sábado, 5 de março de 2011

Rehab.. pra variar.



O Vasco parece um doente internado em um hospital: Sempre procurando a reabilitação, sempre convalescente.

Prestes a receber alta para curtir o carnaval, o time tem nova recaída e novamente vê repousado sobre si a desconfiança. As metáforas carnavalescas param por esse parágrafo,até por não acreditar que a Taça Rio tenha virado cinzas, ainda.

Difícil entender, e como bem disse o amigo vascaíno com o qual assisti ao jogo, mais difícil ainda de explicar os porquês dessa derrota e desse anti-climax, logo quando começávamos a reaver um pouco do respeito adversário.

Fato que o time não jogou tão mal quanto no início da Taça Guanbara, e que o resultado, em certa medida, não traduz com fidelidade o que foi a partida. Um pouco mais de capricho nas chances criadas e o resultado seria certamente outro.

Futebol se joga coletivamente, o quê, contudo, não elimina responsabilidades individuais tanto em vitórias quanto em derrotas. A segunda metade muito ruim da primeira etapa foi determinante, menos, porém, do que o destempero do Ramón.

O Vasco ensaiava uma reação no segundo tempo após a entrada do, agora, virtual titular Bernardo, e do eficaz artilheiro Élton, quando, o aguerrido e insano lateral confunde, pela enésima vez, vontade com burrice e prejudica a virada que se insinuava.

Dali em diante tudo ficou mais complicado. Ricardo Gomes, pela primeira vez se enxergando atrás do placar, foi bem nas alterações que promoveu no intervalo. O mesmo não pode ser dito a respeito da entrada do Márcio Careca no lugar de Felipe. Acredito que ele poderia ter segurado mais o Felipe na esquerda e visto como as coisas se encaminhariam. Não dando certo, que sacasse o Rômulo ( Deus do Céu! O que todos os técnicos enxergam nesse fraquíssimo rapaz?) e partisse para o tudo ou nada.

“ Temos que levantar a cabeça, seguir trabalhando e dar respostas positivas no restante da competição. O grupo tem qualidade e vamos dar a volta por cima” venceu na categoria de único discurso possível para o pós derrota.

De bom destaco a vontade e disposição de correr atrás da reabilitação ( olha a palavra maldita de novo aí!) no segundo tempo. Bernardo demonstrou que tem condições de brigar por uma posição entre os titulares. Leandro , principalmente pelo fato de Éder Luiz estar irreconhecível em comparação ao que foi ano passado, e Diego Souza, certamente trarão mais corpo e personalidade ao time.

Vamos ver se o novo corpo que se formará será capaz de fazer o Vasco, Vasco.

terça-feira, 1 de março de 2011

No final das contas é sempre o que nos resta.



Quanta coisa mudou desde a última vez que encarei a tela em branco pra escrever algo sobre o Vasco.

Se as goleadas acachapantes conseguidas após aquele período sombrio não servem absolutamente como parâmetro, ao menos serviram para consolar nossos corações.

As peças permaneceram quase as mesmas, mas a postura...quanta diferença.

Por mais que o time não seja uma maravilha, e definitivamente não é, tinha condições mais do que suficientes para fazer uma campanha que o levasse ao menos a semi-final do primeiro turno. Isso sempre esteve límpido, mesmo antes dos últimos excelentes resultados.

Ficava claro o desgaste entre PC Gusmão e elenco. A chegada de Ricardo Gomes contribuiu para uma melhora imediata no ambiente e consequentemente para o aparecimento dos resultados positivos, óbvios e mais do que esperados.

Ricardo Gomes não contribuiu apenas nesse campo motivacional, mas foi principalmente nele. Como o próprio diz, ainda é prematuro analisar o trabalho . Ao Vasco cabe provar muita coisa ainda para que de fato eu consiga acreditar em um ano de títulos.

Buracos no elenco ainda precisam ser preenchidos. O autêntico camisa 9, inexistente desde o falecimento do Leandro Amaral, ainda não chegou a colina. Acho que o Marcel pode até contribuir, assim como Élton, mas não pode ter a titularidade garantida que têm até o momento, mesmo sendo o artilheiro da equipe.

Diego Souza chegará ao Vasco com a banca de craque do time e a torcida é para que ele justifique dentro de campo essa posição. Pessoalmente acredito que é uma ÓTIMA pedida pro time, apesar de sempre o ter considerado menos diferenciado do que sempre dizem que ele é. Indubitavelmente, contudo, trata-se de um jogador acima do que temos para posição se render o que sabemos que ele pode.

Com as opções que teremos a partir do segundo turno, imagino o time com algumas formações. Uma delas seria jogar no 4-4-2, com o losango no meio campo composto por Eduardo Costa de primeiro volante, Diego Souza como segundo homem, Jéferson ocupando a faixa esquerda, encostando no ataque e ajudando na marcação( a posição que ele joga atualmente), e Felipe no vértice ofensivo com liberdade para criar.

Apesar de imaginar esse time, provavelmente ninguém chega para ser camisa 10 de um time para jogar como segundo volante. Jéferson ou Felipe iriam, nesse cenário, ter de deixar a titularidade, e eu optaria pela saída do maestro, até pro acreditar que ele poderia funcionar muito bem como opção para o segundo tempo.

Falando em boas opções, no meio campo creio que sejamos enfim capazes de promover substituições sem que o nível técnico despenque. Gosto muito do Felipe Bastos, e tenho muito fé que o Leandro terá capacidade para lutar por uma vaga entre os 11. Essa competitividade certamente fará bem ao elenco.

No setor defensivo que não enxergo um cenário assim tão tranqüilo. Se os rumores sobre a saída do Dedé se confirmarem, teremos um problema gigante, do tamanho do negão da camisa 26. Não há nem de perto alguém que o consiga substituir à altura no elenco. Nas laterais até existe uma reposição “improvisada”. Não acho Irrazabal e Max de todo mal, e o Márcio Careca pode quebrar um galho, quem sabe, talvez, um dia...

Apesar de todas as melhoras evidentes, tanto no que diz respeito a qualificação do elenco, quanto do ambiente de trabalho, permaneço cético em relação às chances de êxito do gigante na temporada.

Que é possível vencer a Copa do Brasil, Sul-Americana e Carioca nesta temporada não tenho dúvidas. Mas prefiro nesse momento observar mais do que falar. Penso que temos um time com potencial de ser bom como há muito tempo não é, mas ainda um pouco distante de ser bom como o Vasco deve e merece ser.

Resta, como sempre no final das contas, torcer e esperar.