domingo, 4 de setembro de 2011

Uma tarde infeliz e apenas isso...



Uma tarde infeliz- definiu Fernando Prass ao sair de campo após ter visto quatro bolas do América MG estufando suas redes.

Uma tarde infeliz, apenas isso- defino eu.

O tal de futebol é de nos pregar peças. A variante brasileira dele nem se fala.

Não existe, simplesmente não existe, nenhuma partida fácil no Equilibrato Nacional.

Levantar a cabeça após da derrota, mais que clichê, é imperativo para todo time que deseja levantar a taça no fim.

Caso do Vasco, que no pior dos cenários continuará precisando apenas de si para conquistar o intento.

Hoje o time apresentou comportamento muito diferente do usual.

Embora nem sempre jogue bem, o Vasco é um time criador de oportunidades.
É também um time que depende muito da entrega e da organização defensiva, que sofre baixa irreparável quando Dedé não joga. O time perde força, técnica, altura, segurança e boa parte do respeito dos adversários sem o melhor zagueiro do Brasil. A ausência de Jumar também é muito sentida. Pra mim, titular no meio ou em qualquer lateral.

O primeiro gol nasce de desatenção de Fágner na marcação e, veja você, André Canela complementa. Juninho logo empata, cobrando pênalti de fora da área. Fágner, sempre ele, derruba André Canela na região fatal, sem a menor necessidade, e o coelho salta na frente antes do fim da primeira etapa.

As equipes voltam a campo e o Vasco se comporta como quem quer a vitória. A zaga, no entanto, se comporta como quem não tem Dedé. Em um lance no qual nosso camisa 26 certamente se imporia, Renato Silva apenas observa, perde no corpo, não acompanha a corrida do jogador adversário, que encobre Fernando Prass e apita o final do jogo.

E por mais que tivessem sido feito trocas mais corretas ou mais confusas, como as de Cristovão Borges, a tarde já tinha ido pro saco. Uma tarde pra lá de infeliz. Coisas do futebol, único esporte em que o time claramente superior pode sair derrotado por uma infelicidade vespertina.

Para nossa sorte, os que estão perto de nós, tecnicamente empatados na liderança, também tiveram pedras a tirar-lhes o conforto dos sapatos.

Perder pro lanterna, que, ainda por cima, conta com Amaral como homem das bolas paradas e André Canela como artilheiro, é realmente de amargar. Mas, mesmo que haja tardes infelizes, temos hoje a felicidade de torcer para um elenco maduro, capaz de absorver o revés, por pior que ele seja, e transformá-lo em motivação. A derrota é sempre inquietante para esse time.

Que continua prestando como sempre prestou.

Mesmo que existam semelhantes, somos a grama mais verde desse campeonato.

Arrisco-me arriscar dizer que até mesmo as derrotas, em alguns casos, são boas. Se a última vez em que havíamos vencido o São Paulo no Morumbi, por campeonatos brasileiros, fomos campeões, na última em que fomos derrotados pelo América Mineiro, o garoto-dinamite trazia o primeiro título brasileiro para um clube carioca, em 74. Isso antes da orgia da distribuição de títulos da CBF, é claro!

Faltam 17 rodadas para o fim e não acredito no Penta...

Eu confio!

2 comentários:

  1. Muito boa .. resume todo o meu sentimento, como sempre.

    Vou lhe pedir uma favor .. não sei como se faz, mas se souber põe link de forma que compartilhemos os seus textos no facebook, please.

    Saudações vascainas.

    ResponderExcluir
  2. É Almirante, hoje você não economizou nas sentenças de efeito, esta devia ir para o SuperVasco. Além de tudo, foi profético, pois ontem o nosso Rei bateu mais dois "pênaltis de fora da área" e nos deu uma vitória tranquila.

    E eu vou além de você, eu CONFIO no título do Brasileiro e no título da Sulamericana, mesmo sem Ricardo Gomes e Anderson Martins..

    ResponderExcluir

Sinta-se a vontade para expressar sua opinião sendo Vascaíno ou não.

Saudações Cruzmaltinas