segunda-feira, 30 de agosto de 2010

De milho em milho a Galinha fica maluca de fome!



Durante a semana o capitão afirmou que em São Januário é o Vasco que se impõe, é o Vasco que coloca o pé em cima do sofá. Sábado, o Cruzeiro não tomou conhecimento das regras, dominou a poltrona, e de quebra pegou o controle da nossa mão para escolher o canal.

Quando o Vasco abriu o placar com o golaço de Zé Roberto, que não fez nada além disso durante todo o jogo, o 1 a 0 desenhava um panorama injusto. O Cruzeiro era superior. Fernando Prass já havia sido obrigado a fazer algumas boas defesas e todo contra-ataque azul era um nó na garganta dos Vascaínos. Mas vá lá, futebol não é questão de justiça, o que conta é a bola no barbante. Subitamente o incêndio nas arquibancadas apagou. Os mineiros empataram num lance meio confuso dentro da área. Um bate rebate maluco que terminou em um toque contra de Fernando. Um toque de justiça.

O Cruzeiro, que já era superior na primeira etapa, foi amplamente superior na segunda. Amplamente. Novamente podemos colocar esse empate na conta de Fernando Prass e da sorte. O zagueiro Fernando ainda teve uma última chance de garantir a vitória para o Vasco, só que, desequilibrado, não conseguiu desviar para as redes o cruzamento.

Se a defesa Vascaína funciona bem com as atuações exemplares de Dedé , Rafael Carioca e Nílton( O Nilton é firme e sério, o Zidanílton é horrível), o ataque não vem dando certo. O tal do esquadrão classe A não emplacou, e acredito que não emplaque se não tivermos um centro-avante. Até penso que o Carlos Alberto pode funcionar ali, quebrar um galho enquanto o Nunes não volta, mas ele é muito mais útil quando chega de trás. Algum dos medalhões vai acabar deixando a titularidade e não tenho dúvidas de que será Éder Luis, que parece ter mesmo só a velocidade para oferecer. Mas isso é conversa para o meio do Segundo turno, pois é provável que Felipe, se voltar, só volte lá pra outubro.

No fim, vaias discretas de uma torcida meio cabreira. Afinal, o que esperar do Vasco nesse campeonato? Atuações convincentes e corajosas como a do Clássico diante da Unimed, ou atuações submissas como contra o Cruzeiro e São Paulo? Não perdermos, tudo bem, mas esses empates não estão mais enchendo a barriga de ninguém e nos deixam estagnados desconfortavelmente na tabela.

De milho em milho a galinha fica maluca de fome!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Podia ter sido pior..



Imagino que todos os Vascaínos tenham ficados frustrados com empate entre Vasco e São Paulo.

Não pelo resultado em si – empatar no Morumbi não é desconsiderável-, mas sim pela forma absolutamente covarde que nos apresentamos. Jogamos com o uniforme mais lindo do futebol mundial, mas nossa postura foi digna de um “Canto do Rio” da vida. O que de fato preocupa.

Não foram necessários mais de 5 minutos para percebermos que a prioridade Vascaína no jogo de ontem era não levar gols. PC armou um ferrolho defensivo, contando com atuações seguras por parte de todos os jogadores do setor, que neutralizou sem maiores problemas as ações ofensivas tricolores. A proposta era o contra-ataque. Jogar com esse propósito nem sempre significa apequenar-se diante do adversário. É uma maneira válida de se jogar futebol e que pode ser funcional.

O Vasco, contudo, tinha apenas parte das peças necessárias para se jogar nesse esquema. Possuíamos 2 atacantes velozes, mas nenhum cérebro pensante no meio campo para levar a bola até eles. Nosso técnico incorreu novamente no erro de colocar Felipe na ala, posição em que ele visivelmente não tem mais capacidade física de jogar . Abdicamos do talento e do passe do Maestro e não conseguimos arrematar uma bola sequer em direção a meta de Rogério Ceni.

A entrada de Allan na armação desde o começo deixava claro a todos que o Vasco brigaria pelo empate. E brigar pelo empate, ainda que fora de casa, contra um time em crise, desarrumado, é pouco para quem almeja posições na parte de cima da tabela. Fumagalli entrou no segundo tempo para quem sabe aumentar a posse de bola Vascaína, mas o Fumagalli é o Fumagali, e imagino que esse comentário já seja o suficiente para todos entenderem o que quero dizer. Zé Roberto e Éder Luis nada puderam fazer, muito embora o segundo tenha tentado algo mais que o primeiro, que novamente foi peça nula dentro de campo.

Ah..sim, Carlos Alberto fez muita falta. Seria ele o cérebro pensante do meio campo, a peça que faltava para que o esquema proposto conseguisse levar algum perigo a meta adversária. O capitão, mesmo quando joga abaixo do que pode, consegue prender um pouco mais a bola no ataque, consegue um drible, consegue descortinar um passe de qualidade para um atacante, consegue uma jogada individual, sofre umas faltas.

