terça-feira, 19 de junho de 2012

O MAIOR ÍDOLO DA HISTÓRIA



Quando Juninho saiu do Vasco no início de 2001, deixando uma irremediável saudade em todos nós, ele saiu com um dos grandes ídolos da minha geração.

Quando ele voltou no ano passado, voltou já consolidado como um mito, como um dos maiores ídolos da centenária história do Vasco.

A verdade, meus amigos, é que eu nunca me cansarei de falar bem do Juninho, ou como prefiro me referir a ele, nunca me cansarei de bem dizer a Cruz de Malta de Chuteiras!

Já imagino a conversa que terei com o filho que ainda não tive, que se chamará Antônio Augusto e nascerá em uma maternidade em Recife. “ Ah meu filho, não se fazem mais Juninhos hoje em dia! Ele era mais que um jogador, ele era o Vasco. Eu era feliz e mais feliz ainda por saber que eu era feliz ”

Sou intolerante às críticas ao Juninho. Totalmente. Não aceito o exercício da democracia, da livre opinião, quando a pauta é o Magnânimo Rei. A única crítica que aceito em relação ao Juninho, é a autocrítica.

Sou tão irredutível nessa questão, que até a autocrítica do Rei me deixa um tanto desconfortável. Fico puto mesmo! A humildade irritante do Juninho me deixa puto as vezes!

Como pode um cara com a envergadura dele, com a trajetória, a irrepreensível carreira, ser tão humilde desse jeito? Ele é do tipo que pode falar com a boca cheia “ Eu sou o cara!”, mas prefere falar só com os pés. Provavelmente o que me deixa puto é seu maior segredo.

Juninho é um capitão para além do par ou impar. É um verdadeiro líder, dentro e fora do gramado. Um líder que não precisa gritar, nem dar soco na mesa para ser ouvido. Perceba que a cada gol do Vasco, sendo ele ou não o autor, ele chama todos os companheiros para o abraço.

Como um pai, dá um beijo na testa de cada um. Como um pai, imediatamente após o ápice do gol, ele já vem com recomendações. Perceba! Ele volta para a nova saída de bola sempre sussurrando um melhor posicionamento para um companheiro.

Em um diálogo sensacional transcrito pelo Vitor Roma em uma sua última coluna no Blog da Colina, Juninho dá uma bronca em Bárbio. Permita-me a re-transcrição. Fim da entrevista coletiva, Juninho olha para o Bárbio e logo pergunta: neguinho, você não combinou comigo que iria ficar 15 minutos depois do treino fazendo finalização? Ao que Bárbio responde: Mas eu fiquei... Juninho retruca: Ficou nada, mas amanhã você não me escapa. Vou ficar com você para garantir!

Isso é realmente sensacional e dá a medida da importância, paternal mesmo, que ele tem para os garotos do Vasco. Imagina rapaz, todo dia tu acordar para treinar sabendo que vai  jogar bola  com o Juninho Pernambucano? Qualquer um evolui!

E para fugir um pouco só desse lado de espelho da melhor qualidade que ele é para os jovens, temos que destacar que nem só com profissionalismo o Juninho chegou aonde chegou. Naqueles pés moram um talento incontestável , subaproveitado pela seleção Brasileira.Há 10 anos, quando ele tinha 17, ele já jogava o fino da bola, um craque mesmo, desde sempre. Hoje, com 27( 37 anos? Ah... meu Amigo, me conte outra!) parece só ter melhorado.

Sim! Melhorou!

Como um verdadeiro mito, Juninho só ficou e ficará cada vez  maior com o tempo!Chegará o dia que dirão que ele nunca errou uma cobrança de falta. (Errou?). Me diz se não é uma coisa de predestinação: O cara fica dez anos fora, volta ,e no primeiro jogo, mete um golaço numa falta lá da casa do chapéu!No primeiro chute, quase no primeiro toque!É ou não é a Cruz de Malta de chuteiras?

Hoje ele não tem mais o vigor de antes, você vai ponderar. Mas e daí.. Juninho não corre o mesmo, só corre o certo. Sabe exatamente tudo que está acontecendo dentro do jogo, e por isso que faz lançamentos de 50 metros como quem bebe um copo d”água.Ele não precisa correr o mesmo de antes para sobrar na turma. Falta, de perto, com um jogo por semana, perna leve? Saco, meu camarada!

Juninho vai coroar seu reinado com o Pentacampeonato Brasileiro!

Será o Maior Ídolo da História do Vasco.

@joao_almirante