quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um placar mentiroso e justo



Felipe tem razão quando afirma que o placar de Vasco e Cruzeiro mente sobre a realidade do jogo.

O Maestro, no entanto, perde boa parte dela quando critica a postura da torcida, que ao fim do jogo revelou a descontentação vaiando a equipe.

Ora, Felipe, você já têm vivência e maturidade o suficiente para saber que toda vez que o Vasco perder por 3 a 0 dentro de São Januário, para o Cruzeiro ou para o Barcelona, será repreendido pela torcida.O camisa 6 criticou a pequena presença de público também, mas isso é problema dos caras da CBF. Quem faz o calendário fica pensando, meticulosamente, qual é o melhor pior horário para o público comparecer.

O fato deste elenco ter nos tirado da fila de oito anos não o exime de responsabilidade. Pelo contrário. O título elevou o nível de exigência da torcida, que agora quer mais e mais e mais e mais, justamente por saber do potencial.

O Vasco fez um bom primeiro tempo mas não conseguiu transformar a maior posse de bola e as poucas chances criadas em gol. Se impôs ante um Cruzeiro retrancado, que jogava e jogou, durante 90 minutos, pelo zero a zero.

Joel Santana dá mostras de que, pelo menos, vai tentar estragar o bom time mineiro. Lembro-me de várias derrotas para Cruzeiro. Admitamos, nos últimos anos elas são para lá de constantes. Não lembrava, porém, de termos perdido para um Cruzeiro tão covarde. Não lembro de um placar mentiroso.

Mentiroso, porém justo.

Embora o gol de Leandro Guerreiro ( veja você!), que sacramentou a vitória, tenha sido um achado, toda equipe que leva gol em cobranças de escanteio deve SEMPRE perder.

Este, já disse milhares de vezes, é o gol mais inadmissível do futebol, pois SEMPRE é produto de falha e nunca fruto do mérito. Neste, especialmente, produto de duas falhas. A pixotada de Fernando Prass que origina o escanteio e a passividade da defesa que olha o adversário subir absolutamente sozinho. Já é o segundo desse tipo no campeonato. Ricardo Gomes tem que ver isso aí, sob o risco dessas falhas minarem, como já minam, ainda mais nossa caminhada.

Os outros dois gols vieram no fim, quando o Vasco já estava inteiramente desarrumado em campo, tentando um gol à moda Boi para empatar. Não fosse o primeiro, ou venceríamos ou empataríamos por zero. Neste ultimo caso, o Cruzeiro cumpriria a missão a qual foi designado no Rio.

O gol sofrido no início da segunda etapa desarrumou o Vasco. Felipe tentava dar seus passes, Éder Luis colocava sua habitual correria para cima dos defensores, mas as bolas esbarravam sempre nas novas, e cada vez mais habituais, más atuações de Alecsandro e Diego Souza.

O primeiro vai fazer gol quando a bola chegar-lhe em boas condições e só. O segundo, porém, me preocupa mais. Diego Souza faz muito menos do que se espera de um camisa 10.

Menos mal que Juninho já poderá estrear e, com ritmo, vai requerer uma das vagas naquele meio campo. Portanto, é bom neguinho começar a se coçar.

O campeonato ainda está no início e a distância para liderança, único posto que nos interessa, é de apenas 5 pontos.Estamos no bolo.

Pegaremos o líder Corinthians na próxima rodada. Os paulistas vêm a cada rodada encorpando na competição, mas estão longe de ser imbatíveis. É a chance de encostar. O Vasco não pode desperdiçá-la. Quando se perde em casa, a OBRIGAÇÃO é buscar fora.

Não podemos fugir da nossa.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Metade, só metade!


O nome de Fernando Prass deve estar na primeira linha de qualquer análise sobre a vitória simples do Vasco sobre o Atlético Goianiense.

O goleiro se vestiu de muro e, junto dos dois melhores zagueiros do Brasil, foi o grande o responsável por fazer que o golaço relâmpago do maestro Felipe, também de menção obrigatória, garantisse o importante resultado fora de casa.

Nosso capitão merece todos os louros da vitória e os merecidos tapinhas nas costas dos companheiros, agradecidos pelo “bicho” garantido. Mas pêra aí! Tenho que confessar de que quando o Vasco enfrenta o Atlético ( Qualquer um deles!), não espero que o nosso arqueiro seja o melhor em campo.