Fizemos nossa pior partida desde o retorno do campeonato, mas cumprimos nosso objetivo master, que deve ser pontuar em todas as partidas. Não vou dar aqui uma de maluco fanático viajante, que diz preferir ver o Vasco perder tentando do que empatar se acovardando. A derrota é e sempre será o pior dos resultados. Ao menos esse empate e essa atuação nos servem de algum consolo, já que mesmo jogando terrivelmente, sem inspiração alguma e sofrendo uma pressão- inócua, bom que se diga- saímos com pelo menos 1 ponto, mantivemos nossa invencibilidade e continuamos rondando a zona de classificação da Libertadores. Outrora nossas piores atuações rendiam derrotas acachapantes para quase todos os adversários, hoje ela consegue até sair com um empatezinho do Morumbi.

Agora é apagar essa atuação ridícula e covarde, partir pra cima do Cruzeiro dentro de São Januário e conquistar os 3 pontos que nos manterão mais acesos do que nunca na disputa que nos interessa.

Fiquei frustrado, mas o Vasco já deu mostras que pode fazer muito mais do que fez ontem. Não vou agarrar-me a péssima atuação que tivemos para condenar nosso time. Prefiro crer que ontem tivemos uma noite ruim e que temos todas as condições de apagá-la da memória na próxima rodada.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Jogo fácil? Não mesmo!


O Vasco atravessa a Dutra nesta quarta feira para enfrentar o São Paulo.

E a coisa não está nada boa lá nas bandas do bambizal. O time ainda não tem técnico, jogadores importantes do elenco andam insatisfeitos no clube, e a torcida colorida deles anda saltitante como sempre, só que dessa vez é de raiva.

Prenúncio de jogo fácil? NÃO MESMO!

Primeiro que no melhor, mais disputado e mais equilibrado campeonato nacional do mundo não existe jogo fácil. É tudo muito parelho, tudo muito igual.

Segundo que, independente do momento vivido pelas equipes, é sempre complicado bater os tricolores paulistas em seus domínios. Lá se vão 8 anos que não atingimos tal feito. Na época de nosso último triunfo, Romário ainda se encontrava em processo inicial de estatuatização. Além do que, mesmo estando numa posição desconfortável, os paulistas contam com bons jogadores e têm time para estarem em condições muito melhores.

Mas uma coisa é certa, o Vasco nunca esteve nesses últimos anos em tão boas condições de quebrar esse Tabu, e o São Paulo também nunca esteve tão propenso a ser derrotado.

Entraremos em campo amanhã com expectativas e possibilidades concretas de sairmos com os 3 pontos. Acreditar no triunfo não é coisa de torcedor apaixonado, como foi nos últimos campeonatos. Porque acreditar a gente sempre acredita, mas hoje Acreditamos com “A” Maiúsculo!

E veja só como o mundo dá voltas. Em todos esses anos, uma vitória contra o São Paulo representaria uma folga do rebaixamento para nós e um freio na busca de posições na parte de cima para os paulistas. Hoje os papéis se invertem. Nossa vitória pode colocar a empáfia tricolor no grupo dos rebaixados e nos alçar ao g-4, muito embora necessitemos de uma combinação improvável de resultados para lá estarmos já nessa rodada.

PC Gusmão levará a campo a mesma equipe que iniciou o clássico de domingo, desde que o tribunal aja com bom senso no julgamento de Carlos Alberto. Se Absolvido, o Capitão formará trio de ataque com Zé Roberto e Éder Luiz. Felipe novamente atuará como ala e veremos até que ponto isso pode dar certo. Acredito que durante alguns momentos da partida Nílton ocupe aquele setor, dando liberdade para o maestro cair para armação, o que melhorou consideravelmente a atuação Cruzmaltina diante da Unimed.

Salvo engano, essa será a primeira vez na era dos pontos corridos em que enfrentaremos nossos vice-campeões de 89 em condição de superioridade na tabela. Quem sabe isso também não signifique melhor sorte para o time da Colina? É nisso que eu acredito!

@joao_almirante

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como joga bola o nosso Capitão hein!



O Maracanã teve a despedida que merecia.

O Eterno maior do mundo vestiu-se com suas melhores roupas de Domingo e foi palco de um grande jogo e de um espetáculo sem par nas arquibancadas, proporcionado por ambas as torcidas.

Um grande jogo, que poderia ter sido ainda melhor para o lado Vascaíno. Poderíamos ter vencido não fosse a irresponsabilidade imperdoável do Maestro Felipe, que ontem jogava na posição em que poderia ter sido um dos melhores do mundo... há 10 anos. Hoje não é mais cabível colocá-lo na ala esquerda. O Maestro, que nunca foi um velocista, não rende mais por ali, ainda mais quando tem que se desgastar correndo atrás dos adversários.

Quando a Unimed abriu o placar, com Gum, aos 6 minutos, só era possível perceber que corríamos imenso risco jogando com Felipe pela lateral. O gol atordoou o Vasco, e quase sofremos mais um. Sorte que em nossa meta estava um goleiro digno de representar a estirpe fantástica de goleiros de São Januário.

O Vasco reequilibrou-se em campo. Nílton fez as vezes de lateral esquerdo e Felipe descolou da ala pra armação. O toque de bola melhorou, porque as bolas que saem dos pés sem ritmo do Maestro, ainda saem com muita qualidade. O plano de Saúde deu campo para o Vasco jogar, deu campo para o Capitão Carlos Alberto jogar, e como joga bola o nosso capitão!

