domingo, 10 de julho de 2011

A surpresa da ignorância


Tudo ficou em segundo plano quando Juninho pisou o gramado de São Januário.

Formações, táticas, estratégias, adversários e até mesmo placar. Tudo.

A forma física esplendorosa com a qual nosso capitão desenvolve seu futebol majestoso só é capaz de surpreender à ignorância. Somente àqueles de visão tacanha e curta, que só conseguem analisá-lo com ressalvas, observando-o pelo prisma da idade.

Por outro lado, os que enxergam o Reizinho em sua plenitude, ou seja, como uma Cruz de Malta calçando chuteiras, só vêm sendo ratificado tudo aquilo que já era esperado e até mesmo óbvio.

Pro diabo o ritmo de jogo, os dois anos no semi-profissional futebol do Qatar, os 36 anos de idade. Ressalvas como essas cabem aos jogadores comuns, não se aplicam às exceções. E Juninho é mais que exceção, é único!

Nas arquibancadas de São Januário, dediquei boa parte dos meus olhares a movimentação do Rei. Até mesmo nos momentos em que a bola mostrava visível desconforto, emprestada a outros pés, me detive em analisar Juninho, o soberano dela.

Foi possível vê-lo a todo tempo exercendo a liderança, outorgada pela natureza. Conversava a todo tempo com os companheiros, incentivava os mais jovens, orientava o posicionamento da equipe, gesticulava, conversava com o juiz, pedia o apoio da torcida. Os 36 anos parecem ter sido capazes apenas de torná-lo mais hábil na arte que domina como poucos: Incorporar a camisa vascaína.

E mesmo que por instantes a presença de Juninho tão perto nos tire um pouco da realidade da disputa, o próprio faz questão de nos devolver a ela, quando se lança em carrinhos em direção aos cruzamentos dos adversários, lembrando que muita coisa estava em jogo.

Jogo que terminou em justos 2 a 0 para equipe que, se não jogou bem, pelo menos conseguiu chutar em gol, algo que em nenhum momento foi conseguido pelo forte adversário.

Resultado obtido em duas jogadas que há muito tempo não costumavam nos garantir vitórias. Primeiro um escanteio, muito bem executado por Bernardo que encontrou a cabeçada potente de Rômulo. Na sobra, Éder Luis finalmente desencantou. E depois, no fim da partida, o garoto-cruz-de-malta de 36 anos cobrou mais uma de suas faltas letais que, rebatida, encontrou a testada firme de Dedé.

Esbanjando vigor, Juninho agradeceu a torcida e deu entrevistas a repórteres incrédulos com sua forma invejável. Suas palavras, sempre irritantemente humildes, eram abafadas pela reverência dos poucos mais de oito mil súditos que lá estiveram.

Juninho é raro até nisso! Tem jogador que faz um brilhareco qualquer e já se acha o ídolo da galera. O Rei, que carrega o peso da imaculável e eterna idolatria dos Vascaínos, parece constrangido com a situação. E talvez seja por isso que ele se multiplique dentro de campo, numa espécie de tentativa de retribuir o carinho. Esquece Reizinho, tudo que fazemos é ainda pouco.

Girando a “Primeira Pele” sobre a cabeça e com um aceno ele se despediu do seu povo, já ansioso pelo próximo baile real.

2 comentários:

  1. Próximo sábado estarei em São Januário compondo a corte do nosso estimado Rei. E que venham os incrédulos, os pagãos, os bárbaros e os hostís! Há uma grande guerra é o nosso Reizinho o incansável comandante do seu exército de 10 homens, batalha a batalha, rumo ao triunfo e à glória. Os cavalheiros da ordem da Cruz de Cristo hão de se insurgir e se inflamar diante de toda a estupidez e ignorância, pois eles lutam por algo maior, pois eles têm no peito a cruz dos guerreiros. Um forte abraço!

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  2. Galera da torcida do Vascão, vamos assinar o abaixo assinado contra Eurico Miranda e ajudar a pedir a expulsão dele do quadro social do Vascão. Não demora nem um minutinho.
    Me ajudem a promover esse abaixo assinado e repassem para todos os vascaínos que são contra o Eurico Miranda tentando mandar e desmandar no Vasco e no futebol brasileiro.

    http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2011N11855

    Saudações Vascaínas.

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Saudações Cruzmaltinas