sábado, 25 de setembro de 2010

Dane-se, to pulando fora por uns tempos!

Essa relação apaixonadamente insana com o Vasco não está fazendo nada bem pra minha vida. Outro dia, quando o Titi entregou o ouro, assustei até minha namorada com a agressividade que me dominou, fiquei completamente dominado pela raiva e pelo ódio, chutando as coisas pelo chão e gritando palavrões no meio da rua como se não fosse uma pessoa de bem. E é exatamente aí que é o problema: O Vasco não faz de mim uma boa pessoa mais. Fico agressivo, maluco, ofendo amigos, familiares, quebro coisas dentro de casa e fico com um aperto doloroso no coração, como hoje, na derrota para o Guarani, onde quase arranquei a porta do meu quarto fora, discuti com a minha mãe, gritei com o cachorro. Tenho que tentar parar com isso e melhorar como pessoa , por isso deixo esse blog abandonado até que o Vasco não me provoque mais essas sensações ruins e acelarações assustadoras dos meus batimentos cardíacos. Dias melhores virão, mas por hoje é só. Continuem ae na luta! Eu saio de rolé por uns tempos.Pelo menos enquanto o Vasco não conquistar os pontos que lhe assegurem na elite.



O VASCO É E SEMPE SERÁ O MAIOR TIME DO MUNDO

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu vou matar o Titi!


Esse blog não registrou a derrota honrosa para o Internacional, no último domingo, por 1 a 0.


Queria poder não registrar também a derrota por 2 a 2 diante do Botafogo, após estar vencendo por 2 a 0 e ter entregado, com duas falhas imbecis da dupla de acéfalos- Titi e Nilton-, o placar ao adversário.


Texto mesmo só escreverei na próxima vitória. Tomara Deus que seja esse ano.
Comentários apenas no Twitter enquanto o Vasco não vencer- @joao_almirante

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PC frustra as expectativas que só ele criou.



Até onde vai o trabalho de um treinador? Qual é, de fato, a parcela de responsabilidade do mesmo em relação aos resultados da equipe? Melhor: Em que verdadeiramente consiste o trabalho de um técnico? Tenho minha opinião sobre o assunto e o trabalho de PC Gusmão será objeto nessa análise.

Vamos do começo. Após a saída inesperada de Celso Roth do comando técnico do Vasco, PC foi contratado as pressas junto ao Ceará, então co-líder da competição. Aproveitou a parada da Copa do Mundo muito bem, e mesmo sem poder contar com os reforços internacionais, conseguiu dar uma cara ao time do Vasco. Solidificou a defesa, promoveu a subida de muitos jovens da base e com essa mistura obteve êxito na escalada para fora da zona de rebaixamento. Uma vez fora de lá, era chegada a hora de embalar na competição. Podendo já contar com os reforços, o Vasco cresceu de produção, encostou no g-4 e se recolocou na disputa. Vieram as contusões, as suspensões, os mais variados tipos de problemas e o Vasco danou a empatar, empatar, empatar, empatar até empatar de vez na tabela. PC salvou o Vasco do rebaixamento, mas o elenco Vascaíno parece ter chegado ao limite. Acho injusto cornetar um cara que fez a gente almejar coisas boas com um time praticamente condenado a segunda divisão. Se PC frustra as expectativas da galera, ele pelo menos frustra as expectativas que só o ótimo trabalho dele proporcionou.

O Vasco não sobe nem desce, apenas vai sobrevivendo, vagando entre a oitava e a décima posição. Os empates foram quase todos diferentes. Podemos até dizer que a única semelhança guardada entre todos eles é a conquista do Bendito/maldito e solitário ponto. A sucessão de empates do Vasco gera alvoroço em alguns entendidos da imprensa. Sabe aquele tipo de comentarista-jornalista-torcedor do Flamengo-Corinthians- que senta na bancada- e vê um jogo do Vasco- uma vez na vida- outra na morte? Pois bem, não vi mas aposto que ele hoje está por aí dizendo que o PC Gusmão só quer saber da própria invencibilidade e que se dane o Vasco. Diz que o PC está sendo covarde e parece estar contente com esse empate, pois assim ele alimenta a própria vaidade e segue sem perder. Tudo mentira! O PC não é covarde e o Vasco não está jogando para empatar. Jogar pra empatar, com exclusivamente esse propósito, o Vasco jogou uma vez, diante do São Paulo. Nas outras empatou por suas falhas e/ou qualidades do adversário, empatou porque o empate faz parte do jogo.