Rômulo viu bem Carlos Alberto que com o corpo fintou Gum. O zagueiro recuperou-se na jogada e o capitão deu um belo de um chega pra lá no defensor, para servir com um passe mais belo ainda Éder Luis,que com calma, classe e faro artilheiro bateu na saída de Fernando Henrique. Era o empate merecido.

O jogo voltou eletrizante para na segunda metade. A Ambulância veio com tudo em busca da vitória, mas foi o Vasco que chegou ao gol. E advinha quem começou a jogada. Sim, foi o capitão de novo. Como joga bola o capitão hein! Mostrando que não tira o pé das dividas, talvez por isso se machuque tanto, ganhou no pé de ferro de Diguinho e lançou Fágner, o Iluminado Fágner, que tocou no cantinho virando o marcador.

O jogo estava dominado. O time do Pronto-Socorro teria que vir para cima e cederia inevitáveis espaços aos contra-ataques mortíferos que começam a se desenhar no esquema do invicto PC Gusmão. Só que aí Felipe, confiante no próprio taco que só ele, decidiu sair driblando dentro da área ao invés de chutar a bola pra qualquer lado. Fosse um pé duro qualquer, teria dado logo um bicão, mas o futebol de Felipe não é afeito a bicões, e pagamos com nossa vitória por causa disso. O maestro perdeu a bola, Zé Roberto, outro que não é de dar bicão, também não afastou, e Júlio césar, talvez o nome menos narrado durante a partida, foi lá e fez o dele, empatando o clássico.

Os últimos minutos foram de domínio do “No Passaport Team”. Deco perdeu livre dentro da área a chance de fazer injustiça no placar. Carlos Alberto, no último lance, deixou dois marcadores pra trás(Como Joga bola o Capitão!!!) e passou a um dedo da trave de coroar com um lindo gol sua atuação de gala, que nos enche de esperanças de vê-lo sendo um dos melhores jogadores do Brasil, como sabemos que pode ser.

Se antes da bola rolar considerava um empate diante do líder da competição, invicto como nós, que estava atropelando todo mundo que cruzava o caminho, um bom resultado, fiquei frustrado, porque ficou claro que não somamos 1 ponto, perdemos 2.

Mas nem tudo é lamentação. Dizíamos todos que esse seria o grande teste para o Vasco, e podemos dizer que fomos aprovados. Ficou claro a mim de que o Vasco não só pode jogar de igual para igual com qualquer um, mas que pode vencer os 19 times da série A, dentro ou fora de casa. Lutar pelo g-4 é uma realidade tangível.

E vem cá, Como joga bola o nosso capitão hein!


@joao_almirante

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O que seria de mim? Parabéns GIGANTE!


Ser Vascaíno é algo tão especial e importante que mereceria até um registro na identidade.

O vascaíno é diferente de todos os demais torcedores, porque o Vasco é diferente de todos os outros clubes.

Torcer para esse clube é muito mais do que simplesmente vangloriar-se das inúmeras vitórias ou contabilizar troféus. Ser Vascaíno transcende os limites materiais. Não se trata de ter um escudo crivado por glórias no lugar do coração. Ser Vascaíno é ter uma Cruz De Malta tatuada na alma. É mais do que ter um clube do coração, é ter um propósito, um ideal de vida. É selar um compromisso irrevogável com a luta pelo justo.

Tu, Vasco, não nasceste em berço esplêndido como teus co-irmãos. Foste criado no subúrbio, cresceste em meio aos pobres, aos negros, aos operários, aos renegados, aos marginais. Não tens o Cristo pela frente a abençoar-te porque já vieste ao mundo abençoado pela Cruz que reluz em teu peito. Não foste acolhido pelos abastados, mas acolheste sob teus braços toda qualidade de gente.

Ahh... meu Vasco querido, de grandeza imensurável, não importa o recorte que se faça da história, ou o tempo em que te olhem, só é possível enxergar-te imenso. Fecho os olhos e lembro-me do que não vivi.

Vejo agora pela frente as temidas Camisas Negras, que mudaram o curso da história. Trouxeste, àquele tempo, a novidade. Não eras um time de “Players”, não disputavas os “Matchs” contra seus rivais. Vieste à cena ensinar que o jogo é jogado por jogadores, vieste com a missão de popularizar o esporte. Respeitavas e, ao mesmo tempo, equalizavas as diferenças. Incomodavas por isso.

Os demais entendiam que as diferenças não poderiam conviver em um mesmo campo. Ingleses não misturam-se com brasileiros. Brancos não dividem o “Field” com negros. O pobre é o pobre e o rico é o rico, e assim que as coisas devem ser. Impuseram-te barreiras, normas, regras estúpidas, tudo para impedir-te de cumprir sua razão de ser. Declinastes, então, da disputa em nome de seus princípios. Evidente que tu não aceitarias perder tua essência e tua razão social.

