não para!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um sonho do qual não quero acordar.




Levantemos as mãos em direção aos Céus e agradeçamos por esse presente divino chamado Lionel Messi.

Sintamo-nos felizes, como amantes do futebol que somos, por testemunhar a história materializando-se diante de nossos incrédulos olhares.

Nós, mais novos, que não pudemos ver Pelé, que pouco vimos de Maradona e nem cogitamos a possibilidade de ver Garrincha, pudemos, ao menos, dizer que vimos esse Argentino possuído pelo Futebol- Arte.

Argentino? Muito pouco.

Messi é do mundo.

Provavelmente não do nosso.

Somos reles mortais repletos de Carnes, ossos e defeitos.

Messi é de carne, osso e poesia.

Versos perfeitos, decassílabos, sonetos e todas as modalidades de poema que seus pés são capazes de realizar.

Por mais que o futebol seja um jogo coletivo e, em regra, seja jogado por 22 marmanjos, os olhos da humanidade apenas têm olhos pro cabeludo da camisa 10 azul-grená, quando em campo está o time fantasia da Catalunha.

Messi seria o novo Maradona? Maradona seria o velho Messi?

Pouco importam as comparações. Que não comparem Lionel a ninguém.

Que se comparem os outros à ele.

Messi de hoje em diante é Parâmetro!

Será que eu vi um jogo?

Será que vi um filme?

Será que vi um show?

Não, acho mesmo que tive um sonho.

Um sonho fantástico do qual não quero acordar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Não dizem que atacantes vivem de gol?



Quando o Vasco fez 3 a 1 sobre o Duque de Caxias, tudo parecia decidido em favor dos Cruzmaltinos.

A equipe relaxou e o incogitável empate aconteceu, transformando um jogo aparentemente fácil, em um verdadeiro jogo de nervos.

O gol de Dodô, seu segundo na partida, na segunda assistência de Élton, nos deu a classificação, que em dado momento do campeonato pareceu distante.

Isso todos vocês sabem, até porque, bons vascaínos que são, assistiram o importante cotejo do Maior Clube do Mundo.

Gostaria de abordar nesse texto a importância de um jogador muitas vezes achincalhado e desmerecido pela maioria de nós, inclusive por mim.

Sim, falo do Élton.

Ontem o camisa 9 foi, sem sombra de duvidas, o melhor jogador em campo de nossa equipe.

Teve participação decisiva em 3 dos nossos gols.

A virada saiu de seus pés, um belo gol por sinal, pegando de primeira o passe magistral de Léo Gago.

No terceiro, com um tapa de primeira, deixou Dodô cara a cara com goleiro para o artilheiro marcar com sua habitual categoria.

E no quarto, com um sensacional toque de calcanhar, deixou novamente Dodô apenas com o trabalho de deslocar o goleiro.

Élton nunca encheu meus olhos, nunca fui um fã de seu futebol pouco requintado, jamais encontrou em mim um defensor de sua técnica discutível.

Mas o meu respeito ele vem conseguindo.

Embora os erros de passe, os domínios bizarros e as perdas de bolas bobas que lhe são bastante peculiares me incomodem profundamente, como reclamar de um atacante que faz gol quase todo jogo? É o cúmulo da implicância!

Sejamos mais justos com o artilheiro da Série B, que nos ajudou bastante ano passado e vêm nos ajudando muito nesse começo de ano.

Não dizem por aí que atacantes vivem de gol?

Vida longa ao artilheiro Élton!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Insuperável Edmundo Alves de Sousa Neto



Na imensa falta do mestre Armando Nogueira, coube a mim fazer uma crônica sobre meu maior ídolo.

Abençoado seja o dia 2 de abril de 1971.

Nascia nesse dia, em Niterói, um gênio genioso do Futebol.

Um presente divino, uma encomenda de Deus para a torcida que traz no peito a Cruz de Cristo, a cruz de Seu Filho. Resolveu ele, do alto de sua sapiência e bondade, nos dar também um filho, que fosse nossa imagem e semelhança.

Que fosse-nos em toda nossa essência.

Alguns lhe reputam falta de cabeça por não ter sido quem poderia ser.

Já eu, acho que ele foi tudo e mais um pouco do que espero de um ídolo, um torcedor que se fez jogador.

Apaixonado, carismático, bestial.

Um anjo torto desses que vive na Sombra, após dizer a Drummond, disse a ele também:

“Vá meu Filho, desce a terra e Sê Vasco! Sê grande!

Ele desceu e cumpriu seu destino da melhor maneira.

Houve desavenças, aliás, que relacionamento duradouro nunca teve as suas?

Duradouro não, Eterno!

Provocam-me até hoje com sua foto balançando as partes em direção a seu povo.

Aposto que o gesto impensado provoca mais dor e arrependimento nele do que em nós.

Ahhh... se não fossem as brigas, o que seria de nós sem o acalanto das reconciliações verdadeiras que só amor eterno pode nos dar?

Vascaíno e Animal por natureza.

Fazia gols por instinto, fazia gol por paixão.

Seu prato preferido? Urubu ao vapor.

O único melhor do mundo, enquanto melhor do mundo, a vestir nossa camisa.

Não preciso nem fechar os olhos e nem buscar na memória para lembrar de sua melhor atuação.

Aqueles 4 a 1 em 97 sobre a gente sem dente, esta latente, parece que foi ontem.
Desde aquele dia, ele conseguiu perante a mim sua absolvição eterna.

Perdesse quantos gols feitos ou quantos penâltis quisesse, seus pecados de ante-mão estariam redimidos para todo o sempre.

Pertencente a linhagem dos grandes Artilheiros Vascaínos.

De Paschoal, passando por Ademir e Váva, Roberto e Romário, estará guardado na memória e coração dos que amam o maior Clube do Mundo.

Parabéns ao insuperável Edmundo Alves de Souza Neto.

Ou pra nós, que tivemos o prazer de sua intimidade, Fique com Deus velho ED!