sábado, 31 de julho de 2010

O Trio pede passagem!



Foram 9 longos anos, mas amanhã a torcida Vascaína terá em campo uma equipe digna de toda confiança e esperança. O time competitivo, qualificado e lutador que exigíamos e merecíamos finalmente fará sua estréia em 2010. E o destino quis que as novas contratações dessem o cartão de visitas logo diante de nossos maiores rivais. Um teste de fogo, que tratará de mostrar logo de cara para alguns o tamanho da responsabilidade que é jogar no Club de Regatas Vasco da Gama. Confesso que estou ansioso para ver logo em campo o trio formado por Felipe, Carlos Alberto e Zé Roberto, que promete infernizar as defesas adversárias nessa temporada, muito embora alguns não levem fé. Eu levo!

Ultimamente venho notado uma insatisfação muito grande da torcida Vascaína em relação ao tratamento que nos dão na imprensa. Tudo bem, isso não é nenhuma novidade, mas de uns tempos para cá parece que nos abandonaram de vez. O respeito em algum lugar do tempo foi perdido e só fazendo nossa parte dentro de campo conseguiremos reavê-lo. Com nosso trio de craques, creio que poderemos em pouco tempo mudar a opinião de muitos “entendidos” e deixar boquiabertos os comentaristas do time sem passaporte.

Sinceramente. Eu olho, analiso, escalo, olho de novo, reflito, penso, analiso mais uma vez, e só consigo enxergar o trio formado por Felipe, Carlos Alberto e Zé Roberto dando certo com a camisa mais bonita do futebol mundial. São 3 jogadores experientes; tarimbados; acostumados a grandes jogos; acostumados a títulos; a responsabilidades; e fundamentalmente, os 3 são bons de bola pra cacete! No entanto, vamos as ressalvas e as suas contra-partidas.

A ressalva quanto ao Felipe é mais que óbvia. Fora o fato de ter ficado 5 anos jogando no campeonato de pelada do Qatar, já é um jogador de uma certa idade. Caso qualquer outro jogador dentro desse perfil fosse contratado pelo Vasco, estaria desconfiado. No entanto, estamos falando do Felipe, e pelo menos, aqui no meu mundo, o Felipe é um jogador mais do que especial. E calma lá! Andam tratando por aí o Felipe como um inválido! O cara tem apenas 32 anos, sim, apenas! Tem muita lenha pra queimar, e duvido que aceitaria o desafio de reconduzir o Vasco para o caminho das conquistas se não tivesse a velha capacidade de incendiar a massa Cruzmaltina. Felipe não é bom jogador, é um craque com tendências geniais! A velha habilidade somada com a experiência tem tudo para nos apresentar um Felipe ainda mais cerebral. Se ele estivesse do outro lado, eu trataria de me preocupar bastante.

Para dialogar com o craque Felipe, teremos o capitão Carlos Alberto, postulante ao cargo de ídolo da massa cruzmaltina, e que se não é seu ídolo, merecerá todo seu respeito por já ter marcado sua história no clube. As razões pela qual o capitão é questionado também são óbvias. Nessa temporada ele passou quase todo tempo na ilha de lost, quer dizer, na famigerada enfermaria cruzmaltina se tratando das inúmeras lesões. Agora ele voltará recuperado, com vontade de ajudar como sempre ajudou.E ajudará, podem ter certeza. A tendência,aliás, é que ele ajude ainda mais tendo ao seu lado grandes jogadores, que falam a mesma língua do seu futebol pra lá de especial e refinado.

Por fim, Zé Roberto. Dos 3 craques cruzmaltinos, o menos cerebral. Nem por isso, menos importante. O novo camisa 10 vascaíno terá totais condições de mostrar seu grande futebol nessa temporada. Ano passado, quando defendia a camisa da ave fétida, demorou um tempo para se encaixar na equipe, pois brigava com a balança. Zé Roberto prescinde da sua melhor condição física para jogar o seu melhor futebol. Esse tempo todo que esteve treinando foi fundamental para que ele readquirisse sua melhor forma. Segundo informações, anda voando nos treinos, em condições ainda melhores do que apresentava-se no final do ano passado, quando foi fundamental na conquista do Pentacampeonato dos miseráveis.