Mas agradeças aos rivais pela mesquinharia. Agradeças por todas as barreiras impostas. Foi justamente aí que mostraste tua grandeza a todos. Se teu combalido campinho não servia de palco para as pelejas, ergas então teu castelo com as pedras atiradas.

Se os rivais soubessem que as medidas arbitrárias serviriam apenas para unir-te mais ainda a teu povo, talvez tivessem desistido antes. Tua gente estava disposta a lutar, com ainda mais afinco, em todas as batalhas que viessem pela frente. E foi assim na base da luta e do amor de seus torcedores que construíste teu palco.


Agora tu eras grande por dentro e por fora. Viraste naquele instante o Gigante da Colina, pronto para conquistar tudo que houvesse para ser conquistado.

Ainda de olhos fechados, enxergo o Expresso da Vitória. A essa altura tu já eras uma realidade incômoda a todos os rivais. O clube dos pobres e operários venceu na vida, subiu de patamar e arrebatava multidões por onde passava. Conquistaste, em nome do país, o primeiro campeonato Continental de Clubes do Mundo. Tinhas a base da seleção nacional, tinhas Barbosa, um goleiro incomparável a defender-te o pavilhão, Danilo, um meio campo elegante e majestoso a comandar-te e Ademir, um artilheiro mortífero e dominado pelo coração vascaíno.

A Viagem agora passa pelos anos 70, quando foste o primeiro clube do Rio de Janeiro a conquistar o Brasil, ratificando aos incautos de uma vez por todas a inexistência de limites para ti. O garoto Dinamite explodia o coração dos Vascaínos de alegria, e assim continuaria por muitos e muitos anos.

Nasceste gigante e mesmo assim não parou um segundo sequer de crescer. Os anos 80 trouxeram consigo mais uma conquista nacional. O apelido dessa vez não era de Expresso, muito embora atropelasses da mesma forma quem cruzava o caminho. Tinhas agora a alcunha de Sele-Vasco. Revelavas nesse tempo um artilheiro baixinho, mais um filho de suas entranhas que ganharia o mundo.

A década seguinte foi de ouro puro. Todos curvaram-se a ti. As conquistas proliferavam-se ao passo que se proliferavam os talentos. E foram muitos que saíram de tuas fornalhas. Artilheiros como Edmundo, Romário e Valdir; Meias como Felipe, Pedrinho, Juninho e Ramón; Goleiros como Germano e Hélton, dignos de envergar a camisa 1 que um dia fora de Barbosa(O Maior de Todos). A camisa Vascaína não é para ser vestida, é para ser incorporada.

Foste reconhecido como maior clube de todos por todos, e não somente pelos seus fiéis que sempre souberam disso. Porque tu és o maior não só pela sua coleção invejável de taças e conquistas, és o maior simplesmente pelo fato de ser o que és.
Passaste um tempo no ostracismo, é verdade. Roubaram-lhe de ti a essência democrática e passaste por maus bocados. Trocaram-te a humildade altiva que te é registro, para vesti-lo de arrogância e prepotência, levando-te assim a disputas que jamais foram tuas. Ainda assim, tua gente insurgiu-se novamente para erguer-te e mostrar a ti quem tu de fato és. Um forte, um grande, o Gigante!

Hoje voltas aos poucos a ser o que deves ser. A chama voltou a arder no peito dos teus milhares de seguidores e temos a crença e a fé de que tu darás a volta por cima, como sempre fizeste. O fogo que arde alimentado pela paixão ascende as 112 velas do teu aniversário. E antes de parabenizá-lo, gostaria de agradecê-lo por tudo, pelas vitórias monumentais, épicas e todas as alegrias, e também pelas derrotas, que serviram para mostrar a mim mesmo que te amo sobre todas as coisas.

Esses dias perguntaram-me o que eu seria se não fosse Vasco. Ao que respondi: Não é essa a pergunta a ser feita, a correta é a seguinte: E se não fosse o Vasco, o que seria de mim?

AO VASCO TUDO

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

As coisas como elas são!


A semana que precede um clássico traz sempre consigo aquela mesma ladainha.

Os jogadores de ambas as equipes abusam dos clichês.

Pregam respeito ao adversário, enaltecem as qualidades do rival, dizem esperar por uma partida muito difícil e claro, como não poderia faltar, concluem que partidas desse tipo são decididas no detalhe. Ninguém foge do politicamente correto, ninguém quer dar armas ao adversário.

Tudo bem, até concordo que a partida do próximo Domingo tem tudo para ser disputadíssima e eletrizante. Embora nossos “rivaizinhos” sejam líderes da competição e estejam 12 pontos a nossa frente, dividiremos com eles a responsabilidade da vitória, como não poderia ser diferente.

No entanto, sejamos francos: O Plano de Saúde é o favorito para vencer o duelo.

As razões, imagino que óbvias a todos, residem no fato deles possuírem uma equipe mais ajustada, um time tecnicamente superior ao nosso (pelo menos enquanto nossos reforços ainda não se encontrarem em condições físicas e técnicas ideais) e por viverem um momento especial, onde um chute fraco em direção a bandeira de escanteio desvia e vai morrer de mansinho no fundo das redes. Além de serem muito bons, atravessam um momento onde tudo dá certo. A Ambulância do Muricy está atropelando todo mundo que cruza na frente.