Ontem mais uma vez o Vasco jogou pra vencer. O trabalho do técnico PC Gusmão foi perfeito, pois ao técnico da equipe não cabe vencer as partidas. A ele cabe somente armar um esquema pra isso, dar subsídios táticos e organizacionais para os jogadores escolhidos e ponto. Em miúdos: Tem o treinador a missão de armar um esquema que seja firme defensivamente, como o Vasco tem mostrado , e que crie oportunidades de gol, como as que o Vasco cansou de desperdiçar. Fazer os gols compete aos atletas. No jogo diante do Avaí parecia, em dado momento, que finalmente a sina dos empates ficaria para trás. O Vasco jogava o tempo todo em cima, criava chances, perdia chances, até que Éder Luis, cada dia melhor, pôs na cabeça de Ramón e o Vasco abriu o placar. Logo em seguida, pênalti, a chance do Vasco matar, ainda na primeira etapa, a partida. Rafael Coelho, 17 anos afastado dos gramados, pede a bola e chuta feito uma menina nas mãos do goleiro. Prenúncio de tormenta. Segunda etapa começa e ao passo que as chances são criadas, elas são desperdiçadas, uma a uma, enervando e assombrando a vida dos Vascaínos, tementes pelo castigo. Que veio, após contra-ataque puxado em uma bola mal atravessada de Rafael Carioca. Muda-se a postura, muda-se o esquema, mudam-se as peças e o resultado permanece o mesmo. Ô roteirozinho maldito! Empate de perdedores. Os jogadores perdem gol, a torcida perde a paciência e o Vasco perde-se no meio de 900 times igualmente empacados no meio da tabela.


No entanto, a mudança de postura, inegavelmente agressiva, que o Vasco vem apresentando pelo menos nas 2 últimas rodadas me dá um fiapo de esperança. Do jeito que o Vasco vinha jogando, a impressão era de que os empates mais cedo ou mais tarde iriam se transformar em derrotas . Hoje, pelo menos, parece que falta pouco para esses empates virarem vitórias.Ou sei lá! A impressão real que se tem é que o Vasco vai empatar todas as partidas até o fim dos tempos. A pressão pelos resultados cada dia fica mais forte. A torcida não quer saber, e tem toda razão, os motivos pelo qual o Vasco empata. A gente só quer saber de vencer e subir na tabela. O próximo desafio é contra o Inter, o único time do campeonato que conseguiu perder para o pior time da competição, o Vasco pré-copa. Não é toda hora que conseguiremos uma vitória/milagre como aquela. Um empate no Beira-Rio seria motivo de comemoração caso tivéssemos vencido Galo e Avaí em casa. Como não, temos que buscar a vitória fora e se não der, que pelo menos arranquemos um empate de lá, porque o empate é sempre melhor que a derrota, apesar de, no nosso caso, significar praticamente a mesma coisa.

Ao Vasco tudo! Sempre!

TWITTER @joao_almirante

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sendo assim, sim!



Não há o que se reclamar da postura do Vasco no empate de 0 a 0 com o Palmeiras.

Empatamos porque o empate faz parte do jogo, mas jogamos os 90 minutos em busca da vitória. Jogamos como gigante que somos, tentando nos impor sobre o adversário, mas faltou um pouco de tranqüilidade para transformar nossa inconteste superioridade em gols. Tivéssemos jogado assim em todas as partidas, certamente teríamos mais vitórias e menos empates na conta, mesmo com os inúmeros desfalques.

O Vasco foi bastante superior na primeira etapa. A opção de Felipe Bastos no lugar de Rômulo melhorou a equipe, e acredito que nas próximas rodadas ele deva ser o titular. Tem se mostrado um jogador de muita qualidade, dinâmico- na medida em que marca e sai para o jogo com competência- ,e com um ótimo poder de finalização de média e longa distância. Éder Luis tentava compensar a ausência de um lateral esquerdo explorando bem o setor direito da defesa do Palmeiras. Zé Roberto, intensamente marcado, quando encontrava espaços era perigoso. Numa grande jogada dele, Nunes não foi feliz na devolução e o Vasco perdeu a grande chance de sair na cara do goleiro.