Isso significa apenas uma coisa: O Vasco não cumpriu toda sua obrigação na partida.

Penso que só realizamos metade, a mais importante pelo menos, ainda assim apenas a metade de nossa responsabilidade. Vencemos o jogo, acumulamos mais três pontos, mas não cumprimos nossa obrigação institucional de dominar um adversário mínimo, independente do território goiano, carioca, terráqueo ou lunar.

O gol cedo geralmente é um prenúncio: De goleada ou de perigo.

Cabe ao time definir a postura que irá adotar a partir dele e enveredar por um desses caminhos. O Vasco do primeiro tempo pareceu que iria em busca da vitória tranqüila, embora a estrela de Fernando Prass já tivesse dado indícios que brilharia. O time controlou a posse de bola no campo de ataque, se valendo da maior qualidade que têm.

A segunda etapa foi de uma postura preocupante ao meu ver. Houve um recuo excessivo e o Vasco foi pressionado. É até normal que um time atrás no placar ensaie uma pressão, mas acho inadmissível que o time campeão se conforme com isso e deixe-se pressionar. Por que abdicar de ser melhor? Por que abdicar da maior capacidade técnica e não trabalhar a bola no campo ofensivo? Toca, toca, trabalha, devolve, toca, trabalha...simples assim! Temos time para isso e o Atlético (Qualquer um deles!), não têm time para evitar nossa supremacia se este for nosso desejo.

Na parte final, alguns contra-ataques foram puxados, mas o erro no último passe, aquele que o Felipe e o Juninho costumam sempre acertar, caíram sempre em pés menos precisos. A má partida de Éder Luiz e a fantasmagórica atuação de Diego Souza contribuíram para o não funcionamento da nossa estratégia. Mas vá lá, vencemos e nos aproximamos do primeiro posto, que há de ser nosso no final! Se não fossem os quatro pontos imbecilmente jogados fora, estaríamos lá!

Depois de uma fase de baixa na tabela, teremos candidatos ao título pela frente. Vamos ver se teremos a atitude campeã e seguir firme no objetivo.

Para não passar batido, também é questão de obrigação reverenciar a grande massa cruzmaltina que esteve no Serra Dourada ontem. Massa que mostra, repetidas vezes, que está em grande número em todo território nacional, contrariando os métodos interesseiros das pesquisas. Parabéns para nós!

E o Data... ... ... o Datafoda-se

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Do melhor, só o melhor!



Absolutamente lamentável o empate entre Vasco e Grêmio.

Coloque aí na conta: Já são quatro pontos que jogamos dentro da lata do lixo.
Os dois perdidos ontem e os dois perdidos em São Januário, no último sábado, diante do fraquíssimo Figueirense

Haveríamos de estar agora com 12 pontos, separados por três pontos da liderança, nosso único objetivo.

Diante dos gaúchos, falha defensiva gravíssima: O Gol de escanteio sempre será o mais inaceitável do Football Association. O time campeão não pode errar gravemente desta maneira.

Do melhor, só podemos cobrar o melhor. Por isso você até pode considerar extremismo - Fundamentalismo Vascaíno- talvez, mas é justamente nessa hora que a nossa caneta deve ficar mais pesada.

Temos nós, torcida, o dever de impedir que o relaxamento chegue ao nosso elenco. É hora de exigir empenho e concentração máxima durante os 90 minutos de partida. É hora de exigir incansável busca pelo título Brasileiro.

A cobrança é proporcional ao potencial. O Vasco joga com postura de vencedor fora de casa, e isso é importantíssimo nos pontos corridos. Vencendo fora e a torcida comprando o barulho em São Januário, ocorre a química perfeita que resulta em taça. Mas tudo isso vai por água abaixo se jogarmos pontos pela janela.

Ontem começamos acuados pelo Grêmio no Olímpico. Fomos pressionados, e o juiz decidiu apitar uma pênalti inexistente. Em outros tempos, gol certo. Hoje em dia, até Fernando Prass tá pegando penalidade. A partir daí começamos a tomar conta do jogo. Éder Luis teve chance límpida de marcar,mas faltou-lhe o cacoete artilheiro. Éder é o rei do gol improvável, mas comumente nega fogo quando têm tudo para carimbar.