Nós também passamos por um momento especial. Tivesse começado o campeonato após a Copa do Mundo, o clássico colocaria em jogo a liderança da competição. Estamos 7 jogos invictos e somos o time que mais evoluiu desde a retomada do Brasileirão. Teremos agora a oportunidade de mostrar ao Brasil inteiro a nossa cara. Todos estarão ligados nesse jogo e vencer o líder é o que falta para começarem a levar o Vasco de PC Gusmão a sério.

Das equipes do campeonato, essas duas são as que possivelmente sentem mais o trabalho de seus treinadores. Os homens a beira do gramado são inteiramente responsáveis pela fase vivida por ambos os times. Diria que PC Gusmão até mais responsável, pois não tem a seus dispor um elenco tão recheado quanto o Muricy e desempenha um trabalho exemplar, sendo o único técnico invicto na competição. Inclusive, os Almofadinhas perderam apenas duas partidas no campeonato, uma para o Ceará, de PC Gusmão. Se quase ninguém ganha da Unimed, nosso treinador mostrou que sabe como chegar lá.

Não perdemos para o time do Hospital desde 2008. Os coloridos acumulam inúmeras lembranças negativas em confrontos contra nós. Já os enfrentamos em situações parecidas e nos saímos muito bem. Se vencermos Domingo, não será a primeira, a segunda , ou a décima vez que os vencemos com uma equipe inferior. Vencê-los agora nos encheria de moral para sequência nada amigável que teremos nas próximas rodadas, mas um empate não será encarado por mim como um resultado ruim, pois empatar com o líder e o favorito ao título nunca é um mau resultado.

Contudo, nem nosso passado de superioridade estatística e nem o favoritismo deles entrarão em campo. Serão 11 homens contra 11 homens e cada um tem seu próprio segredo para vencer a partida. O Vasco deve ter atenção redobrada com o Conca, principal artíficie da boa fase deles. Anular o argentino é meio caminho andado para alcançarmos nossos objetivos. Não podemos nos descuidar da excelente fase do lateral Mariano e nem bobear com o Sheik e o Washington, que não costumam perdoar quando têm a chance de marcar. Atenção e garra não podem faltar. É provável que entremos com a proposta do contra-ataque, apostando na velocidade de Éder Luis e Zé Roberto. Nossa zaga passará por um teste de fogo e confio que poderemos nos sair bem. Vamos ver que bicho que dá

Certeza mesmo eu tenho apenas duas: O Maracanã vai tremer nesse domingo e seremos maioria, como sempre. Desculpem-me “Rivaizinhos”, mas assim que as coisas são. Não fui eu que inventei o mundo.

AO VASCO TUDO!


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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Consolidando a reação!




É meu camarada, ser Vascaíno não é pra qualquer um não!

Enfim vencemos nossa primeira partida fora de casa, e engana-se aquele que pensa que vencer o Prudente é tarefa fácil. Essa foi apenas a segunda derrota da equipe paulistana em seus domínios.

Mas bem que poderia ter sido menos dramático não fosse a quantidade industrial de gols perdidos pelo Vasco. Zé Roberto, que não fez uma partida brilhante, mas muito lutadora, perdeu duas boas chances. Max e Felipe, antes dos 5 minutos, perderam também chances límpidas. Nilton quase marcou de cabeça ao desviar cobrança de escanteio.

Pelo volume de jogo e oportunidades criadas na primeira etapa, o Prudente deveria agradecer de joelhos por ter saído derrotado pela diferença mínima.

O gol de Éder Luis, o primeiro dele com a camisa do Vasco, aproveitado cruzamento do melhor jogador em campo, Fágner, não dava contornos decisivos ao duelo.

Os donos da casa equilibraram a partida na segunda etapa, pois o Vasco não conseguiu manter a mesma pegada na marcação. O resultado era perigoso. O Prudente crescia, o tempo demorava a passar, e o gol de João Vitor era só o que faltava pra transformar uma partida aparentemente tranqüila, em um verdadeiro drama.

O gol animou os anfitriões, que ensaiavam uma pressão. Fernando Prass segurava as pontas lá atrás e o Vasco seguiu perdendo chances claras de gol. Dessa vez foi Felipe, que recebeu excelente passe de cabeça de Éder Luiz, mas chutou a bola nas vazias arquibancadas do estádio.

O maestro, ainda muito distante das melhores condições técnicas e físicas, fazia uma partida muito ruim. Visivelmente fora de sintonia, Felipe não conseguia ser sombra do que pode ser. Cansado, deu lugar a Jonathan. O garoto tentou algumas jogadas, alguns dribles, mas foi pouco efetivo. No entanto, foi dele o passe para Max sofrer o pênalti claro.

Na hora da cobrança, apresentou-se Nílton( ??????). A reação de todos os Vascaínos deve ter sido a mesma: “ Mas que porra é essa, maluco!”. Nilton, com muita emoção, tabelou com o goleiro na hora da cobrança e botou ela no barbante aproveitando o rebote. Já que o negócio é dar emoção na partida e recompensar a boa atuação dos nossos defensores, é provável que Fernando ou Dedé batam a próxima penalidade.