Felipão lançou Valdívia no segundo tempo e a marcação vascaína demorou a se encontrar em campo, e só o fez quando PC sacou Felipe Bastos para entrada de Rômulo, que foi muito bem, acabando com a vida fácil do maestro palmeirense. A zaga Vascaína era firme e cada dia fico mais convicto de que Dedé é um zagueiro de nível internacional. Fez incontáveis desarmes, tirou todas pelo alto, todas por baixo e a rigor foi envolvido em apenas um lance durante toda partida. No mais, foi soberano! Titi ainda não me passa confiança e está bem aquém do nível de seu companheiro. Ainda assim, com boas atuações de Rafael Carioca, Jumar (Defensivamente foi firme) e Nílton- que quando está com a medicação em dia é muito útil- seguramos bem o ataque alvi-verde. Nunes deu lugar a Jonathan e Rafael carioca deu lugar a Fumagalli, mas o panorama pouco se modificou. No fim, 0 a 0, vaias da torcida da casa e mais um empate na conta dos 2 times que mais empataram no campeonato.

O Grupo dos 4 primeiros começa a se consolidar com Unimed, Corinthians, Botafogo e Cruzeiro. A distância que nos separa da zona de classificação da Libertadores já é de 9 pontos, embora essa diferença possa cair em virtude do jogo a menos que temos. Nos restam 18 rodadas pela frente e ainda é possível recuperar-se. Para isso, é necessário que o Vasco jogue sempre como ontem, buscando incessantemente a vitória, jogando melhor, inclusive, do que em algumas partidas que venceu. É provável que Carlos Alberto volte ao time contra o Avaí. Graças a DEUS! Os catarinenses estão em crise e se não vencermos, entraremos numa também.

Vamos que vamos que a distância aumentou, mas no campeonato em que o Goiás empata com Inter no Beira-Rio e a Unimed perde pro Atlético-GO, tudo é possível.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Na hora de embalar...Refugo!



Vira pra lá, vira pra cá, troca o lado do travesseiro, levanta, bebe água, deita de novo e o sono demora a chegar. A imbecilidade do Nílton martelava na minha cabeça e não deixou que eu pregasse o olho tão cedo na noite de ontem. Já virou rotina. Sempre que o Vasco tem a chance de embalar, refuga.

Esperava-se já por um jogo chato e amarrado. Sem poder contar com Zé Roberto, Felipe e principalmente Carlos Alberto, indiscutivelmente o melhor jogador do elenco, PC levou a campo uma escalação precária. Acho injusto condenar nosso treinador pelo mau resultado. Toda equipe se ressente da ausência de seus 3 principais articuladores, e nós, que já não temos tantas opções de banco, nos ressentimos ainda mais. Tínhamos um time de série B em campo, contra um time que tem tudo para estar lá no ano que vem. Resultado: Jogo de Série B.

O que se pode esperar de uma equipe que joga com 3 volantes, por total e absoluta falta de opções, que tem como principal responsável pela criação de jogadas alguém tão medíocre como o Fumagalli e ainda por cima joga sem lateral esquerdo? Muita luta pela bola, disposição e só.

Ainda assim, o Vasco não foi tão mal quanto se esperava que fosse na primeira etapa. Embora não entrasse para finalizar na área, os chutes de fora assustavam o fraquíssimo goleiro Fábio Costa. Num desses arremates, Éder Luis assinou uma pintura contra o clube que o revelou.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima. Resultado garantido? Não mesmo, mas parece que isso é o que passa na cabeça dos jogadores do Vasco, que invariavelmente recuam e cedem campo ao adversário, que começa a gostar do jogo. Talvez isso dê pelas características dos jogadores. Terminamos a partida com 7 jogadores de cacoetes defensivos. E aí começa aquele aperto. Os caras chegando, tocando bola nas imediações da nossa área, até que uma hora, Pimba! O Diabinho se acomoda nos ombros do Nílton e começa a provocá-lo: “ E aí meu Brother, tempão que você não faz uma cagada daquelas hein cara...nem parece o Níltão que a gente conhece”. O diabinho ofendeu a honra do nosso camisa 5, e ele, como não leva desaforo pra casa, estica a perna mesmo, deixa o adversário tocar nela mesmo e dane-se se a cobertura já esta inteira no lance, dane-se se o adversário não vai fazer nada com a bola, dane-se se isso vai “foder” com a noite de sono dos Vascaínos, dane-se se o Vasco vai ficar pra trás na briga pelo G-4.