O segundo tempo foi de equilíbrio. Um jogo cozinhado em banho Maria, aparentemente fadado a igualdade medíocre do zero. Até Bernardo entrar no lugar de Diego Souza- desligado ou fora da área de cobertura- e acertar um “chutamento” na gaveta do goleiro gremista. Passou-se o tempo e aí você já sabe a merda que deu.


Chateado com a derrota, sim, derrota( não empate com sabor de), fui assistir mesas redondas. E para minha surpresa, Juninho Pernambucano estava no programa Esporte Visão da TV Brasil. A cada entrevista que vejo do nosso monarca, maior minha admiração e respeito por ele. E mais. Juninho sempre foi atleta acima da média, articulado de forma incomum, e notabiliza-se por não dar “migué” e nem ficar cheio de “mimimi”.Considerando isso, que bom vê-lo dizendo “ Vim para o Vasco porque posso jogar em alto nível e tenho certeza que ainda posso ajudar muito a equipe do Vasco”. Certamente a exeperiência de Juninho em campo vai minimizar os riscos de resultados circunstancialmente lamentáveis como o de ontem.

sábado, 18 de junho de 2011

O Mantra



A diferença básica entre times comuns e times campeões, é que os primeiros se bastam com conquistas esporádicas. Ao atingirem o triunfo que seja, sentem-se imediatamente saciados. Os campeões, por sua vez, consideram a conquista apenas o primeiro passo para próxima, e próxima e próxima e assim sucessivamente. O Campeão é por natureza um insaciável! É aquele que jamais busca o topo, por saber que se trata de uma utopia, uma vez que sempre haverá uma nova meta, um novo objetivo a ser conquistado, um “novo topo”.

Campeões jamais relaxam, e o nosso amado Vasco, campeão de berço, não deve fraquejar. Assumiu-se nos últimos anos uma lógica de metas um tanto quanto esquisita nos campeonatos brasileiros. Lógica em que os times passaram a comemorar vagas ao invés de não as considerarem consolação pela perda do título. Esse pensamento faz com que equipes que no primeiro semestre vencem a Copa do Brasil, e nessa análise, atingem o objetivo máximo da temporada, esmoreçam na disputa do campeonato nacional mais equilibrado do mundo. Tudo bem, pode soar um pouco xiita. Para alguns times, como o nosso, por exemplo, voltar a Libertadores é um feito. Imensamente menor, porém, do que conquistar mais uma taça.

O Campeonato Brasileiro não é um bolsão de vagas para libertadores. Ali disputa-se o título mais relevante da temporada doméstica. Ali duelam os 20 times mais fortes do país e é justamente ali que o Vasco tem que mostrar, mais uma vez, sua supremacia. Fosse a conquista da Copa do Brasil mero acaso , e não uma demonstração inconteste de superioridade perante todos os demais participantes, o comum time vencedor poderia se dar ao luxo de usar o nacional como laboratório.

O Campeão não se pode dar esse direito. O Campeão usa a conquista como trampolim motivacional para a conquista seguinte. E outra. O Vasco tem time e elenco para brigar na parte mais alta da tabela. Com uma das metas já no bolso (A menor delas, registre-se), só nos resta lutar pelo título com todas as nossas forças e empenho. Para mim trata-se de uma OBRIGAÇÃO almejá-lo, pelo menos!

Temos hoje um sistema defensivo sólido, onde atua a MELHOR DUPLA DE ZAGA do Futebol nacional e arrisco-me a dizer continental, pelo que pude observar na edição atual da Libertadores. Falando nisso, pediria a torcida vascaína que falasse baixinho-baixinho o nome do Anderson Martins. As aptidões do nosso instransponível Dedé já caíram nos ouvidos do mundo, e o Anderson tem tudo para trilhar o mesmo caminho. Por isso, nada de ficar cobrando reconhecimento da mídia quanto ao ZAGUEIRAÇO da camisa 25. Deixa ele escondido “com nós” aqui, embora seja difícil e já pipoquem notícias a respeito dele, cada dia mais . As laterais estão um pouco deficientes , especialmente a esquerda, onde revezam-se o inexistente Márcio Careca e o falecido Ramón( Deus o tenha ou alguém o leve!). Allan, Fágner, Irrazábal e Max, nessa ordem, dá pra quebrar um galho. o Fágner é o melhor deles(Disparado), basta se recuperar para reassumir a titularidade. Por enquanto vamos de Allan.

