sábado, 13 de novembro de 2010

Um beijo na mocinha é o que pedimos.



Esse ano foi de uma inconstância singular, tanto minha quanto do Vasco. Escrevi pouquíssimas colunas para esse site, e maioria delas vieram à tona em momentos de turbulência. Não foi a falta de tempo que fez-me dar um freio nos escritos, foi a falta de Vasco, pelo menos a falta do Vasco vencedor que eu nasci amando. Foi, também, a horrível sensação de impotência que acomete a todos nós quando lemos o noticiário Vascaíno, especialmente nas questões referentes a sempre vulcânica política de nosso clube. É impressionante como esses barrigudos de gravata nunca se emendam! Trabalham dia sim e dia também para perturbar a paz e o juízo dos vascaínos.


Há muito não visito um certo site da oposição, mas tenho certeza que eles andam a grunhir em seus escritos, sempre denunciando um pseudo pecado mortal ou uma suposta tramóia dos dirigentes que hoje comandam o clube. Chego a desconfiar que as esposas desses senhores(se as tiverem) estão sempre a dormir de calças Jeans, na verdade é a única explicação que consigo aventar. Ao terminar de ler qualquer coluna daquele site, a vontade que dá é de ir a um centro Kardecista qualquer e tomar um “passe” pra ver se desanuvia um pouco o espírito e descarrega um pouco daquele ódio impregnante que eles professam.


Descontente, porém, é óbvio que todos estamos. Só é possível descontentar-se com a campanha fraca e bem aquém de nossas possibilidades que conduzimos não só neste brasileiro, como ao longo de toda a temporada. O time titular do Vasco não deve ou deve pouco a maioria dos que estão acima dele, fato incomum durante essa década perdida. E aí, certamente, reside o mais crucial dos problemas, porque a quantidade de partidas que o bom time titular cruzmaltino fez durante a temporada se conta nos dedos. A principal peça, Carlos Alberto, esteve em São Januário em menos oportunidades do que eu, sendo que na maioria delas jogando no “sacrifício”! E olha que esse ano nem fui em muitos jogos. Há de concordar que desse jeito fica muito difícil de almejar algo grandioso.


Aí não vai uma crítica ao nosso capitão, pessoa pela qual nutro simpatia e muito respeito. O caso é que isso afetou mortalmente as ambições que tínhamos. Não acredito que ele seja do tipo chinelinho. Explico. Não vejo o Carlos Alberto como alguém que viva no departamento médico por sua própria vontade e esteja deliberadamente fazendo corpo mole. O fato é que ele se machuca muito, o que somado ao(Pelo menos foi assim que se mostrou) ineficiente departamento médico Vascaíno, acaba por impedir que ele jogue, mas parece que vai voltar agora. Agora que não adianta de mais nada. O Vasco já se consolidou na décima segunda posição, que hercúleamente e contra a vontade de nossos 15 milhões de impacientes corações, tanto buscou ao longo do campeonato. Hélio Ricardo escreveu em sua coluna que fizemos papel de coadjuvantes no campeonato, mas faria um pequeno reparo: Fomos menos, fizemos apenas uma ponta no filme desse brasileiro. Uma ponta sem falas e sem créditos no final.


O Vasco prometido não foi entregue. Confesso que já não é de hoje que apenas dou uma passada de olhos no noticiário vascaíno. Não que eu esteja ficando menos vascaíno, ao contrário, continuo um fundamentalista da causa, como sugere o nome do meu blog(WWW.fundamentalismovascaino.blogspot.com). É que um time em nossa situação estática só é capaz de produzir notícias desalentadoras e que parecem requentadas. A imprensa, sem ter muito o que falar sobre um time sem nada pra dizer, acaba tendo que produzir, por ela mesma, as matérias pra encher lingüiça em seus respectivos veículos. Aí começam as boatarias, os “disse-me-disses”, o técnico que balança mas não cai. Quando começam com isso, é que nada que preste vai acontecer até o fim do ano. Se o time está na pior, lemos com afinco e esperança as notícias, esperando que a tormenta enfim acabe. Quando o time está na ponta, do mesmo modo, mas por motivos naturalmente diferentes, queremos também consumir tudo que se fala do nosso clube. E quando estamos parados no meio da tabela? Aí queremos é que o ano acabe logo e comece logo o seguinte, que sempre renova esperanças.