No jogo de amanhã contra os imundos é provável que tenhamos uma prévia do que esses 3jogadores especiais poderão fazer juntos pelo Gigante da Colina. Carlos Alberto deve começar no banco, pois, entendedor do riscado que só ele, Pc Gusmão classificou como temeroso entrar com todos ao mesmo tempo, uma vez que ainda não estão com ritmo de jogo. Ainda em busca do melhor entrosamento e do melhor ritmo, nosso trio não vai querer decepcionar, e cá entre nós, decepcionar não é do feitio de nenhum dos nossos 3 craques.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Não sobrará pena sob pena!



Véspera de clássico, não tarda a aparecer comentários do tipo: “Clássico é clássico, é jogo sem favorito”

Sem dúvida essa é uma das frases mais falaciosas dentre as frases feitas do futebol.

Evidente que Vasco e Flamengo sempre será um jogo importante e diferente, envolto por uma aura toda própria e especial. Mas quando rola a bola, são 11 contra 11 como em qualquer jogo.

E como em qualquer jogo, podemos fazer um apanhado de fatores e mediante a análise dos mesmos chegar a uma conclusão de que esta ou aquela equipe é favorita no confronto, ou até mesmo chegarmos ao veredito de que nenhuma delas é favorita.

Nos 2 confrontos contra o Urubu, apontei o favoritismo para o nosso rival por razões objetivas. Tinham mais time, mais entrosamento, mais experiência, mais jogadores com poder de decisão e um melhor momento no campeonato. Nossos rivais eram os favoritos teóricos para o confronto, mas se não fossem acintosamente beneficiados pela arbitragem, talvez o final da história fosse diferente. Isso só prova de que entre teoria e prática existe um abismo. Ser favorito é fácil, difícil é confirmá-lo quando a bola rola, ainda mais em jogos especiais.

Pois bem, como a bola ainda não rolou, nossa análise restringe-se ao campo teórico.

Pelas mesmas razões que apontava o rival como favorito nos duelos anteriores, hoje aponto o Vasco.

Temos hoje mais time que o rival, mais jogadores decisivos, mais organização, mais confiança, além de atravessarmos um momento superior. Uma vitória sobre os Urubus é só que nos falta para embalar no campeonato.

Não devemos ter medo ou qualquer tipo de receio em ter o favoritismo do nosso lado. Devemos nos orgulhar, isso sim! Somos favoritos porque somos melhores, porque temos melhores jogadores, porque temos mais técnico, porque somos mais organizados, porque somos mais coletivos. Eu quero mais é que eles nos temam mesmo! Quero que eles digam que somos favoritos!

Nossa torcida também vive um momento melhor. Estamos mais confiantes e esperançosos em conseguir algo grande nesse campeonato, pois enquanto nós temos uma série de bons jogadores, como Felipe, Zé Roberto, Éder Luis, para estrear, dá pra fazer um strogonoffe com o cogumelo que nasce do joelho do “grande” nome do ataque do rival.

Esse é o nosso momento. Tudo conspira para que o Vasco vença bem seu maior rival e continue nessa rota ascendente, surpreendendo cada dia mais quem não leva fé que o gigante está acordando.

Tremei Urubú! Não sobrará pena sob pena!

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Um time de sorte"


A cabeçada de Oséias encontrou as mãos providentes de Carlos Germano já nos últimos minutos da decisão do Brasileiro de 97. Foi a defesa que nos garantiu o tricampeonato e abriu os caminhos para uma era de conquistas para o time da colina. Perguntado ao fim do jogo sobre a importância daquela defesa, Germano foi humilde, como sempre foi e é: O Vasco é um time de sorte!

Evidente que não foi apenas a sorte que arquitetou aquele período vitorioso. Um time vencedor prescinde de várias outras coisas. Uma equipe vencedora precisa ter espírito de luta, organização, talento, maturidade, ousadia, mas se for azarada tudo pode ser posto a perder.

Porque futebol não é matemática. Futebol tem montinho artilheiro, futebol tem bate e rebate, tem escorregão, pênalti bobo, erro do juiz, erro do bandeira, erro do atacante, falha do goleiro, bola na trave, ou seja, um somatório de situações imprevisíveis que tornam esse o esporte mais apaixonante do mundo.

