quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PIADA!


Nem com Dedé o time melhorou, portanto desescrevo tudo que foi escrito no post abaixo.

Os problemas do Vasco são muito maiores do que qualquer previsão que pudesse ser feita.

Espero que enquanto você esteja lendo, o PC já tenho sido mandado embora.

Embora não só falte técnico ao Vasco.
Falta técnica e vergonha na cara também.

Abre aspas Marcinho Jr, fiel da nossa causa:

" Tá faltando um jogador que na hora de dar entrevista, diga a verdade.' Nosso time é uma merda mermo! O ataque é uma merda, a defesa é uma merda, o meio campo é uma merda, o técnico é uma merda, tu que é o que? que a gente ganhe? Tá maluco' "

É isso.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fator Dedé!



Complicado escrever sobre o Vasco ultimamente. Nem o mais pessimista dos Vascaínos e o mais otimista dos flamenguistas poderiam esperar que tivéssemos atuações tão catastróficas nas primeiras rodadas da Taça Guanabara.

Mas vamos com calma nas análises.

As derrotas indicam que algo precisa ser mudado, mas não podem turvar nossa consciência.
É razoável que no pós-vergonha sejamos mais apocalípticos que racionais. É mais do que justo protestar. Ser derrotado por times mínimos do Rio é de fato ultrajante.
Mas vamos com calma nas análises.

Longe de mim querer atenuar o vexame, mas algumas coisas devem ser consideradas.
Não falo nem da falta de ritmo, nem da falta de pernas e tampouco da falta de vergonha na cara, principal responsável pelos nosso infortúnios.

Falo só da falta do Dedé. Como já escrevi em um artigo, ele não faz parte do sistema defensivo do Vasco, ele é o sistema defensivo do Vasco, um pilar sem o qual a estrutura da equipe jamais conseguirá se sustentar.

Caso tivesse jogado essas duas primeiras rodadas, dificilmente o Vasco estaria sem pontos na tabela. Jogamos também sem Eduardo Costa e Anderson Martins, jogadores que com certeza contribuiriam para um melhor desempenho defensivo da equipe, algo, aliás, que foi possível vislumbrar no amistoso contra o Cerro Porteño.

Nossa zaga não será o problema tão logo o Dedé seja regularizado. O problema que temos é conhecido, antigo e ninguém dedicou-se de verdade para resolvê-lo.

O Marcel conforme o passar dos jogos vai comprovar o que todos já esperavam: Não será solução, apenas mais um problema. Bato nessa tecla desde a série B! Precisamos de um atacante de renome, com faro artilheiro e que intimide o adversário só com a simples presença. Sem um cara desse tipo vestindo a nossa camisa 9, nosso ataque vai continuar pouco produtivo.

Insisto. O Vasco não é fraco como se mostrou até aqui. Completo, encara de igual pra igual qualquer time do país.

Vamos, pois, com calma nas análises.

Principalmente quando formos pedir a cabeça de alguém. O Felipe sempre foi um cara meio displicente em campo, e isso muitas vezes prejudicou as equipes que defendeu. Mas tem uma outra coisa que o Felipe também é: MUITO BOM DE BOLA, e isso sempre conseguiu superar seu temperamento relapso. Ele errou no último jogo, mas havia conduzido o time ao empate. Pediu desculpas a torcida, abaixou a cabeça e prometeu empenho na próxima. Certinho, como deve ser. Precisaremos do maestro esse ano, assim como precisaremos do Carlos Alberto, do Edér Luis, do Fágner, do Ramón, do Prass, do Eduardo Costa, e claro, do pilar de sustentação que faz todo o time melhorar, Dedé.

É ruim perder, ouvir provocação dos rivais, mas o mundo não acaba se não formos às finais da Taça Guanabara, algo ainda perfeitamente alcançável desde que o Dedé retorne ao time o quanto antes. Se ficarmos de fora, paciência e trabalho.

Provavelmente trocaremos de técnico. Isso é questão de tempo. Pouco tempo. Planejar é importante, longo prazo é importante, mas chega um ponto em que a relação elenco, treinador e torcida azeda e o melhor a ser feito é mudar. Será bom paro o Vasco e para o PC.

Que seja feito o mais rápido possível, para que outro técnico tenha a oportunidade de realizar um trabalho que consiga mostrar a verdadeira força do nosso bom time, que até agora não apareceu, para deleite de meia dúzia de comentaristas que nunca vêem jogo do Vasco e não escondem a satisfação com as nossas derrotas, sem sequer mencionar o peso da ausência de você já sabe quem.