O resultado de empate diante de uma das piores equipes da competição é ainda mais inaceitável por ter se tratado de um jogo em casa. Agora precisamos correr atrás do prejuízo fora ,contra o Palmeiras. Zé Roberto volta a equipe, e isso certamente melhora nosso nível, embora, em nosso elenco, eu acredite que a única andorinha que possa sozinha fazer verão seja o melhor jogador do time, Carlos Alberto. A próxima rodada coloca frente a frente as duas equipes que mais empataram na competição, num jogo onde o empate não servirá de alento pra ninguém. O que esperar? Se eu descobrir eu conto pra vocês.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quando ele sente a coxa a gente sente o coração...


Estava bom demais para ser verdade. Nosso melhor jogador, indiscutivelmente, não poderá desfilar seu futebol fantástico nas próximas rodadas do campeonato. Nem Deus sabe quanto tempo o capitão irá demorar para recuperar-se de sua qüinquagésima lesão.

Quando Carlos Alberto sente a parte posterior da coxa, a torcida Vascaína sente o coração.

Antes da lesão, porém, o melhor jogador do Vasco teve tempo de fazer uma jogada maravilhosa, aliando técnica, raça e vigor físico, que culminou no belo gol de Zé Roberto e garantiu o placar parcial da primeira etapa. Os 20 primeiros minutos do Vasco foram de um futebol vistoso, objetivo e que trouxe esperanças. No entanto, recuamos demais, demos campo aos cearenses , que cercavam nossa área, mas não conseguiam verticalizar a posse de bola.

A segunda etapa correu majoritariamente como na primeira. O Ceará com a bola sem dar sentido prático a ela, e o Vasco tentando encaixar um contra-ataque para decidir a partida. Tarefa que ficou dificultada quando o melhor jogador do Vasco, indiscutivelmente, saiu por lesão, e quando Zé Roberto e Éder Luis cansaram. Dar a bola ao adversário da maneira que o Vasco vêm fazendo é um risco. Sorte que, ultimamente, posse de bola adversária seja sinônimo de Dedé! O rival tem a bola, mas aí a única coisa que se vê é o nosso zagueirão, que afasta o perigo de “N” maneiras, todas elas funcionais. Vêm cruzamento pelo alto? Tem Dedé para tirar de cabeça. Vêm bola rasteira na área? Tem Dedé chutando pra tudo quanto é lado. Vêm atacante de mano com a defesa? Tem Dedésarme preciso. E se a bola passa pro ele? Aí tem Prass né...

E se o jogo tá difícil, uma falta perto da área pode ser a grande chance de matar a peleja. Quem se apresenta é Felipe Bastos, que em seu primeiro toque na bola com a camisa do Vasco arranca pela direita, se livra de dois marcadores e finaliza torto. Em sua segunda participação, cobra falta na barreira, e em sua terceira, pega o próprio rebote e fuzila rasteiro no canto do goleiro para selar a segunda vitória fora de casa do Vasco, impondo a primeira derrota do Vovô em seus domínios. Que estréia hein garoto! É prematuro fazer qualquer tipo de análise sobre esse jogador. Não sei o que dizer sobre ele, até porque não houve tempo pra isso. A única coisa que sei é que quero ver muito mais dele!

Chegamos ao fim do primeiro turno e PC Gusmão continua como o único invicto da competição. A distância pro agora G-6 é de apenas 5 pontos e a confortável diferença de 9 pontos nos separa da zona maldita. Levando em conta o fato de termos uma partida a menos, a distância lá de cima pode diminuir e a lá de baixo aumentar. O sonho é mais próximo que o pesadelo, quem diria isso no começo do campeonato?