No meio campo, também um ótimo cenário. Que equipes do Brasil contam neste setor com quatro talentos como o Vasco hoje possui? Felipe e toda sua experiência, categoria, visão de jogo fora do comum. Diego Souza com sua força, vigor, habilidade e vocação do gol. Bernardo e sua habilidade e seu grande potencial evolutivo. Uma preciosidade ainda carente de cuidadosa lapidação, é bem verdade. E por último, o nosso incomparável monarca Antonio Augusto Ribeiro Reis Júnior, com seus passes preciosos, precisão cirúrgica em cobranças de falta, liderança, profissionalismo, caráter. Juninho é o exemplo de atleta e de ser humano. Na parte defensiva do meio campo, também se encontrou uma forma de jogar. Rômulo, o surpreendente Rômulo, Eduardo Costa, Felipe Bastos, Jumar e o “loucumelo” do Nílton são seguramente capazes de dar a consistência defensiva suficiente.

No ataque, bom, o ataque parece ainda ser o maior de nossos problemas. Alecsandro e Élton são centro-avantes que sempre deixarão suas marcas em times estruturados, como é hoje o Vasco de Ricardo Gomes. No entanto, até entrando em um assunto que gostaria de tratar em outra oportunidade com mais esmero, será preciso de um atacante mais intimidador para disputa da Libertadores, ao menos essa é minha avaliação. É preciso de alguém mais “pesado” para jogar ao lado do inesgotável Éder Luis. O time tem sua base e como todo bom time, começa pelo bom goleiro Fernando Prass. Já achei nosso camisa 1 espetacular e hoje considero apenas bom. Entenda: O gol não será problema.

Nesse domingo jogaremos diante do time muito do mais ou menos do Grêmio. O jogo é no Olímpico e como já é esperado no campeonato mais difícil do planeta, será pedreira. Tanto pra eles quanto pra nós. Ajuda, e muito, se os comandados de Renight acreditarem em um Vasco relaxado como declarou-se ao longo da semana. Parece estranho imaginar isso, pelo menos por agora. O que espero do Vasco e de um time CAMPEÃO, como o Vasco, é que se lute ao máximo pelo título e apenas tire o pé da divida na hora que a bola já estiver perdida, se é que ela estará em algum momento. Imagino um Vasco sedento e alegre no gramado do Olímpico, querendo provar que não chegou onde está por acaso. Ensinem aos gaúchos e repita-se como um mantra: Campeões não relaxam. Jamais!

sábado, 11 de junho de 2011

Oito em 29



Conforme prometido, cá estou eu de volta!

Depois da magnífica conquista da Copa do Brasil, o Blog do Almirante tem a honra de apresentar seu primeiro post ilustrado por uma taça.

E que taça! E que Raça... foi preciso para trazê-la para dentro da galeria de troféus mais bonita do futebol mundial.

Você, vascaíno como eu, já haveria de esperar por dificuldades.

A final diante do aguerrido Coritiba, grande valorizador da nossa vitória, foi sofrida como teria que ser. Tão sofrida que sofro até agora vendo a reprise. Penso que o Coritiba merecia vencer e só não o fez porque topou de frente com o único time que merecia mais do que ele.

Depois de anos de achincalhe, chacota, menosprezo, o Vasco enfim levanta-se e exige o respeito perdido durante anos de administrações patéticas e times à imagem semelhança de seus antigos comandantes.

O sofrimento que precede a glória: Frase que serve tanto para contar a épica batalha do Couto Pereira, quanto narrar o percurso do Vasco na temporada.

Falemos, pois, só da batalha.

Quantas não foram as alegrias, emoções, as lágrimas, as incertezas, os medos, os filmes que se passaram na cabeça dos Vascaínos durante os 90 minutos e os generosos acréssimos do juiz.

Primeira metade, gol de Alecsandro, aquele que arrebata a galera, dá ainda mais confiança, praticamente sela a vitória e o título. Afinal, o que se comentava era a importância de abrir o placar. O Coxa jamais nos faria 3 gols.