Pra não parecer que eu também durmo com alguém que dorme de calça Jeans, vamos ver se consigo dar um toque de otimismo nessa coluna. O Vasco prometido não foi entregue, mas existem esperanças concretas que isso aconteça em 2011. Temos uma boa base para manter e reforçar pontualmente. Precisamos, basicamente, de alguém que substitua a provável saída de Rafael Carioca; um zagueiro para jogar com o defensor de nível Internacional Dedé; reposição de qualidade para as duas laterais; um atacante pra chamar de camisa 9; uma benzedeira de plantão no DM e, claro, a manutenção do Rodrigo Caetano, sem a qual todo esse planejamento tende a ir por água a abaixo.


Tudo isso se confirmando, o Vasco tem potencial para ser muito mais que um coadjuvante em 2011. Quem sabe a gente consiga até beijar a mocinha no final.


TWITTER joao_almirante


*Coluna do Supervasco.com

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Empatou, menos mal...


Razão e coração duelaram ontem.

A razão recomendava que eu ficasse em casa, repousasse e esperasse que a dor de cabeça que me afligia fosse embora. Já o coração, fustigava meu juízo, exigindo que eu cumprisse o meu dever de vascaíno e enfrentasse quaisquer adversidades para assistir a partida entre Vasco e Grêmio Itinerante.

Convencida nos acréssimos, a razão estava uma “arara” quando chegou com dez minutos de atraso no bar e já pôde constatar que o Vasco perdia. Disse a razão com sua voz sóbria empregando, contudo, o vocabulário do coração : “ “Eu avisei que isso ia dar merda!”

O coração era obrigado a concordar com sua irmã . O cenário não poderia ser pior. Concordaram, também, que a substituição de Rafael Carioca por Rafael Coelho, antes mesmo dos 20 minutos, não fazia muito sentido.

Quando um técnico faz uma substituição antes dos 18 minutos do primeiro tempo, das duas uma: Ou ele é um visionário, ou ele é um desvairado.

PC Gusmão está mais para a segunda opção e,ainda que o Vasco tenha virado a partida na primeira etapa, não foi a alteração inócua de Rafael Carioca por Rafael Coelho que possibilitou tal reação.

O Vasco virou porque tem capacidade técnica superior ao Prudente e porque tem em seu meio-campo um jogador diferenciado, Felipe, que, com dois cruzamentos milimétricos, deu dois gols para o jovem- e fraco- Rômulo.

O Vasco veio diferente para a segunda etapa. Rafael Coelho preferiu passar mal no vestiário à fazer a torcida passar mal nas arquibancadas com seu futebol nauseabundo. Para seu lugar, Fumagalli, que como todos sabem, é o Fumagalli e nada além disso carece ser dito.

Quase nada se viu na segunda etapa. Uma chancezinha aqui, outra ali, um passezinho do Felipe, um contra-ataque sempre disposto a ser assassinado por um inconstante Zé Roberto, e por fim, uma má notícia: Éder Luis se machucou e não deve jogar o clássico(zinho) de domingo.

Razão e Coração voltaram para casa satisfeitos na medida do possível. O Coração disse que valeu a pena, porque para o coração tudo vale a pena, mesmo uma vitória à duras penas . A razão, ainda que visivelmente contrariada, disse que pelo menos vencemos e afastamos de vez o fantasma do rebaixamento. O duelo empatou.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dá sem Dedé? Dá não!




O Vasco não tem a menor condição de nada sem o Dedé em campo.

Sem Dedé, o Vasco não perde apenas um dos melhores zagueiros da atualidade.

Dedé não faz falta ao sistema defensivo Vascaíno.
Ele É o sistema defensivo Vascaíno.

Ele e o Prass, que falhou, mas que continua sendo infalível na modesta opinião deste blogueiro.

E um time, que nunca será nada sem a completa harmonia entre seus setores, estará fadado ser menos ainda se jogar sem seu setor defensivo. Estará derrotado antes mesmo de entrar em campo.

A bem da verdade, confesso: A categoria do Felipe, a velocidade e intensidade do Éder Luiz, a segurança do infalível Fernando Prass, passa longe de arrancar tantos aplausos quanto a eficácia e segurança do Dedé em campo.

Em tempos de sair de nenhum lugar em direção a lugar algum, minha alegria com o Vasco se resume a contar os incontáveis desarmes do Dedé.

Torço para que essa minha última alegria perdure pelas rodadas que nos faltam. Torço para que o ano acabe logo e o Vasco encontre algum Dedé para fazer companhia ao Dedé que lá já está.

Esse Jadson é uma piada! Ágil feito uma tartaruga e móvel feito um Hipopótamo.

Sem Dedé o Vasco não dá nem pro cheiro...