domingo, 18 de setembro de 2011

Do resto o destino se encarrega...


A Noite foi de Diego Souza.

Emoldurado pela Colina Histórica, que revive seus melhores dias, o camisa 10 reeditou os seus.

Dribles, passes, lançamentos precisos e gol antológico. Foi por conta desse cartel que o Vasco investiu em sua contratação. E ontem ele quis mostrar que investiu certo.

Jogador de rara habilidade para o tamanho que tem, e do tamanho que requer a camisa 10 Vascaína, Diego chamou o jogo pra si e colocou o Grêmio no bolso.

Falar apenas dele, no entanto, é falar menos do que precisa ser dito.

Vencemos por seu brilho individual, propiciado por uma atuação taticamente perfeita e coletivamente irresistível.

Uma noite de vagalumes acesos, como Eder Luis e o próprio Diego, e da soberba regularidade de seus pilares defensivos: Prass, correspondendo quando exigido, Dedé, cada vez mais entrosado com o sério Renato Silva; e Rômulo, que jogo sim, jogo também, se mostra como um dos melhores volantes do país.

Certamente o Vasco teve sua melhor atuação em todo Campeonato Brasileiro, algo que merece toda a exaltação, haja vista o desfalque de seu melhor jogador- Juninho Pernambucano.

A escalação levada à campo por Cristóvão Borges sugeria um time defensivo, preocupado em marcar o forte e técnico meio campo gremista e explorar os contra-ataques. No papel, defensivo, na prática, insinuante.

O Grito da arquibancada contagiou os jogadores. O time não dava espaço ao adversário, sufocava o homem da bola, todos se lançavam em carrinhos. Com a criança dominada, todos apareciam para jogar.E jogavam.

Antes mesmo de todos chegarem para festa, já vencíamos. Gol de centro-avante do centro-avante Élton, após jogada manjada pela direita e , imarcável, quando Éder Luis está aceso. Felipe Bastos, multiplicado em dois, lança para Diego e aí... e aí é só deixar a natureza agir. Nada mais natural do que ele passar como quer por Edcarlos e fuzilar Vítor. Se havia alguma chance de reação para o Grêmio, era preciso parar Diego e, ontem, não havia ninguém que pudesse fazê-lo. Ele lança primorosamente para Fágner, que serve para Éder Luis ampliar. Ainda caberia mais. De novo pelo lado direito, o Camisa 10 dribla o marcador e deixa Fágner coroar também a bela atuação, ratificando o baile.

O Vasco se mostrou um time solidário, consciente, aplicado , com vontade de corresponder, e correspondendo, ao amor dedicado por sua apaixonada e fiel torcida. Um time que corre pela arquibancada, pelo técnico em plena recuperação, pelo técnico interino e, sobretudo, por ele mesmo. Os jogadores sabem da chance que têm de assinarem, mais uma vez, seus nomes nas páginas que contam a história mais bela do esporte mundial. Sabem e não parecem querer desperdiçar.

São esses jogadores jovens, quase todos brasileiros, que irão recolocar o clube que os acolheu na única posição que lhe é confortável: A Primeira!

Se a noite ontem foi de Diego Souza, o ano será do Vasco. Já é do Vasco.

Basta manter a vontade de cumprir sua vocação.

Do resto o destino se encarrega.

3 comentários:

  1. Excelente texto Almirante. Uma noite onde o vasco teve excelente jogo coletivo e individualmente ninguém jogou mal...
    o que falar do jumar? parece que nasceu para jogar na lateral, romulo e Ed Costa duas barreiras para se chegar em nossa zaga, e quando chega tem uma maior ainda, o mito Dedé...

    Se o time colocar na cabeça que em 14 jogos não existe mais zona de conforto, brigaremos pelo título e teremos grandes possibilidades. é ganhar os 5 jogos no caldeirão e buscar mais 4 vitorias fora e nos classicos e depois disso só levantar a taça

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    Sds Cruzmaltinas

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