Mas para continuar sonhando, o Vasco não pode vacilar. Estaremos amplamente desfalcados no próximo confronto e talvez não existisse adversário melhor para esse tipo de ocasião do que o confuso time de Wanderley Luxemburgo. Começar bem o segundo turno é fundamental. Precisamos ainda de vitórias para diluir aquela incômoda sequência de empates e quem sabe olhar para eles com mais ternura no futuro, agradecendo pelo ponto conquistado e não lamentando-se por não ter brigado por mais dois.

O Vasco segue firme na briga, embora muitos ainda não estejam dispostos a enxergar.


@joao_almirante

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Vasco tem que bater!



O Vasco teve pela frente nas últimas rodadas 3 adversários de grande potencial e colheu 3 empates.

Empates diferentes, importante ressaltar.

No primeiro, contra a Unimed, há um consenso de que deixamos para trás 2 pontos por puro preciosismo. Fomos melhores em boa parte do clássico e só não vencemos por um erro individual imperdoável. O empate teve um gosto amargo de derrota.

No segundo, contra a Bambilândia, viajamos a São Paulo apenas para nos defender. Postura absolutamente covarde e inaceitável para um time que pretende voar alto no campeonato. O empate teve gosto de “nunca mais”.

No terceiro, contra o ótimo Cruzeiro, foram expostas nossas carências e limitações, típicas dos times em formação. Fomos pressionados boa parte do tempo por um time veloz e entrosado, mas vira e mexe chegávamos com perigo ao ataque. O sistema defensivo e Fernando Prass foram responsáveis diretos pela obtenção do resultado, que tinha tudo para ser pior. O empate teve gosto de “pelo menos”.

Se a distância para a zona de Libertadores é de 5 pontos, a distância para a zona de rebaixamento é de apenas 6, o que revela o dinamismo e equilíbrio do campeonato. Um campeonato que não permite cochilos. Que não permite que uma equipe se sustente em boas colocações empatando 60% dos seus jogos. Que não permitirá que o Vasco atinja seus objetivos se o panorama não começar a mudar a partir da próxima rodada.

Passaremos agora por uma fase de baixa na tabela. O que,contudo, não representa nenhum tipo de facilidade, mas aumenta nossa obrigação de obter bons resultados. Contra Ceará, Atlético MG, Palmeiras e Avaí, nosso dever é brigar por 12 pontos e sair com pelo menos 10. Isso se realmente quisermos os melhore postos da tabela e não apenas ficar na calmaria.

Cada jogo deve ser encarado como decisão. Não podemos deixar o bloco de cima desgarrar. Para um time que saiu da penúltima colocação e de um cenário caótico, recuperar 5 pontos é tarefa longe de ser impossível. O importante é continuar no bolo e arrancar no momento certo.

A primeira final se dá contra o Ceára, lá no Castelão, jogo complicadíssimo. Os cearenses estão invictos dentro de casa e certamente não encontraremos facilidades por lá. Mas time que quer brigar tem que ser assim, tem que se mostrar forte nas dificuldades, até porque elas aumentam rodada a rodada conforme o campeonato vai se aproximando da reta de chegada.

PC levará a campo uma formação tradicional, o bom e velho 4-4-2 . No gol, a segurança e categoria de Fernando Prass; na lateral direita, o ótimo Fagner; Dedé e Titi compõe a zaga e Jumar foi o escolhido da vez para se fingir de lateral esquerdo. Rafael Carioca faz dupla de volantes com Rômulo, de volta ao time. Carlos Alberto, jogando onde melhor rende, arma o jogo com Zé Roberto ao seu lado. No ataque, a velocidade pouco inteligente de Éder Luis terá companhia da vontade de mostrar serviço do garoto Jonathan. Nosso treinador insiste em jogar sem uma referência no ataque. Vamos ver quantos empates serão necessários para ele perceber que isso dificilmente vai dar certo.

PC Gusmão conhece muito bem a equipe adversária e até por isso prevê um jogo chato. Sabe que os cearenses são fortes dentro de seus domínios e que possuem um sistema defensivo bastante sólido, armado por ele próprio. O Ceará subiu na tabela se organizando a partir da defesa, assim como acontece com o Vasco. No entanto, os anseios das duas equipes são naturalmente diferentes. Permanecer na série A já é motivo de comemoração para os nordestinos. Ao Vasco não cabe apenas atravessar o campeonato sem apanhar. O Vasco tem que bater!