Com a chegada de PC Gusmão, vamos aos poucos entrando nos trilhos e sinalizando que no futuro poderemos ser, novamente, a equipe de “Sorte”. Sim, porque a sorte caminha ao lado dos competentes e hoje vemos em campo uma equipe competente, que apresenta os fatores determinantes para ser vencedora

Se ao longo de quase toda temporada nos parecemos com um bando, hoje parecemos um time. Estamos organizados, levamos menos gols, os jogadores sabem o que devem fazer dentro de campo, todo mundo marca, todo mundo se entrega, todo mundo luta pela bola. Todo mundo merece aplausos no fim do jogo. O talento e a ousadia ainda são escassos, e mesmo assim são capazes de transformar uma partida, como fez o garoto Jonathan. Nesse aspecto iremos melhorar bastante com a entrada dos reforços. Mas de que adiantariam os reforços e essa entrega toda se não tivermos também aquela pitadinha de sorte?

E se a bola do Otacílio Neto no jogo contra o Goiás pegasse na trave e entrasse no último minuto do jogo? E se as duas bombas que quase derrubaram o travessão de Fernando Prass no jogo de sábado fossem parar dentro da rede? Pois é, tudo seria posto a perder.

Talvez se isso acontecesse PC Gusmão não seria considerado por nós o excelente técnico que vem se mostrando ser. Talvez os promissores valores da base fossem resumidos a moleques sem cancha e maturidade para vestir a camisa do Vasco. Mas bastou a sorte mexer um pouco seus pauzinhos para o cenário se modificar e as esperanças renovarem-se.

Que o Vasco continue competente e a dona sorte continue satisfeita no aconchego da Colina Sagrada.

@joao_almirante

A Briga que nascemos para brigar!


Há pouco tempo escrevi um artigo para o meu blog intitulado “ Vamos lá”. Começava o texto com a escalação que levaríamos a campo nessas rodadas do pós-copa antes da regularização dos reforços. Sabidamente não era uma escalação que inspirava muita confiança na torcida. A equipe recebeu de mim a alcunha Time/Calamidade, no entanto fiz uma ressalva. Ainda que o time Vascaíno fosse fraco, os adversários que viriam pela frente não eram bichos de 7 cabeças e era possível conseguirmos bons resultados desde que o Vasco se portasse de forma minimamente organizada e brigasse por cada bola e por cada palmo de grama durante as partidas.

Foi isso que fizemos e o resultado está aí. Nossa campanha pós-copa reza a cartilha dos times vencedores: Vencer em casa a qualquer custo e pontuar nos jogos como visitante. Pouco importava nesse período a qualidade ou segurança do futebol jogado. O Vasco precisava pontuar em todas as rodadas e entregar a equipe para os reforços em uma posição mais confortável. Missão dada, missão cumprida. Não fomos um time com criatividade, com futebol vistoso, mas fomos excelentes no quesito competitividade e organização. Isso reforça outra tese defendida por mim e me remete a outro artigo que escrevi e que já foi revisitado em outras oportunidades: O Conceito do “Feio Arrumadinho”.

Em um campeonato tão disputado, nivelado e pobre tecnicamente como o Brasileiro, uma equipe bem organizada taticamente e com espírito de luta pode se criar. Com 3 ou 4 peças de reconhecida qualidade, pode-se até ser campeão desse troço, por que não?
Dos 12 pontos disputados depois da Copa do Mundo, conquistamos 8, fazendo assim a segunda melhor campanha do período. PC Gusmão conseguiu em pouco tempo mudar a cara do Vasco e mexer com o ânimo da torcida. Mesmo que estejamos somente 1 ponto longe da zona de rebaixamento, hoje o Vasco olha para cima na tabela, hoje a torcida olha pra cima na tabela e consegue imaginar o Vasco lá. Apenas seis pontos nos separam do g-4 e acreditar que o Vasco pode sim requerer uma das vagas na parte alta da tabela nunca foi tão palpável quanto é hoje.