O Domingo ainda não estava completamente salvo. Ainda restavam alguns minutinhos para o Prudente tentar alguma coisa. E eles quase conseguiram. Wanderlei recebeu quase em cima da linha e furou inacreditavelmente. QUE DELÍCIA!!!

Tirando a parte do meu quase infarte, o Domingo foi salvo!

Vitória suada do Vascão, 3 pontos no bolso, apenas um ponto do g-4 e subida de produção consolidada enfim com uma vitória fora de casa. O Próximo confronto é diante do melhor time do país, O Fluminense. Há que se respeitar o tricolor, mas não temer. Nunca tive medo deles e não vai ser depois de marmanjo que vou começar a ter. “Vamo que vamo!”

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Aqui, em Prudente ou em Plutão



Ao fazermos uma breve análise do Campeonato Brasileiro desde 2003, quando foi adotada a fórmula dos pontos corridos, é possível constatar um dado muito interessante. Jamais o time com a melhor defesa ficou fora da zona de libertadores. Sofrer poucos gols no campeonato Brasileiro é o golaço que toda equipe deve almejar.

PC Gusmão chegou ao Vasco focado em ajustar o sistema defensivo. Os ovos são os mesmos, mas as omeletes...Quanta diferença! A zaga da dor de cabeça, transformou-se na melhor defesa do Pós-Copa. Nosso excelente treinador monta suas defesas como se ainda fosse goleiro profissional. Os arqueiros dos times que treinou nesse campeonato foram buscar a bola no barbante apenas em 4 oportunidades. E o resultado aí está. O Ceará tem a melhor defesa do campeonato e está no G-4, já o Vasco saiu do poço da melancolia e é o time que ganhou mais posições na tabela desde o retorno do certame.

O grande mérito de nosso comandante foi reavivar alguns de nossos jogadores, especialmente os que integram diretamente o sistema defensivo. A zaga formada por Dedé, Fernando e Nílton, jogadores que pra muitos enquadravam-se na categoria dos “ Jogadores que jamais poderiam vestir a camisa do Vasco”, sobem de produção jogo a jogo e vão garantindo nossa ascenção na tabela.

A descoberta do garoto Rômulo é outro ponto para PC. A Jovem revelação compõe uma excelente dupla de proteção com o ótimo Rafael Carioca. Este último chegou como a grande contratação no inicio da temporada, mas pouco fez no primeiro semestre. Passou muito tempo jogando fora de posição e produzindo bem abaixo do esperado. Tamanha foi a batalha para trazer esse jogador, que ele acabou frustrando um pouco nossas expectativas. “ Esse cara é craque, esse cara é a solução de todos os problemas, esse cara é o que há de mais moderno, esse cara tem que ser meia aramdor ..” Não, esse cara é volante, e dos bons! Marca firme, desarma na bola, dá qualidade na transição, inverte bem o jogo, tem habilidade pra encostar no ataque e hoje é um dos pilares da recuperação Vascaína.

Não sou refém de esquemas. Tenho minhas predileções, é claro, e a principal delas, quissá única, é que o Vasco vença suas partidas. Gosto daquele esquema que vai lá, entra em campo e volta com 3 pontos. Hoje o Vasco atua com 3 zagueiros, com liberdade total para os laterais jogarem como alas(a bem da verdade, todos os nossos laterais preferem jogar assim), a dupla de volantes é veloz e dá conta do recado na cobertura, Felipe vem armando o time por dentro, e os atacantes revezam-se na referência e nas pontas. O time está encaixado, subindo de produção, subindo na tabela e pra mim esta tudo muito bem, tudo muito bom. Com os jogadores de frente adquirindo ritmo e entrosamento, é bem capaz que ocorram mudanças no esquema da equipe. E pra mim continuará tudo muito bem,tudo muito bom se o novo esquema for funcional, leia-se: Se o novo esquema der conta de ir lá, entrar em campo e voltar com 3 pontos.

Bom, temos um esquema definido que mostra-se funcional, temos um sistema defensivo que como por encanto vem apresentando solidez, temos jogadores de reconhecida qualidade no setor ofensivo, temos aproveitamento de time que briga em cima na tabela, temos um técnico com o elenco nas mãos, mas ainda nos faltam algumas coisas. A primeira não era nem para estarmos aqui comentando. O Vasco não pode, em hipótese alguma, deixar de pagar em dia. Salário em dia faz uma diferença enorme. Entre fuga do rebaixamento e luta pelo g-4 se interpõe a questão salarial.

Precisamos também buscar algo além de empates fora de casa, pelo menos contra adversários de menor porte. Nosso próximo confronto se dá contra o Grêmio Prudente, que faz até uma boa campanha para um time que sequer existe. Temos que ir ao Prudentão e confirmar nosso favoritismo. Sim, porque o Vasco é favorito contra o Prudente aqui, em Prudente e em Plutão.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

É Dedé e mais 10!


O Carlos Alberto já deveria ter aprendido que o peso do Martelo será sempre maior para ele.

Paciência.

