sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Vasco que se pensa como tal





Bendita Taça Guanabara!


Sem aqueles resultados pífios e enganosos (Sim, enganosos, porque o Vasco era melhor do que os placares indicavam) o diagnóstico do fracasso não teria sido feito de forma antecipada. Correríamos o risco de estar até hoje com o time que iniciou o ano. Correríamos o risco de passar por 2011 novamente sem almejar nada.


O fracasso obrigou nossos diretores a fecharem as bocas e abrirem os cofres. E é isso que a torcida sempre cobrou, e não é de hoje. Antigamente, a revolta era pelas bravatas, nas quais nossos pífios elencos “não deviam para nenhum time do mundo”, segundo seu dirigente.Na atual gestão, era pela inércia e aparente satisfação com a mediocridade. Sabia-se e reconhecia-se a mediocridade, que se pelo menos não era bravateada, tampouco era combatida. Na teoria, a prática era a mesma.



E por isso que agradeço a Taça Guanabara, que se encaixa perfeitamente na categoria “Males que vem para o Bem”. O time foi obrigado a se reformular. Algo que não acreditava ser possível, não por falta de aviso, foi fundamental no processo. A saída de Carlos Alberto revelou um grupo mais unido, leve, alegre e principalmente um Felipe mais desenvolto, mais participativo, mas justificador de trezentas pratas no fim do mês.


Chegaram Diego Souza, Bernardo, Alecsandro, sangue novo, gente nova, gente boa. Hoje não é bravata, e não me causa nenhum constrangimento dizer que o Vasco tem potencial para vencer os quatro títulos que disputará na temporada. Atenção, POTENCIAL. Ricardo Gomes tem a sua disposição material humano para fazer do Vasco um time forte como há muito tempo não tínhamos. Um time que quando se confunde com sua torcida, torna-se imbatível.


A volta de Juninho resgata a lembrança do Vasco vitorioso, aumentas a esperanças do futuro, reacende a esperança no coração vascaíno. Claro que ele não será mais o mesmo de antes, mesmo assim será um jogador de um patamar acima da maioria tanto dentro, quanto fora de campo. É impossível enxergar uma liderança mais positiva para um grupo do que a de nossa Majestade.



O Vasco se monta e se pensa, finalmente e novamente, como o gigante que é. Não falo de um time perfeito, de um elenco galático, mas da nova atitude que o clube toma em relação a seu futuro. Finalmente se enxerga na prática a vontade de fazer o Vasco, nem novo, nem velho, mas Vasco, um vencedor por excelência.

Um comentário:

  1. Acho que o principal benefício da crise da Taça Guanabara foi a saída do Carlos Alberto que, como se viu, estava mesmo atrapalhando o grupo.
    Já os reforços não dá pra por tanto nessa conta. Bernardo já tinha sido contratado durante a TG, Alecsandro já vinha negociando há tempos e Juninho é sonho desde que a diretoria assumiu. No máximo podemos por na conta o Diego Souza, com quem a diretoria afirma que já vinha negociando, mas acredito que a folga na folha de pagamanto que a saída do CA deixou foi o principal motivo da sua vinda.

    De qualquer maneira é mesmo bom ver o Vasco novamente com um elenco competitivo, a altura das outras grandes equipes do Brasil... Vamos esperar que no Brasileirão essa nossa impressão se confirme.

    Saudações vascaínas,

    @sobrevasco

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