No entanto, para essas possibilidades, mais reais do que jamais estiveram aos meus olhos nessa temporada, confirmarem-se, precisamos seguir nessa batida das últimas partidas. Os reforços certamente vão agregar qualidade a equipe, mas é fundamental que o espírito e entrega continuem os mesmos. A molecada deu mostras de que os medalhões precisarão muito mais do que nomes para se firmarem como titulares.

Passaremos agora por uma fase que será decisiva para as ambições Vascaínas no campeonato. Apesar do começo terrível, conseguimos nessas 4 rodadas uma importante recuperação e ela não pode parar por aí. Chegou a hora de nos reposicionarmos de vez na disputa e nada melhor do que vencer o arqui-Rival no próximo domingo para embalar uma seqüência que nos fará galgar importantes posições na tabela. Logo após o clássico, teremos pela frente o Vitória em São Januário, jogo onde apenas os 3 pontos serão satisfatórios, e depois enfrentaremos o Grêmio Itinerante fora de casa. Temos totais condições de somar esses 9 pontos e entrar definitivamente na briga que nascemos para brigar. A briga pelos melhores lugares de todos os campeonatos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O dia em que Garrincha e "João" foram iguais!


Como escrever uma crônica sobre um jogo que não houve? Jogo até houve, mas seguramente não tratava-se de futebol, pois, ao que me consta, é impossível jogar futebol dentro de uma piscina.

Fosse árbitro de futebol, coisa que sabidamente não é, Héber Roberto Lopes teria interrompido a partida e poupado a todos do show de horrores entre Grêmio e Vasco.

O gramado na primeira etapa já se apresentava num estado lastimável, mas, comparado ao que vimos na segunda, era um tapete. Até por isso, houve ali no comecinho até um Futebolzinho mambembe e alguma emoção. O Bravo atacante Nunes fez de cabeça logo no começo, porém, pouco depois, Jonas deixou tudo igual. O Vasco ainda teve boas chances de marcar com Fumagalli e Jonathan, mas não se viu mais gols no primeiro tempo.

E nem se veria no segundo, até porque os jogadores não voltaram ao gramado, voltaram à um pântano. Eles já são sujeitos um pouco sem função, seja porque comentam obviedades, seja porque falam besteiras, mas ontem não havia quê nem pra quê existir comentarista.

Qualquer um com o mínimo de assimilação perceberia que as bolas paradas eram as maiores possibilidades de se fazer um gol e que a tática do bumba-meu-boi era a mais prudente para se chegar ao ataque. Todos igualaram-se na mesma mediocridade. Garrincha e “João” foram iguais por um dia. Para quê meias, laterais, jogadores habilidosos, se o campo apenas contemplava os chutadores de bola pra frente?

No último minuto, os gaúchos estiveram bem perto de virar o marcador, mas Titi fez o corte providencial com a mão. Não a “Mão de Deus”, chega desse troço! Deus já devia estar dormindo no sofá a uma hora dessas, tamanha era a emoção da partida. Foi a mão do Titi mesmo, mão de alguém que sabia que 1 ponto é sempre melhor que ponto nenhum. Mão que, contudo, assim como a de Deus, fez justiça a molecada Vascaína, que deixou a alma dentro de campo mais uma vez para trazer esse importantíssimo resultado. Não lembro-me da última vez que trouxemos pontos do Olímpico.

Agora somamos 10, uma vitória no sábado provavelmente nos tirará da incomoda zona do rebaixamento e, mesmo que não fosse promovida a estréia de nenhum dos reforços, a molecada mereceria uma maior assistência em São Januário. Com a tão esperada estréia do nosso Maestro Felipe e Zé Roberto, a expectativa é de uma bela noite em São Januário , casa cheia, energia positiva, confiança redobrada e mais um passo na arrancada Vascaína nesse campeonato. Eu estarei lá, e você, vai ter coragem de perder?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Foco nas metas!


Nunca falha, é impressionante! Basta o Vasco jogar no dia 17 de Julho, aniversário desse humilde escriba aqui, que o Vasco vence. Jonathan, Nunes e Leo gago fizeram com que as 22 velinhas do meu bolo fossem apagadas com um sopro de felicidade e alívio.

