sábado, 11 de junho de 2011

Oito em 29



Conforme prometido, cá estou eu de volta!

Depois da magnífica conquista da Copa do Brasil, o Blog do Almirante tem a honra de apresentar seu primeiro post ilustrado por uma taça.

E que taça! E que Raça... foi preciso para trazê-la para dentro da galeria de troféus mais bonita do futebol mundial.

Você, vascaíno como eu, já haveria de esperar por dificuldades.

A final diante do aguerrido Coritiba, grande valorizador da nossa vitória, foi sofrida como teria que ser. Tão sofrida que sofro até agora vendo a reprise. Penso que o Coritiba merecia vencer e só não o fez porque topou de frente com o único time que merecia mais do que ele.

Depois de anos de achincalhe, chacota, menosprezo, o Vasco enfim levanta-se e exige o respeito perdido durante anos de administrações patéticas e times à imagem semelhança de seus antigos comandantes.

O sofrimento que precede a glória: Frase que serve tanto para contar a épica batalha do Couto Pereira, quanto narrar o percurso do Vasco na temporada.

Falemos, pois, só da batalha.

Quantas não foram as alegrias, emoções, as lágrimas, as incertezas, os medos, os filmes que se passaram na cabeça dos Vascaínos durante os 90 minutos e os generosos acréssimos do juiz.

Primeira metade, gol de Alecsandro, aquele que arrebata a galera, dá ainda mais confiança, praticamente sela a vitória e o título. Afinal, o que se comentava era a importância de abrir o placar. O Coxa jamais nos faria 3 gols.

Os anfitriões não se abalam. Empatam. Viram. Tornam...

... a cabeça dos Vascaínos uma grande de tela de filmes de terror! Será possível? Outra vez bateremos na trave?

Não!- dizia o coração já pela altura da garganta.

No intervalo busco a “santinha” no quarto do meu pai, “santinha” de tantas e tantas vitórias do passado. Como sempre fazia, explico-lhe corretamente a situação, mesmo sabendo que ela já tem os traquejos das competições e sabe muito bem o que me alegra e o que me desagrada.

E ver o Éder Luis fazer uma partida da entrega e da competência/inteligência que fez, é uma das coisas que muito me agrada e que muito ajuda o Vasco.

Fernando Prass bate o tiro de meta, Alecsandro desvia, sobra para Éder, numa posição “nem lá nem cá”. Ele resolve mandar dali mesmo, um chute ermo, uma bola vadia, sem pretensões. As penas do frango sequer resvalaram nas coxas negras do Coxa Branca Édson Bastos. Era o empate, mas um sinal de que nada iria tirar a taça das nossas mãos.

Bastava gastar o tempo, jogar com inteligência, bastava o Ramón chutar a bola pra frente ao invés de entregar nos pés do adversário. Na sobra do cruzamento, o algoz acerta um tiro certeiro, de rara felicidade, no ângulo da nossa meta.

Nossa meta que a partir daquele momento passou a ser impedir que os adversários fizessem outro gol.

Àquela altura o relógio marcava cravados 21 minutos.

Os 29 minutos restantes estabelecidos pelo juiz, foram os 29 minutos mais longos da minha vida.

Demorou-se oito anos entre o estufar das redes no chute certeiro de Willian e o derradeiro e redentor trilar do apito de Sálvio Espínola.

E durante esses oito anos finais de partida, foi necessária a entrega de todos, dentro e fora de campo. E todos fizeram jus a camisa que vestem e agigantaram-se.

Vencemos na segurança e na cera do Prass, na categoria do Felipe, no aguerrimento do Ramón, do Jumar, do Eduardo Costa, na força do Diego Souza, na velocidade incansável do Éder, na calma do Alecsandro, na habilidade do Bernardo, na entrega do Allan e claro; na intransponibilidade do trio Dedé-Anderson Martins-Rômulo. Todos esses e outros, que sequer entraram, foram decisivos. Nada mais justo do que falar também de Ricardo Gomes, que com serenidade e inteligência extraiu a força máxima de cada jogador e mostrou o verdadeiro valor que nós temos. Homenagens estendidas aos nossos dirigentes, especialmente ao Rodrigo Caetano, responsável pela gestão profissional e, desde já, vitoriosa.

Mas nós temos nossa responsabilidade na vitória. Vencemos também por causa da minha santinha, da sua santinha, da reza da minha namorada, na promessa de cada um, dos mesmos rituais realizados ao longo de toda campanha, na ausência de qualquer material da cor verde no meu quarto. O nosso pensamento positivo era o que tirava aquelas bolas que voavam desesperadoramente sobre nossa área no fim do jogo e nos confundiam por conta da incompreensível decisão de jogarmos com uniformes de cores parecidas.

E quando o juiz apitou, o mundo encheu-se de graça novamente! Uma alegria dominou e domina nossos corações e as ruas do nosso país. Um misto de alívio, inegável, com sensação de dever cumprido e satisfação.

Uma vitória para lavar a alma, para encher de orgulho. Triunfo que recoloca o Vasco no patamar ao qual sempre pertenceu: entre os fortes, entre os gigantes, do Brasil e da América!

O Vasco agora, livre da pressão alucinante imposta pelo jejum, terá a serenidade necessária para seguir seu rumo de habituais conquistas. Já disse uma vez e repito: Quando o Vasco confunde-se com sua torcida, torna-se forte como poucos são capazes. Mais conquistas virão, e de forma natural, aliás, conquistar é o natural para o Vasco. Título chama título. É um ciclo virtuoso!

Uma nova era de vitórias se inicia! O Gigante acorda de longo sono, com fome de taças para o desjejum!

Tremei...

NÓS “TAMO” DE VOLTA PORRA!!!!!!

7 comentários:

  1. Ai, bela coluna.
    Agora só no fim do Brasileiro ou da Sul Americano, ok... rs...!

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  2. Meu par de meias de lã, usado desde o jogo contra o Avaí... A renca de cestas básicas que foram prometidas no bar... A correntinha de São Jorge...

    Fui eu, foi você...

    SOMOS CAMPEÕES!!

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  3. Ai, bela coluna.
    Agora só no fim do Brasileiro ou da Sul Americano, ok... rs...! [2]

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  4. apos a vitoria de 2 a 0 no Avai, passei a ver o jogo no mesmo lugar, na sala onde meus filhos jogam video game, voltei a fazer algo que tinha deixado a muito tempo, me benzer antes dos jogos, e cara voltamos e nunca mais sairemos do nosso lugar de direito. VASCO

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  5. A Santinha ainda existe? A longa experiência dela com o futebol permite que ela seja técnica de qualquer time ou que participe de qualquer mesa redonda....rs

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  6. NÓS “TAMO” DE VOLTA PORRA!!!!!! [2]

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  7. Olá

    Primeira vez comentando aqui, mas eu sou um ávido leitor do seu blog e realmente gosto de seu trabalho, parabéns!

    Posso sugerir que você adicionar um plugin para o seu site para torná-lo melhor para nós leitores? Eu vi isso lá no brasileirao.org e acho que seria realmente uma boa adição ao blog.

    Refiro-me a isto: http://www.brasileirao.org/webmaster.html

    É um bom resumo do time e acredito que faria o seu blog um pouco mais inteiro. Se eu pudesse obter todas essas informações apenas a partir do seu blog, eu não teria nenhuma razão para ir em qualquer outro lugar para isso.

    De qualquer forma, eu sinto muito por ser um pouco chato! Parabéns novamente e mantenha o bom trabalho, nós agradecemos!

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Saudações Cruzmaltinas