
Esperava o título da Taça Guanabara para me manifestar pela primeira vez no ano sobre o promissor time do Vasco.
Acredito que há essa altura já temos um objeto para um comentário mais elaborado.
Infelizmente o título não veio, mas ele não apaga o valor da caminhada até aqui.
Apontar culpados na derrota é fácil- o primeiro instinto- e poucas vezes totalmente explicativo.
Cristovam, como sugere o nome, será o primeiro crucificado.
A rigor, enxergo apenas um erro dele, sistemático ,aliás.
Escalar Felipe Bastos de titular. Ainda assim, é possível entender.
Sem Rômulo,sem Alan, sem Jumar( Meu Deus, que falta faz o Jumar!) somente o Bastos tem características para contrabalancear um volante pesado, e péssimo, como o Nílton. Embora ele também seja fraco, se movimenta e cobre uma área maior do meio campo com sua correria, que, no entanto, de nada adianta quando incoerente.
Felipe e Juninho não podem jogar juntos. Até a segunda página.
Contra times modestos do Rio e até mesmo da Série A, a utilização conjunta provavelmente é a melhor alternativa de jogo que podemos ter.
Contra o Fluminense, na Final da Taça Guanabara,naturalmente que não.
O Fluminense é forte ao nosso nível, com vantagem considerável em termos de elenco.
Titulares diante de titulares, tenso equilíbrio, porém.
Logo, o jogo é igual como se esperava.
Wellingnton Nem fustigava no ataque e incomodava a atuação de Fágner ,uma das nossas principais peças. Deco, com a liberdade muito acima da recomendável, organizava o time.
Pelo Vasco, Juninho cumpria a mesma função do craque tricolor, com a mesma excelência. Willian Barbio, lépido, agressivo, cheio de personalidade, era quem perturbava a zaga adversária.
E por ser essencialmente um jogo, muito mais do que um esporte como os outros, a sorte é variável fundamental para determinar o destino da história.
E por ser essencialmente um jogo, muito mais do que um esporte como os outros, a sorte é variável fundamental para determinar o destino da história.
Circunstâncias falam muito mais alto que estatísticas.
Esse conceito é conhecido como “Se”.
Se a trave fosse mais generosa no chute de Diego Souza, tudo poderia ter sido diferente.
E, além de não ser, na sequência do lance, penalti a favor do Flu.
O 1 a 0 ainda nos mantinha muito vivos no jogo.
O 2 a 0, desenhado em chute primoroso de Deco, dava contornos mais decisivos.
Alterou-se todo o planejamento que se poderia ter para uma virada organizada.
Organização que tentou ser mantida até o terceiro gol, outro de Fred, com contribuição relevante de Rodolfo.
Enquanto ele não entender o que é jogar no Vasco, deve ser banco de Renato Silva, aliás, como já deveria estar sendo.
Mais do que as falhas, várias até aqui, o mais irritante é a soberba dele de comedor de mortadela e arrotador de caviar.
A partir dali, pouca coisa havia para ser feita.
Colocar Felipe naquele momento exporia o time ainda mais.
Cristovam optou por impedir que a derrota, inevitável, se tornasse um vexame.
Preocupação, cá pra nós, das mais pertinentes diante das circunstâncias.
E por isso pôs Eduardo Costa no lugar de Bastos.
Não havia e nem haveria de ter mais nenhum esquema tático naquela altura.
Com coração, Dedé abandonou a zaga e o fez porque pareceu uma solução desesperada, normalmente as únicas que dão certo num momento de desespero.
O Fluminense perdia a chance de nos impor uma derrota histórica.
O juiz, bom, quer dizer, mau, o juiz era Marcelo de Lima Henrique e, mesmo que não tenha cometido erros para influenciar o resultado, minava os ataques do Vasco marcando faltinhas em disputas físicas entre zagueiros e atacantes grandões. Como é mesmo o nome disso? Ah... sim, Futebol.