Agradeço em primeiro lugar ao juiz mais Brother e parceiro do Vasco de que me recordo nesses últimos tempos. Tenho sempre a mesma opinião quando o Vasco é claramente ajudado pelo senhor do apito: Nada mais Justo! Toda hora esses caras ferram com a gente e acredito que nessas raras vezes em que somos acintosamente beneficiados trata-se apenas da indefectível lei da compensação Universal. E que o universo continue assim, porque ele ainda está em dívida conosco.

E que nossos garotos também continuem assim, mostrando garra, vontade e comprometimento com o clube que os revelou. Esse garoto Jonathan me lembra muito o Coutinho, com uma única ótima diferença: Parece que sabe fazer gols. Enquanto o badalado menino demorou não sei quanto tempo para fazer um golzinho, esse daí já marcou em sua segunda partida como profissional. O que ainda não consegui entender é o fato do Allan, a meu conceito a melhor de todas as revelações Vascaínas desses últimos tempos, não ser titular desse time pelo menos enquanto os reforços não estréiam. Ah...os Técnicos.

Falando nisso, exceto esse “porém” do Allan, cada hora confio mais no trabalho de PC Gusmão. Pela primeira vez consigo enxergar nele um técnico a altura do nosso clube e não uma segunda opção, uma opção menor. O trabalho já apresenta resultados e a tendência é que só melhore a partir das próximas rodadas, quando o Vasco levar a campo, pelo menos no que diz respeito aos nomes, a melhor equipe desde muitos anos.
A janela de transferências será antecipada pela CBF, muito embora não saibamos se o Vasco já na próxima rodada escale seus fundamentais reforços, acredito que essa seja a tendência. Não sou preparador físico nem nada, mas creio que nessa pausa de Copa do Mundo já tenha dado para todo mundo entrar em forma. Falta de Ritmo com certeza vai haver, mas isso só se pega jogando, e o quanto antes colocarmos todos em campo melhor.

Enfrentaremos o Grêmio na quarta, batalha duríssima em qualquer circunstância. Nossos adversários atravessam momento delicado, estarão desfalcados de importantes jogadores como Rodrigo e Douglas, O técnico Silas está pra cair a qualquer momento. A coisa está feia para o lado dos gaúchos e o Vasco pode aproveitar-se dessa situação para buscar pontos no Olímpico. A última vez que isso ocorreu eu sinceramente não lembro quando foi. Um empate já será de grande valia.

O time com todos os reforços é capaz de buscar coisas boas no campeonato, mas pés no chão é sempre recomendável. Temos que trabalhar com metas e a primeira delas deve ser os 48 pontos que nos asseguram na primeira divisão, alcançado esse objetivo, vamos passo a passo aumentando nossas ambições. Não acredito no título e a Libertadores, desde que tudo corra da maneira que esperamos é um sonhos possível, porém pouco provável, até aqui, no meu modo de entender. Um trabalho sólido e uma campanha segura é o que mais precisamos nesse ano. O importante é chegar em 2011 com uma boa base, base de série A, e nos reforçarmos pontualmente para a temporada, como fez o Fluminense. Fazer isso não é um sonho possível. É uma meta alcançável e provável.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Meio Campo é o lugar dos Craques!



Existem para mim dois modos de analisar o empate sem gols entre Vasco e Goiás.

Se considerarmos que esse ponto ganho pouco mudou nossa situação na tabela e que a vitória sobre a fraca equipe goiana era algo absolutamente palpável, o resultado será encarado como ruim.

Agora, se levarmos em conta que a equipe que o Vasco levou a campo era igualmente fraca a do Goiás, que Fernando Prass esteve brilhante embaixo da meta e, a bem da verdade, o time fora montado para buscar o empate no Serra Dourada, o resultado não será encarado como bom, mas como aceitável. É melhor um ponto do que ponto nenhum.

Entendo a postura adotada pelo PC Gusmão. Sem opções de qualidade para montar a equipe, apostou nos jovens da base e focou na parte defensiva, tentando, quem sabe, achar um gol num contra-ataque. O meio campo foi escalado com 3 volantes, que no segundo tempo tornaram-se 4, com a saída de Jéferson para a entrada de Allan. O garoto Allan vai longe na carreira. É muito talentoso, inteligente, rápido, mas não é meia armador. Pelo menos, até aqui, não mostrou essa característica.