Paga-se pela fama, nem sempre de forma justa. O capitão, que parecia ter aprendido a lição, foi novamente expulso de forma ingênua ao reclamar da arbitragem, que invariavelmente adota rigor exagerado em relação ao craque das trancinhas. Todos têm direito de reclamar do juiz, mas ele não. Não foi a primeira vez que ele foi expulso de forma exagerada, e se ele não se tocar de uma vez por todas e aprender a apanha calado, não será a última. Chutar canelas não incomoda tanto o juiz quanto bater palminhas.

A essa altura, o Vasco já vencia o jogo por 1 a 0. Gol de centro-avante marcado por Zé Roberto em boa trama pelo flanco esquerdo entre Max e Rafael Carioca. Foi o primeiro gol dele com a camisa Cruzmaltina, e mostrando a habilidade e empenho que demonstrou em suas duas primeiras partidas, não irá demorar a cair nas graças da galera, que deu um show de fazer inveja a todos os Vascaínos, como eu, que não puderam estar no melhor lugar do mundo para se assistir futebol.

Se a torcida estava lá disposta a ser o décimo segundo jogador da equipe desde o começo, ela teve de vestir a camisa e entrar em campo no segundo tempo para suprir a ausência de 1 homem. O jogo que era equilibrado na primeira etapa, virou ataque contra a defesa na segunda. PC Gusmão cantou a pedra no intervalo. Disse que a dificuldade seria grande e só com muita luta o Vasco prevaleceria.

Na base da entrega e da disposição, prevalecemos. Foi um baita teste para nosso sistema defensivo e passamos com louvor por ele.. Rafael carioca desdobrou-se em campo. Fágner jogava por dois. Nílton espanava até pensamento dos atacantes Rubro-Negros. Rômulo fazia ótima partida na marcação. O garoto Max fazia o que podia pelo seu setor. Fernando mostrou segurança, e claro, Dedé, que merece um parágrafo só para ele.

O que esse zagueiro vem jogando ultimamente enche os olhos. No começo dessa subida de produção, ainda o via como um jogador folclórico. É muito difícil levar a sério um jogador com a alcunha de Dedé. Mas que se leve Anderson Vital a sério a partir de agora. Muito firme nos combates, excelente no jogo aéreo, pouco faltoso. E hoje, quem diria, não há como imaginar a zaga Vascaína sem sua imponente presença. É Dedé e mais 10!

Por mais que a pressão dos baianos fosse intensa, nossos 10 defensores impediram que ela se traduzisse em chances claras de gol. Fernando Prass não teve que fazer nenhum milagre dessa vez e o Vasco permanece invicto no pós-copa sob o comando de PC. O aproveitamento é de time que briga pelo g-4, 12 pontos em 18 disputados. Ah...se não fosse aquele início terrível de campeonato. Nas 7 primeiras rodadas levamos 12 gols e marcamos 5 pontos. Nas 6 últimas levamos somente 2 gols e marcamos 12 pontos. Quem não leva gol, não perde, quem não perde, pontua, quem pontua, sobe na tabela. Quer matemática mais simples que essa?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mais Treinamento e menos playstation!


Ao contrário do que pensa a maioria, creio que o Carlos Alberto pode funcionar como centro-avante na equipe do Vasco. PC Gusmão também pensa assim e ele deve ter suas razões, pois entende muito do que faz.

E já que entende tanto, fará as alterações no esquema e nas peças se julgar necessário ou se perceber que o sistema não está dando certo. Simples assim. A Tendência é que o Vasco, entrosado e com ritmo, seja escalado no esquema da moda do Futebol Internacional, o 4-2-3-1. Para isso, é necessário mais treinamento e menos Playstation. Não basta apenas lançar um esquema tático, posicionar as peças e “Shazam”, eis aí o time que todos querem.

Para o nosso camisa 19 funcionar com um autêntico camisa 9, ele terá que sacrificar-se. Talvez tenha usado um termo muito pesado, melhor então, terá que adaptar-se a função. Carlos Alberto terá que entoar as palavras do Maestro Felipe como se fosse um mantra:

“A gente perde uma referência no ataque, mas o Carlos Alberto tem características que compensam isso. Toda hora eu falo para ele não recuar muito e ficar entre os zagueiros. Deixa essa marcação com a gente que ele resolve na frente. Eu, o Zé Roberto e o Éder vamos nos revezar para tentar fazer a bola chegar. Vai dar certo”... e para isso, novamente, T-R-E-I-N-A-M-E-N-T-O!

O capitão quando peca, o faz por excesso, nunca por omissão. É um jogador que gosta do jogo, gosta da bola, mas que terá de acostumar-se a participar de maneira diferente da partida. As características dele realmente diferem bastante daquilo que concebemos como autêntico centro-avante, no entanto, é mais fácil você atribuir uma função nova a um jogador inteligente do que tentar incutir na cabeça de um perna de pau novas atribuições. Ademais, sou sempre a favor dos jogadores de habilidade. Ter o Carlos Alberto no ataque quando tivermos a posse de bola, é ter mais um jogador de qualidade no trato da bola, mais um jogador improvisador e criativo, mais um que em um lance pode deixar o zagueiro pra trás e colocar dentro da rede. O capitão perto da área, de mano contra qualquer zagueiro é um perigo constante.