Os anfitriões não se abalam. Empatam. Viram. Tornam...

... a cabeça dos Vascaínos uma grande de tela de filmes de terror! Será possível? Outra vez bateremos na trave?

Não!- dizia o coração já pela altura da garganta.

No intervalo busco a “santinha” no quarto do meu pai, “santinha” de tantas e tantas vitórias do passado. Como sempre fazia, explico-lhe corretamente a situação, mesmo sabendo que ela já tem os traquejos das competições e sabe muito bem o que me alegra e o que me desagrada.

E ver o Éder Luis fazer uma partida da entrega e da competência/inteligência que fez, é uma das coisas que muito me agrada e que muito ajuda o Vasco.

Fernando Prass bate o tiro de meta, Alecsandro desvia, sobra para Éder, numa posição “nem lá nem cá”. Ele resolve mandar dali mesmo, um chute ermo, uma bola vadia, sem pretensões. As penas do frango sequer resvalaram nas coxas negras do Coxa Branca Édson Bastos. Era o empate, mas um sinal de que nada iria tirar a taça das nossas mãos.

Bastava gastar o tempo, jogar com inteligência, bastava o Ramón chutar a bola pra frente ao invés de entregar nos pés do adversário. Na sobra do cruzamento, o algoz acerta um tiro certeiro, de rara felicidade, no ângulo da nossa meta.

Nossa meta que a partir daquele momento passou a ser impedir que os adversários fizessem outro gol.

Àquela altura o relógio marcava cravados 21 minutos.

Os 29 minutos restantes estabelecidos pelo juiz, foram os 29 minutos mais longos da minha vida.

Demorou-se oito anos entre o estufar das redes no chute certeiro de Willian e o derradeiro e redentor trilar do apito de Sálvio Espínola.

E durante esses oito anos finais de partida, foi necessária a entrega de todos, dentro e fora de campo. E todos fizeram jus a camisa que vestem e agigantaram-se.

Vencemos na segurança e na cera do Prass, na categoria do Felipe, no aguerrimento do Ramón, do Jumar, do Eduardo Costa, na força do Diego Souza, na velocidade incansável do Éder, na calma do Alecsandro, na habilidade do Bernardo, na entrega do Allan e claro; na intransponibilidade do trio Dedé-Anderson Martins-Rômulo. Todos esses e outros, que sequer entraram, foram decisivos. Nada mais justo do que falar também de Ricardo Gomes, que com serenidade e inteligência extraiu a força máxima de cada jogador e mostrou o verdadeiro valor que nós temos. Homenagens estendidas aos nossos dirigentes, especialmente ao Rodrigo Caetano, responsável pela gestão profissional e, desde já, vitoriosa.

Mas nós temos nossa responsabilidade na vitória. Vencemos também por causa da minha santinha, da sua santinha, da reza da minha namorada, na promessa de cada um, dos mesmos rituais realizados ao longo de toda campanha, na ausência de qualquer material da cor verde no meu quarto. O nosso pensamento positivo era o que tirava aquelas bolas que voavam desesperadoramente sobre nossa área no fim do jogo e nos confundiam por conta da incompreensível decisão de jogarmos com uniformes de cores parecidas.

E quando o juiz apitou, o mundo encheu-se de graça novamente! Uma alegria dominou e domina nossos corações e as ruas do nosso país. Um misto de alívio, inegável, com sensação de dever cumprido e satisfação.

Uma vitória para lavar a alma, para encher de orgulho. Triunfo que recoloca o Vasco no patamar ao qual sempre pertenceu: entre os fortes, entre os gigantes, do Brasil e da América!

O Vasco agora, livre da pressão alucinante imposta pelo jejum, terá a serenidade necessária para seguir seu rumo de habituais conquistas. Já disse uma vez e repito: Quando o Vasco confunde-se com sua torcida, torna-se forte como poucos são capazes. Mais conquistas virão, e de forma natural, aliás, conquistar é o natural para o Vasco. Título chama título. É um ciclo virtuoso!

Uma nova era de vitórias se inicia! O Gigante acorda de longo sono, com fome de taças para o desjejum!

Tremei...

NÓS “TAMO” DE VOLTA PORRA!!!!!!