“O meio campo é o lugar dos craques, que vão levando o time todo pro ataque, o centro avante o mais importante, que emocionante é uma partida de futebol.”
Enquanto Felipe, Carlos Alberto e Zé Roberto não estréiam, o meio campo Vascaíno não será lugar de craques, será lugar de luta e briga pela bola.Para a bola chegar no ataque a estratégia utilizada será o velho chutão pra frente, e o Centro Avante, coitado, o mais isolado, brigará sozinho entre zagueiros.

Ainda que o resultado não tenha sido dos melhores, pudemos perceber algumas evoluções na parte tática e algumas gratas surpresas. Os meninos vindos da base, tão meninos que podem ser chamados de meninos por mim, parecem ser muito bons. Fora o Allan que já conhecia desde o ano passado e sempre gostei; também gostei do Rômulo, joga de cabeça em pé, com bola no chão; o lateral Carlinhos mostrou habilidade, apesar de ter entrado visivelmente nervoso em campo; e, claro, Jonathan. Este último tem tudo para ser um excelente jogador. Rápido, inteligente, habilidoso. Tem apenas de tomar cuidado para não ser acometido pelo mesmo mal que prejudicou Coutinho, “A Firulice e Fomeagem aguda”.

Mais velho e experiente, mesmo assim uma surpresa para mim, Nunes. Pelo que vi dele ontem na partida, será de extrema valia ao elenco Vascaíno. Jogador forte, protege bem a bola, serve bem aos companheiros, inclusive, a melhor chance do Vasco na partida surgiu de um ótimo passe dele. Foge um pouco das características que temos no elenco, certamente será bem utilizado por PC e só tende a crescer de produção quando os demais reforços estrearem.

A combinação de juventude e experiência administrada por um técnico que sabe o que faz tem tudo para dar certo no Vasco. A Carência continua sendo a zaga. Desde que Mauro Galvão se aposentou nos falta um zagueiro. Desde a época que o Vasco deixou de ter um zagueiro não temos taças. Coincidência?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Vamos Lá!


Vamos lá!

Prass, Fágner, Dedé, Titi e Ernani... Bom, acho que você já começou a notar o que eu quero dizer, mas, em frente... Rafael Carioca, Romulo, Nílton e Jéferson; Jonathan e Nunes.

Teremos que encarar 4 rodadas com essa zaga segura, com esse meio-campo criativo e lépido e com esse ataque insinuante e impetuoso. PC Gusmão pode até alterar algumas peças durante esse período, nada no entanto que consiga mudar muito a cara do time.

Na zaga ele pode testar o “Seis” no lugar de um “Meia Dúzia”, no meio, quem sabe, a entrada do talentoso Allan possa de fato mudar algo numa partida. No ataque, a bola da vez pode ser Rodrigo Pimpão ou Rafael Coelho, até mesmo o sagaz Fumagalli pode ser aproveitado.

Ironias à parte, parece que vem bastante sofrimento até podermos contar com os novos reforços. Serão 4 rodadas decisivas na nossa campanha. Ou o elenco tira forças de onde ninguém acredita que ele tenha, ou nos afundamos de vez na tabela, tornando a missão dos recém contratados ainda mais difícil.

Apesar do time/calamidade que estaremos levando a campo nesse período, a cara do bicho talvez não seja tão feia. A tabela nos favorece de certo modo. Enfrentaremos Goiás, Atlético PR , Atlético Goianiense e Grêmio. Dos 4 jogos, 3 são perfeitamente possíveis de vencer. Contra o Grêmio a gente tenta a sorte lá no Olímpico, mas sem muitas esperanças de êxito.

Superado o mês de Julho, as coisas certamente irão melhorar para o nosso lado. Estamos muito bem servidos de opções ofensivas e criativas. Fazia tempo em que não tínhamos qualidade e quantidade no setor de frente. Nos falta ainda o zagueiro de respeito que prometeram e que será fundamental para o Vasco brigar lá em cima na tabela.