Contudo, PC Gusmão dá indícios de que na partida de Domingo, frente ao Vitória, em São Januário, manterá o mesmo esquema das últimas rodadas, escalando 3 volantes no meio campo Vascaíno. Esquema que até aqui vem mostrando solidez defensiva e nos garantindo a invencibilidade pós-copa. Somado ao esquema adotado desde o retorno do Campeonato, teremos em campo os reforços dos nossos jogadores diferenciados e um banco de reservas com opções capazes de mudar efetivamente a maneira do time jogar, se for esse o caso.

Com 3 volantes, 2 meias, 5 atacantes ou nenhum centro-avante, a obrigação do Vasco é vencer em São Januário, continuar subindo na tabela e aproximando-se do g-4. PC Gusmão sabe o que faz, tem o elenco nas mãos, os jogadores estão dedicando-se ao máximo e a nós só cabe acreditar e fazer São Januário reviver seus melhores dias.

Vai dar certo!
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

No ritmo dos craques!


Nação Vascaína fez sua parte ontem no Maracanã.

Lotou a parte que lhe cabia no eterno Maior do Mundo para prestigiar, agora sim, na melhor acepção do termo, O “Novo Vasco”. E se a nova equipe da Colina não confirmou dentro das 4 linhas seu favoritismo, pelo menos deixou na torcida a sensação de que nossas esperanças não são infundadas. O Gigante tem tudo para se erguer novamente sob a batuta do Maestro Felipe e dos demais reforços.

O primeiro tempo da partida foi bem morno. Daria sono se não fosse o “Clássico do Milhões”. No entanto, mesmo que esteja sendo travada uma “animadíssima” disputa de badminton, é impossível dormir quando uma Cruz de malta se defronta com uma camisa Rubro-Negra.

A primeira etapa não foi merecedora de grandes registros. As duas equipes abusavam da ligação direta, termo “Cool” criado pelos comentaristas para não dizer “Chutão para onde o nariz aponta”. As duas melhores chances foram Vascaínas, ambas em chutes de longe, um de Zé Roberto e um de Felipe.

O segundo tempo apresentou equipes mais dispostas a tirar o zero do placar. Logo no começo, Zé Roberto teve chances de marcar, ao receber a bola mano a mano com o zagueiro do Flamengo já dentro da área adversária. Ele balançou o corpo e quando se preparava pra finalizar, tropeçou na falta de ritmo. O time do presídio respondeu logo em seguida, com Kléberson, obrigando Fernando Prass a fazer a primeira grande defesa dele no jogo.

Felipe exibia a mesma habilidade de sempre, proporcionando o lance mais bonito da partida até então. Num leve toque de canhota, deixou o colombiano Borja sem pai nem mãe, com vontade de cavar um buraco no campo e se mandar pra Bogotá. No entanto, o camisa 6 Vascaíno não teve atuação de grande destaque, apesar de, enquanto teve pernas, distribuir bem o jogo e ensaiar alguns de seus dribles, desde sempre, imarcáveis. Felipe sentiu a falta de ritmo e pediu para sair. Natural que isso acontecesse. O Maestro passou 5 anos jogando pelada no Qatar e logo em seu retorno recebeu a marcação implacável de Willians, um dos melhores marcadores do Brasil. Para seu lugar veio Éder Luis, que teve bom desempenho e renovou um pouco o gás da equipe.

Enquanto isso, lá atrás, o Vasco contava com a grande atuação de Nílton, Rafael Carioca, Fernando(quem diria?) e claro, Dedé, o novo monstro da zaga, calando bocas de norte-sul norte-sul desse Brasil.

Carlos Alberto também veio a campo,na vaga do bravo e limitado Nunes. Só que ao contrário dos demais estreantes, foi mal. Tentou alguns dribles, algumas jogadas, mas foi pouco efetivo. O que também pode ser encarado como Natural, já que o capitão retornava de um longo tempo de inatividade.

A surpresa para mim foi Zé Roberto, que mesmo distante dos gramados há muito tempo, teve atuação acima das expectativas. Correu muito, buscou o jogo, partiu pra cima dos marcadores, finalizou e foi, a meu conceito, o melhor Vascaíno em campo.

Você deve estar me achando maluco! Sim, Zé Roberto foi o melhor em campo porque Fernando Prass não conta! Os Milagres operados no apagar das luzes reafirmaram a condição de grande goleiro da nossa muralha. Fernando Prass garantiu a justiça no placar e salvou o domingo daqueles que foram ao Maracanã assistir ao show Vascaíno. E se a torcida sai um pouco frustrada por não ter visto show nenhum, pelo menos acredito que tenha saído esperançosa de que esse time ainda vai crescer muito no campeonato e pode, sim, brigar pelos melhores lugares da tabela.

Nosso time era tecnicamente superior ao adversário, mas como já era esperado, a falta de ritmo dos medalhões tratou de equilibrar a partida. O Vasco de ontem era o time dos craques sem ritmo. Nas próximas rodadas, podem esperar a inversão dessa frase.

Seremos o time no ritmo dos craques!