Da cabeça de Eduardo Costa, sai o gol que diminui a vantagem, que reascende a chama da esperança nos corações mais apaixonados. Felipe já está em campo. Àquela altura, o vexame já havia sido evitado. Era prudente colocá-lo.
Dedé cabeceia a bola na trave. Alecsandro,da pequena área, não consegue vencer o goleiro adversário. O gol que poderia expor tacitamente toda a maluquice que pode ser a história de um jogo de futebol, não acontece.
Time de pouca sorte o Vasco.
Vencido na primeira estação por um adversário tão bom e tão merecedor quanto.
Vencido por detalhes, porque um lado precisa comemorar e ao outro cabe o lamento.
Cabe a nós imaginar o que separava o destino se aquilo e não isso tivesse acontecido e, porque não, dar vazão ao estridente som das nossas cornetas.
Ainda resta mais um turno a ser percorrido, ainda é possível bater campeão e não há quem possa duvidar que podemos vencer o carioca. Peças cruciais como Éder Luiz e Rômulo irão retornar.Tenório e Abeleiras se juntarão a nau.Teremos mais opções e mais qualidade.
A Taça Guanabara é importante para garantir um segundo turno mais tranqüilo e uma vaga na decisão que será lembrada.
O elenco do Vasco permite, comprovadamente, que a fase de classificação da Taça Rio seja tranqüila da mesma forma.
O foco, como deve ser e sempre foi, é a Libertadores.
Não tem dilema, não tem conflito de interesse.
Se a Taça Rio puder atrapalhar a campanha na Libertadores, deve ser descartada e o Campeonato Carioca tratado pelo tamanho que tem: o menor e menos importante da temporada.
Para um primeiro momento, o desempenho do Vasco é satisfatório.
Para um primeiro momento, o desempenho do Vasco é satisfatório.
Existem problemas, existem desfalques, mas existem muito mais virtudes, existe, por exemplo, a grata surpresa que é o Willian Barbio. Moleque sem medo, com a cara do Vasco.
A derrota não pode apagar o trabalho excepcional e o valor do time brioso que temos.
Não pode e, depois de passada a tormenta e soadas as trombetas do apocalipse, não vai.
Temos um time, temos camisa, temos torcida, temos profissionais e, acima de tudo, homens nos representando.
Não tem como dar errado.
E não vai!
Menino Maluquinho, vai soltar pipa, vaio bater uma punhetinha tipo Rlo..para de falar merda.. volta para o botequim discutir futebol..tu não entende porra nenhuma.
ResponderExcluirTu tá satisfeito com essa merda de time? Tá satisfeito com o Banana, então foda-se. Continue gritando Ah é dinamite.. cambada de alienados.
Leiam meu blog, por favor, sobre o Vasco da Gama.
ResponderExcluirhttp://bolanarede2000.blogspot.com/
Obrigado, espero que gostem.
Impressionante no jogo de ontem (7/4/2012) não foi o resultado. Na verdade, o 2x1 poderia ter ficado para o lado do Vasco, diante das várias oportunidades criadas e pelo maior domínio do jogo nos 90 minutos. O que de fato impressionou foi a atitude do presidente Roberto Dinamite, "pagando um mico" sem precedentes. Afinal, aquela história de chamar o árbitro do jogo de LADRÃO mostra o total despreparo dos nossos dirigentes de futebol (ou seriam torcedores?) na hora de formar opiniões e fazer uso indevido (e irresponsável) da palavra. Além disso, como deputado estadual, Roberto deveria ser mais ético, fazendo jus ao cargo que ocupa. Perdeu o Vasco. Mas quem perdeu mesmo foi o "Presidente" Roberto, pois tinha tudo para ficar calado e não fazer a torcida se colocar na vergonhosa condição de adepta do CHORORÔ, uma marca tipicamente Botafoguense.
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