Saudações Vascaínas.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O patinho feio de sempre e a validade do PC


Entra ano e sai ano e a história se repete. Já são oito anos em que entramos a temporada como o patinho feio do campeonato carioca e praticamente descartados de qualquer possibilidade de títulos na temporada. Enquanto nossos rivais, exceto o Botafogo, se reforçam com nomes de peso e qualidade incontestável, nós apostamos as fichas que temos, pouquíssimas por sinal, em jogadores inexpressivos que ninguém sabe o que poderão render.

Fico até constrangido quando alguém desmerece a contratação de um craque como Ronaldinho. A não ser que seja numa conversa com um amigo urubu, não tem a menor coerência desqualificar a grande contratação do rival, que muito me agradaria se fosse feita por nós. A política pés no chão do Vasco é assertiva dada às condições teresopolitanas, firuburguenses e petropolitanas das nossas finanças. O problema é que as taças ficam lá no alto e, pelo menos, nessa temporada que se apresenta, se não dermos um verdadeiro salto de qualidade não as alcançaremos.

Os discursos também são repetitivos. Os que chegaram dizem que vieram buscar títulos e que acreditam no projeto apresentado pela direção do clube. Os que permanecem dizem que a chegada dos reforços coloca a equipe num patamar de igualdade com as demais equipes brasileiras para brigar pelas taças. Pudera também se o teor do discurso fosse diferente.

Na torcida não se encontra coisa muito diferente. Alguns otimistas, outros nem tanto, e grande parte, como eu, sem expressar otimismo ou pesar, apenas na espera que o discurso se evidencie na prática.Porque para o Vasco estar em patamar de igualdade com as equipes postulantes aos títulos da temporada 2011, estaremos à mercê de inúmeras variáveis. Teremos um departamento médico capaz de subsidiar o trabalho desenvolvido? Teremos um departamento jurídico competente para nos esquivar dos garfos dos famigerados tribunais? Teremos a beira do campo um técnico que consiga fazer o time jogar e que controle minimamente os próprios ânimos e dê tranqüilidade aos atletas dentro de campo? Teremos nossos craques, finalmente, em condições clínicas, físicas e técnicas de corresponderem ao salário que ganham dentro de campo? Entenda-se corresponder por conquistar títulos, pois o Vasco, na pindaíba que está, não tem condições de pagar salários nababescos a atletas que não façam verdadeiramente o diferencial que uma equipe vencedora obrigatoriamente precisa ter. Teremos, por fim, uma disputa política dentro do clube sadia, democrática, e menos beligerante, que tenha como objetivo único e final promover melhorias em todos os sentidos para o clube?

Respostas positivas para as questões escalonadas nos colocam, sim, em um patamar de igualdade com qualquer outra. Destôo um pouco da tese de que o Vasco tem seu melhor plantel em 10 anos. Temos, talvez, a equipe mais promissora em muito tempo. O melhor time desse período tenebroso continua sendo o de 2006, que foi o que chegou mais perto de nos colocar em uma posição que nossa história minimamente nos obriga a estar.

Ano passado escrevi uma coluna intitulada “ A função primordial”, discorrendo, sob meu ponto de vista, a respeito da utilidade dos torneios estaduais. Considerei três funções básicas, que eram e continuam sendo: Iludir os torcedores, corrigir os rumos e a principal, derrubar treinadores. Tenho pra mim que dificilmente PC Gusmão sobreviva à um fracasso na Taça Guanabara. Nosso treinador já será pressionado desde a primeira rodada da competição e o Vasco terá que mostrar serviço mais cedo que seus rivais.

Uma das vantagens que temos em relação a campeonatos passados, é a de que o time já possui uma base bem definida e entrosada. Dessa vez não recorremos à baciadas de jogadores interrogação, foram apenas quatro, três deles de titularidade presumida. No entanto, as carências do elenco ainda são evidentes. Reposição a altura temos apenas na cabeça de área, onde facilmente se pode trocar um cabeçudo por outro. Nas demais posições, o déficit será enorme caso os titulares não possam estar, todos juntos, na maioria das partidas.

Apesar de ter dito que não expresso pesar e nem grande otimismo para a temporada, tenho sim algo a dizer sobre minhas expectativas. Acho que é possível ao Vasco conquistar alguma coisa, apenas considero pouco provável, infelizmente. Tomara que o Vasco altere minhas expectativas quando a bola começar a rolar.

Saudações Vascaínas.