Contudo,nosso pensamento por ora deve ser mais singelo. A ordem do dia é afastar-se o mais rápido possível da zona de rebaixamento. Ideal seria entrar no mês de agosto fora dela. Depois, conforme for, vamos aumentando nossas metas. Terminar o ano em uma zona de conforto não será um fracasso absoluto. Estamos há 9 anos sem participar da libertadores, 10 anos sem um título de expressão, e eu sei que tudo isso pesa, eu sei que essa situação é desagradável.

Todos esperavam que a temporada 2010 fosse a retomada Vascaína, o ressurgimento de um forte do Futebol Brasileiro, e ela ainda pode ser, mesmo que não venhamos a ser campeões de nada e nem consigamos vaga na libertadores. Saímos da terra arrasada, e aos poucos vamos limpando o terreno e construindo os alicerces para uma equipe vencedora. A renovação por 3 anos com Carlos Alberto e a contratação de Felipe sinalizam nessa direção.

Mas, enquanto eles não entram em campo, será naqueles nomes dos primeiros parágrafos que teremos de confiar. Não há muito o que fazer. É marcar direitinho, jogar com raça e ...

VAMOS LÁ!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Muito pouco, quase nada



Assisti apenas ao primeiro tempo de Vasco e Avaí. O jogo era muito tarde e, mesmo vencendo, o pouco que vi não apeteceu-me a continuar de pé no frio vendo a peleja num bar.

Na segunda partida, fiz uma troca justa. Ao invés de assistir à uma pelada, resolvi participar de uma. O resultado de 3 a 0, natural quando o Vasco reserva se defronta com o Grêmio titular, ratificou como acertada a minha escolha.

Ontem finalmente assisti todo o jogo de Vasco e Coritiba, embora o primeiro tempo quase tenha feito-me tomar o caminho de casa. Jogo chato, o Vasco sem criar chances, Ernani e Pimpão no mesmo campo de jogo, nada que valesse a pena a minha atenção.
Saímos da primeira etapa perdendo por 1 a 0, falha clamorosa do cada vez mais inseguro Fernando Prass. Voltamos para segunda com alterações, que mudaram a cara da equipe. Allan, Bruno Paulo e Fumagalli vieram a campo, e o Vasco não tardou a empatar e virar a partida com belíssimo gol de Allan.

Em mais uma falha grotesca de Fernando Prass, daquelas do tipo “ me coloquem no banco de reservas pelo Amor de Deus”, o Coritiba empatou. Persistente, o Vasco voltou a assumir as rédeas do placar quando Fernando rolou na medida para Fumagalli, de primeira, estufar as redes do Coxa Branca.

Com a vitória do Avaí sobre o Grêmio, o Vasco sagrou-se campeão da Copa da Hora. O que não é nada não é nada, e não é nada mesmo! Pouco importa vencer ou não essa competição. Era menos que um torneio amistoso, era um torneio treino e desse modo foi encarado.

A bem da verdade, serviu-nos de pouca coisa esse torneio, haja vista que o time Vascaíno na temporada sofrerá muitas mudanças em relação ao que disputou essa Copa, de modo que Pimpão, Martinelli, Elder Granja, Ernani, Rafael Coelho, para não mais alongar-me, jamais ocupem novamente um campo de futebol ao mesmo tempo.

A zaga Vascaína foi o ponto de maior preocupação durante a competição e urge a chegada de um ou dois zagueiros para arrumar a defesa. Nada de apostas, a contratação deve ser certeira. Evidente que a zaga que aí está é uma porcaria e devemos reforçá-la, no entanto, acredito que ela melhore substancialmente quando os reforços de frente puderem atuar, já que o Vasco tende a segurar mais a bola no campo ofensivo, expondo menos a defesa. Água mole em pedra mole vai ser sempre igual a Grêmio 3 a 0.

Com a entrada de todos os reforços, arrisco aqui minha equipe titular: Tiago(Prass precisa acordar), Fágner, Zagueiro, Fernando, Ramón; Carioca, Allan, Felipe, Carlos Alberto; Zé Roberto(Éder Luiz), Élton (Éder Luiz). Creio que com esse time poderemos sonhar mais alto dentro do Brasileirão. E aí, discorda do meu time? Tomara que sim! Sinal de que temos opções!