quinta-feira, 7 de julho de 2011

Juninho não tem opção: Ficar ou ficar!



O Vasco é hoje um time que joga de barriga cheia.

Confrontando-se com um time que jogou intensamente, querendo tirar a barriga da miséria e o pai da forca, impossível que o resultado fosse outro a não ser a justíssima derrota.

Juninho precisou de dois minutos para mostrar que será o nosso capitão na saga da Libertadores do ano que vem. Além do golaço de falta, conseguiu alçar bolas na áreas melhor do que qualquer outro jogador vascaíno nos últimos 10 anos. Todas, absolutamente todas as bolas que saíram de seus pés ofereceram perigo ao gol adversário. Olha, Reizinho, você não terá opção: É ficar ou ficar!

Após o gol precoce, porém, o Vasco incorreu no mesmo erro que apresenta desde a Copa do Brasil, inclusive. Afundou-se dentro da própria área, deixou-se pressionar e, pressionado a todo tempo, ficou muito mais suscetível às falhas defensivas, como as que aconteceram nos dois gols Corinthianos. A velha história da água mole em pedra dura. Que quase nunca falha. O pior é constatar que tem torcedor que acha que todos os gols são culpa do goleiro. Vai saber.

É certo também que a ousadia de Ricardo Gomes em montar um meio campo de características unicamente ofensivas diminuiu muito nossa pegada. Além de não reter a bola, como é o esperado quando se têm jogadores do nível que temos, não conseguíamos sair do abafa. Os desafogos óbvios, as laterais, são habitadas por figuras nulas e isso gera uma dúvida assustadora: Como que vai ser? Márcio Careca e Fágner até o fim? É isso mesmo? Que nada... o Gerley vem aí...peraí? Ger..QUEM?

Ainda mais nulo que os dois, Diego Souza. Figura tão alheia à partida que é impossível até mesmo se irritar com ele. Não pega na bola, não é visto, não tem o nome narrado, nem mesmo as mais modernas câmeras televisas são capazes de achá-lo no gramado. O banco não parece questão de tempo, parece questão de bom senso. Faz o simples Ricardo: O meio campo ta sem pegada? Coloca o Eduardo Costa no lugar do Diego e adianta o Juninho. Qualidade, pegada e principalmente, onze jogadores contribuindo em campo.

Se o camisa 10 não consegue sequer nos irritar, o camisa 9 o faz com excelência. Ainda assim, a qualidade das atuações dos centroavantes comuns, como é o caso do Alecsandro, é estritamente ligada a atuação do conjunto. O time não criou e ele teve que vir buscar a bola para tentar participar do jogo e justificar o salário que recebe. Toda vez que o Alecsandro tiver que participar de outra forma que não seja esticar o pé para empurrar a bola pra rede, ele vai irritar.

Felipe é outro caso curioso. Convencido de que tem 33 anos de idade, joga bola que é uma beleza, mas tem vezes que ele decide operar em 46 anos. Ontem nem foi tanto o caso. Não estava em uma noite inspirada e como normalmente acontece, ele falha em não se dar conta disso. Tentou a todo momento enfiar bolas mágicas para os companheiros. Errou todas. Assim como errou Éder Luis, em vertiginosa queda de produção.

Ainda assim, se Ricardo Gomes conseguir novamente despertar a fome nesse elenco e com a melhor ambientação do Juninho, que será rápida como já esperava, é possível se manter no bolo de cima.

Enfastiados, de barriga cheia, sem tesão e com a certeza de que o pai está sentado na poltrona bebendo cerveja e não na forca, o Vasco vai só “ brincar no Brasileiro”.

Uma pena.

Quem sabe na Sul-Americana, com a possibilidade de um apetitoso título internacional, o Vasco resolva fazer uma boquinha.

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